26 de outubro de 2009

Jaime Magalhães

Jaime Fernandes Magalhães nasceu no dia 19 de Julho de 1962 na cidade do Porto.
Ingressou nas camadas jovens do Futebol Clube do Porto na época de 1976/77. Na temporada de 1980/81 integrou o plantel principal dos Dragões.
A sua estreia como sénior na equipa portista aconteceu no dia 24 de Agosto de 1980 no Estádio José de Alvalade quando o F.C. Porto visitou e venceu o Sporting C.P. por 2-1, num jogo a contar para a 1ª jornada do Campeonato Nacional de 1980/81.
Jaime Magalhães esteve ao serviço dos Dragões durante 15 temporadas consecutivas, desde 1980/81 até 1994/95.
Foi por sete vezes Campeão Nacional, Venceu quatro Taças de Portugal, conquistou oito Supertaças Cândido de Oliveira e ganhou duas Taças Associação de Futebol do Porto com o ponto alto da sua carreira a chegar no ano de 1987 altura em que ajudou a conquistar a Taça dos Clubes Campeões Europeus e a Taça Intercontinental ao que juntou a Supertaça Europeia.
Com a camisola azul e branca, Jaime Magalhães conquistou 24 Títulos, disputou 408 partidas oficiais e marcou 47 golos.
Na temporada de 1995/96 transferiu-se para o Leça F.C. onde terminou a carreira de futebolista nessa mesma época.
Foi internacional por 20 vezes, tendo marcado presença no Campeonato da Europa de França de 1984 e no Campeonato do Mundo do México de 1986.
Em 2011 aceitou o convite de Jorge Costa para integrar a equipa técnica do F.C. CFR Cluj da Roménia, mas deixou o clube junto com o técnico principal quando este foi dispensado no inicio de 2012.

Palmarés
1 Taça dos Clubes Campeões Europeus
1 Taça Intercontinental
1 Supertaça Europeia
7 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
4 Taças de Portugal
8 Supertaças Cândido de Oliveira
2 Taças Associação de Futebol do Porto

19 de outubro de 2009

Sardoeira Pinto

Fernando Arnaldo Sardoeira Pinto nasceu no dia 29 de Agosto de 1933 no Porto.
Filho de um industrial gráfico e de uma professora primária, estudou desde criança na cidade do Porto até que aos 21 anos entrou na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, tendo-se formado doutor em 1964. Ainda era estudante universitário quando foi admitido como jornalista no jornal “Diário do Norte”, isto em 1957, no entanto chegou a chefiar o mesmo jornal alguns anos mais tarde.
Portista desde miúdo, um amor ao Futebol Clube do Porto que herdou dos seus pais, como chegou a referir, desde cedo que foi eleito para uma denominada Assembleia Delegada, constituída pelos sócios mais antigos e dedicados e dessa forma sempre se manteve a par da vida do F.C. Porto, até chegar a ter algum protagonismo no ultimo mandato do Presidente Pinto de Magalhães.
Em 1971, foi convidado a assumir o cargo de Presidente da Direcção da Associação de Futebol do Porto, aceitou o convite e passou a defender o interesse dos clubes da região do Porto.
Foi mais tarde irradiado por causa de uma péssima arbitragem numa Final de juniores entre o F.C. Porto e o Sporting C.P. que os leões venceram por 2-1. Logicamente que saiu em defesa do F.C. Porto por este pertencer à Associação que presidia. O caso durou vários meses e quase ao fim de um ano o Secretário de Estado da Juventude e Desporto deu como provado que não foram dadas legalmente todas as condições para que o Dr. Sardoeira Pinto tivesse uma defesa eficaz e julgou o caso como nulo e de nenhum efeito.
Em 1977 voltou à Associação e foi de novo eleito para Presidente da Direcção. Terminado esse mandato passou a Presidente da Assembleia Geral da Associação de Futebol do Porto, mas afastou-se do futebol quando também esse mandato terminou.
Foi depois eleito Sócio Honorário do F.C. Paços de Ferreira como agradecimento pela forma com actuou enquanto esteve à frente dos destinos da Associação.
Em 1982 com a eleição de Jorge Nuno Pinto da Costa para Presidente do F.C. Porto, o Dr. Sardoeira Pinto assumiu a presidência da Assembleia Geral do clube, lugar que ocupou até ao fim da sua vida.
Em 1991 foi nomeado pelo Conselho Cultural do F.C. Porto, Dragão de Ouro e Dirigente do Ano.
Em 1994 foi também eleito e por unanimidade, Presidente Honorário do F.C. Porto.
“Fiquei muito emocionado, como continuo a estar. Foi um prémio especial, algo que para mim é extraordinário: a consideração e a amizade dos meus consócios. Ser eleito Presidente Honorário do Futebol Clube do Porto foi uma consagração, depois destes anos que levo ao serviço do Clube. Como tenho dito muitas vezes e não me canso de repetir, representar o Futebol Clube do Porto é uma das maiores honras que experimentei na minha vida. E quando digo representar o Futebol Clube do Porto digo também representar a massa associativa. Por outro lado, devo dizer que a minha vida tem conhecido bons momentos e este foi certamente um deles. Em termos desportivos, foi, sem duvida, o melhor da todos, quando na minha segunda casa, na minha segunda família recebi esta consagração que me envaidece. Ao Reinaldo Teles e ao Prof. Dr. Vieira de Carvalho foi feita justiça: a mim, foi-me dada uma honra que endosso, naturalmente, aos consócios e me permite, conforme o Presidente da Direcção já disse, afirmar uma coisa muito importante: quem é honorária é a massa associativa do F.C. Porto, pelo que é, pelo que vale e pelo que representa”.
Dr. Sardoeira Pinto serviu o F.C. Porto durante 32 anos.
Faleceu no dia 19 de Junho de 2014.

12 de outubro de 2009

Freitas

Fernando José António Freitas Alexandrino, mais conhecido apenas como Freitas, nasceu no dia 21 de Julho de 1947 na cidade de Lobito, Angola.
Iniciou a carreira de futebolista no Lusitano de Lobito.
Em 1967, e já em Portugal, ingressou no C.F. Belenenses, tendo representado o clube lisboeta até à época de 1975/76. Pelo clube de Belém venceu por duas vezes a Taça Associação de Futebol de Lisboa. No último ano em que representou os azuis de Belém, Freitas alinhou na Selecção Europa-América, que defrontou um misto Rio de Janeiro-São Paulo, em dois encontros disputados, um no Maracanã e outro na Baía.
Na temporada de 1976/77 transferiu-se para o Futebol Clube do Porto.
A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 4 de Setembro de 1976 no Estádio das Antas onde os portistas receberam e venceram o Portimonense S.C. por 3-0, num jogo a contar para a 1ª jornada do Campeonato Nacional de 1976/77.
Depois de uma primeira época onde nem sempre foi titular, venceu a Taça de Portugal, depois da vitória na Final sobre o S.C. Braga por 1-0.
Freitas foi um dos principais jogadores no onze titular de José Maria Pedroto que venceu os dois Campeonatos Nacionais em 1977/78 e 1978/79.
Em 1980/81 venceu a Taça Associação de Futebol do Porto.
Na época seguinte e já com o austriaco Hermann Stessl a treinar os Dragões, Freitas conquistou a Supertaça Cândido de Oliveira, a primeira do F.C. Porto.
Freitas jogou no F.C. Porto 7 temporadas. Conquistou 5 Títulos e disputou 185 jogos oficiais.
Em 1983/84 rumou ao Algarve para ingressar no Portimonense S.C. clube onde terminou a sua carreira no final dessa época.
Representou ainda a Selecção Nacional por 9 ocasiões.

Palmarés
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
1 Taça de Portugal
1 Supertaça Cândido de Oliveira
2 Taças Associação de Futebol de Lisboa
1 Taça Associação de Futebol do Porto

Um agradecimento especial ao Dragão Vila Pouca e ao Armando Pinto pela colaboração

5 de outubro de 2009

Jacques

Jacques Pereira nasceu no dia 2 de Fevereiro de 1955 em Casablanca, Marrocos.
Despontou para o futebol em Vila Real do Santo António ao serviço do Lusitano F.C. clube onde fez a toda a sua formação. Ainda juniore mudou de ares e passou a vestir a camisola do S.C. Farense onde se estreou como sénior na época de 1974/75. Esteve no emblema de Faro durante duas temporadas. Seguiu-se o F.C. Famalicão, onde jogou quatro épocas, tendo-se Sagrado Campeão Nacional da II Divisão na temporada de 1977/78.
Em 1979/80 e 1980/81 vestiu a camisola do S.C. Braga, onde disputou 54 partidas oficiais e marcou 20 golos.
Em 1981/82 ingressou no Futebol Clube do Porto.
A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 22 de Agosto de 1981 no Estádio das Antas quando os portistas receberam e venceram o S.L. Benfica por 2-1, num jogo da 1ª jornada do Campeonato Nacional de 1981/82. Já o primeiro golo de Dragão ao peito marcou na 3ª jornada contra o Portimonense S.C. no Estádio das Antas e que valeram a vitória por 1-0. Foi o melhor marcador do Campeonato Nacional com 29 golos apontados em 30 jogos.
Nas quatro temporadas em que representou os Dragões, Jacques sagrou-se Campeão Nacional (1984/85), venceu 1 Taça de Portugal (1983/84), conquistou 1 Taça Associação de Futebol do Porto (1983/84) e ganhou 2 Supertaças Cândido de Oliveira (1981/82 e 1984/85), na primeira que conquistou, foi a principal figura ao apontar 3 golos na vitória por 4-1 com que o Futebol Clube do Porto venceu o S.L. Benfica no jogo da 2ª mão, depois da derrota por 2-0 em Lisboa.
Na Temporada de 1985/86, Jacques regressou ao S.C. Braga. Seguiu-se o S.C. Covilhã, depois novamente ingressou no Lusitano F.C. para terminar a sua carreira na época de 1991/92 ao serviço do U.D. Castromarinense. Jacques representou ainda a Selecção Nacional, aconteceu apenas por uma vez numa partida contra a Bulgária que Portugal perdeu por 5-2.

Palmarés
1 Campeonato Nacional 1ª Divisão (Portugal)
1 Campeonato Nacional 2ª Divisão (Portugal)
1 Taça de Portugal
2 Supertaças Cândido de Oliveira
1 Taça Associação de Futebol do Porto

28 de setembro de 2009

116 Anos


A todos os Portistas, que desde o dia 28 de Setembro de 1893 e ao longo dos anos fizeram com que o Futebol Clube do Porto tenha hoje a grandeza que tem. Muitos Parabéns.

