28 de junho de 2009

Eurico

Eurico Monteiro Gomes nasceu no dia 29 de Setembro de 1955 em Santa Marta de Penaguião.
Começou nas camadas jovens do Odivelas F.C. mas depressa passou para o S.L. Benfica onde na temporada de 1973/74 deu o salto para a equipa principal. No clube da Luz permaneceu até ao final da época de 1978/79 onde se sagrou Campeão Nacional pela primeira vez na sua carreira (1975/76 e 1976/77), tendo vencido por duas vezes a Taça Associação de Futebol de Lisboa (1977/78 e 1978/79).
Em 1979/80 transferiu-se para o Sporting C.P. e voltou a sagrar-se Campeão Nacional logo nessa primeira época ao serviço dos Leões, o que viria a repetir na temporada de 1981/82. Foi também no clube de Alvalade que Eurico conquistou a sua primeira Taça de Portugal em 1981/82.
Em 1982/83 mudou-se para o Futebol Clube do Porto. A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 21 de Agosto de 1982 no Campo do Portimonense, em Portimão, onde os portistas venceram por 2-1 os algarvios, numa partida a contar para a 1ª jornada do Campeonato Nacional de 1982/83.
Com a camisola dos Dragões, Eurico voltou a vencer o Campeonato Nacional por mais duas vezes (1984/85 e 1985/86), venceu a sua segunda Taça de Portugal (1983/84), conquistou a Supertaça Cândido de Oliveira também por duas ocasiões (1983/84 e 1984/85) e a Taça Associação de Futebol do Porto (1983/84). As exibições que realizou com a camisola do F.C. Porto começaram a despertar a cobiça dos maiores clubes europeus e a valer grandes elogios nos jornais desportivos internacionais, principalmente depois a sua boa prestação no jogo da final da Taça dos Vencedores das Taças de 1984 e do Campeonato da Europa de Futebol realizado em França em 1984. Infelizmente em Agosto de 1985 no jogo da 1ª jornada do Campeonato Nacional de 1985/86, Eurico sofreu uma grave lesão que o afastou dos relvados durante um longo período de tempo e que o condicionou para o resto da sua carreira.
No final dessa infeliz época de 1985/86, Eurico deixou o F.C. Porto. Representou os azuis e brancos durante 4 temporadas, disputou 133 jogos oficiais, marcou 9 golos e conquistou 6 Títulos.
Na temporada de 1987/88 ingressou no Vitória de Setúbal, clube onde terminou a carreira de futebolista na temporada seguinte, depois de 45 jogos disputados.
Eurico representou também a Selecção Nacional. Foi internacional por 38 vezes e foi um dos convocados para o Campeonato da Europa de 1984.
Abraçou depois a carreira de treinador que teve início ao serviço do Rio Ave F.C. em 1989/90. Passou por vários clubes nacionais, tais como o F.C. Tirsense onde se sagrou Campeão Nacional da 2ª Liga em 1993/94. No estrangueiro teve passagens pelos: M.C. Oran da Argélia, Ethnikos Piraeus da Grécia, Al-Wahda Club e Al Raed S.C. da Arábia Saudita.
Eurico Gomes foi até os dias de hoje o único futebolista a sagrar-se Campeão Nacional pelo S.L. Benfica, Sporting C.P. e F.C. Porto.

Palmarés como jogador
6 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
4 Supertaças Cândido de Oliveira
1 Taça Associação de Futebol do Porto
2 Taças Associação de Futebol de Lisboa

Palmarés como treinador
1 Campeonato Nacional da 2ª Divisão (Portugal)

14 de junho de 2009

Dorival Kniper (Yustrich)

Dorival Knipel nasceu no dia 28 de Setembro de 1917 em Corumbá no Brasil.
Ficou com o apelido Yustrich por ser muito parecido fisicamente com Elias Yustrich, guarda-redes dos argentinos do C.A. Boca Juniors.
Dorival Knipel começou a jogar futebol aos 18 anos como guardião no C.R. Flamengo clube onde permaneceu até 1944. Em seguida mudou-se para o Vasco da Gama e depois passou ainda pelo América.
Depois de deixar a carreira de jogador, Yustrich passou a treinador. Ficou conhecido por ser um técnico duro e disciplinador e não permitia que os seus jogadores fumassem, deixassem crescer a barba e usassem o cabelo comprido. Ao mesmo tempo que não suportava falta de empenho nos treinos e atrasos dos jogadores. Por tudo isso havia quem o chamava de Homão, também devido à sua postura física e aos seus 1,90m de altura.
Em 1953 foi demitido do Atlético Mineiro por o ambiente entre o técnico e os jogadores já ser insuportável.
Na temporada de 1955/56 chegou ao Futebol Clube do Porto. Logo nessa época sagrou-se Campeão Nacional e terminou com um jejum de 16 anos sem o F.C. Porto vencer o campeonato. Nessa temporada venceu também a Taça de Portugal (a primeira do F.C. Porto), no que foi a primeira dobradinha da história do clube. Foi nessa temporada que Yustrich impôs a obrigatoriedade de o emblema do clube estar sempre presente nas camisolas do seus jogadores. No final da época e numa digressão à Venezuela, Yustrich colocou em duvida a autoridade do presidente e insultou o tesoureiro (chamou-lhe estúpido e cavalo e disse que“se fosse mais homem atirava-o da janela do hotel abaixo). Foi despedido, mas em Julho 1957 regressou com o apoio do novo presidente do F.C. Porto, Paulo Pombo. Mas mesmo assim Yustrich continuava a ter problemas com alguns jogadores, entre eles Hernâni. Em 1958, no final de um jogo em que os portistas venceram o Clube Oriental por 5-0, o treinador ordenou que os seus jogadores agradecessem o apoio do público. Hernâni foi o único a não acatar as ordens do treinador por “não estar para alinhar em palhaçadas”, e os dois chegaram mesmo a confrontos físicos à entrada para os balneários (ainda por trás da baliza da superior sul do Estádio das Antas). No final dessa época Yustrich foi dispensado.
Regressou ao Brasil e ao Vasco da Gama em 1959.
Em 1964 treinou o Siderurgia de Sabará e venceu o campeonato estadual. Passou depois pelo Vila Nova e mais tarde voltou ao Atlético Mineiro onde foi por várias vezes Campeão Mineiro.
Em Dezembro de 1968, o Atlético Mineiro foi convidado a representar a Selecção do Brasil num jogo contra a Jugoslávia. O Atlético, que vestiu a camisola canarinha nesse jogo, venceu por 3-2 e Yustrich foi dessa forma treinador da Selecção brasileira por um único jogo.
No ano seguinte e ainda no comando técnico do Atlético Mineiro, venceu a Selecção do Brasil num jogo particular por 2-1. No final do jogo, mandou os seus jogadores darem a volta olímpica no relvado, o que levou os adeptos do Mineirão à loucura. No entanto mais tarde voltou a ter problemas com mais um jogador, neste caso foi com o uruguaio Cincunegui. As discussões entre o jogador e o treinador passaram a ver cada vez mais frequentes e mais ásperas, até que o jogador uruguaio apontou uma pistola a Yustrich.
Em 1970 Yustrich mudou-se para o C.R. Flamengo, e logo no jogo de estreia do Torneio de Verão goleou a equipa argentina do C.A. Independiente por 6-1. Mas os resultados dos jogos seguintes não foram os melhores e em 1971 foi demitido.
Depois ainda treinou o S.C. Corinthians e o Coritiba F.C. Em 1977 mudou-se para o Cruzeiro e foi Campeão, mas deixou no balneário a sua lei ao proibir o jogo de bilhar snooker nos estágios. Ainda quando estava ao serviço do Cruzeiro foi alvo de mais um episódio caricato e que acabou por lhe valer o afastamento de clube. No final de um jogo, um jogador do Cruzeiro deu a sua camisola a uma criança que tinha invadido o relvado e Yustrich mandou o roupeiro ir buscar a camisola do jogador. O presidente do clube não permitiu e depois de alguma confusão Yustrich foi demitido ali mesmo no relvado.
O Cruzeiro acabou por ser o ultimo clube que Dorival Yustrich treinou. Depois retirou-se por completo do mundo do futebol.
No dia 13 de Outubro de 1987 esteve no relvado do estádio das Antas antes de um jogo do F.C. Porto contra o Portimonense S.C. e foi homenageado com uma estrondosa salva de palmas. Nesse dia disse uma frase que ficou célebre: “O F.C. Porto vingou e eu fui a semente”. Mais tarde ao jantar em sua homenagem disse que “senti que regressava ao meu querido Porto”.
Dorival Knipel acabou por falecer no dia 15 de Fevereiro de 1990, mas ainda nos dias de hoje é recordado por muitos adeptos do Futebol Clube do Porto como um dos seus melhores e mais importantes treinadores.

Palmarés
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
1 Taça de Portugal

7 de junho de 2009

António Nicolau de Almeida

António Nicolau de Almeida nasceu no ano de 1873.
Foi o fundador e o primeiro presidente do Futebol Clube do Porto.
Sócio do Velo Club do Porto e comerciante de Vinho do Porto, António Nicolau de Almeida numa das suas viagens a Inglaterra ficou fascinado com o futebol e desde logo começou a pensar na ideia de criar um clube em Portugal. Assim juntamente com mais uns amigos da alta sociedade, no dia 28 de Setembro de 1893, fundou o Foot-Ball Club do Porto.
No dia 2 de Março de 1894 realizou-se na cidade do Porto, o primeiro jogo contra o Club Lisbonense, uma partida que foi apadrinhada pelo Rei D. Carlos, e na qual as duas equipas representaram as suas cidades. O encontro teve o nome de: 1º Lisboa-Porto Cup D´El Rey.
No entanto depois desse encontro, António Nicolau de Almeida acedeu ao pedido da sua futura esposa Hilda Rumsey e afastou-se do clube, por ela considerar o futebol um desporto bastante violento.
Bem dito o dia em que António Nicolau d´Almeida teve a honra de fundar o F.C. Porto, um clube que de certeza o deixaria orgulhoso ao ser Bi-Campeão Mundial.
António Nicolau de Almeida faleceu no ano de 1948 e esta sepultado no cemitério de Agramonte muito perto das ruínas do teatro de Baquet.

