28 de setembro de 2008

Branco

Cláudio Ibrahim Vaz Leal (Branco), nasceu no dia 4 de Abril de 1964 em Bagé; Brasil.
Ficou conhecido pelo apelido de “Branco” porque quando miúdo era o único jogador branco numa equipa de negros.
Branco começou a jogar futebol no clube da sua terra, o Guarany de Bagé.
Em 1981 ingressou no S.C. Internacional onde deu inicio à sua carreira profissional. No ano seguinte mudou-se para o Fluminense F.C.onde jogou durante 5 anos, tendo-se sagrado por 3 vezes Campeão Carioca (1983,1984 e 1985), Campeão do Brasil em 1984 e venceu a Taça Guanabara em 1983 e 1984. As boas exibições valeram-lhe a transferência para Itália onde vestiu a camisola do Bréscia nas épocas de 1986/87 e 1987/88.
Na temporada de 1988/89, ingressou no Futebol Clube do Porto.
Nos azuis e brancos sagrou-se Campeão Nacional na temporada seguinte.
Em 1990/91 conquistou a Supertaça Cândido de Oliveira depois de derrotar o Estrela da Amadora.
Em Outubro de 1990 deixou os Dragões para voltar a Itália onde foi defender as cores do Génova F.C.
Foi um dos melhores laterais esquerdos que já passaram pelo F.C. Porto. Dono de um fabuloso pé esquerdo, Branco apontou muitos golos de livre directo.
Ao serviço do F.C. Porto, Branco conquistou 2 Títulos, disputou 81 jogos oficiais e marcou 12 golos.
No final do ano de 1990 regressou a Itália para ingressar no Génova F.C. onde esteve duas temporadas, até que em 1993 regressou ao Brasil para integrar o Grémio de Porto Alegre. Em 1994 mudou-se para o Fluminense F.C. e depois para o S.C. Corinthians. No ano seguinte voltou a mudar de clube, desta vez para o C.R. Flamengo, e seguiu-se de novo o S.C. Internacional. Em 1995/96 voltou a viajar para a Europa, mas desta vez o destino foi a Inglaterra onde foi defender as cores do Middlesbrough F.C. durante apenas uma época. Em 1997 foi para os E.U.A. representar N.J. MetroStars. Nesse mesmo ano regressou ao Brasil onde jogou pelo Mogi Mirim. Na temporada seguinte, 1998, Branco mudou-se para o Fluminense F.C. onde colocou um ponto final na sua carreira.
Mais tarde passou a exercer a função de coordenador técnico do clube do Rio de Janeiro.
Em 2012 assumiu o comando técnico do Figueirense F.C. passou depois pelo Sobradinho E.C. e em 2013 treinou o comando do Guarani F.C.
Branco vestiu por várias vezes a camisola canarinha da Selecção do Brasil. Esteve presente na Copa América de 1987, 1989 e 1991. assim como nos Campeonatos do Mundo de Futebol de 1986, 1990 e 1994 onde foi Campeão Mundial nos Estados Unidos.

Palmarés
1 Campeonato do Mundo
1 Copa América
1 Campeonato Nacional da 1ª Divisão (Portugal)
1 Supertaça Cândido de Oliveira
1 Campeonato do Brasil
1 Campeonato Carioca
1 Campeonato Gaucho
1 Taça Guanabara