20 de setembro de 2009

Artur Jorge

Artur Jorge Braga de Melo Teixeira nasceu no dia 13 de Fevereiro de 1946 na cidade do Porto.
Começou a jogar futebol nas camadas jovens do Futebol Clube do Porto, sendo Campeão Nacional em 1962/63 pelos juniores.
Na temporada de 1964/65 integrou o plantel principal dos Dragões. A sua estreia com a camisola dos Dragões em jogos como sénior aconteceu no dia 13 de Setembro de 1964 no Campo do Baluarte, em Peniche, onde os portistas empataram 1-1 com o G.D. Peniche, num jogo a contar para a 1ª mão da 1ª eliminatória da Taça de Portugal de 1964/65.
Nessa época apenas disputou seis jogos pois uma grave lesão afastou-o durante um grande período de tempo dos relvados.
Na temporada seguinte mudou-se para Coimbra onde viria a representar a Académica durante 4 temporadas.
Depois em 1969/70 transferiu-se para o S.L. Benfica, onde foi por 4 vezes Campeão Nacional, venceu 2 Taças de Portugal e foi por 2 vezes o melhor marcador do campeonato.
Em 1975/76 ingressou no C.F. Belenenses onde voltou a sofrer mais uma grave lesão que o fez retirar-se da carreira de futebolista.
Artur Jorge representou ainda a Selecção Nacional por 16 vezes e marcou 1 golo.
Foi depois para a Alemanha tirar o curso de treinador e quando regressou foi convidado por José Maria Pedroto a fazer parte da sua equipa técnica no Futebol Clube do Porto. No entanto pouco depois Pedroto e o então Presidente portista, Américo de Sá, desentenderam-se e Pedroto foi para Guimarães levando consigo Artur Jorge.
Em 1981/82 passou a treinador principal do Portimonense S.C. onde esteve durante duas temporadas.
Na temporada de 1984/85 Artur Jorge regressou ao F.C. Porto para ser o treinador principal.
Não poderia ter sonhado com melhor destino já que se sagrou Campeão Nacional e conquistou a Supertaça Cândido de Oliveira nessa primeira temporada.
Voltou a repetir a conquista do Campeonato Nacional na temporada seguinte.
Em 1986/87 Artur Jorge tornou-se no primeiro treinador nacional a conquistar a Taça dos Clubes Campeões Europeus depois do F.C. Porto ter vencido na Final de Viena os alemães do F.C. Bayern Munique por 2-1. Nessa época venceu ainda a Supertaça Cândido de Oliveira.
Na temporada seguinte rumou a Paris para orientar o Matra Racing onde se manteve durante duas épocas.
Em 1989/90 voltou às Antas para de novo levar o F.C. Porto à conquista do Título Nacional.
Na temporada seguinte venceu a Taça de Portugal e a Supertaça Cândido de Oliveira.
Depois voltou a partir para França para comandar o Paris S.G. onde venceu uma Taça de França e um campeonato francês. Em 1994/95 Voltou a Portugal mas desta vez para treinar o S.L. Benfica onde não ganhou nada, saindo no final da temporada para se tornar no técnico da Selecção da Suíça. Passou ainda pelo comando da Selecção de Portugal, pelo C.D. Tenerife, voltou ao Paris S.G., depois seguiu-se o S.B.V. Vitesse, Al Nassr. Em 2001/02 foi campeão na Arábia Saudita pelo Al Hilal. Na temporada seguinte regressou a Portugal para treinar a Académica de Coimbra. Depois passou pelo Spartak de Moscovo, Camarões e U.S. Créteil-Lusitanos. Em 2014/15 e depois de ter estado sete anos afastado dos relvados voltou a treinar, o seu destino foi a Argélia onde treinou o M.C. Alger. Pouco depois deixou o clube africano e também o futebol.

Palmarés como jogador
4 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal

Palmarés como treinador
1 Taça dos Campeões Europeus
3 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
1 Campeonato de França
1 Campeonato da Arábia Saudita
1 Campeonato da Russia
1 Taça de Portugal
1 Taça de França
3 Supertaças Cândido de Oliveira
1 Supertaça da Russia

14 de setembro de 2009

Maniche

Nuno Ricardo Oliveira Ribeiro, mais conhecido como Maniche, nasceu no dia 11 de Novembro de 1977 em Lisboa.
Começou a dar os primeiros passos no futebol nas camadas jovens do S.L. Benfica e em 1995/96 estreou-se na equipa principal do clube encarnado. Na temporada seguinte foi emprestado ao F.C. Alverca, onde permaneceu durante três épocas para regressar de novo ao S.L. Benfica em 1999/2000. No início tudo parecia correr bem para o jogador até que começaram a surgir alguns problemas de ordem disciplinar que acabaram por o fazer abandonar o clube lisboeta no final da temporada de 2001/02.
No início da época de 2002/03 foi contratado pelo Futebol Clube do Porto.
A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 25 de Agosto de 2002 no Estádio das Antas onde os portistas receberam e empataram 2-2 com o C.F. Belenenses, num jogo a contar para a 1ª jornada do Campeonato Nacional de 2002/03.
Maniche começou desde logo a ser um dos jogadores mais influentes na equipa orientada por José Mourinho, e nessa primeira temporada com a camisola do F.C. Porto venceu tudo o que tinha para vencer. Campeonato Nacional, Taça de Portugal e a Taça UEFA, que foi sem duvida o momento alto da época.
Para a temporada de 2003/04 a história voltou a repetir-se com mais uma conquista do Campeonato Nacional, uma Supertaça Cândido de Oliveira e a vitória na Liga dos Campeões.
Em 2004/05 Maniche começou por vencer mais uma Supertaça Cândido de Oliveira à qual juntou a Taça Intercontinental, conquistada no Japão ao derrotar o C.D. Once Caldas da Colômbia.
No final dessa época deixou os Dragões. Ao serviço do F.C. Porto, Maniche jogou durante 3 temporadas e foi sempre um dos principais jogadores da equipa. Conquistou 8 Títulos, disputou 125 jogos oficiais e marcou 23 golos.
Em 2005 ingressou no F.K. Dínamo de Moscovo, mas na equipa russa não foi feliz e foi emprestado ao Chelsea F.C. de Inglaterra, onde voltou a encontrar José Mourinho, e onde venceu o Campeonato de Inglaterra e a Supertaça de Inglaterra. Na temporada seguinte transferiu-se para o Atlético de Madrid onde permaneceu durante três temporadas. Pelo meio foi emprestado ao F.C. Inter de Milão a meio da época de 2007/08, ainda a tempo de festejar a conquista do campeonato italiano. Em 2009/10 rumou à Alemanha para ingressar no F.C. Colónia. Regressou a Portugal em 2010/11 para jogar pelo Sporting C.P. tendo deixado o clube de Alvalade no final dessa mesma temporada e decidiu terminar a sua carreira de futebolista.
Maniche representou a Selecção de Portugal por 52 vezes e marcou 7 golos. Esteve presente no Campeonato da Europa de 2004 e no Campeonato do Mundo de 2006.
Em 2013/14 assumiu novas funções ao integrar a equipa técnica do F.C. Paços de Ferreira, como treinador adjunto, acabando por deixar o clube a meio dessa mesma temporada. Em 2016/17 assumiu o mesmo cargo na Académica de Coimbra.
No final de 2017 assumiu o cargo de Presidente da SAD do A.D. Camacha da Madeira.
No dia 25 de Julho de 2014 voltou a vestir a camisola do Futebol Clube do Porto e a pisar o relvado do Estádio do Dragão para o jogo de despedida e homenagem a Deco.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
1 Liga dos Campeões
1 Taça UEFA
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
1 Campeonato de Inglaterra
1 Campeonato de Itália
1 Taça de Portugal
2 Supertaças Cândido de Oliveira
1 Supertaça de Inglaterra

6 de setembro de 2009

Lisandro López

Lisandro López nasceu no dia 2 de Março de 1983 em Rafael Obligado na zona de Buenos Aires, Argentina.
Começou a jogar futebol nas camadas jovens do Racing Club e em 2002/03 estreou-se na equipa principal do clube de Avellaneda. Em 2004 foi o melhor marcador do Torneio Apertura com 12 golos de sua autoria o que despertou o interesse de muitos clubes europeus.
No início da temporada de 2005/06 foi contratado pelo Futebol Clube do Porto.
A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 21 de Agosto de 2005 no Estádio do Dragão onde os portistas receberam e venceram o C.F. Estrela da Amadora por 1-0, numa partida a valer para a 1ª jornada do Campeonato Nacional de 2005/06.
Na primeira época de Dragão ao peito, Lisandro López foi um dos principais jogadores na conquista do Campeonato Nacional e também da Taça de Portugal.
Na época de 2006/07 começou por vencer a Supertaça Cândido de Oliveira e terminou com a vitória no segundo Campeonato Nacional consecutivo.
Em 2007/08 teve um papel fundamental na equipa portista ao apontar 24 golos em 27 jogos a contar para o Campeonato Nacional, o que lhe valeu o troféu de melhor marcador e de novo o título de Campeonato Nacional.
Na época de 2008/09 voltou a ajudar o F.C. Porto a ganhar o Campeonato Nacional e tornou-se um dos cinco jogadores portistas a sagrar-se Tetra-Campeões. Voltou a ser importante na conquista da Taça de Portugal ao apontar o golo que valeu a vitória aos Dragões na Final contra o F.C. Paços de Ferreira.
Ao serviço do F.C. Porto, Lisandro López esteve durante 4 temporadas, disputou 150 jogos oficiais, marcou 63 golos e conquistou 7 Títulos. No início da época de 2009/10 transferiu-se para o Olympique de Lyonnais onde venceu a Taça de França em 2011/12 e a Supertaça de França da mesma temporada. Em 2013/14 rumou ao Catar para ingressar no Al-Garafa S.C.. Em 2015 o seu destino foi o Brasil e o S.C. Internacional, tendo conquistado o Campeonato Gaúcho. No ano seguinte regressa à Argentina e ao Racing Club.
Lisandro López representou também a Selecção da Argentina por 7 vezes e marcou 1 golo.

Palmarés
4 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
1 Taça de França
1 Supertaça Cândido de Oliveira
1 Taça de França
1 Campeonato Gaúcho

23 de agosto de 2009

Zé Beto

José Alberto Teixeira Ferreirinha (Zé Beto), nasceu no dia 21 de Fevereiro de 1960 em Matosinhos.
Começou por jogar futebol nas camadas jovens do A.D.R. Pasteleira e as suas boas exibições propulsionaram uma disputa pelos seus serviços entre o Leixões S.C. e o Futebol Clube do Porto, com os portistas a levarem a melhor e a conseguirem levar o jovem guarda-redes para as Antas no início da temporada de 1977/78, quando ainda alinhava nos juniores.
Na temporada seguinte integrou o plantel senior dos Dragões mas não fez nenhum jogo já que tinha a forte concorrência de Fonseca e de Torres e acabou por seguir para o S.C. Beira-Mar, por empréstimo, onde actuou na época de 1979/80.
Na época seguinte regressou definitivamente ao F.C. Porto mas teve de esperar até 1983 para se estrear como titular da baliza portista.
A sua estreia em jogos oficiais aconteceu no dia 23 de Janeiro de 1983 no Estádio das Antas onde os portistas receberam e venceram o Famalicão F.C. por 5-0, num jogo a contar para a 4ª eliminatória da Taça de Portugal de 1982/83.
Então desde essa altura a sua importância no onze titular não parou de crescer e foi fundamental no sucesso do F.C. Porto.
Na temporada de 1983/84 venceu pela primeira vez a Supertaça Cândido de Oliveira e a Taça de Portugal e esteve presente em Basileia na Final da Taça dos Clubes Vencedores das Taças, competição que os portistas foram finalistas juntamente com a Juventus F.C. de Itália. O resultado final foi 2-1 a favor dos italianos. No final do jogo, Zé Beto envolveu-se numa discussão com um dos árbitros assistentes e foi acusado de o ter agredido, o que valeu ao guarda-redes portista uma suspensão de 1 ano por parte da UEFA.
Em 1984/85 Zé Beto sagrou-se Campeão Nacional pela primeira vez, num campeonato onde apenas sofreu 9 golos em 30 jogos. Voltou a conquistar a Supertaça Cândido de Oliveira.
Na época de 1985/86 de novo é Campeão Nacional, tendo sofrido 7 golos em 11 partidas disputadas.
Em 1986/87 Ganha pela terceira vez a Supertaça Cândido de Oliveira, e conquista a Taça dos Clubes Campeões Europeus, competição em que disputou cinco partidas com apenas um golo sofrido.
Zé Beto voltou a sagrar-se Campeão Nacional em 1987/88 e a vencer a Taça de Portugal nessa mesma temporada. Ao que juntou a vitória na Supertaça Europeia e a conquista da Taça Intercontinental.
A temporada de 1989/90 acabou por ser a última da sua carreira já que faleceu num acidente de viação na A1 em Fevereiro de 1990. Encontra-se sepultado no cemitério de Sendim em Matosinhos. Nas 8 épocas em que vestiu a camisola do F.C. Porto, Zé Beto conquistou 11 Títulos e disputou 180 partidas oficiais.
Foi Internacional por Portugal em 3 jogos oficiais.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
1 Taça dos Clubes Campeões Europeus
1 Supertaça Europeia
3 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
3 Supertaças Cândido de Oliveira

