27 de dezembro de 2009

José Monteiro da Costa

José Monteiro da Costa nasceu em 1882 na cidade do Porto.
Em 1906 regressou de Inglaterra fascinado pelo mesmo desporto que encantara António Nicolau de Almeida há mais de uma década e resolveu criar uma equipa de futebol. Foi então que o seu amigo e anterior presidente lhe falou do projecto que iniciara em 1893, e José Monteiro da Costa não hesitou.
Membro de uma associação denominada Grupo do Destino, sugeriu aos seus colegas que embarcassem com ele na aventura, ao que a maioria acedeu. Terminava o Grupo do Destino e renascia o Futebol Clube do Porto, em Agosto de 1906, assumindo desde logo uma faceta de clube eclético, no qual se praticavam também atletismo, boxe, cricket, halterofilismo, pólo aquático e natação.
As cores escolhidas para o clube foram o azul e branco, as mesmas cores da então bandeira nacional e não as cores da bandeira da cidade porque e segundo José Monteiro da Costa: "O Futebol Clube do Porto não se limitaria a defender apenas o nome da cidade e haveria de levar o nome de Portugal em lutas desportivas contra outros clubes estrangueiros".
José Monteiro da Costa faleceu no dia 30 de janeiro de 1911.

20 de dezembro de 2009

Jorge Andrade


Jorge Manuel Almeida Gomes de Andrade nasceu no dia 9 de Abril de 1978 em Lisboa.
Começou nas camadas jovens do C.F. Estrela da Amadora para na temporada de 1997/98 dar o salto para o plantel principal dos tricolores. Durante as três épocas em que vestiu a camisola dos estrelistas foi ganhando notoriedade e começou a despertar a cobiça dos grandes do futebol.
Em 2000/01 chegou ao Futebol Clube do Porto onde conquistou nessa temporada a Taça de Portugal com uma vitória sobre o C.S. Marítimo na final do Jamor por 2-0.
A época seguinte começou com a conquista da Supertaça Cândido de Oliviera e Jorge Andrade esteve directamente ligado à vitória já que foi ele o autor do único golo da partida com que o F.C. Porto derrotou o Boavista F.C.
No verão de 2002 foi transferido para o R.C. Deportiva Coruña. No clube galego, Jorge Andrade esteve durante cinco temporadas onde venceu uma Supertaça de Espanha.
No dia 21 de Abril de 2004, regressou ao Porto para defrontar o seu antigo clube no primeiro jogo das meias-finais da Liga dos Campeões. No entanto não foi feliz já que acabou por ser expulso.
Em 2006 sofreu uma grave lesão que o impediu de estar presente no Campeonato do Mundo de Futebol na Alemanha. Jorge Andrade já tinha marcado presença no Mundial da Coreia/Japão de 2002 e também no Campeonato da Europa de 2004.
Na temporada de 2007/08 rumou a Itália para representar a Juventus F.C. Em Setembro de 2007 sofreu nova lesão grave no mesmo joelho esquerdo que o obrigou a uma paragem prolongada. Em Abril de 2009 o clube italiano anunciou a rescisão do contrato com o jogador.
Em Julho de 2009 o defesa central esteve a treinar à experiência no Málaga C.F. mas acabou por não convencer os responsáveis do clube espanhol que agradeceram o profissionalismo, esforço e a dedicação do jogador português.
No dia 25 de Julho de 2014 voltou a pisar o relvado do Estádio do Dragão e a vestir a camisola do Futebol Clube do Porto para o jogo de homenagem e despedida de Deco.

Palmarés
1 Taça de Portugal
1 Supertaça Cândido de Oliveira
1 Supertaça de Espanha

13 de dezembro de 2009

Simplício


Augusto Baptista Ferreira, mais conhecido por Simplício, foi um jogador do Futebol Clube do Porto que jogou na década de vinte.
Ingressou nos Dragões em 1923/24 e vestiu a camisola azul e branca até à época de 1929/30. Nessas sete temporadas, Simplício venceu o Campeonato do Porto em todas elas.
Simplício ficou também conhecido e mesmo na história do F.C. Porto por ter desenhado o emblema como o conhecemos nos dias de hoje.
O emblema original do F.C. Porto era uma bola de futebol antiga de cor azul, com as inicias F.C.P. em banco.
Na Assembleia Geral realizada no dia 26 de Outubro de 1922, foi decidido alterar o emblema e a bandeira. O símbolo do clube passou a ter as armas que D. Maria II atribuiu ao Porto por Carta Régia em Janeiro de 1837. Estas são compostas por um escudo esquartejado que possui as armas reais (sete castelos e cinco quinas, tendo cada uma cinco besantes no interior) no primeiro e quarto quartéis e as antigas armas da cidade do Porto (a Virgem segurando o Menino, ladeados por duas torres) no segundo e terceiro quartéis, tendo no centro, sobre o ponto onde se unem os quatro quartéis, um coração, que representa o precioso legado que D. Pedro IV (pai de D. Maria II) deixou à cidade - segundo a sua vontade, o seu coração encontra-se guardado numa urna de prata na Igreja da Lapa. A orlar o escudo encontra-se o Colar e Grã-Cruz da Antiga e Muito Nobre Ordem da Torre e Espada de Valor Lealdade e Mérito, do qual pende a respectiva medalha (na qual estão escritas essas mesmas palavras: valor, lealdade e mérito). Sobre o escudo está a Coroa Ducal e o Dragão negro do poder, pertencente às antigas armas dos Senhores Reis destes Reinos, em cujo pescoço está uma fita com a palavra Invicta, título que D. Maria II atribuiu ao Porto, acrescentando-o aos que a cidade já possuía - Antiga, Mui Nobre e Sempre Leal.

Palmarés
7 Campeonatos do Porto

6 de dezembro de 2009

Fernando Santos


Fernando Manuel da Costa Santos nasceu no dia 10 de Outubro de 1954 em Lisboa.
Como futebolista passou pelos juniores do S.L. Benfica, para em 1971/72 ingressar no plantel da equipa principal do G.D. Estoril Praia, clube onde jogou durante toda a sua carreira de futebolista, tendo apenas uma passagem pelo S.C. Marítimo na época de 1979/80. No final da temporada de 1986/87 colocou um ponto final na carreira de futebolista e deu inicia à de treinador em 1987/88. No G.D. Estoril Praia, Fernando Santos manteve-se durante sete temporadas, até se mudar para o C.F. Estrela da Amadora em 1994/95. Conseguiu a melhor classificação de sempre dos estrelistas ao terminar o campeonato no 7º lugar em 1997/98.
Em 1998/99 transferiu-se para o Futebol Clube do Porto e começou logo por vencer a Supertaça Cândido de Oliveira com uma vitória sobre o S.C. Braga. No campeonato deu continuidade ao trabalho efectuado até então por Bobby Robson e depois por António Oliveira, e levou os portistas à conquista de mais um Campeonato Nacional, tornando-se Penta-Campeões, o que valeu a Fernando Santos a alcunha de “Engenheiro do Penta”.
A temporada seguinte começou com mais uma Supertaça Cândido de Oliveira conquistada, desta vez com uma dupla vitória sobre o S.C. Beira Mar. E terminou com o triunfo na Taça de Portugal sobre o Sporting C.P. na finalíssima por 2-0, depois do empate 1-1 no primeiro jogo.
Em 2000/01, Fernando Santos voltou a levar o F.C. Porto à vitória na Taça de Portugal depois de derrotar o S.C. Marítimo por 2-0, na última vez que orientou os Dragões.
Na temporada seguinte rumou à Grécia para comandar o A.E.K. de Atenas, tendo vencido a Taça da Grécia. Na temporada seguinte transferiu-se para o Panathinaikos A.O. Em 2003/04 regressou a Portugal para orientar o Sporting C.P. mas sem grande sucesso. No final da temporada voltou à Grécia e ao A.E.K. onde se manteve durante duas temporadas. Na época de 2006/07 voltou a Portugal mas desta vez para comandar o S.L. Benfica onde voltou a não ser feliz, tendo sido dispensado após a segunda jornada do Campeonato Nacional. Voltou à Grécia ainda na temporada de 2007/08 para ser treinador do P.A.O.K. de Salónica. Em 2010 foi considerado o treinador da década na Grécia, e depois do Mundial da África do Sul passou a treinador da Selecção grega lugar que ocupou até ao final do Campeonato do Mundo de 2014. Em Setembro de 2014 assumiu o comando técnico da Selecção Nacional de Portugal. Levou a Selecção das Quinas à vitória do Campeonato da Europa de futebol de 2016 disputado em França, um feito único e histórico no futebol nacional.
No dia 25 de Julho de 2014 voltou ao Estádio do Dragão e para comandar a equipa do Futebol Clube do Porto no jogo de homenagem e despedida de Deco.

Palmarés
1 Campeonato da Europa Selecções (Portugal) 
1 Campeonato Nacional da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
2 Supertaças Cândido de Oliveira
1 Taça da Grécia

29 de novembro de 2009

Bosingwa


José Bosingwa da Silva nasceu no dia 24 de Agosto de 1982 em Mbandaka na Republica Democrática do Congo, (antigo Zaire).
Era ainda criança quando chegou a Portugal e foi viver para Seia. Começou a dar os primeiros passos na sua carreira de futebolista nas camadas jovens do A.D. Fornos de Algodres até que em 1997/98 foi jogar para os juniores do Boavista F.C.
Em 2000/01 Fez a sua estreia a sénior no S.C. Freamunde onde esteve uma época emprestado pelos axadrezados, para regressar ao Bessa na temporada seguinte onde permaneceu durante duas épocas.
Em 2003/04 transferiu-se para o Futebol Clube do Porto onde começou logo por conquistar a Supertaça Cândido de Oliveira e mais tarde sagrou-se Campeão Nacional, juntou ainda a vitória na Liga dos Campeões. Nada mau para a primeira temporada vestido de azul e branco.
Na temporada seguinte repetiu a vitória na Supertaça e no dia 12 de Dezembro de 2004 inscreveu o seu nome nos vencedores da Taça Intercontinental.
Em 2005/06 voltou a vencer o Campeonato Nacional e conquistou pela primeira vez a Taça de Portugal.
Na temporada seguinte venceu mais uma Supertaça e voltou a sagrar-se Campeão Nacional, título que voltou a repetir em 2007/08, o que foi a sua ultima época com a camisola dos Dragões.
Em 2008/09 Bosingwa trasferiu-se para o Chelsea F.C. No clube da capital de Inglaterra conquistou um campeonato inglês, três Taças de Inglaterra, uma Supertaça de Inglaterra e a Liga dos Campeões em 2012.
Na temporada de 2012/13 transferiu-se para o Queens Park Rangers F.C. Em 2013/14 rumou à Turquia para jogar pelo Trabzonspor Kulübü.
Ao serviço da Selecção Nacional, Bosingwa esteve presente nos Jogos Olímpicos de Atenas de 2004 e no Campeonato da Europa de 2008.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
2 Liga dos Campeões
4 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
1 Campeonato de Inglaterra
1 Taça de Portugal
3 Taça de Inglaterra
3 Supertaças Cândido de Oliveira
1 Supertaça de Inglaterra