31 de maio de 2009

José Alberto Costa

José Alberto Costa nasceu no dia 31 de Outubro de 1953 na cidade do Porto.
Costa era um atleta muito bem dotado fisicamente; para além do futebol, praticou outras modalidades enquanto estudante do Liceu de Vila Real; no atletismo e no andebol demonstrou ser veloz e possuidor de vigor físico inestimável.
Iniciou a carreira de futebolista nos juvenis do S.C. Vila Real, transitando depois para os seniores. Na capital transmontana, cedo se evidenciou como jogador de auspicioso futuro.
Chegou a Coimbra – à Universidade e à Académica – no início da época desportiva de 1971/72. Na "Briosa" notabilizou-se a ponto de ser chamado à Selecção Nacional (1977/78) e de despertar o interesse dos maiores clubes portugueses.
Ingressou no F.C. Porto na época de 1978/79.
A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 26 de Agosto de 1978 no Estádio do Bonfim em Setubal onde os portistas venceram o Vitória F.C. por 1-0, num jogo a contar para a 1ª jornada do Campeonato Nacional de 1978/79.
Logo na primeira temporada, em que alinhou em 24 jogos do Campeonato, sagrou-se Campeão Nacional. A equipa, sob as ordens do "Mestre" José Maria Pedroto, conquistou de novo o Título de Campeão Nacional na temporada seguinte. Costa foi vital na conquista do título; o meio-campo portista havia perdido Ademir (Celta de Vigo) e Octávio (Vitória de Setúbal), mas a sua classe deu estabilidade e agressividade à equipa.
Seguiram-se mais cinco épocas e meia nas Antas, treinado, para além de Pedroto, por Artur Jorge e pelo austríaco Herman Stessl. E acrescentou ao seu palmarés 1 Taça de Portugal, 2 Supertaças Cândido de Oliveira e 2 Taças Associação de Futebol do Porto. Em Basileia, Suíça, participou na primeira final europeia do F.C. Porto, em 16 de Maio de 1984, frente à Juventus F.C. na edição de 1983/84 da Taça das Taças.
O nome de José Alberto Costa ficou ligado ao chamado "verão quente" de 1980 quando um grupo de 15 jogadores, de que ele fazia parte juntamente com Lima Pereira, Oliveira, Octávio, Jaime Pacheco, Sousa, Frasco e Fernando Gomes, entre outros, se solidarizou e auto-suspendeu em defesa de Pedroto e Pinto da Costa que haviam entrado em "rota de colisão" com o Presidente Américo de Sá.
Com o advento de Vermelhinho (que se estreou, a jogar, na época 1983/84) e Paulo Futre (1984/85), perdeu preponderância na equipa azul-e-branca. Fez apenas 5 jogos (suplente utilizado) na temporada em que chegou o frenético Futre. Contudo, realça-se a influência e a autoridade de líder que Costa exerceu no balneário do F.C. Porto até à sua saída, em Janeiro de 1985, para o Vitória de Guimarães.
Ao serviço do F.C. Porto, Costa esteve durante 7 épocas, conquistou 7 Títulos, disputou 199 jogos oficiais e marcou 32 golos.
Na "cidade berço" realizou uma excelente época de 1985/86, apesar dos seus 32 anos. Depois jogou uma temporada no Marítimo S.C. e, no Funchal, terminou a carreira de futebolista em junho de 1987.
Foi internacional A por 24 vezes e, ainda como jogador da Académica de Coimbra, fez a sua estreia na Selecção no dia 8 de Março de 1978, em Paris, no "amigável" disputado por Portugal frente à França.
Na 2ª internacionalização, já como jogador do F.C. Porto, marcou o golo da vitória de Portugal contra os E.U.A. Vestiu pela última vez a "camisola das quinas" em 28 de Outubro de 1983, no jogo de apuramento para o Euro-84 com triunfo (1-0) sobre a Polónia. José Costa não participou em qualquer grande competição internacional de selecções, jogando todavia o apuramento para os europeus de 1980 e 1984 e para o Mundial de 1982.
Costa, que dispõe de sólida formação académica (concluiu uma licenciatura na Universidade de Coimbra), encetou a carreira de treinador após terminar a de futebolista. Integrou, primeiro, os quadros da F.P.F. coadjuvando Juca, o Seleccionador Nacional (1987/89); depois os escalões de formação (1989/91) e a Selecção principal (1991/93), secundando Carlos Queirós. Com Queirós foi igualmente treinador adjunto no Sporting C.P. (1994/95), no Metro Stars de Nova York (1996), no Nagoya Grampus, Japão, (1996/97), na Selecção dos Estados Unidos (1998/99) e na Selecção dos Emiratos Árabes Unidos (1999). Já como treinador principal prossegue a carreira no F.C. Famalicão (2.ª Liga), em Dezembro de 2001 ingressa no Varzim S.C. (1.ª Liga), passando depois pelo G.D. Chaves (2003/04). A seguir é contratado para trabalhar nos E.U.A. na "USA Seventeen Soccer Academy". Em Julho de 2008 voltou a ser escolhido por Carlos Queirós para integrar a equipa de observadores da Selecção Nacional. Em 2010 ingressou como adjunto na Académica de Coimbra, esteve depois 2 anos a comandar os iranianos do Sanat Naft Abadan Club e em 2013/14 regressou a Portugal para orientar a formação B do S.C. Braga.

Palmarés
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
1 Taça de Portugal
2 Supertaças Cândido de Oliveira
2 Taças Associação de Futebol do Porto

elaborado por Fernando Moreira

24 de maio de 2009

Tetra-Campeões


Com o campeonato a terminar hoje, fica esta homenagem a todos os jogadores, equipa médica, equipa técnica
e dirigentes, que deram o seu contributo para o Futebol Clube do Porto se sagrar Tetra-Campeão pela segunda vez na sua história.

17 de maio de 2009

Miguel Arcanjo

Miguel Arcanjo Arsénio de Oliveira nasceu no dia 13 de Maio de 1932 em Nova Lisboa, Angola.
Foi um excelente defesa-central, dotado de boa técnica e sentido posicional, muito querido dos adeptos do Futebol Clube do Porto onde militou durante 12 anos.
Ingressou no clube com apenas 19 anos, pouco depois, foi vítima de um problema na vista que ter-lhe-ia interrompido a carreira, não fosse a intervenção pronta e cuidada de Cesário Bonito, médico de profisssão e presidente do F.C. Porto. Com efeito, Cesário Bonito foi responsável pela operação à retina que em 1951 salvou Miguel Arcanjo da cegueira. O angolano viria a ser um dos maiores jogadores do F.C. Porto.
A sua estreia com a camisola portista aconteceu no dia 1 de Novembro de 1953 no Campo dos Arcos em Setubal onde os Dragões empataram 1-1 com os sadinos numa partida a contar para 5ª jornada do Campeonato Nacional da época de 1953/54.
Mas só com a chegada do treinador Dorival Yustrich atingiu o objectivo de singrar no futebol português. A época de 1955-56, com a obtenção da "dobradinha" (Campeonato Nacional e Taça de Portugal), foi o ponto de partida para a grande carreira de Arcanjo. Formou com Virgílio e Osvaldo Cambalacho um trio defensivo fantástico.
Na época 1956/57 o F.C. Porto participou na 2ª edição da Taça dos Clubes Campeões da Europa, como Campeão Português em título (1955/56). Os dragões defrontaram o Athletic Club Bilbao e Miguel Arcanjo alinhou em ambos os jogo da eliminatória, na estreia dos Dragões em provas da UEFA.
Na temporada 1958/59 voltou a ser campeão, com Béla Guttmann, numa defesa em que sobressaía ao lado de Virgílio, Barbosa e do polivalente Monteiro da Costa. Conquistou ainda a Taça Associação de Futebol do Porto por oito vezes.
Nas 12 temporadas que representou o F.C. Porto, Miguel Arcanjo disputou 316 jogos oficiais e conquistou 12 Títulos.
Miguel Arcanjo foi internacional em 9 vezes e jogou na fase de qualificação da Selecção para o Mundial de 1966, em Inglaterra. Ao invés dos seus colegas de clube, Américo, Festa e Custódio Pinto, não esteve na fase final da competição.

Palmarés
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
8 Taças Associação de Futebol do Porto

elaborado por Fernando Moreira

10 de maio de 2009

Paulinho Santos

João Paulo Maio dos Santos (Paulinho Santos), nasceu no dia 21 de Novembro de 1970 em Caxinas, Vila do Conde.
Começou a jogar futebol no Rio Ave F.C. tendo-se estreado nos seniores na temporada de 1989/90. No clube de Vila do Conde jogou durante três épocas onde disputou 82 partidas tendo apontado 1 golo.
No inicío da temporada de 1992/93 transferiu-se para o Futebol Clube do Porto. A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 30 de Setembro de 1992 no Estádio das Antas quando os Dragões receberam e venceram o U.S. Luxemburgo por 5-0, numa partida a contar para a 2ª mão da 1ª eliminatória da Liga dos Campeões de 1992/93. Paulinho Santos começou o jogo a suplente mas aos 68 minutos substituíu André.
Nessa primeira época aos serviço do F.C. Porto sagrou-se Campeão Nacional. Um feito que viria a repetir por mais seis vezes, com a particularidade de ser um dos cinco jogadores da história dos Dragões a estar em todos os campeonatos conquistados na caminhada do Penta.
Venceu a Taça de Portugal por cinco vezes e a Supertaça Cândido de Oliveira por seis ocasiões.
A juntar a todas essas conquistas, tem ainda no seu palmarés a vitória na Taça UEFA de 2002/03, embora tenha sido pouco utilizado na caminhada até à Final de Sevilha.
No final da temporada de 2002/03 colocou um ponto final na sua carreira futebolística.
Paulinho Santos representou o F.C. Porto durante 11 temporadas, conquistou 19 Títulos, disputou 316 jogos oficiais e marcou 8 golos.
Representou a Selecção Nacional por 30 vezes e marcou 2 golos. Esteve presente no Campeonato da Europa de 1996 em Inglaterra.
Passou em 2005/06 a integrar as equipas técnicas dos escalões de formação do F.C. Porto. Em 2012 passou a ser um dos adjuntos na equipa principal, lugar que ocupou até ao final da temporada de 2013/14. Em 2014/15 mudou-se para a equipa B dos Dragões para ocupar o mesmo cargo.

Palmarés
1 Taça UEFA
7 Campeonatos Nacionais 1ª Divisão (Portugal)
5 Taças de Portugal
6 Supertaças Cândido de Oliveira

3 de maio de 2009

Cesário Bonito

Cesário Bonito nasceu no dia 1 de Agosto de 1909 em Peso da Régua.
Foi o 23º Presidente do Futebol Clube do Porto.
Presidiu o clube em três períodos diferentes: de 1945 a 1948, de 1955 a 1957 e de 1965 a 1967.
A sua ligação ao F.C. Porto começou quando ainda era criança já que jogou futebol na equipa de infantis.
Seguiu depois os caminhos da medicina para ser Médico de profissão.
Em 1943 assume o cargo de vice-presidente, e dois anos depois assume pela primeira vez o cargo de Presidente do clube.
Foi durante esta sua primeira passagem pela liderança dos destinos dos Dragões, que se deram importantes avanços para a construção do Estádio das Antas. Havia na altura as hipóteses de se construir o estádio em Vilarinha, ou nas Antas. Cesário Bonito sempre defendeu a segunda hipótese, e foi o responsável pela compra dos terrenos em 1948.
Depois da sua primeira passagem pela presidência, passou a relator, e em 1950 a Presidente da Assembleia Geral.
Em 1955 foi de novo eleito para Presidente. Neste seu segundo mandato, viu o F.C. Porto a sagrar-se Campeão Nacional, após um jejum de 16 anos, e a vencer também a Taça de Portugal. Uma equipa que era orientada por Dorival Yustrich. Foi ainda neste seu segundo mandato que foi inaugurado o Lar do Jogador. Outro caso que ficou marcado neste período foi o adiamento de parte da F.P.F. de um jogo disputado no Estádio das Antas entre o F.C. Porto e o Sporting C.P., porque o jogador leonino, José Travassos, tinha ficado retido no aeroporto de Madrid devido ao nevoeiro. O Dr. Cesário Bonito revolta-se e protesta indignado. A Federação Portuguesa de Futebol irradia-o e suspendeu por 3 anos outros elementos da Direcção. Mas nem assim o Presidente do F.C. Porto se calou e como o escândalo começou a ter repercussões até no estrangeiro, a F.P.F. recuou, levantou os castigos e assim acabou por ser imposta a justiça.
Cesário Bonito voltou a liderar os destinos do clube entre 1965 a 1967, passando depois a Presidente do Conselho Fiscal.
Em 1952 foi agraciado com o título de Sócio Honorário do F.C. Porto e em 1983 recebeu a mais importante distinção do clube que foi de Presidente Honorário.
Faleceu no dia 4 de Setembro de 1987.