9 de agosto de 2009

Derlei

Vanderlei Fernandes Silva, mais conhecido como Derlei, nasceu no dia 14 de Julho de 1975 em São Bernardo do Campo no Estado de São Paulo; Brasil.
Começou a sua carreira de futebolista profissional em 1994 no América F.C. de Natal onde permaneceu até 1996, tendo vencido o Campeonato Potiguar nesse ano. De seguida mudou-se para o Guarani F.C. em 1997. Teve ainda nesse ano uma breve passagem pelo Grêmio Esportivo Mauaense, mas voltou em 1998 ao Guarani F.C. A meio do ano seguinte ingressou no Madureira E.C. do Rio de Janeiro.
Em 1999/2000 chegava a Portugal para defender as cores do União de Leiria. No clube da cidade do lis ganhou notoriedade e começou a atrair as atenções dos maiores clubes nacionais.
No início da temporada de 2002/03 foi contratado pelo Futebol Clube do Porto.
A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 25 de Agosto de 2002 no Estádio das Antas onde os portistas receberam e empataram 2-2 com o C.F. Belenenses, num jogo a contar para a 1ª jornada do Campeonato Nacional de 2002/03.
Derlei desde logo se impôs e ganhou a titularidade na equipa orientada por José Mourinho, e nessa primeira época ao serviço do F.C. Porto venceu todo o que tinha para ganhar. Primeiro foi o título de Campeão Nacional, depois a Taça UEFA e por fim a Taça de Portugal.
Na temporada seguinte as conquistas continuaram. Começou logo em Agosto com a vitória na Supertaça Cândido de Oliveira, depois a conquista de mais um Campeonato Nacional, e por fim o triunfo na prova que todos os jogadores sonham, a Liga dos Campeões Europeus. Mas nessa época de 2003/04 nem todo foram rosas para Derlei que sofreu uma grave lesão ainda a meio da temporada e esteve praticamente seis meses afastado da competição, no entanto voltou ainda a tempo de poder disputar a Final em Gelsenkirchen. Pelo meio, Derlei fica para a história como o autor do primeiro golo apontado no Estádio do Dragão na partida realizada contra o F.C. Barcelona na inauguração do novo recinto dos Dragões no dia 16 de Novembro de 2003.
A época de 2004/05 começou com mais um troféu conquistado por Derlei, a Supertaça Cândido de Oliveira e em Dezembro de 2004 voltou a conquistar mais uma prova internacional, a Taça Intercontinental.
Em Janeiro de 2005 deixou o F.C. Porto onde jogou durante duas temporadas e meia. De Dragão ao peito conquistou 8 Títulos, disputou 92 jogos oficiais e marcou 40 golos.
No início do ano de 2005 ingressou no F.K. Dinamo de Moscovo, no entanto a glória tinha ficado na cidade Invicta já que não festejou nenhum título. Em 2006/07 regressou a Portugal onde teve uma passagem fracassada pelo S.L. Benfica, onde esteve emprestado pelo clube Russo. Na temporada seguinte transferiu-se para o Sporting C.P. onde voltou a conquistar uma Taça de Portugal e duas Supertaças Cândido de Oliveira e onde voltou a encontrar o seu melhor nível. No final de 2008/09 deixou o clube de Alvalade e regressou ao Brasil para representar o Esporte Clube Vitória, onde conquistou a Campeonato da Bahia. Mudou-se depois para o Madureira Esporte Clube onde terminou a sua carreira em 2010.
No dia 25 de Julho de 2014 voltou a pisar o relvado do Estádio do Dragão e a vestir a camisola do Futebol Clube do Porto para o jogo de homenagem e despedida de Deco.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
1 Liga dos Campeões Europeus
1 Taça UEFA
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
4 Supertaças Cândido de Oliveira
1 Campeonato Potiguar
1 Campeotano Bahia

2 de agosto de 2009

Sousa

António Augusto Gomes de Sousa nasceu no dia 28 de Abril de 1957 em São João da Madeira.
Iniciou a carreira nas categorias jovens da A.D. Sanjoanense e cumpriu apenas seis meses nos juniores, porque o treinador da equipa principal o chamou para os séniores quando tinha apenas 16 anos.
Até 1975 permaneceu no clube da terra, até ao dia em que o seu trabalho e valor o levaram ao S.C. Beira-Mar. Em Aveiro, Sousa cresceu, tornou-se ídolo e depressa passou a ser alvo da cobiça de vários clubes.
Na época 1979/80 ingressou no Futebol Clube do Porto cuja equipa era treinada por José Maria Pedroto.
A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 1 de Setembro de 1979 no Estádio das Antas onde os portistas receberam e venceram o Portimonense S.C. por 6-0, e onde Sousa se estreou também nos golos ao marcar o 5º tento do jogo que contou para a 2ª jornada do Campeonato Nacional de 1979/80.
Na temporada de 1980/81 conquista o seu primeiro troféu ao vencer a Taça Associação de Futebol do Porto.
Na época seguinte ajuda os portistas a vencer a Supertaça Cândido de Oliveira, a primeira da história do F.C. Porto.
Em 1983/84 repete as vitórias na Taça Associação de Futebol do Porto e também na Supertaça Cândido de Oliveira, mas vence pela primeira vez a Taça de Portugal ao derrotar na final o Rio Ave F.C. por 4-1, jogo onde apontou dois golos.
Na temporada seguinte ruma a Alvalade para vestir a camisola do Sporting C.P., com a qual jogou durante duas épocas, tendo disputado 75 jogos oficiais e marcado 19 golos. Venceu ainda uma Taça Associação de Lisboa.
Na época de 1986/87 regressou ao F.C. Porto e voltou a ganhar a Supertaça Cândido de Oliveira, mas o principal Título estava destinado para Maio, no dia 27, quando os Dragões bateram na final da Taça dos Clubes Campeões Europeus os alemães do F.C. Bayern Munique por 2-1.
a temporada seguinte foi muito mais proveitosa. Foi Sousa que fez a assistência para o seu companheiro Madjer marcar o segundo golo dos portistas que derrotou os uruguaios do C.A. Peñarol por 2-1 e que permitiu aos Dragões vencer a Taça Intercontinental. Pouco tempo depois, Sousa esteve diretamente ligado à vitória da Supertaça Europeia ao apontar o golo da vitória no jogo da 2ª mão com que os portistas venceram os holandeses do Ajax F.C. no Estádio das Antas, depois de já terem ganho em Amesterdão também por 1-0 com Rui Barros a marcar o unico golo do jogo. No final dessa temporada, Sousa sagra-se pela primeira vez Campeão Nacional e vence a sua segunda Taça de Portugal.
O seu percurso no F.C. Porto chegaria ao fim na época 1988/89. de Dragão ao peito Sousa disputou 309 jogos oficiais, marcou 78 golos e conquistou 11 Títulos.
Representou os Dragões durante oito épocas e foi o primeiro jogador do Clube a marcar um golo numa final europeia, em Maio de 1984, em Basileia, para a Taça dos Vencedores das Taças contra a Juventus F.C.
Em 1989/90 regressou então S.C. Beira-Mar, onde esteve mais quatro épocas, ao longo das quais ainda disputou uma final da Taça de Portugal, com derrota perante o F.C. Porto (1-3). Passou pelo Gil Vicente F.C. em 1993/94, depois seguiu para o A.D. Ovarense em 1994/95 e em 1995/96 rumou ao A.D. Sanjoanense, onde terminou a sua carreira de futebolista no final dessa temporada.
Depois manteve-se ligado ao futebol como treinador, cumprindo um trajecto que lhe era familiar: início na A.D. Sanjoanense (1995/96), a que se seguiu o S.C. Beira-Mar, desde Janeiro de 1997 a 2004. Um longo percurso marcado pela vitória na Taça de Portugal de 1997/98, selada com um golo fantástico do seu filho, Ricardo Sousa.
Sousa converteu-se também numa das grandes referências do seu tempo, até pela longevidade de uma carreira que por pouco não atingia o número mágico de 500 jogos no Campeonato Nacional – fez 483! Ainda é hoje o segundo jogador com maior número de encontros na I Divisão (o primeiro é Manuel Fernandes com 485 jogos).
Na Selecção Nacional cumpriu, sempre como titular, a totalidade dos encontros efectuados nas fases finais do Campeonato da Europa de Futebol de 1984 em França e do Campeonato do Mundo de Futebol de 1986 no México.