22 de novembro de 2009

Geraldão


Geraldo Dutra Pereira, Mais conhecido por Geraldão, nasceu no dia 24 de Abril de 1963 em Governador Valadares no Estado de Minas Gerais, Brasil.
Começou a jogar futebol aos 12 anos no Sport Clube Rio Doce, um clube da sua terra natal. Com 16 anos transferiu-se para o Cruzeiro E.C. tendo vencido a Taça Minas Gerais. Em 1982 tentou a sorte no Qatar onde durante duas temporadas defendeu as cores do Al-Arabi S.C. e onde ganhou a Liga do Qatar em 1982/83. Regressou em 1984 ao Cruzeiro E.C. já com 21 anos, mas também com mais experiência. No clube de Belo Horizonte esteve quatro épocas, onde voltou a ganhar a Taça Minas Gerais, por duas vezes e também o Campeonato Mineiro em 1984 e 1987.
No inicio da temporada de 1987/88 Chegou ao Futebol Clube do Porto e depressa se tornou titular. Conquistou o Campeonato Nacional, a Taça de Portugal, a Supertaça Europeia e a Taça Intercontinental logo na primeira temporada.
Em 1989/90 voltou a sagrar-se Campeão Nacional e venceu a Supertaça Cândido de Oliveira.
Na época seguinte conquistou a sua segunda Taça de Portugal.
Em 1991/92 transferiu-se para o Paris S.G. e na temporada seguinte mudou-se para o Clube América do México, para em 1993 regressar ao Brasil. Primeiro representou o Grémio de Porto Alegre, onde conquistou o Campeonato Gaúcho e depois o Associação Portuguesa dos Desportos.
Ainda nesse ano de 1993 terminou a sua carreira, por um lado devido a uma lesão antiga que se vinha a agravar, por outro era já vontade do jogador arrumar as botas por volta dos seus 30 anos.
Foi internacional pela Selecção do Brasil por 9 vezes. Esteve presente nos Jogos Pan-Americanos, competição que a Selecção brasileira venceu e marcou ainda presença na Copa América de 1987 onde realizou duas partidas.
Depois de abandonar a carreira de futebolista Geraldão abraçou a carreira de treinador. Passou pelo Ipatinga F.C. regressou ao F.C. Porto para fazer parte da equipa técnica da equipa b e voltou depois ao Brasil para orientar o Clube de Regatas Brasil de Alagoas.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
1 Supertaça Europeia
1 Jogos Pan-Americanos
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
1 Supertaça Cândido de Oliveira
2 Campeonatos Mineiros
1 Campeonato Gaúcho
3 Taças Minas Gerais

16 de novembro de 2009

Estádio do Dragão



O Estádio do Dragão festeja hoje o seu 6º aniversário.
A casa do Futebol Clube do Porto foi classificada como sendo de Grau A, a mais alta distinção de qualidade atribuída pela UEFA, o que quer dizer que pode ser palco de qualquer evento futebolístico nacional e internacional.
Foi também o primeiro estádio da Europa a conseguir a certificação «GreenLight», conferida pelo Comissão Europeia (através da ADENE – Agencia para a Energia), premiando o esforço realizado em termos de utilização racional energética e na qualidade de iluminação.
O momento alto aconteceu com a festa de inauguração, passando à cerimonia de abertura do Euro 2004, sem falar nos jogos do F.C. do Porto em todas as competições, e não esquecendo festas de comemoração de títulos, onde já jorrou o champanhe do «Tetra» ou da recepção a campeões europeus com a chegada de Gelsenkirchen. É também aqui que se realiza a Milha do Dragão e foi desvendado o bólide que veste de azul e branco na Superleague Formula, sem esquecer a velocidade da Race of Champions. O líder portista divulgou o livro «Largos Dias têm 100 Anos». As 24 Horas TMN e os Rolling Stones deram música da classe e várias empresas de topo e multinacionais escolheram o Dragão para os seus eventos. Stockmarket, World Cyber Games, S. João, bênção das pastas, festas infantis, anúncios televisivos e visitas guiadas fazem com que a «Cidade das Antas», como foi baptizada pelo Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa, tenha vindo revitalizar a zona oriental da cidade.

8 de novembro de 2009

Nóbrega

Francisco Lage Pereira Nóbrega nasceu no dia 14 de Abril de 1942 em Vila Real.
Jogou nas camadas jovens do Futebol Clube do Porto e quando foi promovido a sénior, na temporada de 1961/62, foi emprestado ao F.C. Tirsense, para regressar em definitivo aos Dragões na temporada seguinte.
A estreia foi bastante promissora já que Nóbrega, com apenas 21 anos, acabou o campeonato com 10 golos apontados e com a conquista da Taça Associação de Futebol do Porto.
A sua segunda temporada com a camisola do F.C. Porto já foi a época em que se afirmou como um dos titulares indiscutíveis, tendo voltado a vencer a Taça Associação de Futebol do Porto.
Em 1964 foi pela primeira vez chamado a representar a Selecção Nacional num jogo contra a Espanha, em que Portugal venceu por 2-1. Viria ainda a vestir a camisola das quinas por mais 3 ocasiões, tendo-se despedido no dia 12 de Novembro de 1967 numa partida contra a Noruega, com o resultado a ser favorável a Portugal por 2-1.
Em 1964/65 e 1965/66 repetiu a vitória na Taça Associação de Futebol do Porto.
No dia 16 de Setembro de 1964 foi um dos titulares da formação portista que venceu o Olimpique de Lyon por 3-0 no Estádio das antas, um jogo a contar para a 1ª mão da 1ª eliminatória da Taça dos Vencedores das Taças e que marcou a primeira vitória dos portistas nas competições europeias.
Na temporada de 1967/68 viveu o ponto alto da sua carreira ao conquistar a Taça de Portugal. Os portistas foram à Final do Jamor vencer o Vitória de Setúbal por 2-1, com Nóbrega a ser o autor de um dos golos.
No final da temporada de 1973/74 deixou o F.C. Porto e ingressou no clube da sua terra, o S.C. Vila Real.
Em 1975/76 ajudou os vila-realenses a subirem para a II Divisão. Nessa temporada começou por ter como treinador Joaquim Teixeira (que passou pelo F.C. Porto na equipa técnica comandada por António Oliveira), seguiu-se depois Luis Miguel no comando do S.C. Vila Real.
Na temporada seguinte passou a ser treinado pelo seu amigo e ex-colega do F.C. Porto, Custódio Pinto. Só que num jogo em Chaves, um desentendimento entre o treinador e o presidente, Taveira da Mota, ditou o afastamente de Custódio Pinto do comando técnico da equipa de Vila Real. Nóbrega em solidariedade com o seu amigo abandonou também o clube e regressou à cidade do Porto
Passou depois mais tarde a treinador tendo orientado o C.D. Feirense, entre outros clubes de divisões secundárias.
Faleceu no dia 28 de Abril de 2012, no Porto, quando contava com 70 anos.

Palmarés
1 Taça de Portugal
4 Taças Associação de Futebol do Porto

Agradecimento especial ao Armando Pinto pela ajuda neste post

1 de novembro de 2009

Doriva


Dorival Guidoni Junior, mais conhecido como Doriva, nasceu no dia 28 de Maio de 1972 em Nhandeara do Estado de São Paulo, Brasil.
Começou a carreira profissional no São Paulo F.C. no ano de 1991, esteve depois emprestado ao A.A. Anapolina e mais tarde ao Goiânia E.C., regressou em 1993 ao São Paulo F.C. onde viveu os primeiros momentos de glória ao estar nas conquistas da Taça dos Libertadores da América, Recopa Sul-Américana, Supertaça Libertadores e Mundial Interclubes.
No ano de 1995 mudou-se para o modesto E.C. XV Novembro de Piracicaba da 3ª divisão brasileira. Ainda nesse ano Doriva transferiu-se para o C.A. Atlético Mineiro e voltou às vitórias com a conquista da Taça Conmebol em 1997.
No início da temporada de 1997/98 transferiu-se para o Futebol Clube do Porto.
No plantel orientado por António Oliveira ganhou a titularidade e passou a ser um dos pilares da equipa portista que venceu o Campeonato Nacional e a Taça de Portugal.
Na temporada seguinte repetiu a conquista do Campeonato Nacional ao que juntou a vitória na Supertaça Cândido de Oliveira. No final dessa época deixou o F.C. Porto para ingressar na U.C. Sampdoria, mas não partiu sem ter deixado a sua marca. Em Agosto de 1998 os Dragões receberam e venceram o Sporting C.P. por 3-2, Doriva foi o autor dos três golos com três remates espantosos que despacharam os leões.
Em Itália manteve-se apenas uma temporada, depois foi para Espanha para vestir a camisola do R.C. Celta de Vigo durante duas temporadas. Em 2002/03 rumou a Inglaterra para ingressar no Middlesbrough F.C. clube onde se manteve durante quatro temporadas e onde conquistou a Taça da Liga em 2004. Na época de 2006/07 esteve dois meses ao serviço do Blackpool F.C. até que regressou ao Brasil para se juntar ao América F.C. de São Paulo. Depois mudou-se para o Mirassol F.C. mas Doriva sempre tinha o sonho de terminar a carreira no São Paulo F.C.
Em 2008 foi-lhe detectada uma arritmia cardíaca durante os exames médicos no Mirassol F.C. e foi impedido de jogar. Mais tarde voltou a ser observado e o problema foi confirmado. Como Doriva tinha antecedentes na família com o mesmo problema cardíaco resolveu colocar um ponto final na carreira quando contava 35 anos.
Doriva representou por 14 vezes a Selecção do Brasil. Estreou-se no dia 27 de Abril de 1995 e esteve presente no Campeonato do Mundo de Futebol de França de 1998.
Em 2012 fez parte, como treinador-adjunto, da equipa técnico do Ituano F.C. tendo assumido o cargo de treinador principal em 2013. Em 2014 passou a treinador do C.A. Paranaense.