26 de abril de 2009

Vermelhinho

Carlos Manuel Oliveiros da Silva (Vermelhinho), nasceu no dia 9 de Março de 1959 em São João da Madeira.
Iniciou a carreira futebolística em 1977/78 no A.D. Sanjoanense, onde esteve durante quatro temporadas, como uma passagem pelo C.D. Paços de Brandão pelo meio. Em 1980/81 mudou-se para o R.D. Águeda onde jogou três épocas.
A meio da temporada de 1982/83 chegou ao Futebol Clube do Porto. A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 20 de Fevereiro de 1983 no Estádio das Antas onde os portistas receberam e venceram o S.C. Espinho por 3-1, num jogo a contar para os oitavos-de-final da Taça de Portugal de 1982/83.
Na temporada seguinte venceu a Taça de Portugal, a Supertaça Cândido de Oliveira e a Taça Associação de Futebol do Porto. Mas essa época de 1983/84 ficou marcada pela primeira presença do F.C. Porto numa Final Europeia, no caso a Taça dos Clubes Vencedores das Taças, para lá chegar os Dragões tiveram que eliminar o G.N.K. Dínamo Zagreb, Glasgow Rangers F.C., Shakhtar Donestsk F.C. e o Aberdeen F.C.. Foi precisamente no jogo da 2ª mão contra o Aberdeen F.C. que Vermelhinho ficou para sempre na memória dos adeptos portistas ao fazer um magnífico chapéu ao guarda-redes escocês desde o meio-campo, num jogo disputado num terreno difícil, numa noite de nevoeiro cerrado. Na final em Basileia, o F.C. Porto já não foi feliz e perdeu para os italianos da Juventus F.C. por 2-1.
Em 1984/85, Vermelhinho repetiu a vitória na Supertaça Cândido de Oliveira e sagou-se pela primeira vez Campeão Nacional, Título que voltou a conquistar na temporada seguinte. Em 1986/87 venceu de novo a Supertaça Cândido de Oliveira, mas a cereja no topo do bolo chegou com a conquista da Taça dos Clubes Campeões Europeus, à qual Vermelhinho deu o seu contributo. Na temporada de 1987/88, Vermelhinho foi emprestado ao G.D. Chaves. Ficou na história do clube transmontano que pela primeira vez disputou uma prova europeia. Na temporada seguinte regressou às Antas mas deixou os Dragões no fim dessa época. Ao serviço do F.C. Porto, Vermelhinho jogou durante 6 temporadas, conquistou 8 Títulos, disputou 123 partidas oficiais e marcou 28 golos.
Em 1989/90 transferiu-se para o S.C. Braga, seguiu-se o S.C. Espinho, e em 1992/93 voltou ao A.D. Sanjoanense onde jogou até à temporada de 1994/95, altura em que abandonou a sua carreira de futebolista. Vermelhinho foi também internacional e vestiu a camisola da Selecção de Portugal por duas vezes.

Palmarés
1 Taça dos Clubes Campeões Europeus
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
1 Taça de Portugal
3 Supertaças Cândido de Oliveira
1 Taça Associação de Futebol do Porto

19 de abril de 2009

Tomislav Ivic

Tomislav Ivic nasceu no dia 30 de Junho de 1933 em Split, Croácia.
Na época de 1953/54 começou por jogar futebol no R.N.K. Split, onde conquistou o Campeonato da Jugoslávia da 2ª Divisão. Em 1957/58 mudou-se para o H.N.K. Hadjuk Split, começando por ser extremo-esquerdo até se afirmar definitivamente a médio. Aos 34 anos terminou a sua carreira de jogador no final da época de 1962/63.
Pouco depois tirou o curso de treinador que lhe valeu, em 1968, estrear-se nessa nova função nas camadas jovens do Hajduk Split. Cinco anos depois passou a técnico principal e venceu 3 Taças da Jugoslávia (1972/73, 1973/74 e 1975/76), e 2 Campeonatos da Jugoslávia (1973/74 e 1974/75). Na temporada de 1976/77 transferiu-se para o Ajax F.C., esteve em Amesterdão duas épocas e conseguiu vencer o Campeonato da Holanda na sua primeira época. Em 1978/79 voltou ao Hajduk Split onde foi novamente Campeão jugoslavo nessa época. Em 1980/81 assumiu o comando técnico do R.S.C. Anderlecht durante três temporadas e conquistou o Campeonato da Bélgica em 1980/81 e a Taça UEFA em 1982/83. Depois passou pelo Galatasaray S.C., G.N.K. Dinamo Zagreb, U.S. Avellino, Em 1985/86 comandou o Panathinaikos A.O. e venceu o Campeonato da Grécia dessa época. Regressou à Jugoslávia e ao H.N.K. Hadjuk Split em 1986/87.
No início da temporada de 1987/88 foi contratado pelo Futebol Clube do Porto.
No comando técnico dos Dragões, Ivic venceu a Taça Intercontinental, a Supertaça Europeia, a Taça de Portugal e ainda se sagrou Campeão Nacional onde foi a equipa que teve mais pontos, mais vitórias, mais golos marcados, menos golos sofridos, menos empates e menos derrotas, venceu todos os jogos disputados no Estádio das Antas e deixou o segundo classificado a 15 pontos, isto quando a vitória dava 2 pontos.
Tomislav Ivic deixou os portistas no final dessa época com 4 Títulos conquistados.
Na época de 1988/89 rumou a França para treinar o Paris S.G. durante duas temporadas. Em 1990/91 esteve em Espanha para orientar o Atlético Madrid, tendo vencido a Copa do Rei. Na época seguinte voltou a França para assumir o comando técnico do Olympique Marselha e conquistou o Campeonato Francês. Em 1992/93 regressou a Portugal para ser o treinador do S.L. Benfica, mas ao fim de 12 jogos oficiais foi dispensado.
Na temporada de 1993/94 voltou ao Futebol Clube do Porto para substituir o brasileiro Carlos Alberto Silva, no entanto a segunda passagem pelos Dragões não conheceu a felicidade da primeira e em Janeiro de 1995 colocou o lugar à disposição.
Voltou à Croácia para ficar ligado à FIFA e organizar o futebol do seu país. Em 1995/96 assumiu o cargo de treinador da Selecção dos Emirados Árabes Unidos. Em 1997 mudou de ares e orientou a Selecção do Irão. Ainda voltou a treinar o Olympique Marselha durante a temporada de 2000/01, mas no final dessa época abandonou definitivamente a carreira de treinador.
Faleceu no dia 24 de Junho de 2011 devido a problemas cardíacos.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
1 Taça UEFA
1 Supertaça Europeia
1 Campeonato Nacional da 1ª Divisão (Portugal)
3 Campeonatos da Jugoslávia
1 Campeonato da Holanda
1 Campeonato da Bélgica
1 Campeonato de França
2 Taças de Portugal
1 Taça de Espanha
3 Taças da Jugoslávia

5 de abril de 2009

Monteiro da Costa

António Henrique Monteiro da Costa nasceu no dia 20 de Agosto de 1928 em S.Paio de Oleiros.
Um dos chamados "pau para toda a obra", jogador polivalente, ocupou todas as posições excepto a de guarda-redes.
Alinhou frequentemente como defesa-central, evidenciando segurança e qualidade. Outras posições em que tinha alto rendimento eram as de médio-ofensivo ou avançado. Concretizava inúmeros tentos nas balizas adversárias e, nos treze anos em que serviu o F.C. Porto (1949 a 1962), só no campeonato fez 72 golos em 270 jogos.
A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 9 de Outubro de 1949 no Campo da Constituição onde o F.C. Porto venceu o Elvas C.A.D. por 1-0, numa partida a contar para a 1ª jornada do Campeonato Nacional da época de 1949/50.
Em Janeiro de 1951 foi o herói da extraordinária vitória por 2-0, sobre o S.L. Benfica, no Campo Grande em Lisboa, pois marcou ambos os golos.
Actuou nas equipas excepcionais que, nos anos 50, ganharam 2 Campeonatos Nacionais e 2 Taças de Portugal. Colaborou com vários treinadores entre os quais os campeões Yustrich e Guttmann, jogou com excelentes futebolistas como Barrigana, Virgílio, Miguel Arcanjo, Osvaldo Cambalacho, Pedroto, Carlos Duarte, Jaburu, Carlos Vieira e Hernâni.
O seu nome figura na lista dos "capitães" mais carismáticos da história do Futebol Clube do Porto. Foi de uma entrega e dedicação inexcedíveis, nada regateando ao seu amado clube.
Foi ainda um dos jogadores titulares que na época de 1956/57 fez parte da equipa do F.C. Porto que se estreou nas competições europeias ao defrontar os espanhois do Athletic Club Bilbao na 1ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus.
Após a carreira de futebolista, nele perdurou a disponibilidade para ajudar o F.C. Porto. Em momentos difíceis da equipa aceitou comandá-la, como treinador (em parte das épocas 1974/75 e 1975/76).

Palmarés
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
5 Taças Associação de Futebol do Porto