21 de setembro de 2008

Fonseca

João Francisco Fonseca dos Santos nasceu no dia 19 de Fevereiro de 1948 em Matosinhos.
Começou a jogar futebol no Leixões S.C. e depois de ter passado por todos os escalões de formação do clube de Matosinhos, Fonseca fez a sua estreia como profissional na época de 1966/67. No clube da sua terra manteve-se durante três temporadas, tendo-se depois transferido para o S.L. Benfica onde permaneceu por mais três épocas, e onde se sagrou Campeão Nacional pela primeira vez na temporada de 1970/71, repetindo o feito na época seguinte. Juntando ainda duas Taças de Portugal e uma Taça Associação de Futebol de Lisboa.
Na temporada de 1972/73, Fonseca regressou ao Leixões S.C. embora por empréstimo. No final desse campeonato, emigrou para Espanha onde foi representar o C.D. Ourense durante duas temporadas.
Em 1975/76, regressou a Portugal para ingressar no Varzim S.C., clube que serviu duas temporadas. Ainda nessa temporada de 1975/76,teve a sua estreia pele Selecção Nacional.
Em 1977/78 mudou-se para as Antas para vestir a Camisola do Futebol Clube do Porto.
A sua estreia na baliza dos Dragões aconteceu no dia 4 de Setembro de 1977 no Estádio das Antas, quando os portistas receberam e venceram o V. Setubal por 3-0, numa partida a contar para a 1ª jornada do Campeonato Nacional de 1977/78.
Logo no seu primeiro ano de Azul e Branco, contribuiu para acabar com o longo jejum de 19 anos que o F.C. Porto atravessou e dessa forma, desde logo ficou na história do clube ao sagrar-se Campeão Nacional. Nessa época Fonseca foi totalista em todos os jogos que o F.C. Porto disputou, 30 para o Campeonato Nacional, 8 na Taça de Portugal e 6 na Taça dos Vencedores das Taças. Nas 44 partidas que disputou, sofreu 36 golos.
Na temporada de 1978/79, Fonseca voltou a repetir a vitória no Campeonato Nacional. Dos 30 jogos do campeonato, disputou 18 e sofreu 9 golos.
Na época de 1980/81 conquistou a Taça Associação de Futebol do Porto.
Em 1981/82 Fonseca ajudou a conquistar a primeira Supertaça Cândido de Oliveira para o F.C. Porto, ao derrotar o S.L. Benfica por 4-1 no jogo da 2ª mão, depois dos portistas terem perdido por 2-0 no Estádio da Luz uma semana antes.
Em 1982/83 disputou 10 partidas pelo F.C. Porto até voltar a Espanha e ao C.D. Ourense por empréstimo, onde permaneceu até ao final dessa época.
Ao serviço dos Dragões, Fonseca esteve durante 6 temporadas. Conquistou 4 Títulos e disputou 173 partidas oficiais.
Na temporada seguinte regressou a Portugal para jogar no F.C. Famalicão. Em 1984/85 transferiu-se para o G.D. Chaves, permanecendo no clube transmontano até 1987/88, quando terminou a carreira de futebolista.
Na temporada seguinte fez parte da equipa técnica dos flavienses. Passou por vário clubes até regressar ao Leixões S.C. em 2002/03 para assumir o cargo de treinador de guarda-redes, lugar que manteve até ao final da temporada de 2011/12.

Palmarés
4 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
1 Supertaça Cândido de Oliveira.
1 Taça Associação de Futebol do Porto
1 Taça Associação de Futebol de Lisboa

14 de setembro de 2008

Capucho

Nuno Fernando Gonçalves Rocha (Capucho), nasceu no dia 21 de Fevereiro de 1972 na cidade de Barcelos.
Começou a jogar futebol nos iniciados do Gil Vicente F.C. onde fez toda a formação, até que na época de 1990/91 estreou-se na equipa principal orientada na altura por Rodolfo Reis. No clube de Barcelos continuou na temporada seguinte, mas no final da época rumou a Alvalade para representar o Sporting C.P. No clube leonino esteve três temporadas, desde 1992/93 até 1994/95, conquistou uma Taça de Portugal e uma Supertaça Cândido de Oliveira. Na temporada seguinte regressou de novo ao Minho mas desta vez para ingressar no V. Guimarães onde permaneceu duas épocas.
Em 1997/98 Capucho transferiu-se para o Futebol Clube do Porto.
A sua estreia com a camisola azul e branca aconteceu no dia 15 de Agosto de 1997 no Estádio do Bessa onde os portistas defrontaram o Boavista F.C. num jogo a contar para a 1ª mão da Supertaça Cândido de Oliveira de 1997/98, partida que os axadrezados venceram por 2-0.
Logo na sua primeira temporada com a camisola dos Dragões sagrou-se Campeão Nacional e venceu a Taça de Portugal.
Na temporada seguinte repetiu a vitória no Campeonato Nacional e na Supertaça Cândido de Oliveira.
Na época de 1999/2000, voltou a ajudar o F.C. Porto a vencer a Taça de Portugal ao derrotar o Sporting C.P. por 2-0 na final e conquistou de novo a Supertaça Cândido de Oliveira.
Na temporada que se seguiu nova vitória na Taça de Portugal, desta vez ao derrotar o Marítimo S.C. por 2-0 no Jamor.
Em 2001/02 conquistou a sua quarta Supertaça Cândido de Oliveira.
Na época de 2002/03, sob o comando de José Mourinho, o F.C. Porto apresentava um plantel renovado e onde Capucho se destacava. No campeonato os portistas não tiveram adversários à altura e sagraram-se Campeões Nacionais. Venceram também a Taça de Portugal. Mas o momento mais cintilante da carreira de Capucho foi estar presente na Final da Taça UEFA em 2003 que conquistou frente ao Celtic F.C. depois de uma vitória por 3-2.
No final dessa temporada de 2002/03, Capucho deixou o F.C. Porto. Com a camisola dos Dragões conquistou 11 Títulos, disputou 275 jogos oficiais e marcou 42 golos.
Em 2003/04 rumou à Escócia para ingressar no Rangers F.C. onde actuou em 22 partidas oficiais e apontou 5 golos. Na temporada seguinte mudou-se para Espanha para representar o R.C. Celta de Vigo, onde fez 19 jogos oficiais, e foi no clube da Galiza que colocou um ponto final na sua carreira de futebolista no final da época de 2004/05.
Capucho foi Internacional por 34 vezes. Esteve com a Selecção de Portugal nos Jogos Olimpicos de 1996, no Campeonato da Europa de 2000 e no Campeonato do Mundo de 2002.
Em 2007/08 regressou ao F.C. Porto mas para assumir o comando técnico da formação de Sub-15, para na temporada seguinte passou a comandar os Sub-17 e em 2012/13 treinar os Sub-19, cargo que ocupou até ao final da época de 2013/14, já na temporada seguinte passou a adjunto na equipa B portista. Em 2015/16 assumiu o comando técnico do Varzim S.C. terminando o campeonato no 9º lugar. Na temporada de 2016/17 rumou ao Rio Ave F.C. mas deixou o clube de Vila do conde em Novembro de 2016. Na época de 2016/17 regressou ao Varzim S.C. tendo comandado o emblema poveiro até Dezembro de 2018. Em Abril de 2019 passou a comandar o C.D. Mafra.