Palmarés
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
1 Taça de Portugal
1 Supertaça Cândido de Oliveira
1 Taça da Liga Inglessa
1 Taça dos Libertadores da América
1 Recopa Sul-Américana
1 Supertaça Libertadores
1 Mundial Interclubes
1 Taça Conmebol

26 de outubro de 2009

Jaime Magalhães


Jaime Fernandes Magalhães nasceu no dia 19 de Julho de 1962 na cidade do Porto.
Ingressou nas camadas jovens do Futebol Clube do Porto na época de 1976/77, para no dia 21 de Setembro de 1980 fazer a estreia como sénior no estádio do Bessa num jogo em que o F.C. Porto defrontou o Boavista F.C.
Jaime Magalhães esteve ao serviço dos Dragões durante 15 temporadas consecutivas, desde 1980/81 até 1994/95.
Foi por sete vezes Campeão Nacional, Venceu quatro Taças de Portugal, oito Supertaças Cândido de Oliveira e duas Taças Associação de Futebol do Porto com o ponto alto da sua carreira a chegar no ano de 1987 altura em que ajudou a conquistar a Taça dos Clubes Campeões Europeus e a Taça Intercontinental ao que juntou a Supertaça Europeia.
Na temporada de 1995/96 transferiu-se para o Leça F.C. onde terminou a carreira de futebolista nessa mesma época.
Foi internacional por 20 vezes, tendo marcado presença no Campeonato da Europa de França de 1984 e no Campeonato do Mundo do México de 1986.
Em 2011 aceitou o convite de Jorge Costa para integrar a equipa técnica do F.C. CFR Cluj da Roménia, mas deixou o clube junto com o técnico principal quando este foi dispensado no inicio de 2012.

Palmarés
1 Taça dos Clubes Campeões Europeus
1 Taça Intercontinental
1 Supertaça Europeia
7 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
4 Taças de Portugal
8 Supertaças Cândido de Oliveira
2 Taças Associação de Futebol do Porto

19 de outubro de 2009

Dr. Sardoeira Pinto


Fernando Arnaldo Sardoeira Pinto nasceu no dia 29 de Agosto de 1933 no Porto.
Filho de um industrial gráfico e de uma professora primária, estudou desde criança na cidade do Porto até que aos 21 anos entrou na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, tendo-se formado doutor em 1964. Ainda era estudante universitário quando foi admitido como jornalista no jornal “Diário do Norte”, isto em 1957, no entanto chegou a chefiar o mesmo jornal alguns anos mais tarde.
Portista desde miúdo, um amor ao Futebol Clube do Porto que herdou dos seus pais, como chegou a referir, desde cedo que foi eleito para uma denominada Assembleia Delegada, constituída pelos sócios mais antigos e dedicados e dessa forma sempre se manteve a par da vida do F.C. Porto, até chegar a ter algum protagonismo no ultimo mandato do Presidente Pinto de Magalhães.
Em 1971, foi convidado a assumir o cargo de Presidente da Direcção da Associação de Futebol do Porto. Aceitou o convite e passou a defender o interesse dos clubes da região do Porto.
Foi mais tarde irradiado por causa de uma péssima arbitragem numa Final de juniores entre o F.C. Porto e o Sporting C.P. que os leões venceram por 2-1. Logicamente que saiu em defesa do F.C. Porto por este pertencer à Associação que presidia. O caso durou vários meses e quase ao fim de um ano o Secretário de Estado da Juventude e Desporto deu como provado que não foram dadas legalmente todas as condições para que o Dr. Sardoeira Pinto tivesse uma defesa eficaz e julgou o caso como nulo e de nenhum efeito.
Em 1977 voltou à Associação e foi de novo eleito para Presidente da Direcção. Terminado esse mandato passou a Presidente da Assembleia Geral da Associação de Futebol do Porto, mas afastou-se do futebol quando também esse mandato terminou.
Foi depois eleito Sócio Honorário do F.C. Paços de Ferreira como agradecimento pela forma com actuou enquanto esteve à frente dos destinos da Associação.
Em 1982 com a eleição de Jorge Nuno Pinto da Costa para Presidente do F.C. Porto, o Dr. Sardoeira Pinto assumiu a presidência da Assembleia Geral do clube, lugar que ocupou até ao fim da sua vida..
Em 1991 foi nomeado pelo Conselho Cultural do F.C. Porto, Dragão de Ouro e Dirigente do Ano.
Em 1994 foi também eleito e por unanimidade, Presidente Honorário do F.C. Porto.
“Fiquei muito emocionado, como continuo a estar. Foi um prémio especial, algo que para mim é extraordinário: a consideração e a amizade dos meus consócios. Ser eleito Presidente Honorário do Futebol Clube do Porto foi uma consagração, depois destes anos que levo ao serviço do Clube.
Como tenho dito muitas vezes e não me canso de repetir, representar o Futebol Clube do Porto é uma das maiores honras que experimentei na minha vida. E quando digo representar o Futebol Clube do Porto digo também representar a massa associativa.
Por outro lado, devo dizer que a minha vida tem conhecido bons momentos e este foi certamente um deles. Em termos desportivos, foi, sem duvida, o melhor da todos, quando na minha segunda casa, na minha segunda família recebi esta consagração que me envaidece.
Ao Reinaldo Teles e ao Prof. Dr. Vieira de Carvalho foi feita justiça: a mim, foi-me dada uma honra que endosso, naturalmente, aos consócios e me permite, conforme o Presidente da Direcção já disse, afirmar uma coisa muito importante: quem é honorária é a massa associativa do F.C. Porto, pelo que é, pelo que vale e pelo que representa”.
Dr. Sardoeira Pinto serviu o F.C. Porto durante 32 anos.
Faleceu no dia 19 de Junho de 2014. 

18 de outubro de 2009

12 de outubro de 2009

Freitas


Fernando José Antónia Freitas Alexandrino, mais conhecido apenas como Freitas, nasceu no dia 21 de Julho de 1947 na cidade de Lobito, Angola.
Iniciou a carreira de futebolista no Lusitano de Lobito e mais tarde transferiu-se para o C.F. Belenenses na temporada de 1967/68, tendo representado o clube lisboeta até à época de 1975/76. Pelo clube de Belém venceu por duas vezes a Taça Associação de Futebol de Lisboa. No último ano em que representou os azuis de Belém, Freitas alinhou na Selecção Europa-América, que defrontou um misto Rio de Janeiro-São Paulo, em dois encontros disputados, um no Maracanã e outro na Baía.
Na temporada de 1976/77 transferiu-se para o Futebol Clube do Porto. Depois de uma primeira época onde nem sempre foi titular e em que venceu a Taça de Portugal, depois da vitória na Final sobre o S.C. Braga por 1-0, Freitas foi um dos principais jogadores no onze titular de José Maria Pedroto que venceu os dois Campeonatos Nacionais em 1977/78 e 1978/79, uma Supertaça Cândido de Oliveira e uma Taça Associação de Futebol do Porto em 1980/81.
Em 1983/84 rumou ao Algarve para ingressar no Portimonense S.C. clube onde terminou a sua carreira.

Palmarés
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
1 Taça de Portugal
1 Supertaça Cândido de Oliveira
2 Taças Associação de Futebol de Lisboa
1 Taça Associação de Futebol do Porto

Um agradecimento especial ao Dragão Vila Pouca e ao Armando Pinto pela colaboração

5 de outubro de 2009

Jacques


Jacques Pereira nasceu no dia 3 de Fevereiro de 1955 em Casabalnca, Marrocos.
Despontou para o futebol em Vila Real do Santo António ao serviço do Lusitano F.C. clube onde fez a toda a sua formação e onde se estreou como sénior na época de 1972/73.
Na temporada seguinte mudou-se para o S.C. Farense, onde permaneceu durante duas temporadas. Seguiu-se o F.C. Famalicão, onde jogou quatro épocas, tendo-se Sagrado Campeão Nacional da II Divisão na temporada de 1977/78.
Em 1979/80 e 1980/81 vestiu a camisola do S.C. Braga.
Em 1981/82 ingressou no Futebol Clube do Porto e foi o melhor marcador do Campeonato Nacional com 29 golos apontados em 30 jogos. Nas quatro temporadas em que representou os Dragões, Jacques venceu uma Taça de Portugal, uma Taça Associação de Futebol do Porto e duas Supertaças Cândido de Oliveira, uma delas em que foi a principal figura ao apontar 3 golos na vitória por 4-1 com que o Futebol Clube do Porto venceu o S.L. Benfica no jogo da 2ª mão, depois da derrota por 2-0 em Lisboa.
Na Temporada de 1985/86, Jacques regressou ao S.C. Braga. Seguiu-se o S.C. Covilhã, depois novamente ingressou no Lusitano F.C. para terminar a sua carreira na época de 1991/92 ao serviço do U.D. Castromarinense.

Palmarés
1 Campeonato Nacional 2ª Divisão (Portugal)
1 Taça de Portugal
2 Supertaças Cândido de Oliveira
1 Taça Associação de Futebol do Porto

28 de setembro de 2009

116 Anos


A todos os Portistas, que desde o dia 28 de Setembro de 1893 e ao longo dos anos fizeram com que o Futebol Clube do Porto tenha hoje a grandeza que tem. Muitos Parabéns.