elaborado por Fernando Moreira

29 de março de 2009

Lemos


António José de Lemos nasceu no dia 2 de Fevereiro de 1950 em Luanda, Angola.
Começou por jogar futebol nos juniores do Clube Ferroviario de Luanda até que em 1966 vem para Portugal.
Já em terras lusas ingressou nos juniores do Futebol Clube do Porto até passar a sénior, o que aconteceu em 1968.
Como sénior, Lemos ingressa no Boavista F.C. por empréstimo dos portistas. Nos axadrezados esteve durante duas temporadas tendo disputado 25 partidas oficiais e apontado 12 golos.
No inicio da época de Em 1970/71 regressa ao F.C. Porto.
A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 13 de Setembro de 1970 em Faro, no Estádio São Luís, onde os portistas defrontam o S.C. Farense, num jogo a contar para a 1ª jornada do Campeonato Nacional de 1970/71 e que os algarvios venceram por 1-0.
Na tarde de 31 de Janeiro de 1971, memorável tarde, o nome de Lemos soou alto e soou longe, pela rádio. Lemos marcou, no Estádio das Antas, os 4 golos da vitória do F.C. Porto sobre o S.L. Benfica de Eusébio e Companhia! Mas não foi só por causa do "poker", nas Antas, que os benfiquistas jamais se esqueceram dele; é que, também na Luz, ainda na época 1970/71, Lemos fez o gosto ao pé e desfeiteou as "águias" por mais duas vezes no empate (2-2) no reduto encarnado. Assim, à sua conta, o avançado portista converteu todos os seis golos com que os Dragões brindaram os benfiquistas nos jogos do campeonato daquela temporada de 1970/71.
A vitória frente ao S.L. Benfica foi um marco na carreira de Lemos e os 4 golos um recorde que ainda perdura. Ele recorda com precisão e com orgulho cada pormenor dessa partida: "No primeiro golo, o falecido Pavão fez-me uma assistência primorosa e só tive de empurrar a bola. O meu segundo golo foi espectacular! Quando ninguém acreditava que chegasse à bola, quase na linha de fundo, desferi um pontapé que surpreendeu o Zé Henriques. No terceiro, o Bené fez um lançamento lateral, apanhei a bola e fiz um chapéu ao guarda-redes. E no quarto, estava com um problema num joelho e o Humberto Coelho não acreditou que eu chegasse a tempo mas ultrapassei-o e toquei a bola à saída do guarda-redes."
Esteve para ser cedido ao Barreirense F.C. antes do início da época do famoso jogo das Antas, como refere Pinto da Costa na sua autobiografia "Largos Dias Têm Cem Anos". E só não o foi porque, num plenário de 24 pessoas ficou decidido, "pela margem mínima de um voto", que o jogador permaneceria no clube – "era assim que funcionava o F.C. Porto, mesmo nas grandes decisões, como por hipótese, a escolha do treinador. Isto permitia situações completamente absurdas, como a maioria poder decidir contra a vontade dos responsáveis do futebol" – conta ainda Pinto da Costa que, na altura, era director das actividades amadoras. De facto, procedimentos 'muito democráticos' mas pouco eficazes.
A proeza de António Lemos igualou a de Carlos Nunes que, 35 anos antes, em 22 de Março de 1936, havia marcado 4 golos ao rival Sporting C.P. no Campo do Amial, no Porto. Aí o resultado a favor dos azuis e brancos foi bem mais dilatado, 10-1, e era o primeiro "poker" num "clássico" (F.C. Porto versus S.L. Benfica versus Sporting C.P.). Só Lemos repetiu a façanha.
O jogador esteve envolvido em mais de uma dezena de "clássicos" e só venceu aquele de Janeiro de 1971.
Nas épocas 1970/71 e 1971/72 marcou, respectivamente, 18 (melhor marcador da equipa) e 8 golos no Campeonato Nacional.
Em 1973 (decorria a época 1972/73) Lemos – que não obtivera o estatuto de "Atleta de Alta Competição", imprescindível para o subtrair à guerra do "Ultramar", foi mobilizado para Cabo Verde pelo Exército Português. Mas o inesperado aconteceu: o avião, que transportava Lemos e a sua "Companhia de Operações Especiais", fez um "desvio" na rota e aterrou em… Bissau (Guiné). E todos aqueles soldados que julgavam ir para uma "guerra" branda no arquipélago das belas mulatas e da romântica morna, lá ficaram naquela que era a colónia portuguesa com a conjuntura militar mais difícil e perigosa. Acresce que, no início do ano de 73, o PAIGC (movimento independentista) incrementara as acções de guerra criando muitas dificuldades às tropas portuguesas que combatia desde Janeiro de 1963. A Guiné estava a 'ferro e fogo' e, talvez por isso, a "Companhia" de Lemos tenha sido desviada para aquele território.
Voltou da Guiné em 1974 ainda a tempo de participar na época de 1974/75, a última que faria pelo F.C. Porto. Lemos jogou no F.C. Porto ao lado de grandes futebolistas como Rolando, Custódio Pinto, Nóbrega, Pavão, Bené, António Oliveira, Flávio, Abel, Seninho, Heredia, Rodolfo, Fernando Gomes e o extraordinário Cubillas. Contudo não logrou qualquer título pois, desafortunadamente para ele, esteve nos últimos anos de um período em que as agruras do futebol passaram pelas Antas. Mais dois ou três anos e saborearia as vitórias que abriram um longo e risonho ciclo, um tempo de gloriosas e inesquecíveis conquistas, que Lemos merecia.
Em quatro temporadas no F.C. Porto, nos 92 jogos do campeonato em que interveio, marcou 47 golos.
Em 1975/76 ingressou no S.C. Espinho, na temporada seguinte rumou ao U.S.C. Paredes, em 1977/78 jogou no A.D. Sanjoanense. Passou na época seguinte pelo Académico de Viseu F.C. e entre 1979/80 a 1983/84 defendeu a camisola do F.C. Infesta.

elaborado por Fernando Moreira

22 de março de 2009

Frasco

António Manuel Frasco Vieira nasceu no dia 16 de Janeiro de 1955 em Leça da Palmeira.
Foi no Leixões S.C. que Frasco iniciou a sua carreira de futebolista com 14 anos de idade.
Fez a sua estreia na 1ª Divisão Nacional na temporada de 1973/74 com apenas 18 anos de idade pelo Leixões S.C. treinado em primeiro lugar por António Teixeira e mais tarde por Haroldo de Campos. Nesta altura, Frasco ainda ocupava preferencialmente a posição de avançado e só mais tarde foi recuado para a posição que se notabilizou como meio campista. Na primeira época na 1ª Divisão Nacional, num campeonato em que o Leixões S.C. se classificou na 14ª posição da geral, Frasco foi utilizado apenas em 10 ocasiões sem ter apontado qualquer golo. Mas seria na temporada seguinte que Frasco se irá afirmar definitivamente na equipa de Matosinhos, já ocupando a posição de médio, disputando o nacional maior da época de 1974/75 onde o Leixões S.C. treinado inicialmente por Haroldo de Campos e Raul Oliveira e mais tarde por Filpo Nuñez, terminou a prova num honroso 9º lugar. Frasco foi dos jogadores mais preponderantes nesta equipa do Leixões, pois actuou em 27 partidas oficiais no Campeonato Nacional concretizando 3 golos.
A partir daí passou a ser dos jogadores mais importantes na equipa do Leixões S.C. que nas épocas de 1975/76 e 1976/77 disputou a 1ª Divisão Nacional. Nesta ultima época de 1976/77 o Leixões S.C. acabou por descer à 2ª Divisão Nacional pois não conseguiu ir alem do penúltimo lugar na prova não evitando dessa forma a despromoção. Nesta altura, Frasco era já um jogador altamente pretendido por clubes de maior nomeada e que jogaria no primeiro escalão, mas o certo é que ainda permaneceria durante mais uma temporada ao serviço do clube da sua terra, desta feita, disputando a Zona Norte da 2ª Divisão Nacional na época de 1977/78.
No início da temporada de 1978/79 transferiu-se para o Futebol Clube do Porto treinado por José Maria Pedroto. A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 26 de Setembro de 1978 no Estádio do Bonfim, quando os portistas a jogar como equipa visitante, derrotam o V. Setubal por 1-0, numa partida a contar para a 1ª jornada do Campeonato Nacional de 1978/79.
Frasco ingressou assim num dos mais importantes clubes nacionais. O certo é que, ao serviço do F.C. Porto, Frasco iria projectar-se definitivamente no futebol português, conquistando títulos nacionais e internacionais, passando ainda a representar a Selecção Nacional com regularidade. Seriam 11 épocas consecutivas ao serviço dos azuis e brancos onde integrou equipas recheadas de grandes jogadores e treinadas por técnicos de renome nacional e internacional. Integrou uma geração de jogadores do F.C. Porto, como João Pinto, Lima Pereira, Jaime Pacheco, Sousa, André, Gomes, Futre, entre outros, que ficaram para sempre ligados à história do principal clube da cidade invicta.
Logo na época de estreia ao serviço do F.C. Porto, em 1978/79, Frasco conquistou o seu primeiro título de Campeão Nacional. José Maria Pedroto entregou a titularidade ao jovem Frasco de apenas 23 anos de idade e este não se fez rogado exibindo-se ao mais alto nível durante aquela temporada. Foi o único totalista da equipa do F.C. Porto no Campeonato Nacional de 1978/79, alinhando as 30 partidas da prova e apontando 2 golos. Esta utilização diz bem do contributo de Frasco para o êxito do F.C. Porto. Contributo que foi devidamente recompensado pela Direcção portista que ofereceu ao jogador um apartamento.
Frasco destacava-se por ser um médio centro de baixa estatura, franzino mas com grande entrega ao jogo e espírito de sacrifício. Era uma verdadeira carraça em termos defensivos, sendo duro o quanto baste e com uma capacidade física que dava muita acutilância ao futebol da equipa portista. Mas Frasco sobressaia sobretudo pela forma como fazia a retenção do esférico tornando-se por essa característica essencial para a posse de bola da formação portista. Era também muito habilidoso na condução do jogo de ataque.
Chegou à Selecção Nacional de Portugal pela primeira vez no dia 17 de Outubro de 1979, num jogo frente à Bélgica, em Bruxelas no Heysel Park, em partida a contar para o apuramento para o Europeu de 1980. No jogo da estreia Frasco foi suplente, entrando para o lugar do defesa Eurico Gomes. O seu primeiro jogo como titular na equipa das quinas ocorreu em 1 de Novembro de 1979, frente à Noruega, no Estádio Nacional, quando Portugal derrotou a equipa nórdica por 3-1.
Frasco completou 23 internacionalizações pela Selecção A de Portugal durante os 8 anos em que foi regularmente convocado para os trabalhos da Selecção. Apontou somente 1 golo, num jogo amigável frente à Bélgica no Estádio 1º Maio em Braga realizado no dia 4 de Fevereiro de 1987, em que os portugueses venceram por 1-0. O seu ultimo jogo pela Selecção Nacional realizou-o no Estádio das Antas, na cidade do Porto, num empate a zero bolas frente à Suiça no dia 11 de Novembro de 1987 aquando do apuramento para o Europeu de 1988. Ao nível da Selecção o ponto mais alto da sua carreira foi naturalmente a presença no Europeu de França de 1984 onde Portugal espalhou o perfume do futebol luso pelos relvados de terras gaulesas. Frasco figura assim no quadro de honra da equipa de Portugal que se classificou num brilhante 3º lugar na principal prova de selecções na Europa.
Ao serviço dos azuis e brancos, Frasco conheceu vários treinadores, dos quais se destacam evidentemente o mestre José Maria Pedroto, Artur Jorge e Tomislav Ivic, com quem ganhou diversos títulos, ou ainda com António Morais e Herman Stessl.
Em 1983/84 conquistou o seu segundo titulo no palmarés individual com a vitória do F.C. Porto na Taça de Portugal e na época seguinte venceu novamente o Campeonato Nacional da 1ª Divisão já com Artur Jorge ao leme do conjunto azul e branco.
Entretanto, ao nível internacional, destaca-se, desde logo, a presença na final da edição de 1983/84 da Taça dos Vencedores das Taças frente aos italianos da Juventus F.C. Em jogo disputado no 16 de Maio de 1984, no Estádio St. Jakob, em Basileia na Suiça e arbitrado pelo juiz Adolf Prokop da antiga RDA, o F.C. Porto foi derrotado pela Juventus F.C. por 1-2 naquela que seria a primeira final europeia da equipa portista. Mais tarde, na época de 1986/87, o F.C. Porto venceu a Taça dos Clubes Campeões Europeus na final no Estádio do Prater em Viena de Áustria frente ao F.C. Bayern Munique, numa partida em que Frasco foi suplente utilizado. Faz parte ainda das conquistas da Supertaça Europeia frente ao Ajax F.C. de Amesterdão e da Taça Intercontinental contra o A.C. Penarol.
Em termos de títulos nacionais, Frasco ainda conquistaria a dobradinha na época de 1987/88 quando o F.C. Porto treinado por Tomislav Ivic juntou o título de Campeão Nacional à vitória na final da Taça de Portugal frente ao V. Guimarães.
Frasco acabou por fazer a sua última época de azul e branco na temporada de 1988/89 numa altura em que já não era titular na equipa portista integrando o plantel essencialmente pela sua preponderância no espírito de grupo. Ao serviço do F.C. Porto, Frasco jogou durante 11 épocas, tendo conquistado 15 Títulos, disputou 306 jogos oficiais e marcou 25 golos.
Já com 34 anos de idade jogou ainda uma temporada ao serviço do Leixões S.C., o seu primeiro clube, na 2ª Divisão Nacional Zona Norte, contribuindo de alguma forma para o acesso da equipa matosinhense à 2ª Divisão de Honra do futebol português.
Terminada a carreira de futebolista profissional, Frasco manteve a sua ligação ao futebol, concretamente como treinador em equipas dos escalões secundários. Foi adjunto de António Sousa no S.C. Beira Mar e actualmente integra os quadros de treinadores das camadas jovens do F.C. Porto.
Por último, a história pela qual é mais lembrado entre os adeptos portistas: apesar da morte recente do pai no alto mar, aceitou jogar o desafio contra o S.C. Covilhã que daria o título 1985/86 ao F.C. Porto.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
1 Taça dos Clubes Campeões Europeus
1 Supertaça Europeia
4 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
4 Supertaças Cândido de Oliveira
2 Taças Associação de Futebol do Porto