Palmarés
1 Taça UEFA
3 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
5 Taças de Portugal
4 Supertaças Cândido de Oliveira

7 de setembro de 2008

Inácio

Augusto Soares Inácio nasceu no dia 1 de Fevereiro de 1955 em Lisboa.
Estreou-se como profissional de futebol no Sporting C.P. na temporada de 1975/76 e manteve-se no clube de Alvalade até a época 1981/82. Em Alvalade foi por duas vezes Campeão Nacional, e venceu duas Taças de Portugal.
Na temporada de 1982/83 transferiu-se para o Futebol Clube do Porto.
A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 29 de Agosto de 1982 no Estádio das Antas quando os portistas empataram a zero com o Sporting C.P., num jogo a contar para a 2ª jornada do Campeonato Nacional de 1982/83.
Ao serviço do F.C. Porto, Inácio sagrou-se por três vezes Campeão Nacional, conquistou duas Taças de Portugal, venceu três Supertaças Cândido de Oliveira e ganhou uma Taça Associação de Futebol do Porto. Mas as maiores conquistas aconteceram em 1987, ano em que ajudou a conquistar a Taça dos Clubes Campeões Europeus em Viena e a Taça Intercontinental em Tóquio. Ao que juntou a vitória na Supertaça Europeia ao derrotar o Ajax F.C. em Amestardão e nas Antas, em ambos os jogos por 1-0.
No final da temporada de 1988/89 colocou um ponto final na sua carreira de futebolista.
Com a camisola azul e branca, Inácio disputou 199 jogos oficiais, marcou 5 golos e conquistou 12 Títulos.
Inácio vestiu também a camisola da Selecção Nacional, com a qual disputou 25 partidas oficiais e esteve presente no Campeonato do mundo de 1986.
Abraçou depois a carreira de treinador e na época de 1989/90 assumiu o cargo de treinador dos juniores do F.C. Porto, lugar que ocupou durante duas temporadas. Em 1991/92 orientou o Rio Ave F.C. Na temporada seguinte voltou às Antas para ser treinador-adjunto, durante quatro temporadas.
Em 1996/97 abraçou em definitivo a carreira de treinador principal ao comandar o F.C. Felgueiras, seguiu-se dpois o Marítimo S.C., G.D. Chaves e o Sporting C.P. onde depois de 21 anos levou os leões a conquistar de novo o Campeonato Nacional. Depois ainda treinou o V. Guimarães, C.F. Belenenses, Esteve no Catar onde treinou o Al Ahli S.C., regressou a Portugal para orientar o S.C. Beira-Mar e levar o clube de Aveiro à vitória do Campeonato Nacional da 2ª Divisão na temporada de 2005/06. Passou pela Grécia onde treinou o Ionikos F.C. Também passou pelo Irão para treinar o Foolad F.C., seguindo-se o G.D. Interclube de Luanda onde conquistou em 2008 a Supertaça de Angola. Em 2009 volta de novo a Portugal para assumir o comando técnico do Naval 1º de Maio, seguindo-se o Leixões S.C. em 2011 viajou até à Roménia para orientar o F.C. Vaslui. Em Fevereiro de 2013, regressa mais uma vez a Portugal para ocupar o lugar de técnico do Moreirense F.C.
Na temporada de 2013/14 assumiu o cargo de Director Geral de Futebol no Sporting C.P. lugar que ocupou durante duas épocas.
Em Novembro de 2016 volta a abraçar a carreira de treinador e regressa ao Moreirense F.C. e logo em Janeiro de 2017 faz história ao levar o pequeno clube de Moreira de Cónegos à conquista da Taça da Liga 2016/17, no entanto a permanência no clube minhoto durou pouco já que em Março de 2017 deixou os cónegos. Rumou ao Egito para treinar o Zamalek S.C. mas a aventura por terras africanas foi curta e deixou o clube do Cairo ao fim de apenas três meses.
No verão de 2018 volta mais uma vez ao Sporting C.P. e de novo para ocupar o cargo de Director Geral de Futebol, mas apenas durante dois meses.
Em Janeiro de 2019 decide retomar a carreira de treinador ao assumir o comando técnico do C.D. Aves.