20 de setembro de 2009

Artur Jorge


Artur Jorge Braga de Melo Teixeira nasceu no dia 13 de Fevereiro de 1946 na cidade do Porto.
Começou a jogar futebol nas camadas jovens do Futebol Clube do Porto, sendo Campeão Nacional em 1962/63 pelos juniores.
Na temporada de 1964/65 estreou-se na equipa principal dos Dragões mas uma grave lesão afastou-o durante um grande período de tempo dos relvados.
Na temporada seguinte mudou-se para Coimbra onde viria a representar a Académica durante 4 temporadas.
Depois em 1969/70 transferiu-se para o S.L. Benfica, onde foi por 4 vezes Campeão Nacional, venceu 2 Taças de Portugal e foi por 2 vezes o melhor marcador do campeonato.
Em 1975/76 ingressou no C.F. Belenenses onde voltou a sofrer mais uma grave lesão que o fez retirar-se da carreira de futebolista.
Foi depois para a Alemanha tirar o curso de treinador e quando regressou foi convidado por José Maria Pedroto a fazer parte da sua equipa técnica no Futebol Clube do Porto. No entanto pouco depois Pedroto e o então Presidente portista, Américo de Sá, desentenderam-se e Pedroto foi para Guimarães levando consigo Artur Jorge.
Em 1981/82 passou a treinador principal do Portimonense S.C. onde esteve durante duas temporadas.
Na temporada de 1984/85 Artur Jorge regressou ao F.C. Porto para ser o treinador principal, e não poderia ter sonhado com melhor destino já que se sagrou Campeão Nacional, título que voltaria a repetir na temporada seguinte assim como a conquista da Supertaça na época de 1985/86.
Em 1986/87 Artur Jorge tornou-se no primeiro treinador nacional a conquistar a Taça dos Clubes Campeãos Europeus depois do F.C. Porto ter vencido na Final de Viena os alemães do F.C. Bayern Munique por 2-1.
Na temporada seguinte rumou a Paris para orientar o Matra Racing onde se manteve durante duas épocas.
Em 1989/90 voltou às Antas para de novo levar o F.C. Porto à conquista do Título Nacional e da Supertaça. Na temporada seguinte venceu a Taça de Portugal.
Depois voltou a partir para França para comandar o Paris S.G. onde venceu uma Taça de França e um campeonato francês.
Em 1994/95 Voltou a Portugal mas desta vez para treinar o S.L. Benfica onde não ganhou nada. Saiu no final da temporada para se tornar no técnico da Selecção da Suíça. Passou ainda pelo comando da Selecção de Portugal, pelo C.D. Tenerife, voltou ao Paris S.G., depois seguiu-se o S.B.V. Vitesse, Al Nassr. Em 2001/02 foi campeão na Arábia Saudita pelo Al Hilal. Na temporada seguinte regressou a Portugal para treinar a Académica de Coimbra. Depois passou pelo Spartak de Moscovo, Camarões e U.S. Créteil-Lusitanos. Em 2014/15 e depois de ter estado sete anos afastado dos relvados voltou a treinar, o seu destino foi a Argélia onde vio a orientar o M.C. Alger, clube que representa atualmente.

Palmarés como jogador
4 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal

Palmarés como treinador
1 Taça dos Campeões Europeus
3 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Supertaças Cândido de Oliveira
1 Taça de Portugal
1 Campeonato de França
1 Taça de França
1 Campeonato da Arábia Saudita
1 Campeonato da Russia
1 Supertaça da Russia

14 de setembro de 2009

Maniche


Nuno Ricardo Oliveira Ribeiro, mais conhecido como Maniche, nasceu no dia 11 de Novembro de 1977 em Lisboa.
Começou a dar os primeiros passos no futebol nas camadas jovens do S.L. Benfica e em 1995/96 estreou-se na equipa principal.
Foi depois emprestado ao F.C. Alverca, clube onde permaneceu durante três épocas para regressar de novo ao S.L. Benfica em 1999/2000. No início tudo parecia correr bem para o jogador até que começaram a surgir alguns problemas de ordem disciplinar. E assim foi sem grandes surpresas que no verão de 2002/03, Maniche ingressou a custo zero no Futebol Clube do Porto.
Começou desde logo a ser um dos jogadores mais influentes na equipa orientada por José Mourinho, e nessa primeira temporada com a camisola do F.C. Porto venceu tudo o que tinha para vencer. Campeonato Nacional, Taça de Portugal e a Taça UEFA, que foi sem duvida o momento alto da época.
Para a temporada de 2003/04 a história voltou a repetir-se com mais uma conquista do Campeonato Nacional, uma Supertaça Nacional e a vitória na Liga dos Campeões.
Em 2004/05 Maniche começou por vencer mais uma Supertaça Nacional à qual juntou a Taça Intercontinental, conquistada no Japão defronte do Once Caldas da Colômbia.
No final dessa época foi vendido ao Dínamo de Moscovo por 16 milhões de euros. Mas na equipa de Moscovo não foi feliz e foi emprestado ao Chelsea F.C. de Inglaterra, onde voltou a encontrar José Mourinho.
Na temporada seguinte transferiu-se para o Atlético de Madrid onde permaneceu durante três temporadas. Pelo meio foi emprestado ao Inter de Milão a meia da época de 2007/08.
Em 2009/10 rumou à Alemanha para ingressar no F.C. Colónia.
Regressou a Portugal em 2010/11 para jogar pelo Sporting C.P. tendo deixado o clube de Alvalade no final dessa mesma temporada.
Representou ainda a Selecção de Portugal no Euro 2004, onde apontou dois golos, e no Mundial 2006, que também foi o autor de dois golos e foi eleito como um dos 10 jogadores mais valiosos da competição.
Em 2013/14 assumiu novas funções ao integrar a equipa técnica do F.C. Paços de Ferreira, como treinador adjunto, acabando por deixar o clube a meia dessa mesma temporada.
No dia 25 de Julho de 2014 voltou a vestir a camisola do Futebol Clube do Porto e a pisar o relvado do Estádio do Dragão para o jogo de despedida e homenagem a Deco.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
1 Liga dos Campeões
1 Taça UEFA
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
1 Taça de Portugal
2 Supertaças Cândido de Oliveira

6 de setembro de 2009

Lisandro López


Lisandro López nasceu no dia 2 de Março de 1983 em Rafael Obligado na zona de Buenos Aires, Argentina.
Jogou nas camadas jovens do Racing Club e em 2002/03 estreou-se na equipa principal do clube de Avellaneda. Em 2004 foi o melhor marcador do Torneio Apertura com 12 golos de sua autoria. O que despertou o interesse de muitos clubes europeus.
No início da temporada de 2005/06 chegou ao Futebol Clube do Porto onde foi um dos principais jogadores para a conquista do Campeonato Nacional e também da Taça de Portugal.
Na época seguinte começou por vencer a Supertaça e terminou com a vitória no segundo Campeonato Nacional consecutivo.
Em 2007/08 teve um papel fundamental na equipa portista ao apontar 24 golos em 27 jogos a contar para o campeonato, o que lhe valeu o título de melhor marcador e de novo a conquista do Campeonato Nacional.
Na época de 2008/09 voltou a ajudar o F.C. Porto a ganhar o campeonato caseiro e tornou-se um dos cinco jogadores portistas a sagrarem-se Tetra-Campeões. Voltou a ser importante na conquista da Taça de Portugal ao apontar o golo que valeu a vitória aos Dragões na Final contra o F.C. Paços de Ferreira.
No final da temporada foi transferido para o Olympique de Lyonnais onde venceu a Taça de França em 2011/12. Em 2013/14 rumou ao Catar para ingressar no Al-Garafa S.C.

Palmarés
4 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
1 Supertaça Cândido de Oliveira
1 Taça de França

23 de agosto de 2009

Zé Beto


José Alberto Teixeira Ferreirinha, mais conhecido por Zé Beto, nasceu no dia 21 de Fevereiro de 1960 em Matosinhos.
Começou por jogar futebol nas camadas jovens do A.D.R. Pasteleira onde deu nas vistas e propulsionou uma disputa pelos seus serviços entre o Leixões S.C. e o Futebol Clube do Porto, com os portistas a levarem a melhor e a conseguirem levar o jovem guarda-redes para as Antas no inicio da temporada de 1978/79.
No entanto Zé Beto tinha a forte concorrência de Fonseca e de Tibi no F.C. Porto e acabou por ser emprestado ao S.C. Beira-Mar.
Na época de 1979/80 regressou definitivamente aos Dragões mas teve de esperar até 1983 para se estrear como titular da baliza portista. Então desde essa altura a sua importância no onze titular não parou de crescer e foi fundamental no sucesso do F.C. Porto.
Na temporada de 1983/84 venceu pela primeira vez a Taça de Portugal e esteve presente em Basileia na Final da Taça dos Vencedores das Taças, competição que os portistas foram finalistas juntamente com a Juventus F.C. de Itália. O resultado final foi 2-1 a favor dos italianos. No final do jogo, Zé Beto envolveu-se numa discussão com um dos árbitros assistentes e foi acusado de o ter agredido, o que valeu ao guarda-redes portista uma suspensão de 1 ano por parte da UEFA.
Em 1984/85 Zé Beto sagrou-se Campeão Nacional pela primeira vez nessa mesma temporada, titulo que voltou a conquistar na temporada seguinte.
Em 1986/87 e depois de uma longa paragem devido a lesão, começou por ser titular mas a meio do ano perdeu esse estatuto para Mlynarczyk. Ainda deu o seu contributo para o Futebol Clube do Porto se sagrar Campeão Europeu em Viena, ao ser o dono da baliza em cinco jogos das oito eliminatórias da caminhada até à Final.
Zé Beto voltou a sagrar-se Campeão Nacional em 1987/88 e a vencer a Taça de Portugal nessa mesma temporada. Ao que juntou a vitória na Supertaça Europeia e a conquista da Taça Intercontinental.
A temporada de 1989/90 acabou por ser a última da sua carreira já que faleceu num acidente de viação na A1 em Fevereiro de 1990. Encontra-se sepultado no cemitério de Sendim em Matosinhos.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
1 Taça dos Clubes Campeões Europeus
1 Supertaça Europeia
4 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
4 Supertaças Cândido de Oliveira
2 Taças Associação de Futebol do Porto