Palmarés como jogador
1 Taça dos Clubes Campeões Europeus
1 Taça Intercontinental
1 Supertaça Europeia
1 Campeonato Nacional da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
3 Supertaças Cândido de Oliveira
2 Taças Associação de Futebol do Porto
1 Taça Associação de Futebol de Lisboa

Palmarés como treinador
1 Taça de Portugal

26 de julho de 2009

Norman Hall

O inglês Norman Hall era uma estrela na equipa do Futebol Clube do Porto.
A residir em Portugal desde os 8 anos de idade, pouco depois deu os primeiros pontapés na bola no seio do clube que seria o "do seu coração".
Mais tarde, em 1919, iniciaria um percurso desportivo que fez dele uma enorme glória do F.C. Porto.
Hall foi um avançado que se destacou pela extrema cortesia e "fair-play". Era uma figura viva, apaixonante, sempre de sorriso posto, um verdadeiro "gentleman". Numa altura em que os atletas eram inscritos por categorias (o F.C. Porto chegou a disputar os campeonatos de quartas categorias), Norman Hall, embora inscrito a meio da época (20-12-1919), passou desde logo a integrar o plantel de elite de que faziam parte, entre outros, Lino Moreira, José Magalhães Bastos, José Ferreira da Silva, Floreano Pereira, Hamilton, Joaquim Reis, Edward Bull, Lopes Carneiro, Velez Carneiro e Alexandre Cal, vindo a revelar-se um grande jogador e um excepcional desportista.
Estreou-se, com uma grande exibição, em 4 de Abril de 1920 na vitória (3-2) frente ao S.L. Benfica, em Lisboa, a primeira de muitas que o F.C. Porto, ao longo da sua gloriosa história, iria arrebatar a sul e na capital.
Era um jogador que, com raro espírito de solidariedade, se subordinava aos interesses da equipa. O denodo e qualidade técnica fizeram-no temido pelos adversários e, goleador nato, marcou inúmeros e decisivos golos.
Numa eliminatória do Campeonato de 1925/26, só à sua conta converteu 8 tentos (!) nos 10-0 do F.C. Porto.
A mais-valia que representava para a equipa fica comprovada pelo episódio que se conta dum jogo com o S.L. Benfica na época 1930/31 (28-06-1931 – Campo do Arnado, Coimbra). Aníbal José, jogador dos encarnados, algum tempo depois do encontro, confidenciou em entrevista à "Stadium":
"Deixei o Benfica quase por imposição de Vítor Silva a pretexto de ser incorrecto e de não querer obedecer-lhe, mas, aquando do desafio entre o S.L. Benfica e o F.C. Porto, em Coimbra, na final do Campeonato de Portugal, era o Norman Hall o melhor jogador portista, podendo estorvar o Benfica. Vítor Silva, o capitão de equipa, veio ter comigo e disse-me: Ó Aníbal, dá uma grande pancada no Hall, inutiliza-o, quando não estamos perdidos! Eu imediatamente fui ao encontro do Norman Hall e desanquei-o de tal maneira que os rapazes no campo disseram: lá mataram o Hall! O certo é que logo a seguir o Benfica fez dois golos, de nada valendo vir o desgraçado do Hall para ponta esquerda, visto que nada podia fazer... E na outra parte metemos outro golo, ficando o resultado em 3-0."
Norman Hall jogou durante toda a década de 1920/30 e em 1931 ainda tinha um papel transcendente na equipa. Foi capitão do F.C. Porto durante vários anos. Além dos que, com ele, se sagraram em 1921/22 os Primeiros Campeões de Portugal, teve, mais tarde, como companheiros outras velhas glórias do Clube entre as quais Waldemar Mota, Acácio Mesquita, Pedro Temudo, Flávio Laranjeira, Álvaro Pereira, Avelino Martins, Francisco Castro e os míticos Miguel Siska e Artur de Sousa "Pinga", sendo que este iniciava uma carreira fulgurante no futebol português. Com alguns deles reconquistou o Campeonato de Portugal em 1924/25.
Hall, um grande atleta e um homem, com um coração enorme, que em todo o lado dignificou a imagem do Clube que amava. O facto de, juntamente com Abel D'Aquino Júnior, ser o único jogador de antanho a figurar na galeria dos sócios honorários do F.C. Porto, revela bem o destaque que alcançou no clube da Invicta.
A festa de despedida, em 1 de Julho de 1931, foi um tributo das gentes portistas ao homem e ao atleta.

Palmarés
2 Campeonatos de Portugal
12 Campeonatos do Porto


elaborado por Fernando Moreira

19 de julho de 2009

Pedro Emanuel

Pedro Emanuel dos Santos Martins Silva nasceu no dia 11 de Fevereiro de 1975 em Luanda, Angola.
Começou por jogar futebol com 11 anos nas camadas jovens do Boavista F.C., anos 18 anos passou a sénior na temporada de 1993/94 e foi emprestado ao F.C. Marco, depois passou também por empréstimo pelo A.D. Ovarense e pelo F.C. Penafiel antes de regressar ao clube do Bessa na época de 1996/97 ainda a tempo de conquistar a sua primeira Taça de Portugal. No Boavista F.C. Pedro Emanuel permaneceu até ao final da temporada de 2000/01. Ao longo das seis temporadas em que representou o clube da Pantera, foi ganhando um lugar de destaque no plantel boavisteiro ao ponto de chegar a ser capitão de equipa. Equipa que se sagrou Campeã Nacional pela primeira vez na história do clube do Bessa em 2000/01 e que Pedro Emanuel viu dessa forma o seu nome ligado ao historial do clube axadrezado.
No início da temporada de 2002/03 transferiu-se para o Futebol clube do Porto.
A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 25 de Agosto de 2002 no Estádio das Antas onde os portistas empataram 2-2 com o C.F. Belenenses, num jogo a contar para a 1ª jornada do Campeonato Nacional de 2002/03.
logo na primeira época de azul e branco, Pedro Emanuel voltou a sagrar-se Campeão Nacional, ao que juntou a vitória na Taça de Portugal, conquistou ainda a Taça UEFA depois da vitória sobre o Celtic F.C. na Final de Sevilha.
Em 2003/04 repetiu a vitória no Campeonato Nacional, venceu a Supertaça Cândido de Oliveira e ainda conquistou a Liga dos Campeões.
Na temporada seguinte as vitórias continuaram com mais uma Supertaça Cândido de Oliveira e com mais um troféu internacional conquistado, neste caso a Taça Intercontinental que Pedro Emanuel teve um papel importante ao marcar o ultimo penalti no desempate por grandes penalidades. A imagem do jogador nos instantes antes da cobrança do penalti vai ficar para sempre na memoria de todos aqueles que assistiram ao jogo.
Em 2005/06 voltou a Sagrar-se Campeão Nacional e voltou a conquistar a Taça de Portugal. Na temporada de 2006/07 o azar bateu-lhe à porta ainda no decorrer da pré-época. No dia 12 de Agosto nos exercícios de aquecimento para a partida contra o Manchester City F.C., Pedro Emanuel sofreu uma lesão no tendão de Aquiles que o afastou dos relvados durante toda a temporada. Ainda assim festejou mais uma vitória no Campeonato Nacional e a conquista de mais uma Supertaça Cândido de Oliveira.
Na temporada seguinte já totalmente recuperado voltou a sagrar-se Campeão Nacional.
Em 2008/09 festejou o Tetra-Campeonato e mais uma vitória na Taça de Portugal. Apesar de já não ser utilizado com frequência era a voz de comando no balneário e uma das maiores referências do plantel, mas no final dessa temporada resolveu pendurar as chuteiras.
Pedro Emanuel esteve ao serviço do F.C. Porto durante 7 temporadas, conquistou 12 Títulos, disputou 178 jogos oficiais e marcou 1 golo.
Na temporada de 2009/10 passou a treinador dos juvenis portistas onde levou os jovens Dragões à conquista do Título de Campeões Nacionais Juniores B. Na temporada de 2010/11 voltou ao plantel principal do F.C. Porto para ser treinador-adjunto. Em 2011/12 estreou-se como treinador principal ao assumir o comando da Académica de Coimbra tendo levado os estudantes à vitória na Taça de Portugal dessa mesma temporada, no entanto os resultados menos conseguidos já na temporada de 2012/13, levaram à sua saída do clube de Coimbra em Abril de 2013. Em 2013/14 passa a treinar o F.C. Arouca onde permanece durante duas temporadas. Em 2015/16 assume o comando técnico dos cipriotas do Apollon Limassol F.C. e vence a Taça do Chipre, nessa época e a Supertaça do Chipre de 2016/17, mas em Dezembro de 2016 abandona o emblema cipriota. Regressa a Portugal e em Março de 2017 começa a treinar o G.D. Estoril. Em 2018/19 ruma à Arábia Saudita para orientar o Al-Taawoun F.C. e leva o clube árabe à conquista da Taça da Arábia Saudita. No inicio da temporada de 2019/20 passa a ser o treinador dos espanhóis do U.D. Almeria mas em Novembro de 2019 deixa o emblema andaluz. Em Janeiro de 2020 viaja para os Emirados Arábes Unidos para comandar o Al Ain F.C.
No dia 25 de Julho de 2014 esteve de novo no relvado do Estádio do Dragão e de novo com a camisola do Futebol Clube do Porto vestida no jogo de despedida e homenagem a Deco.

Palmarés como jogador
1 Taça Intercontinental
1 Liga dos Campeões
1 Taça UEFA
7 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
4 Taças de Portugal
3 Supertaças Cândido de Oliveira

Palmarés como treinador
1 Taça de Portugal
1 Taça do Chipre
1 Taça da Arábia Saudita
1 Supertaça do Chipre