Fonte: gloriasdopassado.pt.vu

15 de março de 2009

Fernando Gomes

Fernando Mendes Soares Gomes nasceu no Porto no dia 22 de Novembro de 1956 no Porto.
Foi António Feliciano quem o descobriu para o futebol num torneio de futebol de salão do Académico F.C., levando-o para o Futebol Clube do Porto ainda muito novo.
Em 1974/75 e com apenas 17 anos, integrou o plantel principal dos Dragões, orientado na época pelo brasileiro aimoré Moreira.
A sua estreia como sénior aconteceu no dia 8 de Setembro de 1974 no Estádio das Antas, na recepção ao G.D. CUF. Os portistas venceram por 2-1 com Gomes a apontar os dois golos dos azuis e brancos na partida inaugural do Campeonato Nacional de 1974/75.
Ganhava 12 contos por mês enquanto Cubillas, o artista da altura levava 125 notas de mil para casa.
Na época de 1976/77 venceu o seu primeiro Título com a camisola do F.C. Porto. Gomes marcou o unico golo com que os portistas derrotaram o S.C. Braga na final da Taça de Portugal.
Gomes Instalou-se com alguma facilidade no onze titular e foi um dos grandes responsáveis pela conquista dos dois Títulos de Campeão de 1977/78 e 1978/79, ao ser o melhor marcador em ambos os campeonatos, com 24 e 27 golos marcados.
Com o término da época 1979/80, veio o tão conhecido verão quente: Gomes, juntamente com Teixeira, Oliveira, Lima Pereira, Frasco, Simões, Freitas, Jaime, Quinito, Octávio, Romeu, Albertino, Costa, Sousa e Tibi, saíram em defesa de Pedroto, despedido pelo presidente Américo de Sá, que não apreciava o estilo de guerrilha de Pedroto e Pinto da Costa em relação ao poder de Lisboa. No final desta confrontação, apenas Oliveira e Octávio, não deram o braço a torcer e acabaram por abandonar o clube. Gomes optou por ficar mas seria transferido para o R.S. Gijon no dia 13 Agosto de 1980. O F. C. Porto acertou a transferência, a troco da exorbitante quantia de 60 milhões de pesetas! Dessa quantia, ao avançado caberiam 20 milhões de pesetas, um terço do valor total. No primeiro jogo pelo clube Espanhol, marcou cinco golos ao Oviedo F.C. Mas, felizmente para o F.C.Porto, as coisas não iriam correr muito bem em Espanha. No início da época, Gomes tinha uma lesão grave que se foi complicando, e teve mesmo que ser operado. Em declarações Gomes desabafava: "Confesso que admiti vir a jogar pelo Real Madrid ou pelo Barcelona, mas... fui para Gijon sem qualquer lesão. Mas posso sair, o Gijon só quer o dinheiro que pagou pela minha transferência. Não engano ninguém dizendo que gostaria de voltar ao F. C. Porto, mas se for o Sporting ou o Benfica a contratar-me não deixarei de ser o mesmo profissional."
No início da época 1982/83 Gomes já estava de regresso ao F.C.Porto, à sua plena forma e com uma fome de golos impressionante. Nesse ano seria o melhor marcador da Europa e vencedor da Bota de Ouro com 36 golos, repetindo a graça em 1984/85 com 39 tentos apontados.
Em 1983/84, foram os seus golos que levaram a equipa à final de Basileia, ingloriamente perdida para a Juventus F.C.. Ainda nessa temporada venceu a Taça Associação de Futebol do Porto e a Supertaça Cândido de Oliveira
Na época seguinte voltou a conquistar a Supertaça Cândido de Oliveira e pela terceira vez sagrou-se Campeão Nacional.
Em 1985/86 repetiu a vitória no Campeonato Nacional, quando os portistas fazem uma segunda volta sem uma unica derrota (12 vitórias e 3 empates).
1986/87 Gomes foi um dos protagonistas da fantástica caminhada até Viena, na Austria, onde os Dragões venceram os alemães do F.C. Bayern Munique por 2-1 na final da Taça dos Clubes Campeões Europeus, uma partida que Gomes falhou devido a lesão. Ainda nessa temporada ajudou a vencer mais uma Supertaça Cândido de Oliveira.
Na época de 1987/88 continuaram as grandes vitórias, nacionais e internacionais e em todas elas com o contributo de Gomes. A primeira conquista foi a Taça Intercontinental, disputada no dia 13 de Dezembro em Tóquio, em que o F.C. Porto derrotou os uruguaios do C.A. Peñarol por 2-1 com Gomes a inaugurar o marcador aos 41 minutos e Madjer a fechar aos 109. Precisamente um mês mais tarde os Dragões ganham a Supertaça Europeia ao vencer os holandeses do Ajax F.C. por 1-0 nos dois jogos, em Amesterdão Rui Barros foi o marcador do golo depois de uma assistência de Gomes e nas Antas foi Sousa a confirmar a vitória dos azuis e brancos. Depois Gomes conquistou o Campeonato Nacional em que os Dragões obtiveram mais vitórias (29), Mais golos marcados (88), menos golos sofridos (15), menos empates (8) e menos derrotas (1). Em Junho e a fechar uma temporada de sonho, os portistas vencem a Taça de Portugal. Gomes termina a época com 39 jogos disputados e 22 golos marcados.
Mas em Novembro de 1987 iriam começar os problemas. Tomislav Ivic, assumiu numa entrevista que “Gomes é finito!” e lançou no clube uma confusão danada. No jogo sa segunda-mão da Supertaça Europeia frente ao Ajax F.C. de Cruyff, Ivic trocou Gomes por Jorge Plácido antes do final do jogo e ouviu a maior assobiadela da sua carreira. Porquê? Porque o, então, Jugoslavo impediu Gomes de erguer um troféu internacional em pleno Estádio das Antas… grande parte dos portistas nunca lhe perdoou. Sobre a possibilidade de abandonar o futebol, Gomes dizia: “Se penso na retirada? Vivo o presente e não sou astrólogo, mas tenho um amigo astrólogo que me disse que jogaria mais quatro anos...”. As coisas entre Gomes, a direcção e a equipa técnica estavam tudo menos pacíficas e sabia-se que a única coisa que mantinha Gomes no F.C.Porto era o carinho que a massa associativa tinha pelo avançado, facto que o avançado sabia usar como ninguém. Em Junho tudo parecia voltar aos eixos quando Ivic saiu do clube. Gomes renovava o contrato e Quinito, o novo treinador afirmava: “Comigo… é Gomes e mais dez”. O problema é que Quinito não se aguentou muito tempo à frente da equipa técnica e voltaram Artur Jorge e Octávio, dois velhos conhecidos. As coisas andavam outra vez bastante tensas, quando o F.C.Porto teve uma deslocação à Madeira para enfrentar o Marítimo S.C. O avião atrasou-se e a comitiva chegou ao hotel apenas às 23 horas, ainda sem jantar. Quando por volta da meia-noite o jantar começou a ser servido inicialmente pelas mesas VIPs (Dirigentes e técnicos), como era normal, Fernando Gomes levantou-se e insurgiu-se com o facto essencialmente devido ao adiantar da hora. Octávio Machado interviu e disse que ele, Fernando Gomes, “não mandava ali”. Gomes respondeu que “era o capitão”… mas acabou por insultar Octávio chamando-lhe: “Palhaço e bufo dos tempos do sr. Pedroto”. O Bi-Bota acabou com um processo disciplinar e suspensão de todas as actividades. Respondendo a um jornalista sobre as razões da perseguição que se dizia alvo, Fernando Gomes referiu: “A primeira razão relaciona-se com o invejável apoio e carinho que granjeei junto da massa associativa do F. C. Porto e público em geral. A segunda razão é a identificação que se faz entre a minha figura e o F. C. Porto”. É preciso notar que Gomes teve uma dimensão nacional e internacional enorme. Devido ao apoio contagiante que tinha nos adeptos, o seu peso dentro do clube era considerado exagerado pela administração e obviamente que os problemas tinham que surgir.
Em Junho do ano de 1989, Gomes provocava uma dor de alma na maior parte dos portistas ao abandonar o F.C. Porto.
Ao serviço do Dragões, Gomes jogou durante 13 temporadas, conquistou 15 Títulos, disputou 455 jogos oficiais e marcou 347 golos. Venceu 6 Bolas de Prata e 2 Botas de Ouro.
Em 1989/90 ingressou no Sporting C.P. onde jogou durante duas temporadas até terminar a sua carreira no final da época de 1990/91. O Astrólogo acertara! Ainda pisaria o relvado das Antas ao serviço do clube leonino, sendo recebido por uma mistura de palmas e assobios. Com a camisola do emblema de Alvalade, Gomes disputou 79 partidas oficiais e apontou 38 golos.
O ultimo jogo que disputou foi no dia 26 de Maio de 1991 no Estádio José de Alvalade, quando os leoninos receberam e venceram o Gil Vicente F.C. por 2-0, no ultimo jogo do Campeonato Nacional de 1990/91. Foi também nessa partida contra os barcelenses que Gomes marcou o seu ultimo golo da carreira ao apontar o segundo golo dos Leões.
Fernando Gomes foi um avançado fantástico. Excelente no jogo de cabeça, um posicionamento perfeito, movimentava-se muito bem na área, fazia jogo com os companheiros mais atrasados, abria espaços para entrada de colegas e tinha um instinto pelo golo que era qualquer coisa de fenomenal. Foi um dos mais carismáticos Capitães que o F.C. Porto já viu e com certeza o avançado mais completo que envergou aquela camisola.
Em 2010 voltou ao Futebol Clube do Porto para assumir o cargo de Director de Relações Externas. em Outubro de 2016 passou a ocupar o cargo de Director de Scouting dos Dragões.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
1 Taça dos Clubes Campeões Europeus
1 Supertaça Europeia
5 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
3 Taças de Portugal
3 Supertaças Cândido de Oliveira
1 Taça Associação de Futebol do Porto
1 Taça Associação de Futebol de Lisboa
2 Botas de Ouro
6 Bolas de Prata