9 de agosto de 2009

Derlei


Vanderlei Fernandes Silva, mais conhecido como Derlei, nasceu no dia 14 de Julho de 1975 em São Bernardo do Campo no Estado de São Paulo; Brasil.
Começou a sua carreira de futebolista profissional em 1994 no América F.C. de Natal onde permaneceu até 1996, tendo vencido o Campeonato Potiguar nesse ano. De seguida mudou-se para o Guarani F.C. em 1997. Teve ainda nesse ano uma breve passagem pelo Grêmio Esportivo Mauaense, mas voltou em 1998 ao Guarani F.C. A meio do ano seguinte ingressou no Madureira E.C. do Rio de Janeiro.
Em 1999/2000 chegava a Portugal para defender as cores do União de Leiria. No clube da cidade do lis ganhou notoriedade e começou a atrair as atenções dos maiores clubes nacionais.
Foi assim sem surpresa que na temporada de 2002/03 foi contratado pelo Futebol Clube do Porto. Derlei desde logo se impôs e ganhou a titularidade na equipa orientada por José Mourinho, e nessa primeira época ao serviço dos Dragões venceu todo o que tinha para ganhar. Primeiro foi o título de Campeão Nacional. Depois a Taça UEFA e por fim a Taça de Portugal. Nada mau para um jogador estreante numa equipa de primeiro plano.
Na temporada seguinte as conquistas continuaram. Começou logo em Agosto com a vitória na Supertaça Cândido de Oliveira, depois a conquista de mais um Campeonato Nacional, e por fim o triunfo na prova que todos os jogadores sonham. A Liga dos Campeões Europeus. Mas nessa época de 2003/04 nem todo foram rosas para Derlei que sofreu uma grave lesão ainda a meio da temporada e esteve praticamente seis meses afastado da competição, no entanto voltou ainda a tempo de poder disputar a Final em Gelsenkirchen. Pelo meio, Derlei fica para a história como o autor do primeiro golo apontado no Estádio do Dragão na partida realizada contra o F.C. Barcelona na inauguração do novo recinto dos Dragões.
A época de 2004/05 começou com mais um troféu conquistado por Derlei, a Supertaça Cândido de Oliveira e em Dezembro de 2004 voltou a conquistar mais uma prova internacional, a Taça Intercontinental.
Em Janeiro de 2005 deixou o F.C. Porto e ingressou no Dinamo de Moscovo, no entanto a glória tinha ficado na cidade Invicta.
Em 2006/07 regressou a Portugal onde teve uma passagem fracassada pelo S.L. Benfica, onde esteve emprestado pelo clube Russo.
Na temporada seguinte transferiu-se para o Sporting C.P. onde voltou a conquistar uma Taça de Portugal e duas Supertaças e onde voltou a encontrar o seu melhor nível.
No final de 2008/09 deixou o clube de Alvalade e regressou ao Brasil para representar o Esporte Clube Vitória, onde conquistou a Campeonato da Bahia. Mudou-se depois para o Madureira Esporte Clube onde terminou a sua carreira em 2010.
No dia 25 de Julho de 2014 voltou a pisar o relvado do Estádio do Dragão e a vestir a camisola do Futebol Clube do Porto para o jogo de homenagem e despedida de Deco.

Palmarés
1 Liga dos Campeões Europeus
1 Taça Intercontinental
1 Taça UEFA
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
3 Supertaças Cândido de Oliveira
1 Campeonato Potiguar
1 Campeotano Bahia

2 de agosto de 2009

Sousa


António Augusto Gomes de Sousa nasceu no dia 28 de Abril de 1957 em São João da Madeira.
Iniciou a carreira nas categorias jovens da A.D. Sanjoanense e cumpriu apenas seis meses nos juniores, porque o treinador da equipa principal o chamou para os seniores quando tinha apenas 16 anos.
Até 1975 permaneceu no clube da terra, até ao dia em que o seu trabalho e valor o levaram ao S.C. Beira-Mar. Em Aveiro, Sousa cresceu, tornou-se ídolo e depressa passou a ser alvo da cobiça de vários clubes.
Na época 1979/80 aceitou o convite para ingressar no Futebol Clube do Porto cuja equipa era treinada por José Maria Pedroto.
Representou os Dragões durante oito épocas e foi o primeiro jogador do Clube a marcar um golo numa final europeia, em Maio de 1984, em Basileia, para a Taça das Taças contra a Juventus F.C.
Sousa, que indubitavelmente triunfou de dragão ao peito, acabou por só ser campeão nacional uma vez, em 1987/88 (sob o comando de Tomislav Ivic), isto porque deixou o clube em 1984/85 para representar o Sporting C.P. e, curiosamente, o F.C. Porto acabou por ser campeão nacional nas duas épocas em que ele esteve ao serviço dos leões. Regressaria à Invicta em 1986/87 sagrando-se Campeão da Europa e vencendo, no ano seguinte, a Taça Intercontinental. Ainda durante essa época, voltaria a evidenciar-se numa final europeia quando marcou o golo da vitória do F.C. Porto na segunda mão da Supertaça Europeia, frente ao Ajax F.C. nas Antas.
O seu percurso no F.C. Porto chegaria ao fim na época 1988/89 quando foi um dos dispensados no processo de renovação da equipa principal, facto que nunca digeriu bem, porque estava a jogar ao seu nível, com frescura e motivação, e até porque Artur Jorge lhe dissera, semanas antes, que contava com ele para a temporada seguinte. Regressou então ao S.C. Beira-Mar, onde esteve mais quatro épocas, ao longo das quais ainda disputou uma final da Taça de Portugal, com derrota perante o F.C. Porto (1-3). Em final de carreira representou ainda o Gil Vicente F.C. e a A.D. Ovarense (1994/95). Depois manteve-se ligado ao futebol como treinador, cumprindo um trajecto que lhe era familiar: início na A.D. Sanjoanense (1995/96), a que se seguiu o S.C. Beira-Mar, desde Janeiro de 1997 a 2004. Um longo percurso marcado pela vitória na Taça de Portugal de 1997/98, selada com um golo fantástico do filho
Sousa converteu-se também numa das grandes referências do seu tempo, até pela longevidade de uma carreira que por pouco não atingia o número mágico de 500 jogos no Campeonato Nacional – fez 483! Ainda é hoje o segundo jogador com maior número de encontros na I Divisão (o primeiro é Manuel Fernandes com 485 jogos).
Na Selecção Nacional cumpriu, sempre como titular, a totalidade dos encontros efectuados nas fases finais do Campeonato da Europa de Futebol de 1984 em França e do Campeonato do Mundo de Futebol de 1986 no México.

Palmarés como jogador
1 Taça dos Clubes Campeões Europeus
1 Taça Intercontinental
1 Supertaça Europeia
1 Campeonato Nacional da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
3 Supertaças Cândido de Oliveira
2 Taças Associação de Futebol do Porto
1 Taça Associação de Futebol de Lisboa

Palmarés como treinador
1 Taça de Portugal

elaborado por Fernando Moreira

26 de julho de 2009

Norman Hall

O inglês Norman Hall era uma estrela na equipa do Futebol Clube do Porto.
A residir em Portugal desde os 8 anos de idade, pouco depois deu os primeiros pontapés na bola no seio do clube que seria o "do seu coração".
Mais tarde, em 1919, iniciaria um percurso desportivo que fez dele uma enorme glória do F.C. Porto.
Hall foi um avançado que se destacou pela extrema cortesia e "fair-play". Era uma figura viva, apaixonante, sempre de sorriso posto, um verdadeiro "gentleman". Numa altura em que os atletas eram inscritos por categorias (o F.C. Porto chegou a disputar os campeonatos de quartas categorias), Norman Hall, embora inscrito a meio da época (20-12-1919), passou desde logo a integrar o plantel de elite de que faziam parte, entre outros, Lino Moreira, José Magalhães Bastos, José Ferreira da Silva, Floreano Pereira, Hamilton, Joaquim Reis, Edward Bull, Lopes Carneiro, Velez Carneiro e Alexandre Cal, vindo a revelar-se um grande jogador e um excepcional desportista.
Estreou-se, com uma grande exibição, em 4 de Abril de 1920 na vitória (3-2) frente ao S.L. Benfica, em Lisboa, a primeira de muitas que o F.C. Porto, ao longo da sua gloriosa história, iria arrebatar a sul e na capital.
Era um jogador que, com raro espírito de solidariedade, se subordinava aos interesses da equipa. O denodo e qualidade técnica fizeram-no temido pelos adversários e, goleador nato, marcou inúmeros e decisivos golos.
Numa eliminatória do Campeonato de 1925/26, só à sua conta converteu 8 tentos (!) nos 10-0 do F.C. Porto.
A mais-valia que representava para a equipa fica comprovada pelo episódio que se conta dum jogo com o S.L. Benfica na época 1930/31 (28-06-1931 – Campo do Arnado, Coimbra). Aníbal José, jogador dos encarnados, algum tempo depois do encontro, confidenciou em entrevista à "Stadium":
"Deixei o Benfica quase por imposição de Vítor Silva a pretexto de ser incorrecto e de não querer obedecer-lhe, mas, aquando do desafio entre o S.L. Benfica e o F.C. Porto, em Coimbra, na final do Campeonato de Portugal, era o Norman Hall o melhor jogador portista, podendo estorvar o Benfica. Vítor Silva, o capitão de equipa, veio ter comigo e disse-me: Ó Aníbal, dá uma grande pancada no Hall, inutiliza-o, quando não estamos perdidos! Eu imediatamente fui ao encontro do Norman Hall e desanquei-o de tal maneira que os rapazes no campo disseram: lá mataram o Hall! O certo é que logo a seguir o Benfica fez dois golos, de nada valendo vir o desgraçado do Hall para ponta esquerda, visto que nada podia fazer... E na outra parte metemos outro golo, ficando o resultado em 3-0."
Norman Hall jogou durante toda a década de 1920/30 e em 1931 ainda tinha um papel transcendente na equipa. Foi capitão do F.C. Porto durante vários anos. Além dos que, com ele, se sagraram em 1921/22 os Primeiros Campeões de Portugal, teve, mais tarde, como companheiros outras velhas glórias do Clube entre as quais Waldemar Mota, Acácio Mesquita, Pedro Temudo, Flávio Laranjeira, Álvaro Pereira, Avelino Martins, Francisco Castro e os míticos Miguel Siska e Artur de Sousa "Pinga", sendo que este iniciava uma carreira fulgurante no futebol português. Com alguns deles reconquistou o Campeonato de Portugal em 1924/25.
Hall, um grande atleta e um homem, com um coração enorme, que em todo o lado dignificou a imagem do Clube que amava. O facto de, juntamente com Abel D'Aquino Júnior, ser o único jogador de antanho a figurar na galeria dos sócios honorários do F.C. Porto, revela bem o destaque que alcançou no clube da Invicta.
A festa de despedida, em 1 de Julho de 1931, foi um tributo das gentes portistas ao homem e ao atleta.