12 de julho de 2009

Jaime Pacheco

Jaime Moreira Pacheco nasceu no dia 22 de Julho de 1958 em Lordelo, Paredes.
Iniciou-se no mundo do futebol nos iniciados do Aliados Lordelo. Em 1979/80 foi contratado pelo Futebol Clube do Porto que era treinado por José Maria Pedroto.
A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 2 de Dezembro de 1979 no Estádio das Antas onde os portistas receberam e venceram o S.C. Lusitânia dos Açores por 2-0, num jogo a contar para a 3ª eliminatória da Taça de Portugal de 1979/80.
O primeiro troféu que venceu ao serviço dos azuis e brancos foi a Taça Associação de Futebol do Porto em 1980/81.
Na temporada seguinte conquistou a Supertaça Cândido de Oliveira ao vencer o S.L. Benfica no Estádio das Antas por 4-1, isto depois de um resultado desfavoravel de 2-0 traqzido do Lisboa.
Em 1983/84 voltou a conquistar a Supertaça Cândido de Oliveira e mais uma vez ao derrotar o S.L. Benfica, desta vez com uma vitória no Estádio da Luz por 2-0 depois de um empate 0-0 no Estádio das Antas. Venceu também mais uma Taça Associação de Futebol do Porto. No dia 1 de Maio ganhou a Taça de Portugal ao vencer o Rio Ave F.C. por 4-1 na final realizada no Estádio do Jamor. Ainda em Maio, foi títular na equipa portista que, pela primeira vez na história dos portistas, disputou uma final de uma competição europeia, no caso a Taça dos Clubes Vencedores das Taças que os italianos da Juventus F.C. venceram.
Depois de cinco anos nas Antas, assinou pelo Sporting C.P. onde jogou durante duas épocas sem nunca ter vencido algum troféu. ao F.C. Porto duas temporadas depois, a tempo de se sagrar Campeão Europeu, em 1987, e vencer a Taça Intercontinental assim como a Supertaça Europeia. No inicío da temporada de 1986/87 regressou ao F.C. Porto. Venceu pela terceira vez a Supertaça Cândido de Oliveira e de novo ao levar de vencido o S.L. Benfica com uma vitória por 4-2, em Lisboa, depois de um empate 1-1 no Estádio das Antas. Mas o ponto alto da carreira aconteceu no dia 27 de Maio de 1987 com a vitória na final da Taça dos Clubes Campeões Europeus sobre o F.C. Bayern Munique por 2-1. Uma final que Jaime Pacheco não pôde disputar, devido a lesão, mais que deu o seu contributo ao longo da competição com 4 jogos disputados.
Na temporada de 1987/88, Jaime Pacheco venceu praticamente tudo o que havia para vencer. Começou por ganhar a Taça Intercontinental, um mês depois conquistou a Supertaça Europeia, depois sagrou-se Campeão Nacional e conquistou a Taça de Portugal.
A época de 1988/89 foi a ultima em que vestiu a camisola azul e branca.
Jaime Pacheco representou o F.C. Porto durante 8 temporadas, conquistou 11 Títulos, disputou 206 jogos oficiais e marcou 19 golos.
Em 1989/90 ingressou no V. Setubal, onde disputou 53 partidas oficiais. Em 1991/92 transferiu-se para o F.C. Paços de Ferreira tendo disputado 52 jogos oficiais. Em 1993/94 esteve ao serviço do S.C. Braga onde jogou por 18 vezes. Em 1994/95 Representou o Rio Ave F.C. pelo qual disputou 8 partidas e em 1995/96 ingressou no U.S.C. Paredes, onde terminou a sua carreira no final dessa temporada.
Chegou também a vestir por diversas vezes a camisola da Selecção Nacional e esteve presente no Campeonato da Europa de 1984 e no Campeonato do Mundo de 1986.
Jaime Pacheco estreou-se a treinador durante a temporada de 1992/93 quando ainda era jogador do F.C. Paços de Ferreira e onde acumulou as duas funções.
Em 1995/96 passou definitivamente a técnico ao assumir o comando do C.F. União de Lamas. E foi na equipa de Santa Maria da Feira que Jaime Pacheco começou a dar as primeiras dores de cabeça às grandes equipas, quando na 5ª eliminatória da Taça de Portugal impôs um empate a zero contra o F.C. Porto em pleno estádio das Antas, e o feito poderia mesmo ter sido ainda maior se a sua equipa não tivesse desperdiçado uma grande penalidade já nos minutos finais. Ainda nessa época, o presidente do Vitória de Guimarães, Pimenta Machado, foi buscá-lo a Santa Maria de Lamas para orientar a equipa da cidade berço. Assim, tirou o V. Guimarães do fundo da tabela, para na época seguinte (1996/1997) levar o clube minhoto a conquistar a presença nas competições europeias. Na temporada de 1997/98, viveu uma situação insólita na sua carreira, já que foi despedido à oitava jornada, quando o Vitória de Guimarães, curiosamente, seguia num excelente segundo lugar no campeonato. Contudo, Jaime Pacheco não ficou muito tempo no desemprego, já que João Loureiro, presidente do Boavista F.C. se lembrou dele quando, em Dezembro de 1997, decidiu substituir Mário Reis no comando da equipa técnica do clube axadrezado.
Na época de 1998/99, levou os boavisteiros ao segundo lugar no campeonato, assim, em 1999/2000 o Boavista F.C. alcançou o apuramento para a Liga dos Campeões.
Mas o maior feito da carreira de Jaime Pacheco como treinador de futebol foi alcançado na temporada de 2000/01 quando levou o Boavista F.C. à vitória no Campeonato Nacional.
Na temporada de 2002/03 ainda no comando técnico do emblema do Bessa, chegou às meias-finais da Taça UEFA onde foi eliminado pelos escoceses do Celtic de Glasgow.
Em 2003/04 ingressou no R.C.D. Mallorca de Espanha onde se manteve apenas alguns meses. Na temporada seguinte voltou ao Boavista F.C. onde esteve uma temporada. Ainda passou depois pelo V. Guimarães, regressou de novo ao Bessa e na temporada de 2008/09 assumiu o comando do C.F. Belenenses. Em 2009/10 viajou para a Arábia Saudita onde foi treinar o Al-Shabab de Riyadh durante uma temporada. Em 2011 rumou à China para comandar o Beijin Guoan F.C. durante dois anos. Passou depois pelo Egito para orientar o Zamalek S.C. Em 2014/15 voltou à Arabia Saudita e ao Al-Shabab F.C. e no verão de 2016 voltou à China para treinar o Tianjin Teda F.C. 

Palmarés como jogador
1 Taça dos Clubes Campeões Europeus
1 Taça Intercontinental
1 Supertaça Europeia
1 Campeonato Nacional da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
3 Supertaças Cândido de Oliveira
2 Taças Associação de Futebol do Porto
1 Taça Associação de Futebol de Lisboa

Palmarés como treinador
1 Campeonato Nacional da 1ª Divisão (Portugal)

5 de julho de 2009

Lucho González

Luis Oscar González (Lucho), nasceu no dia 19 de Janeiro de 1981 em Buenos Aires na Argentina.
Com 14 anos iniciou-se no futebol nas camadas jovens do Club Atlético Huracán, e na temporada de 1998/99 fez a sua estreia na equipa principal, permanecendo no clube do globo até ao final da época de 2001/02. Em 2002 transferiu-se para o C.A. River Plate onde desde cedo começou a ser um dos jogadores mais influentes da equipa e onde se sagrou Campeão do Torneio Clausura em 2003 e 2004.
No início da temporada de 2005/06 foi contratado pelo Futebol Clube do Porto.
A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 21 de Agosto de 2005 no Estádio do Dragão quando os portistas receberam e venceram o C.F. Estrela da Amadora por 1-0, num jogo que valeu para a 1ª jornada do Campeonato Nacional de 2005/06.
Lucho depressa se tornou um dos principais jogadores portistas chegando mesmo a ser capitão. Nessa sua primeira época de azul e branco, sagrou-se Campeão Nacional, conquistou a Taça de Portugal e foi o melhor marcador da equipa.
Na sua segunda época ao serviço do F.C. Porto, voltou a vencer o Campeonato Nacional, ao que juntou a conquista da Supertaça Cândido de Oliveira.
Em 2007/08 foi novamente Campeão Nacional.
Na época de 2008/09 voltou a conquistar o Campeonato Nacional e venceu a Taça de Portugal ao derrotar na final o F.C. Paços de Ferreira por 1-0.
Em 2009/10 rumou a França para jogar pelo Olympique Marselha, clube com que se sagrou Campeão de França em 2009/10, venceu por duas vezes a Supertaça de França e ainda a Taça da Liga por 3 vezes.
Em Janeiro de 2012 regressou ao Futebol Clube do Porto e voltou a sagrar-se Campeão Nacional.
Já no inicio da temporada de 2012/13, ajudou os portistas a conquistar a Supertaça Cândido de Oliveira e no final dessa temporada voltou a sagrar-se Campeão Nacional.
Na temporada seguinte começou por vencer de novo a Supertaça Cândido de Oliveira, mas em Janeiro deixou os Dragões para rumar ao Catar.
ao serviço do F.C. Porto, Lucho González conquistou 12 Títulos, disputou 241 jogos oficiais e marcou 62 golos.
Em Janeiro de 2014 passou a vestir a camisola do Al-Rayyan Club, onde disputou 26 partidas oficiais. Em Junho de 2015 regressou à Argentina e ao C.A. River Plate, um regresso feliz já que praticamente um mês depois de voltar a vestir a camisola dos "Millonarios" venceu a Taça dos Libertadores da América. Em Setembro de 2016 viaja para o Brasil para ingressar no Clube Atlético Paranaense, onde conquistou a taça Sul-americana em Dezembro de 2018.
Lucho González representou ainda a Selecção da Argentina por 45 vezes e marcou 7 golos. Esteve presente no Jogos Olímpicos de 2004 onde conquistou a Medalha de Ouro, na Copa América de 2004 e de 2007 e ainda esteve no Campeonato do Mundo de 2006.

Palmarés
1 Medalha de Ouro Olímpica
1 Taça dos Libertadores da América
1 Taça Sul-americana
6 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Campeonatos da Argentina
1 Campeonato de França
2 Taças de Portugal
3 Supertaça Cândido de Oliveira
1 Supertaça de França
3 Taça da Liga de França

28 de junho de 2009

Eurico

Eurico Monteiro Gomes nasceu no dia 29 de Setembro de 1955 em Santa Marta de Penaguião.
Começou nas camadas jovens do Odivelas F.C. mas depressa passou para o S.L. Benfica onde na temporada de 1973/74 deu o salto para a equipa principal. No clube da Luz permaneceu até ao final da época de 1978/79 onde se sagrou Campeão Nacional pela primeira vez na sua carreira (1975/76 e 1976/77), tendo vencido por duas vezes a Taça Associação de Futebol de Lisboa (1977/78 e 1978/79).
Em 1979/80 transferiu-se para o Sporting C.P. e voltou a sagrar-se Campeão Nacional logo nessa primeira época ao serviço dos Leões, o que viria a repetir na temporada de 1981/82. Foi também no clube de Alvalade que Eurico conquistou a sua primeira Taça de Portugal em 1981/82.
Em 1982/83 mudou-se para o Futebol Clube do Porto. A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 21 de Agosto de 1982 no Campo do Portimonense, em Portimão, onde os portistas venceram por 2-1 os algarvios, numa partida a contar para a 1ª jornada do Campeonato Nacional de 1982/83.
Com a camisola dos Dragões, Eurico voltou a vencer o Campeonato Nacional por mais duas vezes (1984/85 e 1985/86), venceu a sua segunda Taça de Portugal (1983/84), conquistou a Supertaça Cândido de Oliveira também por duas ocasiões (1983/84 e 1984/85) e a Taça Associação de Futebol do Porto (1983/84). As exibições que realizou com a camisola do F.C. Porto começaram a despertar a cobiça dos maiores clubes europeus e a valer grandes elogios nos jornais desportivos internacionais, principalmente depois a sua boa prestação no jogo da final da Taça dos Vencedores das Taças de 1984 e do Campeonato da Europa de Futebol realizado em França em 1984. Infelizmente em Agosto de 1985 no jogo da 1ª jornada do Campeonato Nacional de 1985/86, Eurico sofreu uma grave lesão que o afastou dos relvados durante um longo período de tempo e que o condicionou para o resto da sua carreira.
No final dessa infeliz época de 1985/86, Eurico deixou o F.C. Porto. Representou os azuis e brancos durante 4 temporadas, disputou 133 jogos oficiais, marcou 9 golos e conquistou 6 Títulos.
Na temporada de 1987/88 ingressou no Vitória de Setúbal, clube onde terminou a carreira de futebolista na temporada seguinte, depois de 45 jogos disputados.
Eurico representou também a Selecção Nacional. Foi internacional por 38 vezes e foi um dos convocados para o Campeonato da Europa de 1984.
Abraçou depois a carreira de treinador que teve início ao serviço do Rio Ave F.C. em 1989/90. Passou por vários clubes nacionais, tais como o F.C. Tirsense onde se sagrou Campeão Nacional da 2ª Liga em 1993/94. No estrangueiro teve passagens pelos: M.C. Oran da Argélia, Ethnikos Piraeus da Grécia, Al-Wahda Club e Al Raed S.C. da Arábia Saudita.
Eurico Gomes foi até os dias de hoje o único futebolista a sagrar-se Campeão Nacional pelo S.L. Benfica, Sporting C.P. e F.C. Porto.