Palmarés como jogador
1 Taça Intercontinental
1 Taça dos Campeões Europeus
1 Supertaça Europeia
5 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
4 Taças de Portugal
3 Supertaças Cândido de Oliveira
1 Taça Associação de Futebol do Porto

Palmarés como treinador
1 Campeonato Nacional da 1ª Divisão (Portugal)
1 Campeonato Nacional da 2ª Divisão (Portugal)
1 Taça da Liga
1 Supertaça de Angola

31 de agosto de 2008

Rui Filipe

Rui Filipe Tavares de Bastos nasceu no dia 8 de Março de 1968 em Vale de Cambra.
Começou a jogar futebol nos juvenis do A.D. Valecambrense, clube onde jogou até a temporada de 1983/84.
Na época de 1984/85 ingressou no Futebol Clube do Porto também nos juvenis.
Em 1989/90 passou à categoria de sénior mas foi emprestado ao S.C. Espinho, na temporada seguinte conheceu novo empréstimo mas desta vez no Gil Vicente F.C.
Na temporada de 1991/92 regressou ao F.C. Porto para fazer parte do plantel principal comandado pelo brasileiro Carlos Alberto Silva.
A sua estreia a sénior com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 25 de Agosto de 1991 no Campo António Coimbra da Mota, na Amoreira, onde os portistas visitaram e venceram o G.D. Estoril por 2-0, num jogo a contar para a 2ª jornada do Campeonato Nacional 1991/92.
Logo na primeira temporada de Dragão ao peito, Rui Filipe sagra-se Campeão Nacional.
Na temporada seguinte e ainda com o treinador brasileiro, os Dragões voltam a conquistar o Campeonato Nacional ao que juntaram a conquista da Supertaça Cândido de Oliveira.
Na época de 1993/94 Rui Filipe ajudou a conquistar a Taça de Portugal, que o F.C. Porto venceu ao derrotar o Sporting C.P. na finalíssima por 2-1. Ainda nessa temporada e na sua participação na Liga dos Campeões, e já com Bobby Robson no comando técnico, o F.C. Porto realizou um dos seus mais brilhantes jogos ao vencer na Alemanha o Werder Bremen por 5-0 com Rui Filipe a sair do banco e a inaugurar o marcador.
Na temporada de 1994/95, Rui Filipe começava a ser um dos pilares do meio-campo dos Dragões. E foi ele que na 1ª jornada contra o S.C. Braga marcou o primeiro golo da vitória do F.C. Porto por 2-0, contribuindo assim para a conquista do título de Campeão Nacional e ficou na história dos Dragões ao marcar o primeiro golo da caminhada do Penta-Campeonato. Poucos dias depois os portistas visitaram o estádio da Luz para o jogo da 1ª mão da Supertaça Cândido de Oliveira que terminou com um empate por 1-1. De novo Rui Filipe apontou o golo portista. Um golo cheio de classe e talento onde o ainda jovem jogador, apenas com uma simulação tirou o famoso guarda-redes, Preud´Homme, do caminho da bola. Nesse mesmo jogo Rui Filipe viu o cartão vermelho que lhe impediu de ser convocado para a partida contra o S.C. Beira-Mar. No fim de semana desse jogo teve um acidente de viação que o vitimou.
Nas quatro temporadas em que vestiu a camisola do F.C. Porto, Rui Filipe conquistou 7 Títulos, disputou 98 jogos e marcou 11 golos.
Rui Filipe representou também a Selecção Nacional por 6 vezes.