Palmarés
2 Campeonatos de Portugal
12 Campeonatos do Porto

elaborado por Fernando Moreira

19 de julho de 2009

Pedro Emanuel

Pedro Emanuel dos Santos Martins Silva nasceu no dia 11 de Fevereiro de 1975 em Luanda, Angola.
Começou por jogar futebol nas camadas jovens do Boavista F.C. e na temporada de 1993/94 foi emprestado ao F.C. Marco onde fez a sua estreia como sénior. Depois passou também por empréstimo pelo A.D. Ovarense, e por ultimo rumou ao F.C. Penafiel antes de regressar ao clube do Bessa na época de 1996/97 ainda a tempo de conquistar a sua primeira Taça de Portugal. No Boavista F.C. Pedro Emanuel permaneceu até ao final da temporada de 2000/01. Ao longo das seis temporadas em que representou o clube da Pantera, foi ganhando um lugar de destaque no plantel boavisteiro ao ponto de chegar a ser capitão de equipa. Equipa que se sagrou Campeã Nacional pela primeira vez na história do clube do Bessa em 2000/01 e que Pedro Emanuel viu dessa forma o seu nome ligado ao historial do clube.
Na temporada seguinte transferiu-se para o Futebol clube do Porto e voltou a sagrar-se Campeão Nacional, ao que juntou a vitória na Taça de Portugal. Conquistou ainda a Taça UEFA depois da vitória sobre o Celtic de Galsgow na Fina de Sevilha.
Em 2003/04 repetiu a vitória no Campeonato Nacional, venceu a Supertaça Nacional e ainda conquistou a Liga dos Campeões. Na temporada seguinte as vitórias continuaram com mais uma Supertaça Nacional e com mais um troféu internacional conquistado, neste caso a Taça Intercontinental que Pedro Emanuel teve um papel importante ao marcar o ultimo penalti no desempate por grandes penalidades. A imagem do jogador nos instantes antes da cobrança do penalti vai ficar para sempre na memoria de todos aqueles que assistiram ao jogo.
Em 2005/06 voltou a Sagrar-se Campeão Nacional e voltou a conquistar a Taça de Portugal.
Na temporada de 2006/07 a azar bateu-lhe à porta ainda no decorrer da pré-época. No dia 12 de Agosto nos exercícios de aquecimento para a partida contra o Manchester City, Pedro Emanuel sofreu uma lesão no tendão de Aquiles que o afastou dos relvados durante toda a temporada. Ainda assim festejou mais uma vitória no Campeonato Nacional e a conquista de mais uma Supertaça.
Na temporada seguinte já totalmente recuperado voltou a sagrar-se Campeão Nacional.
Em 2008/09 festejou o Tetra-Campeonato e mais uma vitória na Taça de Portugal. Apesar de já não ser utilizado com frequência, Pedro Emanuel era a voz de comando no balneário e uma das maiores referências do plantel. No final da temporada pendurou as chuteiras.
Passou a treinador dos juvenis portistas onde levou os jovens Dragões à conquista do Título de Campeões. Na temporada de 2010/11 voltou ao plantel principal do F.C. Porto para ser treinador-adjunto.
Em 2011/12 estreou-se como treinador principal ao assumir o comando da Académica de Coimbra tendo levado os estudantes à vitória na Taça de Portugal dessa mesma temporada, no entanto os resultados menos conseguidos já na temporada de 2012/13, levaram à sua saída do clube de Coimbra em Abril de 2013. Em 2013/14 passa a treinar o F.C. Arouca onde permanece durante duas temporadas. Em 2015/16 assume o comando técnico dos cipriotas do Apollon Limassol F.C., lugar que ocupou até Dezembro de 2016. Regressa a Portugal e em Março de 2017 é convidado a orientar o G.D. Estoril.
No dia 25 de Julho de 2014 esteve de novo no relvado do Estádio do Dragão e de novo com a camisola do Futebol Clube do Porto vestida no jogo de despedida e homenagem a Deco.

Palmarés como jogador
7 (6) Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
4 Taças de Portugal
4 Supertaças Cândido de Oliveira
1 Liga dos Campeões
1 Taça UEFA
1 Taça Intercontinental

Palmarés como treinador
1 Taça de Portugal

12 de julho de 2009

Jaime Pacheco


Jaime Moreira Pacheco nasceu no dia 22 de Julho de 1958 em Lordelo, Paredes.
Iniciou-se no mundo do futebol nos iniciados do Aliados Lordelo.
Mais tarde, foi fazer uma experiência ao F.C. Porto e foi contratado por José Maria Pedroto para a temporada 1979/1980.
Depois de cinco anos nas Antas, assinou pelo Sporting C.P. motivando mais uma zanga entre os dois clubes, mas regressou ao F.C. Porto duas temporadas depois, a tempo de se sagrar Campeão Europeu, em 1987, e vencer a Taça Intercontinental assim como a Supertaça Europeia.
Chegou também a vestir por diversas vezes a camisola da Selecção Nacional. Como jogador, venceu uma vez o Campeonato Nacional, duas vezes a Taça de Portugal, três vezes a Supertaça Cândido de Oliveira e duas Taças Associação de Futebol do Porto, sempre ao serviço do F.C. Porto. Saiu das Antas para representar, por esta ordem, o Vitória de Setúbal, o F.C. Paços de Ferreira, o S.C. Braga, o Rio Ave F.C. e o União Paredes.
Jaime Pacheco estreou-se a treinador durante a temporada de 1992/93 quando ainda era jogador do F.C. Paços de Ferreira e onde acumulou as duas funções.
Em 1995/96 passou definitivamente a técnico ou assumir o comando do União de Lamas. E foi na equipa de Santa Maria da Feira que Jaime Pacheco começou a dar as primeiras dores de cabeça às grandes equipas, quando na 5ª eliminatória da Taça de Portugal impôs um empate a zero contra o F.C. Porto em pleno estádio das Antas, e o feito poderia mesmo ter sido ainda maior não fosse o União de Lamas ter desperdiçado uma grande penalidade já nos minutos finais.
Ainda nessa época, o presidente do Vitória de Guimarães, Pimenta Machado, foi buscá-lo a Santa Maria de Lamas para orientar a equipa da cidade berço. Assim, tirou o V. Guimarães do fundo da tabela, para na época seguinte (1996/1997) levar o clube minhoto a conquistar a presença nas competições europeias.
Na temporada de 1997/98, viveu uma situação insólita na sua carreira, já que foi despedido à oitava jornada, quando o Vitória de Guimarães, curiosamente, seguia num excelente segundo lugar no campeonato. Contudo, Jaime Pacheco não ficou muito tempo no desemprego, já que João Loureiro, presidente do Boavista F.C. se lembrou dele quando, em Dezembro de 1997, decidiu substituir Mário Reis no comando da equipa técnica do clube axadrezado.
Na época de 1998/99, levou os axadrezados ao segundo lugar no campeonato, assim, em 1999/2000 o Boavista F.C. alcançou o apuramento para a Liga dos Campeões. Mas o maior feito da carreira de Jaime Pacheco como treinador de futebol foi alcançado na temporada de 2000/01 quando levou o Boavista F.C. à vitória no Campeonato Nacional.
Na temporada de 2002/03 ainda no comando técnico do emblema do Bessa, chegou às meias-finais da Taça UEFA onde foi eliminado pelos escoceses do Celtic de Glasgow.
Em 2003/04 ingressou no R.C.D. Mallorca de Espanha onde se manteve apenas alguns meses. Na temporada seguinte voltou ao Boavista F.C. onde esteve uma temporada.
Ainda passou depois pelo V. Guimarães, regressou de novo ao Bessa e na temporada de 2008/09 assumiu o comando do C.F. Belenenses. Em 2009/10 viajou para a Arábia Saudita onde foi treinar o Al-Shabab de Riyadh durante uma temporada. Em 2011 rumou à China para comandar o Beijin Guoan F.C. durante dois anos. Passou depois pelo Egito para orientar o Zamalek S.C. Em 2014/15 voltou à Arabia Saudita e ao Al-Shabab F.C. e no verão de 2016 voltou à China para treinar o Tianjin Teda F.C. 

Palmarés como jogador
1 Taça dos Clubes Campeões Europeus
1 Taça Intercontinental
1 Supertaça Europeia
1 Campeonato Nacional da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
3 Supertaças Cândido de Oliveira
2 Taças Associação de Futebol do Porto
1 Taça Associação de Futebol de Lisboa

Palmarés como treinador
1 Campeonato Nacional da 1ª Divisão (Portugal)

5 de julho de 2009

Lucho González


Luis Oscar González (Lucho), nasceu no dia 19 de Janeiro de 1981 em Buenos Aires na Argentina.
Com 14 anos iniciou-se no futebol nas camadas jovens do Club Atlético Hurcán, e na temporada de 1998/99 fez a sua estreia na equipa principal.
Em 2002 transferiu-se para o C.A. River Plate onde desde cedo começou a ser um dos jogadores mais influentes da equipa e onde se sagrou Campeão do Torneio Clausura em 2003 e 2004.
No ano de 2004, esteve presente nos Jogos Olímpicos de Atenas em representação da Selecção da Argentina de futebol onde venceu a Medalha de Ouro. Lucho González Começava assim a despertar o interesse dos principais clubes europeus e em 2005 assinou contrato com o Futebol Clube do Porto.
Chegou aos Dragões no início da temporada de 2005/06. No final da época festejou o seu primeiro título de Campeão de Portugal, venceu também a Taça de Portugal e foi o melhor marcador da equipa. Por esta altura, começava a ser um dos principais jogadores portistas e na sua primeira temporada chegou por diversas vezes a ser capitão de equipa. As boas exibições realizadas no F.C. Porto valeram-lhe a chamada à Selecção da Argentina que esteve presente no Campeonato do Mundo de Futebol da Alemanha em 2006.
Na sua segunda época ao serviço do F.C. Porto, voltou a vencer o Campeonato Nacional, ao que juntou a conquista da Supertaça. Voltou também a vestir a camisola da Argentina na Copa América de 2007.
Em 2007/08 foi novamente Campeão Nacional. Título que repetiu na temporada de 2008/09 ao sagrar-se Tetra-Campeão. Juntou nova vitória na Taça de Portugal apesar de não ter disputado a Final devido a lesão. No final dessa temporada despediu-se do F.C. Porto não sem antes agradecer aos adeptos o carinho que aqui encontrou.
Em 2009/10 rumou a França para jogar pelo O. Marselha, clube com que se sagrou Campeão em 2009/10, venceu a Supertaça de França na mesma temporada e ainda a Taça da Liga por 3 vezes.
Em Janeiro de 2012 regressou ao Futebol Clube do Porto e voltou a sagrar-se Campeão Nacional. Já no inicio da temporada de 2012/13, ajudou os portistas a conquistarem a Supertaça Cândido de Oliveira e no final dessa temporada voltou a sagrar-se Campeão Nacional. Voltou a conquistar a Supertaça Cândido de Oliveira na temporada de 2013/14.
Em Janeiro de 2014 deixou pela segunda vez os Dragões para rumar ao Catar, para vestir a camisola do Al-Rayyan Club, onde disputou 14 partidas oficiais.
Em Junho de 2015 regressou à Argentina e ao C.A. River Plate, um regresso feliz já que praticamente um mês depois de voltar a vestir a camisola dos "Millonarios" venceu a Taça dos Libertadores da América. Em Setembro de 2016 viaja para o Brasil para ingressar no Clube Atlético Paranaense.