Palmarés como jogador
6 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
4 Supertaças Cândido de Oliveira
1 Taça Associação de Futebol do Porto
2 Taças Associação de Futebol de Lisboa

Palmarés como treinador
1 Campeonato Nacional da 2ª Divisão (Portugal)

14 de junho de 2009

Dorival Kniper (Yustrich)

Dorival Knipel nasceu no dia 28 de Setembro de 1917 em Corumbá no Brasil.
Ficou com o apelido Yustrich por ser muito parecido fisicamente com Elias Yustrich, guarda-redes dos argentinos do C.A. Boca Juniors.
Dorival Knipel começou a jogar futebol aos 18 anos como guardião no C.R. Flamengo clube onde permaneceu até 1944. Em seguida mudou-se para o Vasco da Gama e depois passou ainda pelo América.
Depois de deixar a carreira de jogador, Yustrich passou a treinador. Ficou conhecido por ser um técnico duro e disciplinador e não permitia que os seus jogadores fumassem, deixassem crescer a barba e usassem o cabelo comprido. Ao mesmo tempo que não suportava falta de empenho nos treinos e atrasos dos jogadores. Por tudo isso havia quem o chamava de Homão, também devido à sua postura física e aos seus 1,90m de altura.
Em 1953 foi demitido do Atlético Mineiro por o ambiente entre o técnico e os jogadores já ser insuportável.
Na temporada de 1955/56 chegou ao Futebol Clube do Porto. Logo nessa época sagrou-se Campeão Nacional e terminou com um jejum de 16 anos sem o F.C. Porto vencer o campeonato. Nessa temporada venceu também a Taça de Portugal (a primeira do F.C. Porto), no que foi a primeira dobradinha da história do clube. Foi nessa temporada que Yustrich impôs a obrigatoriedade de o emblema do clube estar sempre presente nas camisolas do seus jogadores. No final da época e numa digressão à Venezuela, Yustrich colocou em duvida a autoridade do presidente e insultou o tesoureiro (chamou-lhe estúpido e cavalo e disse que“se fosse mais homem atirava-o da janela do hotel abaixo). Foi despedido, mas em Julho 1957 regressou com o apoio do novo presidente do F.C. Porto, Paulo Pombo. Mas mesmo assim Yustrich continuava a ter problemas com alguns jogadores, entre eles Hernâni. Em 1958, no final de um jogo em que os portistas venceram o Clube Oriental por 5-0, o treinador ordenou que os seus jogadores agradecessem o apoio do público. Hernâni foi o único a não acatar as ordens do treinador por “não estar para alinhar em palhaçadas”, e os dois chegaram mesmo a confrontos físicos à entrada para os balneários (ainda por trás da baliza da superior sul do Estádio das Antas). No final dessa época Yustrich foi dispensado.
Regressou ao Brasil e ao Vasco da Gama em 1959.
Em 1964 treinou o Siderurgia de Sabará e venceu o campeonato estadual. Passou depois pelo Vila Nova e mais tarde voltou ao Atlético Mineiro onde foi por várias vezes Campeão Mineiro.
Em Dezembro de 1968, o Atlético Mineiro foi convidado a representar a Selecção do Brasil num jogo contra a Jugoslávia. O Atlético, que vestiu a camisola canarinha nesse jogo, venceu por 3-2 e Yustrich foi dessa forma treinador da Selecção brasileira por um único jogo.
No ano seguinte e ainda no comando técnico do Atlético Mineiro, venceu a Selecção do Brasil num jogo particular por 2-1. No final do jogo, mandou os seus jogadores darem a volta olímpica no relvado, o que levou os adeptos do Mineirão à loucura. No entanto mais tarde voltou a ter problemas com mais um jogador, neste caso foi com o uruguaio Cincunegui. As discussões entre o jogador e o treinador passaram a ver cada vez mais frequentes e mais ásperas, até que o jogador uruguaio apontou uma pistola a Yustrich.
Em 1970 Yustrich mudou-se para o C.R. Flamengo, e logo no jogo de estreia do Torneio de Verão goleou a equipa argentina do C.A. Independiente por 6-1. Mas os resultados dos jogos seguintes não foram os melhores e em 1971 foi demitido.
Depois ainda treinou o S.C. Corinthians e o Coritiba F.C. Em 1977 mudou-se para o Cruzeiro e foi Campeão, mas deixou no balneário a sua lei ao proibir o jogo de bilhar snooker nos estágios. Ainda quando estava ao serviço do Cruzeiro foi alvo de mais um episódio caricato e que acabou por lhe valer o afastamento de clube. No final de um jogo, um jogador do Cruzeiro deu a sua camisola a uma criança que tinha invadido o relvado e Yustrich mandou o roupeiro ir buscar a camisola do jogador. O presidente do clube não permitiu e depois de alguma confusão Yustrich foi demitido ali mesmo no relvado.
O Cruzeiro acabou por ser o ultimo clube que Dorival Yustrich treinou. Depois retirou-se por completo do mundo do futebol.
No dia 13 de Outubro de 1987 esteve no relvado do estádio das Antas antes de um jogo do F.C. Porto contra o Portimonense S.C. e foi homenageado com uma estrondosa salva de palmas. Nesse dia disse uma frase que ficou célebre: “O F.C. Porto vingou e eu fui a semente”. Mais tarde ao jantar em sua homenagem disse que “senti que regressava ao meu querido Porto”.
Dorival Knipel acabou por falecer no dia 15 de Fevereiro de 1990, mas ainda nos dias de hoje é recordado por muitos adeptos do Futebol Clube do Porto como um dos seus melhores e mais importantes treinadores.

Palmarés
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
1 Taça de Portugal

7 de junho de 2009

António Nicolau de Almeida

António Nicolau de Almeida nasceu no ano de 1873.
Foi o fundador e o primeiro presidente do Futebol Clube do Porto.
Sócio do Velo Club do Porto e comerciante de Vinho do Porto, António Nicolau de Almeida numa das suas viagens a Inglaterra ficou fascinado com o futebol e desde logo começou a pensar na ideia de criar um clube em Portugal. Assim juntamente com mais uns amigos da alta sociedade, no dia 28 de Setembro de 1893, fundou o Foot-Ball Club do Porto.
No dia 2 de Março de 1894 realizou-se na cidade do Porto, o primeiro jogo contra o Club Lisbonense, uma partida que foi apadrinhada pelo Rei D. Carlos, e na qual as duas equipas representaram as suas cidades. O encontro teve o nome de: 1º Lisboa-Porto Cup D´El Rey.
No entanto depois desse encontro, António Nicolau de Almeida acedeu ao pedido da sua futura esposa Hilda Rumsey e afastou-se do clube, por ela considerar o futebol um desporto bastante violento.
Bem dito o dia em que António Nicolau d´Almeida teve a honra de fundar o F.C. Porto, um clube que de certeza o deixaria orgulhoso ao ser Bi-Campeão Mundial.
António Nicolau de Almeida faleceu no ano de 1948 e esta sepultado no cemitério de Agramonte muito perto das ruínas do teatro de Baquet.

31 de maio de 2009

José Alberto Costa

José Alberto Costa nasceu no dia 31 de Outubro de 1953 na cidade do Porto.
Costa era um atleta muito bem dotado fisicamente; para além do futebol, praticou outras modalidades enquanto estudante do Liceu de Vila Real; no atletismo e no andebol demonstrou ser veloz e possuidor de vigor físico inestimável.
Iniciou a carreira de futebolista nos juvenis do S.C. Vila Real, transitando depois para os seniores. Na capital transmontana, cedo se evidenciou como jogador de auspicioso futuro.
Chegou a Coimbra – à Universidade e à Académica – no início da época desportiva de 1971/72. Na "Briosa" notabilizou-se a ponto de ser chamado à Selecção Nacional (1977/78) e de despertar o interesse dos maiores clubes portugueses.
Ingressou no F.C. Porto na época de 1978/79.
A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 26 de Agosto de 1978 no Estádio do Bonfim em Setubal onde os portistas venceram o Vitória F.C. por 1-0, num jogo a contar para a 1ª jornada do Campeonato Nacional de 1978/79.
Logo na primeira temporada, em que alinhou em 24 jogos do Campeonato, sagrou-se Campeão Nacional. A equipa, sob as ordens do "Mestre" José Maria Pedroto, conquistou de novo o Título de Campeão Nacional na temporada seguinte. Costa foi vital na conquista do título; o meio-campo portista havia perdido Ademir (Celta de Vigo) e Octávio (Vitória de Setúbal), mas a sua classe deu estabilidade e agressividade à equipa.
Seguiram-se mais cinco épocas e meia nas Antas, treinado, para além de Pedroto, por Artur Jorge e pelo austríaco Herman Stessl. E acrescentou ao seu palmarés 1 Taça de Portugal, 2 Supertaças Cândido de Oliveira e 2 Taças Associação de Futebol do Porto. Em Basileia, Suíça, participou na primeira final europeia do F.C. Porto, em 16 de Maio de 1984, frente à Juventus F.C. na edição de 1983/84 da Taça das Taças.
O nome de José Alberto Costa ficou ligado ao chamado "verão quente" de 1980 quando um grupo de 15 jogadores, de que ele fazia parte juntamente com Lima Pereira, Oliveira, Octávio, Jaime Pacheco, Sousa, Frasco e Fernando Gomes, entre outros, se solidarizou e auto-suspendeu em defesa de Pedroto e Pinto da Costa que haviam entrado em "rota de colisão" com o Presidente Américo de Sá.
Com o advento de Vermelhinho (que se estreou, a jogar, na época 1983/84) e Paulo Futre (1984/85), perdeu preponderância na equipa azul-e-branca. Fez apenas 5 jogos (suplente utilizado) na temporada em que chegou o frenético Futre. Contudo, realça-se a influência e a autoridade de líder que Costa exerceu no balneário do F.C. Porto até à sua saída, em Janeiro de 1985, para o Vitória de Guimarães.
Ao serviço do F.C. Porto, Costa esteve durante 7 épocas, conquistou 7 Títulos, disputou 199 jogos oficiais e marcou 32 golos.
Na "cidade berço" realizou uma excelente época de 1985/86, apesar dos seus 32 anos. Depois jogou uma temporada no Marítimo S.C. e, no Funchal, terminou a carreira de futebolista em junho de 1987.
Foi internacional A por 24 vezes e, ainda como jogador da Académica de Coimbra, fez a sua estreia na Selecção no dia 8 de Março de 1978, em Paris, no "amigável" disputado por Portugal frente à França.
Na 2ª internacionalização, já como jogador do F.C. Porto, marcou o golo da vitória de Portugal contra os E.U.A. Vestiu pela última vez a "camisola das quinas" em 28 de Outubro de 1983, no jogo de apuramento para o Euro-84 com triunfo (1-0) sobre a Polónia. José Costa não participou em qualquer grande competição internacional de selecções, jogando todavia o apuramento para os europeus de 1980 e 1984 e para o Mundial de 1982.
Costa, que dispõe de sólida formação académica (concluiu uma licenciatura na Universidade de Coimbra), encetou a carreira de treinador após terminar a de futebolista. Integrou, primeiro, os quadros da F.P.F. coadjuvando Juca, o Seleccionador Nacional (1987/89); depois os escalões de formação (1989/91) e a Selecção principal (1991/93), secundando Carlos Queirós. Com Queirós foi igualmente treinador adjunto no Sporting C.P. (1994/95), no Metro Stars de Nova York (1996), no Nagoya Grampus, Japão, (1996/97), na Selecção dos Estados Unidos (1998/99) e na Selecção dos Emiratos Árabes Unidos (1999). Já como treinador principal prossegue a carreira no F.C. Famalicão (2.ª Liga), em Dezembro de 2001 ingressa no Varzim S.C. (1.ª Liga), passando depois pelo G.D. Chaves (2003/04). A seguir é contratado para trabalhar nos E.U.A. na "USA Seventeen Soccer Academy". Em Julho de 2008 voltou a ser escolhido por Carlos Queirós para integrar a equipa de observadores da Selecção Nacional. Em 2010 ingressou como adjunto na Académica de Coimbra, esteve depois 2 anos a comandar os iranianos do Sanat Naft Abadan Club e em 2013/14 regressou a Portugal para orientar a formação B do S.C. Braga.