6 de março de 2009

Domingos

Domingos José Paciência Oliveira nasceu no dia 2 de Janeiro de 1969 em Leça da Palmeira.
Começou por jogar futebol no Académico de Leça e aos 13 anos chegou ao Futebol Clube do Porto para jogar nos juvenis.
Na temporada de 1987/88 estreou-se na equipa principal dos Dragões, treinada por Tomislav Ivic.
A sua estreia com a camisola dos azuis e brancos aconteceu no dia 21 de Novembro de 1987 no Campo Maria Vitória em Moura, onde os portistas venceram o Moura A.C. por 2-0, numa partida a contar para a 3ª eliminatória da Taça de Portugal de 1987/88.
Domingos jogou no F.C. Porto durante 12 temporadas. Ao longo de todos esses anos, Domingos sagrou-se Campeão Nacional 7 vezes, venceu a Taça de Portugal 5 ocasiões e conquistou a Supertaça Cândido de Oliveira por 6 vezes. Foi ainda o melhor marcador do Campeonato Nacional na temporada de 1995/96.
Em 1997/98 transferiu-se para o C.D. Tenerife, e por lá ficou duas épocas. Disputou 50 jogos oficiais e marcou 6 golos.
No inicio da temporada de 1999/00 estava de regresso ao F.C. Porto para jogar mais duas épocas.
No final da temporada de 2000/01 terminou a sua brilhante carreira futebolística.
Nas 12 temporadas que Domingos fez de Dragão ao peito, disputou 378 jogos oficiais, marcou 144 golos e conquistou 18 Títulos.
Domingos também vestiu a camisola da Selecção Nacional por 34 vezes e esteve presente no Campeonato da Europa de 1996 onde disputou 3 partidas e apontou 1 golo.
Na temporada de seguinte 2001/02, começou a desempenhar as funções de treinador nas camadas jovens do F.C. Porto, e passou depois a treinador da equipa b portista.
Em 2006/07 estreou-se como treinador na equipa principal do U.D. Leiria. Na temporada seguinte orientou a Académica de Coimbra. Em 2009/10 transferiu-se para o S.C. Braga e esteve perto de levar o clube da cidade dos arcebispos ao título de campeão, conseguiu um inédito 2º lugar e levou os bracarenses pela primeira vez na sua história à Liga dos Campeões. Na temporada seguinte conduziu o clube do Minho à final da Liga Europa onde viu a sua equipa cair aos pés do Futebol Clube do Porto. Em 2011/12 treinou o Sporting C.P. mas por apenas seis meses, já que foi demitido devido aos maus resultados dos leões. Teve depois uma breve passagem pelo R.C. Deportivo Coruña, mas não foi feliz e abandonou o clube espanhol ainda antes do final da temporada. Passou depois pelos turcos do Kayserispor. Em 2014/15 assumiu o comando do V. Setúbal mas esteve à frente dos sadinos apenas até Dezembro de 2015. Em Maio de 2015 rumou ao Chipre para orientar o APOEL mas apenas permaneceu em Nicósia três meses. Em Abril de 2017 regressa ao campeonato portugues para comandar a equipa técnica do C.F. Belenenses, cargo que ocupou até Janeiro de 2018.

Palmarés
7 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
5 Taças de Portugal
6 Supertaças Cândido de Oliveira

1 de março de 2009

Celso

Celso Dias dos Santos nasceu no dia 28 de Fevereiro de 1956 em Santos, Brasil.
Começou a sua carreira em 1974 no Botafogo F.C.. Em 1976 ingressou no Grémio de Maringá onde permaneceu durante dois anos e onde conquistou o Campeonato Paranaense de 1977. Depois passou para o Botafogo F.C., no ano seguinte transferiu-se para o Fortaleza E.C., ainda no ano de 1978 vestiu a camisola do Ferroviário A.C., em 1979 jogou no Ceará S.C. e em 1980 regressou ao Ferroviário A.C.. Em 1981 ingressou no C.R. Vasco da Gama e foi Campeão Carioca de 1982. No ano seguinte vestiu a camisola do C.A. Paranaense e voltou a vencer o Campeonato de Paraná. Em 1984 jogou no Santa Cruz F.C. e no ano seguinte passou pelo E.C. Bahia.
No inicio da temporada de 1985/86 transferiu-se para o Futebol Clube do Porto.
Estreou-se com a camisola dos Dragões na 1ª jornada do Campeonato Nacional, em que os portistas venceram o S.L. Benfica por 2-0 no Estádio das Antas. Desde logo Celso começou a ser um dos pilares na defesa da equipa orientada por Artur Jorge, que se sagrou Campeão Nacional logo na sua primeira época ao serviço dos Dragões.
Na temporada seguinte viveu o momento alto da sua carreira ao vencer a Taça dos Clubes Campeões Europeus ao vencer os alemães do F.C. Bayern Munique na final em Viena. Nessa participação do F.C. Porto na prova europeia, ficou na memória de muitos portistas o golo marcado por Celso contra o F.C. Dínamo Kiev no jogo da 2ª mão das meias-finais.
Em 1987/88, Celso voltou a sagrar-se Campeão Nacional, Venceu a sua primeira Taça de Portugal e conquistou ainda mais dois troféus internacionais. A Taça Intercontinental, que foi brilhantemente conquistada pelo F.C. Porto em Tóquio depois de derrotar o C.A. Peñarol, e um mês mais tarde foi a vez da Supertaça Europeia ficar nas Antas depois de dupla vitória por 1-0 sobre o Ajax F.C.
No final dessa época, Celso deixou os Dragões. vestiu a camisola azul e branca durante 3 temporadas. conquistou Em 1988/89, Celso voltou ao Brasil onde ingressou no Goiás E.C. Depois voltou ao Ferroviário A.C. onde colocou um ponto final na sua carreira de futebolista.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
1 Taça dos Clubes Campeões Europeus
1 Supertaça Europeia
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
1 Taça de Portugal
1 Supertaça Cândido de Oliveira
2 Campeonatos do Paraná
1 Campeonato do Rio de Janeiro

22 de fevereiro de 2009

Taça Clube União do Norte

A Taça “Clube União do Norte”, foi a primeira a entrar na sede do Futebol Clube do Porto. Disputada em 1912/13, no Campeonato de 3ª Categorias, foi conquistada pelos Dragões frente ao Leixões S.C., Boavista F.C. e S.C. Salgueiros.
Os jogadores dessa terceira categoria, vencedores da Taça designada por “Clube União do Norte”, foram homenageados com um diploma no dia 29 de Dezembro de 1913.
No entanto, esta Taça não foi a primeira a ser disputada pelo Futebol Clube do Porto, mas sim a primeira a ser recebida, já que a primeira disputada foi a Taça “José Monteiro da Costa”, que só mais tarde viria a pertencer definitivamente ao clube. Esta foi também ganha pelo Futebol Clube do Porto e referia-se ao Campeonato do Norte de Portugal, iniciado em 1911 e prolongado em cinco edições. O clube que obtivesse mais títulos nesses cinco campeonatos arrecadava o troféu e o Futebol Clube do Porto, com quatro títulos contra um da Académica, justificou plenamente a conquista da Taça com o nome do seu fundador.

fonte: revista Dragões nº 13

16 de fevereiro de 2009

Simões

Carlos António Fonseca Simões nasceu no dia 28 de Julho de 1951 em Coimbra.
Começou a jogar futebol nas escolas de formação da Associação Académica de Coimbra em 1966. Ainda passou pelas camadas jovens do Sporting C.P., mas voltou a Académica de Coimbra.
Integrou o plantel principal da briosa na temporada de 1969/70 e vestiu a camisola Nos estudantes durante cinco temporadas, até ao final da época de 1973/74. Em 1972/73 Sagrou-se Campeão Nacional da 2ª Divisão.
Em 1974/75 foi contratado pelo Futebol Clube do Porto quando tinha ainda apenas 23 anos.
A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 18 de Setembro de 1974 no Estádio das Antas, quando os portistas receberam e venceram os ingleses do Wolverhampton Wanderers F.C. por 4-1, numa partida a contar para a 1ª mão da 1ª eliminatória da Taça UEFA de 1974/75.
Nas Antas permaneceu durante nove temporadas, onde venceu todos os principaís Títulos da sua carreira.
O primeiro foi na época de 1976/77 quando os portistas conquistaram a Taça de Portugal ao derrotarem o S.C. Braga na final por 1-0. As duas temporadas seguintes foram ainda melhores já que se sagrou Campeão Nacional em 1977/78 e 1978/79. Na temporada de 1980/81 venceu a Taça Associação de Futebol do Porto e em 1981/82 conquistou a Supertaça Cândido de Oliveira.
No final da época de 1982/83 deixou o F.C. Porto. No total das 9 temporadas em que jogou de Dragão ao peito, Simões conquistou 5 Títulos, disputou 260 jogos oficiais e apontou 3 golos.
Na temporada de 1983/84 e já com 32 anos, mudou-se para o Portimonense S.C. onde foi titular indiscutível durante quatro épocas. Na temporada de 1984/85 esteve na única presença da equipa algarvia nas competições europeias, o que foi também o primeiro clube algarvio a alcançar esse feito.
Em 1987/88 regressou ao seu primeiro clube, a Associação Académica de Coimbra, quando contava já 36 anos de idade e onde colocou um ponto final na sua carreira no fim da temporada de 1988/89.
Simões vestiu também a camisola da Selecção Nacional por 13 vezes.

Palmarés
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
1 Campeonato Nacional da 2ª Divisão (Portugal)
1 Taça de Portugal
1 Supertaça Cândido de Oliveira
1 Taça Associação de Futebol do Porto

8 de fevereiro de 2009

Timofte


Ion Timofte nasceu no dia 16 de Dezembro de 1967 em Anina, Roménia.
Iniciou a sua carreira em 1988/89 no clube da sua terra, o Minerul Anina, mas ainda durante o ano de 1989 mudou-se para o CSM Resita. Em 1989/90 transferiu-se para o A.C.S. Politehnica Timisoara onde esteve durante duas temporadas.
No inicío da época de 1991/92 foi contratado pelo Futebol Clube do Porto.
A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 25 de Agosto de 1991 no Campo António Coimbra da Mota, na Amoreira, onde os portistas visitaram e venceram o G.D. Estoril por 2-0 (com Timofte a inaugurar o marcador aos 52 minutos), o jogo contou para a 2ª jornada do Campeonato Nacional de 1991/92.
Timofte jogou de Dragão ao peito durante três épocas. Foi um dos pilares da equipa portista e sagrou-se Campeão Nacional por duas vezes (1991/92 e 1992/93), venceu ainda a Taça de Portugal na época de 1993/94, e a Supertaça Cândido de Oliveira em 1992/93. actuou em 97 partidas e apontou 37 golos.
Para a temporada de 1994/95 mudou-se para o vizinho Boavista F.C. onde jogou durante seis épocas. Nos axadrezados Timofte conquistou uma Taça de Portugal em 1996/97 e uma Supertaça Cândido de Oliveira em 1997/98. Apontou 32 golos em 146 partidas.
Representou também a Selecção da Roménia por 10 ocasiões entre 1991 e 1995, tendo apontado 1 golo.
Em 2000 e com 32 anos, Ion Timofte colocou um ponto final na sua carreira de futebolista.
Em 2015 assumiu o cargo de Director Executivo do Boavista F.C. lugar que ocupou até 2016.