Palmarés
1 Taça dos Libertadores da América
6 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
3 Supertaça Cândido de Oliveira
2 Campeonatos da Argentina
1 Campeonato de França
1 Supertaça de França
3 Taça da Liga de França
1 Medalha de Ouro Olimpica

28 de junho de 2009

Eurico


Eurico Monteiro Gomes nasceu no dia 29 de Setembro de 1955 em Santa Marta de Penaguião.
Começou nas camadas jovens do Odivelas F.C. mas depressa passou para o S.L. Benfica onde na temporada de 1973/74 deu o salto para a equipa principal. No clube da Luz permaneceu até ao final da época de 1978/79 onde se sagrou Campeão Nacional pela primeira vez na sua carreira (1975/76 e 1976/77), tendo vencido por duas vezes a Taça Associação de Futebol de Lisboa (1977/78 e 1978/79).
Em 1979/80 transferiu-se para o Sporting C.P. e voltou a ser Campeão logo nessa primeira época ao serviço dos Leões. O que viria a repetir na temporada de 1981/82. Foi também no clube de Alvalade que Eurico conquistou a sua primeira Taça de Portugal em 1981/82.
Em 1982/83 mudou-se para o Futebol Clube do Porto, treinado na altura por José Maria Pedroto. Com a camisola dos Dragões, Eurico voltou a vencer o Campeonato Nacional por mais duas vezes (1984/85 e 1985/86), venceu a sua segunda Taça de Portugal (1983/84) e a Taça Associação de Futebol do Porto (1983/84). As exibições que realizou com a camisola do F.C. Porto começaram a despertar a cobiça dos maiores clubes europeus e a valer grandes elogios nos jornais desportivos internacionais, principalmente depois a sua boa prestação no jogo da final da Taça dos Vencedores das Taças de 1984 e do Campeonato da Europa de Futebol realizado em França em 1984. Infelizmente em Agosto de 1985 no jogo da 1ª jornada do campeonato, Eurico sofreu uma grave lesão que o afastou dos relvados durante um longo período de tempo e que o obrigou a terminar a carreira mais cedo do que aquilo que esperava. Ainda fez parte do plantel do F.C. Porto que se sagrou Campeão Europeu em 1987.
Na temporada de 1987/88 ingressou no Vitória de Setúbal, clube onde terminou a carreira de futebolista na temporada seguinte.
Abraçou depois a carreira de treinador que teve início ao serviço do Rio Ave F.C. em 1989/90. Passou por vários clubes nacionais, tais como o F.C. Tirsense onde se sagrou Campeão Nacional da 2ª Liga em 1993/94. No estrangueiro teve passagens pelos: M.C. Oran da Argélia, Ethnikos Piraeus da Grécia, Al-Wahda Club e Al Raed S.C. da Arábia Saudita.
Eurico Gomes foi até os dias de hoje o único futebolista a sagrar-se Campeão Nacional pelo S.L. Benfica, Sporting C.P. e F.C. Porto.

Palmarés como jogador
6 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
4 Supertaças Cândido de Oliveira
1 Taça Associação de Futebol do Porto
2 Taças Associação de Futebol de Lisboa

Palmarés como treinador
1 Campeonato Nacional da 2ª Divisão (Portugal)

14 de junho de 2009

Dorival Kniper (Yustrich)


Dorival Knipel nasceu no dia 28 de Setembro de 1917 em Corumbá no Brasil.
Ficou com o apelido Yustrich por ser muito parecido fisicamente com Elias Yustrich, guarda-redes dos argentinos do C.A. Boca Juniors.
Dorival Knipel começou a jogar futebol aos 18 anos como guardião no C.R. Flamengo clube onde permaneceu até 1944. Em seguida mudou-se para o Vasco da Gama e depois passou ainda pelo América.
Depois de deixar a carreira de jogador, Yustrich passou a treinador. Ficou conhecido por ser um técnico duro e disciplinador e não permitia que os seus jogadores fumassem, deixassem crescer a barba e usassem o cabelo comprido. Ao mesmo tempo que não suportava falta de empenho nos treinos e atrasos dos jogadores. Por tudo isso havia quem o chamava de Homão, também devido à sua postura física e aos seus 1,90m de altura.
Em 1953 foi demitido do Atlético Mineiro por o ambiente entre o técnico e os jogadores já ser insuportável.
Na temporada de 1955/56 chegou ao Futebol Clube do Porto e sagrou-se Campeão Nacional e terminou com um jejum de 16 anos sem o F.C. Porto vencer o campeonato. Nessa temporada venceu também a Taça de Portugal (a primeira do F.C. Porto), no que foi a primeira dobradinha da história do clube. Foi nessa temporada que Yustrich impôs a obrigatoriedade de o emblema do clube estar sempre presente nas camisolas do seus jogadores. No final da época e numa digressão à Venezuela, Yustrich colocou em duvida a autoridade do presidente e insoltou o tesoureiro (chamou-lhe estúpido e cavalo e disse que“se fosse mais homem atirava-o da janela do hotel abaixo). Foi despedido, mas em Julho 1957 regressou com o apoio do novo presidente do F.C. Porto, Paulo Pombo. Mas mesmo assim Yustrich continuava a ter problemas com alguns jogadores, entre eles Hernâni. Em 1958, no final de um jogo em que os portistas venceram o Clube Oriental por 5-0, o treinador ordenou que os seus jogadores agradecessem o apoio do público. Hernâni foi o único a não acatar as ordens do treinador por “não estar para alinhar em palhaçadas”, e os dois chegaram mesmo a confrontos físicos à entrada para os balneários (ainda por trás da baliza da superior sul do Estádio das Antas). No final dessa época Yustrich foi dispensado.
Regressou ao Brasil e ao Vasco da Gama em 1959.
Em 1964 treinou o Siderúrgica de Sabará e venceu o campeonato estadual. Passou depois pelo Vila Nova e mais tarde voltou ao Atlético Mineiro onde foi por várias vezes Campeão Mineiro.
Em Dezembro de 1968, o Atlético Mineiro foi convidado a representar a Selecção do Brasil num jogo contra a Jugoslávia. O Atlético, que vestiu a camisola canarinha nesse jogo, venceu por 3-2 e Yustrich foi dessa forma treinador da Selecção brasileira por um único jogo.
No ano seguinte e ainda no comando técnico do Atlético Mineiro, venceu a Selecção do Brasil num jogo particular por 2-1. No final do jogo, mandou os seus jogadores darem a volta olímpica no relvado, o que levou os adeptos do Mineirão à loucura. No entanto mais tarde voltou a ter problemas com mais um jogador, neste caso foi com o uruguaio Cincunegui. As discussões entre o jogador e o treinador passaram a ver cada vez mais frequentes e mais ásperas, até que o jogador uruguaio apontou uma pistola a Yustrich.
Em 1970 Yustrich mudou-se para o C.R. Flamengo, e logo no jogo de estreia do Torneio de Verão goleou a equipa argentina do C.A. Independiente por 6-1. Mas os resultados dos jogos seguintes não foram os melhores e em 1971 foi demitido.
Depois ainda treinou o S.C. Corinthians e o Coritiba F.C. Em 1977 mudou-se para o Cruzeiro e foi Campeão, mas deixou no balneário a sua lei ao proibir o jogo de bilhar snooker nos estágios. Ainda quando estava ao serviço do Cruzeiro foi alvo de mais um episódio caricato e que acabou por lhe valer o afastamento de clube. No final de um jogo, um jogador do Cruzeiro deu a sua camisola a uma criança que tinha invadido o relvado e Yustrich mandou o roupeiro ir buscar a camisola do jogador. O presidente do clube não permitiu e depois de alguma confusão Yustrich foi demitido ali mesmo no relvado.
O Cruzeiro acabou por ser o ultimo clube que Dorival Yustrich treinou. Depois retirou-se por completo do mundo do futebol.
No dia 13 de Outubro de 1987 esteve no relvado do estádio das Antas antes de um jogo do F.C. Porto contra o Portimonense S.C. e foi homenageado com uma estrondosa salva de palmas. Nesse dia disse uma frase que ficou célebre: “O F.C. Porto vingou e eu fui a semente”. Mais tarde ao jantar em sua homenagem disse que “senti que regressava ao meu querido Porto”.
Dorival Knipel acabou por falecer no dia 15 de Fevereiro de 1990, mas ainda nos dias de hoje é recordado por muitos adeptos do Futebol Clube do Porto como um dos seus melhores e mais importantes treinadores.

7 de junho de 2009

António Nicolau de Almeida

António Nicolau de Almeida nasceu no ano de 1873 tendo falecido em 1948. Foi o fundador e o primeiro presidente do Futebol Clube do Porto.
Foi também um comerciante de vinho do porto, e numa das suas viagens a Inglaterra ficou fascinado com o futebol e desde logo começou a pensar na ideia de criar um clube em Portugal. Assim juntamente com mais uns amigos da alta sociedade, no dia 28 de Setembro de 1893, fundou o Foot-Ball Club do Porto.
No dia 2 de Março de 1894 realizou-se na cidade do Porto, o primeiro jogo contra o Club Lisbonense, uma partida que foi apadrinhada pelo Rei D.Carlos, e na qual as duas equipas representaram as suas cidades. O encontro teve o nome de: 1º Lisboa-Porto Cup D´El Rey.
No entanto depois desse encontro, António Nicolau de Almeida acedeu ao pedido da sua futura esposa Hilda Rumsey e afastou-se do clube, por ela considerar o futebol um desporto bastante violento.
Bem dito o dia em que António Nicolau d´Almeida teve a honra de fundar este clube, um clube que de certeza o deixaria orgulhoso ao ser Bi-Campeão Mundial.
António Nicolau de Almeida esta sepultado no cemitério de Agramonte muito perto das ruinas do teatro de Baquet.