Palmarés
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
1 Taça de Portugal
2 Supertaças Cândido de Oliveira
2 Taças Associação de Futebol do Porto

elaborado por Fernando Moreira

24 de maio de 2009

Tetra-Campeões


Com o campeonato a terminar hoje, fica esta homenagem a todos os jogadores, equipa médica, equipa técnica
e dirigentes, que deram o seu contributo para o Futebol Clube do Porto se sagrar Tetra-Campeão pela segunda vez na sua história.

17 de maio de 2009

Miguel Arcanjo

Miguel Arcanjo Arsénio de Oliveira nasceu no dia 13 de Maio de 1932 em Nova Lisboa, Angola.
Foi um excelente defesa-central, dotado de boa técnica e sentido posicional, muito querido dos adeptos do Futebol Clube do Porto onde militou durante 12 anos.
Ingressou no clube com apenas 19 anos, pouco depois, foi vítima de um problema na vista que ter-lhe-ia interrompido a carreira, não fosse a intervenção pronta e cuidada de Cesário Bonito, médico de profisssão e presidente do F.C. Porto. Com efeito, Cesário Bonito foi responsável pela operação à retina que em 1951 salvou Miguel Arcanjo da cegueira. O angolano viria a ser um dos maiores jogadores do F.C. Porto.
A sua estreia com a camisola portista aconteceu no dia 1 de Novembro de 1953 no Campo dos Arcos em Setubal onde os Dragões empataram 1-1 com os sadinos numa partida a contar para 5ª jornada do Campeonato Nacional da época de 1953/54.
Mas só com a chegada do treinador Dorival Yustrich atingiu o objectivo de singrar no futebol português. A época de 1955-56, com a obtenção da "dobradinha" (Campeonato Nacional e Taça de Portugal), foi o ponto de partida para a grande carreira de Arcanjo. Formou com Virgílio e Osvaldo Cambalacho um trio defensivo fantástico.
Na época 1956/57 o F.C. Porto participou na 2ª edição da Taça dos Clubes Campeões da Europa, como Campeão Português em título (1955/56). Os dragões defrontaram o Athletic Club Bilbao e Miguel Arcanjo alinhou em ambos os jogo da eliminatória, na estreia dos Dragões em provas da UEFA.
Na temporada 1958/59 voltou a ser campeão, com Béla Guttmann, numa defesa em que sobressaía ao lado de Virgílio, Barbosa e do polivalente Monteiro da Costa. Conquistou ainda a Taça Associação de Futebol do Porto por oito vezes.
Nas 12 temporadas que representou o F.C. Porto, Miguel Arcanjo disputou 316 jogos oficiais e conquistou 12 Títulos.
Miguel Arcanjo foi internacional em 9 vezes e jogou na fase de qualificação da Selecção para o Mundial de 1966, em Inglaterra. Ao invés dos seus colegas de clube, Américo, Festa e Custódio Pinto, não esteve na fase final da competição.

Palmarés
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
8 Taças Associação de Futebol do Porto

elaborado por Fernando Moreira

10 de maio de 2009

Paulinho Santos

João Paulo Maio dos Santos (Paulinho Santos), nasceu no dia 21 de Novembro de 1970 em Caxinas, Vila do Conde.
Começou a jogar futebol no Rio Ave F.C. tendo-se estreado nos seniores na temporada de 1989/90. No clube de Vila do Conde jogou durante três épocas onde disputou 82 partidas tendo apontado 1 golo.
No inicío da temporada de 1992/93 transferiu-se para o Futebol Clube do Porto. A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 30 de Setembro de 1992 no Estádio das Antas quando os Dragões receberam e venceram o U.S. Luxemburgo por 5-0, numa partida a contar para a 2ª mão da 1ª eliminatória da Liga dos Campeões de 1992/93. Paulinho Santos começou o jogo a suplente mas aos 68 minutos substituíu André.
Nessa primeira época aos serviço do F.C. Porto sagrou-se Campeão Nacional. Um feito que viria a repetir por mais seis vezes, com a particularidade de ser um dos cinco jogadores da história dos Dragões a estar em todos os campeonatos conquistados na caminhada do Penta.
Venceu a Taça de Portugal por cinco vezes e a Supertaça Cândido de Oliveira por seis ocasiões.
A juntar a todas essas conquistas, tem ainda no seu palmarés a vitória na Taça UEFA de 2002/03, embora tenha sido pouco utilizado na caminhada até à Final de Sevilha.
No final da temporada de 2002/03 colocou um ponto final na sua carreira futebolística.
Paulinho Santos representou o F.C. Porto durante 11 temporadas, conquistou 19 Títulos, disputou 316 jogos oficiais e marcou 8 golos.
Representou a Selecção Nacional por 30 vezes e marcou 2 golos. Esteve presente no Campeonato da Europa de 1996 em Inglaterra.
Passou em 2005/06 a integrar as equipas técnicas dos escalões de formação do F.C. Porto. Em 2012 passou a ser um dos adjuntos na equipa principal, lugar que ocupou até ao final da temporada de 2013/14. Em 2014/15 mudou-se para a equipa B dos Dragões para ocupar o mesmo cargo.

Palmarés
1 Taça UEFA
7 Campeonatos Nacionais 1ª Divisão (Portugal)
5 Taças de Portugal
6 Supertaças Cândido de Oliveira

3 de maio de 2009

Cesário Bonito

Cesário Bonito nasceu no dia 1 de Agosto de 1909 em Peso da Régua.
Foi o 23º Presidente do Futebol Clube do Porto.
Presidiu o clube em três períodos diferentes: de 1945 a 1948, de 1955 a 1957 e de 1965 a 1967.
A sua ligação ao F.C. Porto começou quando ainda era criança já que jogou futebol na equipa de infantis.
Seguiu depois os caminhos da medicina para ser Médico de profissão.
Em 1943 assume o cargo de vice-presidente, e dois anos depois assume pela primeira vez o cargo de Presidente do clube.
Foi durante esta sua primeira passagem pela liderança dos destinos dos Dragões, que se deram importantes avanços para a construção do Estádio das Antas. Havia na altura as hipóteses de se construir o estádio em Vilarinha, ou nas Antas. Cesário Bonito sempre defendeu a segunda hipótese, e foi o responsável pela compra dos terrenos em 1948.
Depois da sua primeira passagem pela presidência, passou a relator, e em 1950 a Presidente da Assembleia Geral.
Em 1955 foi de novo eleito para Presidente. Neste seu segundo mandato, viu o F.C. Porto a sagrar-se Campeão Nacional, após um jejum de 16 anos, e a vencer também a Taça de Portugal. Uma equipa que era orientada por Dorival Yustrich. Foi ainda neste seu segundo mandato que foi inaugurado o Lar do Jogador. Outro caso que ficou marcado neste período foi o adiamento de parte da F.P.F. de um jogo disputado no Estádio das Antas entre o F.C. Porto e o Sporting C.P., porque o jogador leonino, José Travassos, tinha ficado retido no aeroporto de Madrid devido ao nevoeiro. O Dr. Cesário Bonito revolta-se e protesta indignado. A Federação Portuguesa de Futebol irradia-o e suspendeu por 3 anos outros elementos da Direcção. Mas nem assim o Presidente do F.C. Porto se calou e como o escândalo começou a ter repercussões até no estrangeiro, a F.P.F. recuou, levantou os castigos e assim acabou por ser imposta a justiça.
Cesário Bonito voltou a liderar os destinos do clube entre 1965 a 1967, passando depois a Presidente do Conselho Fiscal.
Em 1952 foi agraciado com o título de Sócio Honorário do F.C. Porto e em 1983 recebeu a mais importante distinção do clube que foi de Presidente Honorário.
Faleceu no dia 4 de Setembro de 1987.

26 de abril de 2009

Vermelhinho

Carlos Manuel Oliveiros da Silva (Vermelhinho), nasceu no dia 9 de Março de 1959 em São João da Madeira.
Iniciou a carreira futebolística em 1977/78 no A.D. Sanjoanense, onde esteve durante quatro temporadas, como uma passagem pelo C.D. Paços de Brandão pelo meio. Em 1980/81 mudou-se para o R.D. Águeda onde jogou três épocas.
A meio da temporada de 1982/83 chegou ao Futebol Clube do Porto. A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 20 de Fevereiro de 1983 no Estádio das Antas onde os portistas receberam e venceram o S.C. Espinho por 3-1, num jogo a contar para os oitavos-de-final da Taça de Portugal de 1982/83.
Na temporada seguinte venceu a Taça de Portugal, a Supertaça Cândido de Oliveira e a Taça Associação de Futebol do Porto. Mas essa época de 1983/84 ficou marcada pela primeira presença do F.C. Porto numa Final Europeia, no caso a Taça dos Clubes Vencedores das Taças, para lá chegar os Dragões tiveram que eliminar o G.N.K. Dínamo Zagreb, Glasgow Rangers F.C., Shakhtar Donestsk F.C. e o Aberdeen F.C.. Foi precisamente no jogo da 2ª mão contra o Aberdeen F.C. que Vermelhinho ficou para sempre na memória dos adeptos portistas ao fazer um magnífico chapéu ao guarda-redes escocês desde o meio-campo, num jogo disputado num terreno difícil, numa noite de nevoeiro cerrado. Na final em Basileia, o F.C. Porto já não foi feliz e perdeu para os italianos da Juventus F.C. por 2-1.
Em 1984/85, Vermelhinho repetiu a vitória na Supertaça Cândido de Oliveira e sagou-se pela primeira vez Campeão Nacional, Título que voltou a conquistar na temporada seguinte. Em 1986/87 venceu de novo a Supertaça Cândido de Oliveira, mas a cereja no topo do bolo chegou com a conquista da Taça dos Clubes Campeões Europeus, à qual Vermelhinho deu o seu contributo. Na temporada de 1987/88, Vermelhinho foi emprestado ao G.D. Chaves. Ficou na história do clube transmontano que pela primeira vez disputou uma prova europeia. Na temporada seguinte regressou às Antas mas deixou os Dragões no fim dessa época. Ao serviço do F.C. Porto, Vermelhinho jogou durante 6 temporadas, conquistou 8 Títulos, disputou 123 partidas oficiais e marcou 28 golos.
Em 1989/90 transferiu-se para o S.C. Braga, seguiu-se o S.C. Espinho, e em 1992/93 voltou ao A.D. Sanjoanense onde jogou até à temporada de 1994/95, altura em que abandonou a sua carreira de futebolista. Vermelhinho foi também internacional e vestiu a camisola da Selecção de Portugal por duas vezes.