Palmarés
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
2 Supertaças Cândido de Oliveira

2 de fevereiro de 2009

Carlos Duarte


Carlos Duarte nasceu no dia 25 de Março de 1933 em Nova Lisboa, Angola.
Representou o Futebol Clube do Porto durante as épocas de 1952/53 até 1963/64.
A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 12 de Outubro de 1952 no Campo dos Arcos em Setubal onde os portistas visitaram o Vitória F.C., tendo os sadinos vencido por 3-0, num jogo a contar para a 3ª jornada do Campeonato Nacional da época de 1952/53.
Em 1955/56 sob o comando técnico de Dorival Yustrich, Venceu pela primeira vez o Campeonato Nacional e também a Taça de Portugal ao derrotar o S.C. União Torreense por 2-0 na Final.
Na época de 1956/57 o F.C. Porto estreia-se nas competições europeias ao defrontar o Athletic Club Bilbao na 1ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus, com Carlos Duarte a ser um dos jogadores títulares que alinhram no jogo da 2ª mão disputado no Estádio de San Mamés.
Venceu ainda a segunda Taça de Portugal na época de 1957/58 com um triunfo sobre o S.L. Benfica por 1-0.
Na temporada de 1958/59 nova vitória no Campeonato Nacional já com Bela Guttman como treinador.
Conquistou também a Taça Associação de Futebol do Porto por 8 ocasiões.
Carlos Duarte foi um extremo-direito veloz e de elevada qualidade que possuía um drible curto mas sempre com os olhos postos na baliza.
Foi ainda dos jogadores que fizeram parte da estreia do F.C. Porto nas competições europeias na época de 1956/57, num jogo contra o Athletic Bilbao a contar para a 1ª eliminatória da Taça dos Campeões Europeus.
Terminou a sua ligação aos Dragões no final da temporada de 1963/64, nas 12 épocas em que esteve nas Antas disputou 228 partidas oficiais, marcou 94 golos e conquistou 12 Títulos.
Depois de deixar o F.C. Porto jogou ainda no R.C. Deportivo Corunha e depois no Leixões S.C. onde sofreu uma grave lesão.
Carlos Duarte representou também a Selecção Nacional por 7 ocasiões.
Em 2003 foi justamente homenageado pelo Futebol Clube do Porto com um “Dragão d´Ouro” simbolizando a “Recordação do Ano”.

Palmarés
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
8 Taças Associação de Futebol do Porto

25 de janeiro de 2009

Costinha

Francisco José Rodrigues da Costa (Costinha), nasceu no dia 1 de Dezembro de 1974 em Lisboa.
Deu os primeiros passos como futebolista nas escolas do Clube Oriental de Lisboa onde chegou a sénior na temporada de 1993/94. Na temporada de 1995/96 mudou-se para o A.D. Machico, clube Madeirense. Na temporada seguinte transferiu-se para outro clube da Ilha da Madeira, o C.D. Nacional.
Em 1997/98 e com 22 anos, foi contratado pelo A.S. Mónaco. No clube francês permaneceu quatro temporadas onde se sagrou Campeão de França na temporada de 1999/2000 e venceu a Supertaça de França em 1997 e 2000.
No início da época de 2001/02 foi contratado pelo Futebol Clube do Porto.
A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 1 de Agosto de 2001 no Estádio Jenner Park, em Barry no País de Gales, onde os portistas defrontaram o Barry Town United F.C., num jogo a contar para a 2ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões de 2001/02. Os britanicos venceram o jogo da 2ª mão por 3-1, mas uma semana antes o F.C. Porto tinha ganho no Estádio das Antas por 8-0.
Logo na primeira época, Costinha venceu a Supertaça Cândido de Oliveira.
Na temporada seguinte e já sob o comando técnico de José Mourinho, Costinha sagrou-se pela primeira vez Campeão Nacional e venceu a Taça de Portugal. Conquistou ainda a Taça UEFA depois da vitória sobre os escoceses do Celtic F.C. por 3-2 na final, um jogo que não foi feliz para Costinha já que saiu lesionado logo aos 9 minutos.
Na época de 2003/04 começou da melhor maneira já que venceu a Supertaça Cândido de Oliveira, onde foi o autor do golo da vitória sobre o União de Leiria. Voltou a sagrar-se Campeão Nacional, mas o ponto alto da temporada foi a conquista da Liga dos Campeões onde derrotou na final a sua anterior equipa, o A.S. Mónaco por 3-0.
Inesquecível para todos os portistas ficou no entanto o golo de Costinha marcado em Inglaterra contra o Manchester United F.C. já nos minutos finais e que valeram ao F.C. Porto a passagem à eliminatória seguinte.
Em 2004/05 voltou a vencer a Supertaça Cândido de Oliveira e em Dezembro ajudou a vencer a Taça Intercontinental em Tóquio, ao derrotar os colombianos do C.D. Once Caldas.
No final dessa temporada de 2004/05, Costinha deixou o F.C. Porto onde jogou durante 4 épocas, conquistou 9 Títulos, disputou 164 jogos oficiais e marcou 18 golos.
Na época seguine mudou-se para a Rússia para representar o F.K. Dínamo de Moscovo, algumas lesões e problemas fizeram com que Costinha não fosse feliz em Moscovo e em 2006/07 rumou ao Atlético de Madrid. Na temporada seguinte mudou-se para Itália para defender as cores do Atalanta B.C. clube onde terminou a sua carreira de futebolista no final da época de 2009/10.
Costinha representou a Selecção Nacional por 53 vezes e marcou 2 golos. Esteve presente nos Campeonatos da Europa de 2000 e 2004 e no Campeonato do Mundo de 2006.
Em Fevereiro de 2010 assumiu o cargo de director de futebol do Sporting C.P. mas pouco mais de um ano depois deixou o clube de Alvalade e rumou à Suiça para exercer idêntico cargo no Servette F.C. lugar que ocupou até 2012.
Em Fevereiro de 2013 aceitou treinar pela primeira vez um clube na sua carreira ao ocupar o lugar técnico no S.C. Beira-Mar. No inicio da temporada de 2013/14 assumiu o comando técnico do F.C. Paços de Ferreira cargo que ocupou apenas até ao final de Outubro de 2013. Em 2016/17 orientou a equipa da Académica de Coimbra para na temporada seguinte passar a treinar o C.D. Nacional da Madeira.
No dia 25 de Julho de 2014 voltou a pisar o relvado do Estádio do Dragão e a vestir a camisola do Futebol Clube do Porto no jogo de homenagem e despedida de Deco.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
1 Liga dos Campeões
1 Taça UEFA
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
1 Campeonato de França
1 Taça de Portugal
3 Supertaças Cândido de Oliveira
1 Supertaça de França

18 de janeiro de 2009

Adeptos

Na semana em que este blog completa o primeiro aniversário e quando já conta com mais de 10.000 visitas, o destaque vai para aqueles que sentem e têm amor ao clube e o acompanham para todo o lado, faça sol ou chuva, calor ou frio. Porque são eles a sua principal força.
Esses são os adeptos do Futebol Clube do Porto.

11 de janeiro de 2009

António Araújo

António de Araújo nasceu no dia 28 de Setembro e 1923 em Paredes.
Araújo foi um avançado que jogou no Futebol Clube do Porto durante a década de 40 e que, apesar da curta carreira, acabou por marcar aquela geração de futebolistas.
Chegou ao F.C. Porto com apenas 19 anos mas logo viram nele potencial para integrar a equipa principal na temporada de 1942/43.
Estreou-se com a camisola azul e branca no dia 1 de Novembro de 1942 numa partida contra o S.C. Salgueiros em que os portistas venceram por 9-0 e com Araújo a apontar dois tentos, numa partida a contar para a 3ª jornada do Campeonato do Porto.
Na época 1946/47 acabaria por ser o melhor marcador do campeonato com 36 golos em 25 jogos.
Infelizmente, ficou ligado à pequena travessia do deserto que o F.C. Porto enfrentou durante esse período e que o afastou dos merecidos títulos. Mas os golos que marcou ao serviço do F.C. Porto cedo o levaram à Selecção Nacional e foi com naturalidade que manteve a veia goleadora ao serviço da Selecção. Foi ele o autor de dois golos à Espanha na primeira vitória oficial sobre os espanhóis (Travassos marcou os outros dois).
Depois do sucesso que atingiu na Selecção Nacional acabou por ficar conhecido por «Sport Lisboa e Araújo» porque era com frequência o único jogador do F.C. Porto a impor-se na Selecção Nacional que naquele tempo era maioritariamente constituída por jogadores do S.L. Benfica, do Sporting C.P. e do C.F. Belenenses.
Araújo foi mesmo responsável por não permitir que os «cinco violinos» tivessem na Selecção o mesmo estatuto e reconhecimento que tiveram no Sporting C.P. isto porque o jogador do F.C. Porto relegava para o banco de suplentes o sportinguista Vasques.
Em 1947, no auge da sua carreira, foi-lhe diagnosticada uma doença na garganta que acabou por lhe afectar os rins. Ainda assim esteve presenta na vitória sobre o Rel Madrid C.F. por 4-1, no Estádio do Lima e Em Valência onde os Dragões venceram por 1-0 a formação da casa.
Na época seguinte ainda foi um dos protagonistas na célebre vitória do F.C. Porto sobre o Arsenal (3-2), mas a meio da época a doença de que padecia não o deixou continuar e foi forçado a abandonar os relvados durante quase dois anos. Quando regressou já não era o mesmo Araújo pois perdera muitas qualidades que fizeram dele um dos melhores avançados de sempre do futebol português.
Nas 9 épocas que representou os Dragões, Araújo conquistou 5 Títulos, disputou 213 partidas oficiais e marcou 205 golos.
Ainda jogou no F.C. Tirsense e no União de Paredes antes de terminar a carreira.

Palmarés
5 Campeonatos do Porto

4 de janeiro de 2009

Siska

Mihaly Siska nasceu no dia 4 de Janeiro de 1906 em Budapeste na Hungria.
Depois de ter passado na Hungria pelo Vasas S.C. Mihaly Siska, com apenas 18 anos, chega a Portugal para ingressar no Futebol, Clube do Porto.
A estreia com a camisola dos Dragões teve lugar Campo do Bessa, no dia 23 de Novembro de 1924, onde os portistas defrontaram e venceram o Sport Progresso por 6-1, num jogo a contar para a 1ª jornada do Campeonato do Porto da temporada de 1924/25.
Siska embalou o Futebol Clube do Porto para a conquista do segundo campeonato de Portugal em 1924/25. O “testemunho” passado por Lino Moreira veio a vencer três anos depois, numa das extraordinárias exibições de Siska em Viana do Castelo.
Na dura prova dos “Nacionais”, não há dúvida de que Siska teve uma capacidade extraordinária e excedeu de maneira indiscutível todos os valores dos primeiros anos do futebol de competição em Portugal. Mihaly Siska, que desapareceu, infelizmente, muito novo do mundo dos vivos, foi dentro do Futebol Clube do Porto um elemento de curiosa aptidão profissional: bom funcionário da secretaria, treinador e atleta pundonoroso. Muito inteligente e correcto, Siska deu exemplos de esmerada educação e amor clubista.
Quem jogasse como Siska jogou, considerado por toda a crítica da época “o mais extraordinário guarda-redes visto em clubes portugueses”, seria dono e senhor em qualquer país. O grande Siska nunca se aproveitou dessa classe, embora tenho sido muito assediado para tal. Era modesto e muito sensato.
Depois de Lino Moreira ter sido o guarda-redes Campeão com o F.C. Porto, Mihaly Siska era o dono da baliza no segundo campeonato conquistado pelos Dragões e teve muita influência pessoal em tão magníficos triunfos.
Mihaly Siska disputou 98 partidas oficias e conquistou 9 títulos.
Mais tarde chegou a ser treinador dos Dragões. Teve uma breve passagem pelo comando técnico na temporada de 1935/36, mas na época de 1937/38 iniciou a temporada como novo líder da equipa principal, lugar que ocupou até ao final da época de 1941/42. No tempo em que orientou o F.C. Porto, Siska levou os Dragões à conquista de 5 Títulos, 3 Campeonatos do Porto e 2 Campeonatos Nacionais.