31 de maio de 2009

José Alberto Costa


José Alberto Costa nasceu no dia 31 de Outubro de 1953 na cidade do Porto.
Foi um dos melhores extremos do Futebol Clube do Porto e de Portugal. Era um jogador muito rápido, forte fisicamente e que gostava de ir à linha e cruzar. Um clássico extremo-esquerdo! Não tinha propensão para o golo, mas era muito hábil nas assistências o que, associado à inegável qualidade técnica e à velocidade que imprimia ao jogo, provocava frequentemente o pânico nas defesas adversárias. Com Gomes e Oliveira fez parte de um trio atacante famoso do F.C. Porto.
Costa era um atleta muito bem dotado fisicamente; para além do futebol, praticou outras modalidades enquanto estudante do Liceu de Vila Real; no atletismo e no andebol demonstrou ser veloz e possuidor de vigor físico inestimável.
Iniciou a carreira de futebolista nos juvenis do S.C. Vila Real, transitando depois para os seniores. Na capital transmontana, cedo se evidenciou como jogador de auspicioso futuro.
Chegou a Coimbra – à Universidade e à Académica – no início da época desportiva de 1971/72. Na "Briosa" notabilizou-se a ponto de ser chamado à Selecção Nacional (1977/78) e de despertar o interesse dos maiores clubes portugueses.
Ingressou no F.C. Porto pela mão de Pinto da Costa (na altura, Chefe do Departamento de Futebol) e logo na primeira temporada (1978/79), em que alinhou em 24 jogos do Campeonato, se sagrou campeão nacional. A equipa, sob as ordens do "Mestre" José Maria Pedroto, obteve o "bicampeonato". Costa foi vital na conquista do título; o meio-campo portista havia perdido Ademir (Celta de Vigo) e Octávio (Vitória de Setúbal), mas a sua classe deu estabilidade e agressividade à equipa.
Seguiram-se mais cinco épocas e meia nas Antas, treinado, para além de Pedroto, por Artur Jorge e pelo austríaco Herman Stessl. E acrescentou ao seu palmarés 1 Campeonato Nacional, 1 Taça de Portugal, 2 Supertaças Cândido de Oliveira e 2 Taças Associação de Futebol do Porto. Em Basileia, Suíça, participou na primeira final europeia do F.C. Porto, em 16 de Maio de 1984, frente à Juventus F.C. na edição de 1983/84 da Taça das Taças.
O nome de José Alberto Costa ficou ligado ao chamado "verão quente" de 1980 quando um grupo de 15 jogadores, de que ele fazia parte juntamente com Lima Pereira, Oliveira, Octávio, Jaime Pacheco, Sousa, Frasco e Fernando Gomes, entre outros, se solidarizou e auto-suspendeu em defesa de Pedroto e Pinto da Costa que haviam entrado em "rota de colisão" com o Presidente Américo de Sá.
Com o advento de Vermelhinho (que se estreou, a jogar, na época 1983/84) e Paulo Futre (1984/85), perdeu preponderância na equipa azul-e-branca. Fez apenas 5 jogos (suplente utilizado) na temporada em que chegou o frenético Futre. Contudo, realça-se a influência e a autoridade de líder que Costa exerceu no balneário do F.C. Porto até à sua saída, em Janeiro de 1985, para o Vitória de Guimarães.
Na "cidade berço" realizou uma excelente época de 1985/86, apesar dos seus 32 anos.
Depois jogou uma temporada no Marítimo S.C. e, no Funchal, terminou a carreira de futebolista em junho de 1987.
Foi internacional A por 24 vezes e, ainda como jogador da Académica de Coimbra, fez a sua estreia na Selecção no dia 8 de Março de 1978, em Paris, no "amigável" disputado por Portugal frente à França.
Na 2ª internacionalização, já como jogador do F.C. Porto, marcou o golo da nossa vitória contra os E.U.A. Vestiu pela última vez a "camisola das quinas" em 28 de Outubro de 1983, no jogo de apuramento para o Euro-84 com triunfo (1-0) sobre a Polónia. José Costa não participou em qualquer grande competição internacional de selecções, jogando todavia o apuramento para os europeus de 1980 e 1984 e para o Mundial de 1982.
Costa, que dispõe de sólida formação académica (concluiu uma licenciatura na Universidade de Coimbra), encetou a carreira de treinador após terminar a de futebolista. Integrou, primeiro, os quadros da F.P.F. coadjuvando Juca, o Seleccionador Nacional (1987/89); depois os escalões de formação (1989/91) e a Selecção principal (1991/93), secundando Carlos Queirós. Com Queirós foi igualmente treinador adjunto no Sporting C.P. (1994/95), no Metro Stars de Nova York (1996), no Nagoya Grampus, Japão, (1996/97), na Selecção dos Estados Unidos (1998/99) e na Selecção dos Emiratos Árabes Unidos (1999).
Já como treinador principal prossegue a carreira no F.C. Famalicão (2.ª Liga), em Dezembro de 2001 ingressa no Varzim S.C. (1.ª Liga), passando depois pelo G.D. Chaves (2003/04). A seguir é contratado para trabalhar nos E.U.A. na "USA Seventeen Soccer Academy". Em Julho de 2008 voltou a ser escolhido por Carlos Queirós para integrar a equipa de observadores da Selecção Nacional. Em 2010 ingressou como adjunto na Académica de Coimbra, esteve depois 2 anos a comandar os iranianos do Sanat Naft Abadan Club e em 2013/14 regressou a Portugal para orientar a formação B do S.C. Braga.

Palmarés
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
1 Taça de Portugal
2 Supertaças Cândido de Oliveira
2 Taças Associação de Futebol do Porto

elaborado por Fernando Moreira

24 de maio de 2009

Tetra-Campeões


Com o campeonato a terminar hoje, fica esta homenagem a todos os jogadores, equipa médica, equipa técnica
e dirigentes, que deram o seu contributo para o Futebol Clube do Porto se sagrar Tetra-Campeão pela segunda vez na sua história.

17 de maio de 2009

Miguel Arcanjo


Miguel Arcanjo Arsénio de Oliveira nasceu no dia 13 de Maio de 1932 em Nova Lisboa, Angola.
Foi um excelente defesa-central, dotado de boa técnica e sentido posicional, muito querido dos adeptos do Futebol Clube do Porto onde militou durante 16 anos.
Ingressou no clube em 1950 e, pouco depois, foi vítima de um problema na vista que ter-lhe-ia interrompido a carreira, não fosse a intervenção pronta e cuidada de Cesário Bonito, médico de profisssão e presidente do F.C. Porto. Com efeito, Cesário Bonito foi responsável pela operação à retina que em 1951 salvou Miguel Arcanjo da cegueira. O angolano viria a ser um dos maiores jogadores do F.C. Porto.
Mas só com a chegada do treinador Yustrich atingiu o objectivo de singrar no futebol português. A época de 1955-56, com a obtenção da "dobradinha" (Campeonato e Taça de Portugal), foi o ponto de partida para a grande carreira de Arcanjo. Formou com Virgílio e Osvaldo Cambalacho um trio defensivo fantástico.
Na época 1956/57 o F.C. Porto participou na 2ª edição da Taça dos Clubes Campeões da Europa, como Campeão Português em título (1955/56). Os dragões defrontaram o Athletic Bilbao e Miguel Arcanjo alinhou no jogo da segunda mão, em Espanha. Foi um jogo brilhante da equipa portista que, contudo, não evitou a derrota (2-3) e a eliminação (3-5) na sua estreia em provas da UEFA.
Na temporada 1958/59 voltou a ser campeão, com Béla Guttmann, numa defesa em que sobressaía ao lado de Virgílio, Barbosa e do polivalente Monteiro da Costa.
Na primeira metade da década de 60, teve a seu lado jogadores como Festa, Paula, Ivan, Mesquita, Joaquim Jorge e Atraca. Mas não voltou a vencer qualquer prova.
Conquistou ainda a Taça Associação de Futebol do Porto por nove vezes
Miguel Arcanjo foi internacional em 9 vezes e jogou na fase de qualificação da Selecção para o Mundial de 1966, em Inglaterra. Ao invés dos seus colegas de clube, Américo, Festa e Custódio Pinto, não esteve na fase final da competição.

Palmarés
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
9 Taças Associação de Futebol do Porto

elaborado por Fernando Moreira

10 de maio de 2009

Paulinho Santos

João Paulo Maio dos Santos (Paulinho Santos), nasceu no dia 21 de Novembro de 1970 em Caxinas, Vila do Conde.
Começou a jogar futebol no Rio Ave F.C. tendo-se estreado nos seniores na temporada de 1989/90. No clube de Vila do Conde jogou durante três épocas onde disputou 82 partidas tendo apontado 1 golo.
Na temporada de 1992/93 transferiu-se para o Futebol Clube do Porto e logo nessa primeira época aos serviço dos Dragões sagrou-se Campeão Nacional. Um feito que viria a repetir por mais seis vezes, com a particularidade de ser um dos cinco jogadores da história do F.C. Porto a estar em todos os campeonatos conquistados na caminhada do Penta-Campeonato.
Venceu a Taça de Portugal por cinco vezes e a Supertaça Cândido de Oliveira igualmente por cinco ocasiões.
A juntar a todas essas conquistas, tem ainda no seu palmarés a vitória na Taça UEFA de 2002/03, embora tenha sido pouco utilizado na caminhada até à Final de Sevilha.
Representou a Selecção Nacional por 30 vezes, onde apontou dois golos. Esteve presente no Campeonato da Europa de 1996 em Inglaterra.
No final da temporada de 2002/03 colocou um ponto final na sua carreira futebolística.
Passou depois a integrar as equipas técnicas dos escalões de formação do F.C. Porto. Em 2012 passou a ser um dos adjuntos na equipa principal, lugar que ocupou até ao final da temporada de 2013/14. Em 2014/15 mudou-se para a equipa B dos Dragões para ocupar o mesmo cargo.

Palmarés
1 Taça UEFA
7 Campeonatos Nacionais 1ª Divisão (Portugal)
5 Taças de Portugal
5 Supertaças Cândido de Oliveira