Palmarés
1 Taça dos Clubes Campeões Europeus
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
1 Taça de Portugal
3 Supertaças Cândido de Oliveira
1 Taça Associação de Futebol do Porto

19 de abril de 2009

Tomislav Ivic

Tomislav Ivic nasceu no dia 30 de Junho de 1933 em Split, Croácia.
Na época de 1953/54 começou por jogar futebol no R.N.K. Split, onde conquistou o Campeonato da Jugoslávia da 2ª Divisão. Em 1957/58 mudou-se para o H.N.K. Hadjuk Split, começando por ser extremo-esquerdo até se afirmar definitivamente a médio. Aos 34 anos terminou a sua carreira de jogador no final da época de 1962/63.
Pouco depois tirou o curso de treinador que lhe valeu, em 1968, estrear-se nessa nova função nas camadas jovens do Hajduk Split. Cinco anos depois passou a técnico principal e venceu 3 Taças da Jugoslávia (1972/73, 1973/74 e 1975/76), e 2 Campeonatos da Jugoslávia (1973/74 e 1974/75). Na temporada de 1976/77 transferiu-se para o Ajax F.C., esteve em Amesterdão duas épocas e conseguiu vencer o Campeonato da Holanda na sua primeira época. Em 1978/79 voltou ao Hajduk Split onde foi novamente Campeão jugoslavo nessa época. Em 1980/81 assumiu o comando técnico do R.S.C. Anderlecht durante três temporadas e conquistou o Campeonato da Bélgica em 1980/81 e a Taça UEFA em 1982/83. Depois passou pelo Galatasaray S.C., G.N.K. Dinamo Zagreb, U.S. Avellino, Em 1985/86 comandou o Panathinaikos A.O. e venceu o Campeonato da Grécia dessa época. Regressou à Jugoslávia e ao H.N.K. Hadjuk Split em 1986/87.
No início da temporada de 1987/88 foi contratado pelo Futebol Clube do Porto.
No comando técnico dos Dragões, Ivic venceu a Taça Intercontinental, a Supertaça Europeia, a Taça de Portugal e ainda se sagrou Campeão Nacional onde foi a equipa que teve mais pontos, mais vitórias, mais golos marcados, menos golos sofridos, menos empates e menos derrotas, venceu todos os jogos disputados no Estádio das Antas e deixou o segundo classificado a 15 pontos, isto quando a vitória dava 2 pontos.
Tomislav Ivic deixou os portistas no final dessa época com 4 Títulos conquistados.
Na época de 1988/89 rumou a França para treinar o Paris S.G. durante duas temporadas. Em 1990/91 esteve em Espanha para orientar o Atlético Madrid, tendo vencido a Copa do Rei. Na época seguinte voltou a França para assumir o comando técnico do Olympique Marselha e conquistou o Campeonato Francês. Em 1992/93 regressou a Portugal para ser o treinador do S.L. Benfica, mas ao fim de 12 jogos oficiais foi dispensado.
Na temporada de 1993/94 voltou ao Futebol Clube do Porto para substituir o brasileiro Carlos Alberto Silva, no entanto a segunda passagem pelos Dragões não conheceu a felicidade da primeira e em Janeiro de 1995 colocou o lugar à disposição.
Voltou à Croácia para ficar ligado à FIFA e organizar o futebol do seu país. Em 1995/96 assumiu o cargo de treinador da Selecção dos Emirados Árabes Unidos. Em 1997 mudou de ares e orientou a Selecção do Irão. Ainda voltou a treinar o Olympique Marselha durante a temporada de 2000/01, mas no final dessa época abandonou definitivamente a carreira de treinador.
Faleceu no dia 24 de Junho de 2011 devido a problemas cardíacos.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
1 Taça UEFA
1 Supertaça Europeia
1 Campeonato Nacional da 1ª Divisão (Portugal)
3 Campeonatos da Jugoslávia
1 Campeonato da Holanda
1 Campeonato da Bélgica
1 Campeonato de França
2 Taças de Portugal
1 Taça de Espanha
3 Taças da Jugoslávia

5 de abril de 2009

Monteiro da Costa

António Henrique Monteiro da Costa nasceu no dia 20 de Agosto de 1928 em S.Paio de Oleiros.
Um dos chamados "pau para toda a obra", jogador polivalente, ocupou todas as posições excepto a de guarda-redes.
Alinhou frequentemente como defesa-central, evidenciando segurança e qualidade. Outras posições em que tinha alto rendimento eram as de médio-ofensivo ou avançado. Concretizava inúmeros tentos nas balizas adversárias e, nos treze anos em que serviu o F.C. Porto (1949 a 1962), só no campeonato fez 72 golos em 270 jogos.
A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 9 de Outubro de 1949 no Campo da Constituição onde o F.C. Porto venceu o Elvas C.A.D. por 1-0, numa partida a contar para a 1ª jornada do Campeonato Nacional da época de 1949/50.
Em Janeiro de 1951 foi o herói da extraordinária vitória por 2-0, sobre o S.L. Benfica, no Campo Grande em Lisboa, pois marcou ambos os golos.
Actuou nas equipas excepcionais que, nos anos 50, ganharam 2 Campeonatos Nacionais e 2 Taças de Portugal. Colaborou com vários treinadores entre os quais os campeões Yustrich e Guttmann, jogou com excelentes futebolistas como Barrigana, Virgílio, Miguel Arcanjo, Osvaldo Cambalacho, Pedroto, Carlos Duarte, Jaburu, Carlos Vieira e Hernâni.
O seu nome figura na lista dos "capitães" mais carismáticos da história do Futebol Clube do Porto. Foi de uma entrega e dedicação inexcedíveis, nada regateando ao seu amado clube.
Foi ainda um dos jogadores titulares que na época de 1956/57 fez parte da equipa do F.C. Porto que se estreou nas competições europeias ao defrontar os espanhois do Athletic Club Bilbao na 1ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus.
Após a carreira de futebolista, nele perdurou a disponibilidade para ajudar o F.C. Porto. Em momentos difíceis da equipa aceitou comandá-la, como treinador (em parte das épocas 1974/75 e 1975/76).

Palmarés
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
5 Taças Associação de Futebol do Porto

elaborado por Fernando Moreira

29 de março de 2009

Lemos


António José de Lemos nasceu no dia 2 de Fevereiro de 1950 em Luanda, Angola.
Começou por jogar futebol nos juniores do Clube Ferroviario de Luanda até que em 1966 vem para Portugal.
Já em terras lusas ingressou nos juniores do Futebol Clube do Porto até passar a sénior, o que aconteceu em 1968.
Como sénior, Lemos ingressa no Boavista F.C. por empréstimo dos portistas. Nos axadrezados esteve durante duas temporadas tendo disputado 25 partidas oficiais e apontado 12 golos.
No inicio da época de Em 1970/71 regressa ao F.C. Porto.
A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 13 de Setembro de 1970 em Faro, no Estádio São Luís, onde os portistas defrontam o S.C. Farense, num jogo a contar para a 1ª jornada do Campeonato Nacional de 1970/71 e que os algarvios venceram por 1-0.
Na tarde de 31 de Janeiro de 1971, memorável tarde, o nome de Lemos soou alto e soou longe, pela rádio. Lemos marcou, no Estádio das Antas, os 4 golos da vitória do F.C. Porto sobre o S.L. Benfica de Eusébio e Companhia! Mas não foi só por causa do "poker", nas Antas, que os benfiquistas jamais se esqueceram dele; é que, também na Luz, ainda na época 1970/71, Lemos fez o gosto ao pé e desfeiteou as "águias" por mais duas vezes no empate (2-2) no reduto encarnado. Assim, à sua conta, o avançado portista converteu todos os seis golos com que os Dragões brindaram os benfiquistas nos jogos do campeonato daquela temporada de 1970/71.
A vitória frente ao S.L. Benfica foi um marco na carreira de Lemos e os 4 golos um recorde que ainda perdura. Ele recorda com precisão e com orgulho cada pormenor dessa partida: "No primeiro golo, o falecido Pavão fez-me uma assistência primorosa e só tive de empurrar a bola. O meu segundo golo foi espectacular! Quando ninguém acreditava que chegasse à bola, quase na linha de fundo, desferi um pontapé que surpreendeu o Zé Henriques. No terceiro, o Bené fez um lançamento lateral, apanhei a bola e fiz um chapéu ao guarda-redes. E no quarto, estava com um problema num joelho e o Humberto Coelho não acreditou que eu chegasse a tempo mas ultrapassei-o e toquei a bola à saída do guarda-redes."
Esteve para ser cedido ao Barreirense F.C. antes do início da época do famoso jogo das Antas, como refere Pinto da Costa na sua autobiografia "Largos Dias Têm Cem Anos". E só não o foi porque, num plenário de 24 pessoas ficou decidido, "pela margem mínima de um voto", que o jogador permaneceria no clube – "era assim que funcionava o F.C. Porto, mesmo nas grandes decisões, como por hipótese, a escolha do treinador. Isto permitia situações completamente absurdas, como a maioria poder decidir contra a vontade dos responsáveis do futebol" – conta ainda Pinto da Costa que, na altura, era director das actividades amadoras. De facto, procedimentos 'muito democráticos' mas pouco eficazes.
A proeza de António Lemos igualou a de Carlos Nunes que, 35 anos antes, em 22 de Março de 1936, havia marcado 4 golos ao rival Sporting C.P. no Campo do Amial, no Porto. Aí o resultado a favor dos azuis e brancos foi bem mais dilatado, 10-1, e era o primeiro "poker" num "clássico" (F.C. Porto versus S.L. Benfica versus Sporting C.P.). Só Lemos repetiu a façanha.
O jogador esteve envolvido em mais de uma dezena de "clássicos" e só venceu aquele de Janeiro de 1971.
Nas épocas 1970/71 e 1971/72 marcou, respectivamente, 18 (melhor marcador da equipa) e 8 golos no Campeonato Nacional.
Em 1973 (decorria a época 1972/73) Lemos – que não obtivera o estatuto de "Atleta de Alta Competição", imprescindível para o subtrair à guerra do "Ultramar", foi mobilizado para Cabo Verde pelo Exército Português. Mas o inesperado aconteceu: o avião, que transportava Lemos e a sua "Companhia de Operações Especiais", fez um "desvio" na rota e aterrou em… Bissau (Guiné). E todos aqueles soldados que julgavam ir para uma "guerra" branda no arquipélago das belas mulatas e da romântica morna, lá ficaram naquela que era a colónia portuguesa com a conjuntura militar mais difícil e perigosa. Acresce que, no início do ano de 73, o PAIGC (movimento independentista) incrementara as acções de guerra criando muitas dificuldades às tropas portuguesas que combatia desde Janeiro de 1963. A Guiné estava a 'ferro e fogo' e, talvez por isso, a "Companhia" de Lemos tenha sido desviada para aquele território.
Voltou da Guiné em 1974 ainda a tempo de participar na época de 1974/75, a última que faria pelo F.C. Porto. Lemos jogou no F.C. Porto ao lado de grandes futebolistas como Rolando, Custódio Pinto, Nóbrega, Pavão, Bené, António Oliveira, Flávio, Abel, Seninho, Heredia, Rodolfo, Fernando Gomes e o extraordinário Cubillas. Contudo não logrou qualquer título pois, desafortunadamente para ele, esteve nos últimos anos de um período em que as agruras do futebol passaram pelas Antas. Mais dois ou três anos e saborearia as vitórias que abriram um longo e risonho ciclo, um tempo de gloriosas e inesquecíveis conquistas, que Lemos merecia.
Em quatro temporadas no F.C. Porto, nos 92 jogos do campeonato em que interveio, marcou 47 golos.
Em 1975/76 ingressou no S.C. Espinho, na temporada seguinte rumou ao U.S.C. Paredes, em 1977/78 jogou no A.D. Sanjoanense. Passou na época seguinte pelo Académico de Viseu F.C. e entre 1979/80 a 1983/84 defendeu a camisola do F.C. Infesta.

elaborado por Fernando Moreira