Palmarés
3 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
1 Taça de Portugal
3 Supertaças Cândido de Oliveira

24 de agosto de 2008

Jaburu

Jorge de Sousa Mattos (Jaburu), nasceu no dia 19 de Abril de 1933 no Rio de Janeiro.
No Brasil representou o Olaria A.C., Fluminense F.C. e o América F.C.
Ingressou no Futebol Clube do Porto na época de 1955/56 onde encontrou Dorival Yustrich como treinador.
A estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 18 de Setembro de 1955 no Estádio Municipal da Guarda onde o F.C. Porto defrontou o S.C. Covilhã, o jogo terminou empatado 2-2 e contou para a 1ª jornada do Campeonato Nacional da época de 1955/56.
Nessa temporada, Jaburu formou a dupla do ataque portista com António Teixeira, e dos 99 golos marcados pelos Dragões 29 foram de sua autoria. No final do campeonato o F.C. Porto sagrou-se Campeão Nacional. Os portistas venceram também a Taça de Portugal ao vencer na final o S.C. União Torreense por 2-0.
Na temporada de 1956/57 conquistou a Taça Associação de Futebol do Porto e foi um dos jogadores titulares na equipa portista que se estreou nas competições europeias ao defrontar os espanhois do Athletic Club Bilbao na 1ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus.
Em 1957/58 voltou a repetir a vitória na Taça de Portugal, com o F.C. Porto a vencer o S.L. Benfica por 1-0 na final disputada na Estádio do Jamor e também na Taça Associação de Futebol do Porto.
Na época de 1958/59 rumou a Espanha para jogar pelo R.C. Celta de Vigo onde foi vítima de uma doença grave. Regressou a Portugal na temporada seguinte onde teve uma passagem pelo Leixões S.C. tendo voltado a conquistar a Taça de Portugal da temporada de 1960/61. No final da época de 1962/63 deixou o clube de Matosinhos e voltou ao Brasil onde acabaria por falecer.

Palmarés
1 Campeonato Nacional da 1ª Divisão (Portugal)
3 Taça de Portugal
2 Taça Associação de Futebol do Porto

17 de agosto de 2008

Rodolfo

Rodolfo dos Reis Ferreira nasceu no dia 29 de Janeiro de 1954 em Cedofeita, na cidade do Porto.
ingressou nos iniciados do Futebol Clube do Porto com 11 anos e percorreu todos os escalões de formação dos portistas até passar a sénior em 1971.
No inicio da época de 1970/71 integrou o plantel principal dos Dragões.
A sua estreia com a camisola do F.C. Porto aconteceu no dia 12 de Março de 1972 no Estádio Municipal de Coimbra, quando os portistas venceram os estudantes por 1-0, numa partida a contar para a 22ª jornada do Campeonato Nacional de 1971/72.
Em 1976/77 conquistou o seu primeiro troféu como sénior ao vencer a Taça de Portugal.
Foi o capitão da equipa que ao fim de um longo jejum de 19 anos se sagrou Campeã Nacional na época de 1977/78. Sobre esse campeonato e principalmente sobre o jogo contra o S.L. Benfica no Estádio das Antas, Rodolfo disse no livro t´antas glórias de Júlio Magalhães: “As coisas estavam complicadas depois do auto-golo do Simões, até que empatamos com um golo do Ademir em que a bola passou no meio de 20 jogadores que estavam dentro da área do Benfica. Recordo-me que fomos festejar com o Ademir e ajoelhamo-nos a agradecer a Deus aquele golo que nos salvou de viver o que seria, com toda a certeza, um dos momentos desportivos mais tristes da história do estádio. Eram muitos milhares à espera daquele título e que não acreditavam que o perdêssemos ali. E estivemos quase a perder”.
Na temporada seguinte 1978/79, o F.C. Porto volta a sagrar-se Campeão Nacional ainda com Rodolfo como capitão.
Na época de 1980/81 conquistou a Taça Associação de Futebol do Porto e a primeira Supertaça Cândido de Oliveira para o F.C. Porto.
Repetiu a vitória na Supertaça Cândido de Oliveira e também na Taça de Portugal na temporada de 1982/83, quando colocou um ponto final na sua carreira de futebolista.
Mas não foram só os Títulos que ficaram na história de Rodolfo e do F.C. Porto. Em Novembro de 1977 os Dragões vão a Inglaterra disputar a 2ª mão da 2ª eliminatória da Taça dos Vencedores das Taças com o Manchester United F.C., os portistas partem com uma vantagem de 4 golos mas no Estádio de Old Trafford sofrem para passar à fase seguinte já que os ingleses vencem o jogo por 5-2, com Seninho a marcar os golos dos azuis e brancos e com Rodolfo a títular. Em setembro do ano seguinte e de novo nas competições europeias, mas na Taça dos Clubes Campeões Europeus, o F.C. Porto consegue a primeira vitória na prova ao vencer os gregos do A.E.K. de Atenas no Estádio das Antas por 4-1, no jogo da 2ª mão da 1ª eliminatória, Rodolfo volta a ser títular.
Foi o único jogador do Futebol Clube do Porto que nunca vestiu outra camisola. Desde os seus 11 anos, altura em que ingressou nos iniciados do F.C. Porto, até aos 30 anos quando pôs um ponto final na sua carreira. Foram 19 anos sempre a defender a camisola azul e branca.
Nas 13 épocas em que, como sénior, representou os Dragões, Rodolfo disputou 331 joos oficiais, marcou 9 golos e conquistou 7 Títulos.
Depois de deixar o futebol, Rodolfo iniciou a carreira de treinador nos juniores do F.C. Porto. Passou por diversos clubes até que na tempodada de 1998/99 voltou ao Futebol Clube do Porto para ser adjunto de Fernando Santos onde saiu em 2000/01.