Palmarés como jogador
1 Campeonato de Portugal
9 Campeonatos do Porto

Palmarés como treinador
2 Campeonatos Nacionais 1ª Divisão
3 Campeonatos do Porto

Texto e foto: revista Dragões nº 11

21 de dezembro de 2008

Deco

Anderson Luiz de Sousa (Deco), nasceu no dia 27 de Agosto de 1977 em São Bernardo do Campo, município de São Paulo; Brasil.
Começou por se iniciar aos 9 anos de idade no Bonfim Recreativo e Social, depois passou pelo Guarani F.C., Nacional A.C., até que chegou ao S.C. Corinthians onde se estreou na equipa principal contra o Clube Atlético Mineiro. Rumou ao S.C. Corinthians Alagoano em 1997.
No inicío da temporada de 1997/98 chegou a Portugal para ingressar no S.L. Benfica mas acabou por seguir directamente para o Ribatejo onde foi jogar no F.C. Alverca, tornoando-se um dos melhores jogadores da equipa. Na temporada seguinte mudou-se para o S.C. Salgueiros, continuou com as boas exibições e foi só uma questão de tempo até dar o salto na carreira.
Em Março de 1999 chegou ao Futebol Clube do Porto.
A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 10 de Abril de 1999 no Estádio das Antas, quando substituiu Chainho aos 45 minutos, no jogo da 27ª jornada contra o S.C. Braga que os portistas venceram por 1-0.
Logo nessa época, Deco sagrou-se Campeão Nacional pela primeira vez e teve o seu nome registado na história dos jogadores que ajudaram a vencer o Penta-Campeonato.
Na temporada seguinte venceu a Supertaça Cândido de Oliveira e conquistou a Taça de Portugal frente ao Sporting C.P. na finalíssima com uma vitória por 2-0 com Deco a marcar um grande golo de livre.
Na época de 2000/01 voltou a repetir o triunfo na Taça de Portugal, desta vez ao derrotar o Marítimo S.C. por 2-0.
Na temporada seguinte conquistou apenas a Supertaça Cândido de Oliveira ao derrotar o Boavista F.C. por 1-0 no Estádio dos Arcos.
Em 2002/03, Deco teve uma das suas melhores épocas e voltou a sagrar-se Campeão Nacional, venceu de novo a Taça de Portugal após vitória por 1-0 sobre o União de Leiria na final, e ganhou a Taça UEFA ao derrotar os escoceses do Celtic F.C. por 3-2, num jogo electrizante e debaixo de um calor abrasador.
A temporada seguinte voltou a ser recheada de vitórias que começou com nova vitória na Supertaça Cândido de Oliveira e mais um Campeonato Nacional ganho com total superioridade. Mas a maior conquista estava destinada para o ultimo jogo da temporada, a Final da Liga dos Campeões que o F.C. Porto venceu ao derrotar os franceses do A.S. Mónaco por 3-0 com Deco a marcar o segundo golo, o que seria o ultimo com a camisola dos Dragões.
No final dessa temporada deixou o F.C. Porto. Com a camisola azul e branca, Deco conquistou 11 Títulos, disputou 229 jogos oficiais e marcou 48 golos.
Em 2004/05 transferiu-se para o F.C. Barcelona. No clube da Catalunha esteve durante quatro temporadas e foi por duas vezes Campeão de Espanha, venceu a Supertaça de Espanha também por duas vezes e voltou a ganhar a Liga dos Campeões na época de 2005/06.
Na temporada de 2007/08 viajou para Inglaterra onde representou o Chelsea F.C.. Com a camisola dos Blues Deco venceu um Campeonato de Inglaterra, ganhou duas Taças de Inglaterra e conquistou uma Supertaça de Inglaterra.
Em Agosto de 2010 regressou ao Brasil para vestir a camisola do Fluminense F.C.. Ao serviço do clube do Rio de Janeiro, Deco conquistou por duas vezes o Campeonato do Brasil e um Campeonato Carioca.
No dia 26 de Agosto de 2013 anunciou o ponto final na sua rica carreira de futebolista.
Em 29 de Março de 2003, Deco estreou-se com a camisola da Selecção de Portugal, num jogo contra o Brasil no Estádio das Antas. Foi uma estreia que não poderia ter corrido melhor já que Deco foi o autor do golo da vitória com que Portugal derrotou a Selecção Canarinha.
Depois disso esteve presente nos Campeonatos da Europa de 2004 e de 2008 e esteve também nos Campeonato do Mundo de 2006 e 2010. Vestiu a camisola das Quinas por 32 vezes e marcou 2 golos.
No dia 25 de Julho de 2014 reuniu grande parte dos seus amigos com quem jogou no F.C. Porto e também do F.C. Barcelona para um jogo que serviu de despedida oficial dos relvados mas também de homenagem. O cenário foi o Estádio do Dragão que teve a lotação esgotada para a festa de Deco mas também para voltar a ver a equipa portista que venceu a Liga dos Campeões de 2004. Deco vestiu novamente a camisola dos dois clubes com que se sagrou Campeão da Europa e terminou o jogo a apontar um monumental golo e a ouvir o apoio dos adeptos.

Palmarés
2 Ligas dos Campeões
1 Taça UEFA
3 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Campeonatos de Espanha
2 Campeonatos do Brasil
1 Campeonato de Inglaterra
1 Campeonato Carioca
3 Taças de Portugal
2 Taça de Inglaterra
3 Supertaças Cândido de Oliveira
2 Supertaças de Espanha
1 Supertaça de Inglaterra

14 de dezembro de 2008

Acúrcio

Acúrcio Freire Alves Carrelo nasceu no dia 16 de Março de 1931 em Oeiras.
Juntamente com Américo, Pinho e Barrigana, marcou uma época no Futebol Clube do Porto e no futebol português.
É curioso que, tal como vários atletas do seu tempo, Acúrcio tenha dividido o seu tempo entre o futebol e outra modalidade onde jogava como avançado: o Hóquei em Patins.
Apesar de nesse tempo os jogadores terem a possibilidade de representar os clubes em várias modalidades, as condições nem sempre eram as melhores. Recentemente, Acúrcio deu uma entrevista onde recordou as dificuldades que os jogadores do seu tempo enfrentavam para treinar e jogar: “Havia uma parte do percurso que tinha de fazer a pé, porque não havia transportes para o estádio”.
A sua estreia na equipa principal dos Dragões aconteceu no dia 1 de Janeiro de 1956 no Estádio das Antas onde os portistas venceram o Sporting C.P. por 3-1, numa partida a contar para a 12ª jornada do Campeonato Nacional da época de 1955/56.
Acúrcio foi Campeão Nacional pelo F.C. Porto em 1955/56 e 1958/59, conquistou a Taça de Portugal de 1955/56 e venceu a Taça Associação de futebol do Porto por 4 vezes.
No jogo da 26ª jornada do Campeonato Nacional da época de 1957/58 o F.C. Porto viagou até Lisboa para defrontar o C.F. Belenenses no ultimo jogo desse campeonato. Aos 4 minutos de jogo e quando os portistas já venciam por 1-0, Acúrsio marca o segundo golo dos Dragões num remate de baliza a baliza, depois fracturou um braço e continuou a defender durante quase meia-hora. O resultado final foi a vitória do F.C. Porto por 3-1.
Acúrsio foi o guarda-redes portista na estreia dos Dragões nas competições europeias na época de 1956/57 quando o F.C. Porto defrontou os espanhois do Athletic Club Bilbao na 1ª eliminatória da Taça dos Campeões Europeus.
As fantásticas exibições, ao serviço do F.C. Porto, também valeram a Acúrcio oito chamadas à Selecção Nacional (Acúrcio também foi internacional no Hóquei em Patins), tendo-se estreado por Portugal a 21 de Maio de 1959.
Em 1961 rumou a Moçambique para jogar pelo Ferroviário de Lourenço Marques onde se sagrou Campeão Colonial nesse mesmo ano.
Faleceu no dia 9 de Janeiro de 2010.

Palmarés
2 Campeonatos Nacionais 1ª Divisão (Portugal)
1 Taça de Portugal
4 Taças Associação de Futebol do Porto
1 Campeonato Colonial de Moçambique

fonte: texto retirado com a devida autorização do blog: paixaopeloporto.blogspot.com 

7 de dezembro de 2008

André

António dos Santos Ferreira André nasceu no dia 24 de Dezembro de 1957 em Vila do Conde.
Fez toda a sua formação no Rio Ave F.C. até que em 1976/77 integrou o plantel principal dos vilacondenses. na temporada seguinte ingressou no G.D. Ribeirão e em 1978/79 passou a defender as cores do Varzim S.C., onde jogou durante 5 temporadas e começou a despertar o interesse de clubes maiores com as suas boas exibições.
Em 1984/85 foi contratado pelo Futebol Clube do Porto.
A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 21 de Outubro de 1984 no Estádio das Antas qundo os portistas receberam e venceram o S.C. Farense por 5-0, com André a marcar o ultimo golo, o jogo contou para a 7ª jornada do Campeonato Nacional de 1984/85.
Logo na primeira temporada com a camisola dos azuis e brancos, André sagrou-se Campeão Nacional, Título que viria a repetir na temporada seguinte.
Em 1986/87 aconteceu a primeira grande conquista da sua carreira ao vencer a Taça dos Clubes Campeões Europeus depois da vitória sobre os alemães do F.C. Bayern Munique por 2-1 na final em Viena na Áustria. Juntou ainda a vitória na Supertaça Cândido de Oliveira.
Na temporada seguinte continuou no caminho das vitórias, ao conquistar o título de Campeão Nacional, a Taça de Portugal, e mais importante, a Taça Intercontinental ganha no Japão frente ao C.A. Peñarol do Uruguai, ao que se juntou a vitória na Supertaça Europeia ao derrotar os holandeses do Ajax F.C.
Em 1989/90 voltou a sagrar-se Campeão Nacional e a vencer a Supertaça Cândido de Oliveira.
Na época de 1990/91 esteve presente no estádio do Jamor onde ganhou mais uma Taça de Portugal, e venceu também mais uma Supertaça Cândido de Oliveira.
Na temporada seguinte de novo foi Campeão Nacional, Título que repetiu na época que se seguiu onde voltou a conquistar mais uma Supertaça Cândido de Oliveira.
Em 1993/94 venceu a sua terceira Taça de Portugal.
Na época de 1994/95 conquistou mais uma Supertaça Cândido de Oliveira e sagrou-se Campeão Nacional, o que seria a sua última vitória como jogador já que no final dessa época colocou um ponto final na sua brilhante carreira de futebolista.
André esteve 11 temporadas ao serviço do F.C. Porto. Conquistou 18 Títulos, disputou 382 partidas oficiais e marcou 27 golos.
Vestiu também a camisola da Selecção Nacional por 19 vezes e marcou presença no Campeonato do Mundo de 1986.
Continuou ligado ao Futebol Clube do Porto onde fez parte da equipa de técnica e de Scout.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
1 Taça dos Campeões Europeus
1 Supertaça Europeia
7 Campeonato Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
3 Taça de Portugal
5 Supertaça Cândido de Oliveira