Palmarés
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
2 Supertaças Cândido de Oliveira
1 Taça Associação de Futebol do Porto

10 de agosto de 2008

Mlynarczyk

Józef Mlynarczyk nasceu no dia 20 de Setembro de 1953 na cidade de Nowa Sol, a Polónia.
Começou a jogar futebol no Dozamet Nowa Sól onde fez a sua formação até se mudar para o B.K.S.S. Bielsko-Biala em 1974 para integrar o plantel sénior. Na temporada de 1977/78 mudou-se para o O.K.S.Odra Opole, clube onde permaneceu até a temporada de 1979/80. Na temporada seguinte transferiu-se para o Widzew Lodz onde esteve durante quatro épocas, tendo-se sagrado campeão da Polónia pela primeira vez na sua carreira em 1980/81, Título que voltaria a repetir em 1981/82.
Na época de 1984/85 foi para França defender as cores do S.C. Bastia, onde esteve uma temporada e meia.
Em Janeiro de 1986 ingressou no Futebol Clube do Porto. A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 4 de Janeiro de 1986 no Estádio da Luz, em Lisboa, onde os portistas empataram 0-0 com o S.L. Benfica, numa partida a contar para a 16ª jornada do Campeonato Nacional de 1985/86.
Mlynarczyk esteve durante quatro temporadas ao serviço do F.C. Porto. No plantel portista teve sempre a concorrência de Zé Beto, guarda-redes com quem partilhou a conquista de dois campeonatos nacionais e ainda caminhada triunfal até chegar a Final da Taça dos Clubes Campeões Europeus de 1987 onde teve pela frente os alemães do F.C Bayern de Munique e onde demonstrou toda a sua classe, tendo sido um dos pilares para que o Futebol Clube do Porto se sagra-se pela primeira vez na sua história, Campeão Europeu.
Na época de 1987/88, o guardião polaco continuou a ser o dono da baliza dos Dragões que conquistaram o Título de Campeão Nacional com 15 pontos de vantagem sob o segundo classificado. Mas a maior vitória dessa temporada aconteceu no dia 13 de Dezembro na longínqua cidade de Tóquio onde sobre um terreno de jogo completamente coberto de neve os portistas bateram os Campeões Sul-Américanos do C.A. Peñarol por 2-1, e de novo com uma excelente exibição de Mlynarczyk. Apenas 1 mês mais tarde, voltaria a ser o titular da baliza do F.C. Porto que defrontou no estádio das Antas os holandeses do Ajax F.C. na 2ª mão da Supertaça Europeia que os Dragões venceram por 1-0, igual resultado conseguido na Holanda no jogo da 1ª mão. Ainda nessa temporada, O F.C. Porto venceu a Taça de Portugal ao ganhar a final por 1-0 contra o V. Guimarães.
Mlynarczyk manteve-se no F.C. Porto até terminar a sua carreira na época de 1989/90 devido a uma lesão grave, não sem antes ver o seu sucessor, um jovem de nome Vítor Baía, a ocupar o lugar que lhe tinha pertencido na defesa da baliza dos Dragões.
Depois de terminada a sua carreira como futebolista, Mlynarczyk continuou no F.C. Porto a fazer parte da equipa técnica onde tinha a função de treinador de guarda-redes, cargo que ocupou até ao final da temporada de 1999/2000. Voltou depois para o seu país para desempenhar idênticas funções primeiro na Selecção Polaca e depois no Widzew Lodz.
Vestiu por 42 vezes a camisola da Selecção da Polónia e esteve presente no Campeonato do Mundo de 1982 e 1986. No primeiro Mundial, os polacos terminaram em 3º lugar, já em 1986 não passaram a fase de grupos.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
1 Taça dos Campeões Europeus
1 Supertaça Europeia
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
1 Taça de Portugal
2 Campeonatos da Polónia

27 de julho de 2008

Virgílio

Virgílio Marques Mendes nasceu no dia 17 de Novembro de 1927 em Praia do Ribatejo no concelho de Vila Nova da Barquinha.
Começou por jogar futebol no Grupo Desportivo dos Ferroviários do Entroncamento. Ao futebol juntava o trabalho nas oficinas da CP.
Certo dia partiu em direcção a Lisboa para efectuar testes de futebol no S.L. Benfica. Esteve por lá durante três semanas mas não conseguiu convencer os responsáveis do clube lisboeta e assim regressou ao Entroncamento e ao trabalho de serralheiro na CP.
Um dia recebeu a visita de um tal Soares dos Reis, (antigo guarda-redes do Futebol Clube do Porto), que o queria levar para a cidade Invicta. Virgílio aceitou o convite e foi treinar no Campo da Constituição sob o olhar atento de Szabo. Já não voltou ao Entroncamento e muito menos às oficinas da CP.
A sua estreia com a camisola do F.C. Porto aconteceu no dia 30 de Novembro de 1947 no Campo Mascarenhas onde os Dragões, como equipa visitante, venceram o Boavista F.C. por 3-0, num jogo a contar para a 2ª jornada do Campeonato Nacional da época de 1947/48.
Em 1951 o R.C. Celta de Vigo ofereceu-lhe 500 mil pesetas e um ordenado mensal de 15 mil pesetas, recusou a oferta e continuou a vestir a camisola do F.C. Porto. Disse depois que trocar de clube por causa de dinheiro era viver como um mercenário.
Na época de 1955/56, sob o comando do treinador brasileiro Yustrich, Virgílio sagrou-se Campeão Nacional depois de os portistas estarem sem perder 24 dos 26 jogos do campeonato. Também ajudou o F.C. Porto a conquistar a primeira Taça de Portugal da história do clube ao vencer na final o S.C. União Torreense por 2-0.
Na época de 1956/57, Virgílio foi um dos jogadores titulares na equipa portista que se estreou nas competições europeias ao defrontar o Athletic Club Bilbao na 1ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus.
Em 1957/58, voltou a levantar a Taça de Portugal depois da vitória sobre o S.L. Benfica na final por 1-0.
Na temporada seguinte, 1958/59 e já com Bella Gutman como treinador, Virgílio volta a conquistar o Campeonato Nacional.
Venceu ainda a Taça Associação de Futebol do Porto por sete vezes.
Ao serviço dos Dragões disputou 436 jogos oficiais, apontou 9 golos e conquistou 11 Títulos.
Foi Internacional por 39 vezes. No jogo de estreia com a camisola da Selecção de Portugal contra a Itália e apesar da derrota por 4-1, Virgílio foi o melhor jogador português em campo e anulou o famoso jogador Carapelese. Desde esse dia que Virgílio ficou conhecido como o “Leão de Génova”, cidade onde se tinha realizado o jogo.
Faleceu no dia 24 de Abril de 2009. Encontra-se sepultado no cemitério nº1 da Póvoa de Varzim.

Palmarés
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
7 Taças Associação de Futebol do Porto

20 de julho de 2008

Rui Barros

Rui Gil Soares de Barros nasceu no dia 24 de Novembro de 1965 em Lordelo.
Começou a jogar no Aliados Futebol Clube de Lordelo aos 12 anos, depois ainda passou pelo Rebordosa A.C. e pelo Paços de Ferreira F.C. já como júnior.
Foi então contratado pelo Futebol Clube do Porto onde foi Campeão Nacional de juniores.
Na época de 1984/85 passou a sénior mas foi emprestado ao S.C. Covilhã. Nas temporadas de 1985/86 e 1986/87 esteve de novo emprestado mas desta vez ao Varzim S.C. onde foi Campeão da Zona Norte da 2ª Divisão.
Em 1987/88 fez parte do plantel do F.C. Porto pela primeira vez onde se juntou a muitos jogadores que na época anterior tinham vencido a Taça dos Clubes Campeões Europeus. A sua estreia como sénior com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 26 de Agosto de 1987 no Estádio das Antas onde os portistas receberam e venceram o c.F. Belenenses por 7-1, numa partida a contar para a 1ª jornada do Campeonato Nacional de 1987/88.
Neste seu ano de estreia, Rui Barros sagrou-se Campeão Nacional e ajudou o F.C. Porto a vencer a Taça de Portugal ao derrotar no estádio do Jamor o V. Guimarães por 1-0. Antes, em Dezembro, já tinha estado em Tóquio para disputar a Taça Intercontinental que os portistas ganharam ao vencerem o C.A. Peñarol do Uruguai por 2-1. Mas o momento alto da sua ainda curta carreira no F.C. Porto aconteceu na 1ª mão da Supertaça Europeia quando a equipa comandada por Tomislav Ivic foi a Amesterdão vencer o Ajax F.C. por 1-0 com o golo da autoria de Rui Barros. Na 2ª mão disputada no estádio das Antas, nova vitória dos Dragões por 1-0.
No final do seu primeiro ano com a camisola azul e branca, Rui Barros despertou o interesse da Juventus F.C. que o levou para Itália. No clube de Turim ficou durante duas temporadas e venceu a Taça UEFA e a Taça de Itália. No verão de 1990 mudou-se para o A.S. Mónaco de Arsène Wenger onde conquistou a Taça de França e foi finalista da Taça dos Vencedores das Taças em 1992 que acabaria por perder frente ao Werder Bremen.
Na época de 1993/94 transferiu-se para o Olympique Marselha onde teve Paulo Futre como companheiro de equipa.
Em 1994/95 regressou ao Futebol Clube do Porto.
Nas 6 temporadas seguintes sagrou-se Penta-Campeão, venceu 2 Taças de Portugal e 5 Supertaças Cândido de Oliveira.
Na época de 1999/2000 colocou um ponto final na sua carreira de futebolista.
Ao serviço do F.C. Porto, Rui Barros jogou durante 7 temporadas. Conquistou 17 Títulos, disputou 244 partidas oficiais e marcou 56 golos.
Rui Barros foi internacional por 36 vezes e marcou 4 golos com a camisola das Quinas.
Em 2006/07 passou a integrar a equipa técnica do F.C. Porto, ano em que treinou temporariamente os portistas no jogo da Supertaça Cândido de oliveira que os Dragões venceram o V. Setúbal por 3-0, tornando-se no primeiro técnico portista a vencer a prova como treinador e jogador. Continuou a fazer parte das várias equipas técnicas que passaram pelos Dragões e em Janeiro de 2016 foi de novo chamado a comandar a equipa principal em cinco partidas. Na temporada de 2018/19 assume o comando técnico da equipa B do F.C. Porto.

Palmarés como jogador
1 Taça Intercontinental
1 Supertaça Europeia
1 Taça UEFA
6 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
3 Taças de Portugal
5 Supertaças Cândido de Oliveira
1 Taça de Itália
1 Taça de França

Palmarés como treinador
1 Supertaça Cândido de Oliveira

29 de junho de 2008

Pavão

Fernando Pascoal das Neves (Pavão), nasceu no dia 12 de Agosto de 1947 em Chaves.
Começou a jogar futebol nas camadas jovens do G.D. Chaves onde deu nas vistas.
Em 1964 e com 17 anos, ingressou nos juniores do Futebol Clube do Porto.
Logo no ano seguinte passou para a equipa principal orientada na altura por Flávio Costa.
A sua estreia a títular com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 26 de Setembro de 1965 no Estádio das Antas, quando os portistas receberam e venceram o S.L. Benfica por 2-0, num jogo a contar para a 3ª jornada do Campeonato Nacional de 1965/66.
Na primeira temporada no plantel principal, Pavão conquistou a Taça Associação de Futebol do Porto.
Mas foi com a chegada do treinador José Maria Pedroto que Pavão ganhou de maneira definitiva a titularidade, para além de ser o jogador mais jovem do plantel foi o escolhido para ser capitão.
O ponto alto da sua curta carreira como futebolista aconteceu na época de 1967/68 ao ajudar o F.C. Porto a conquistar a Taça de Portugal ao derrotar na final o Vitória de Setúbal por 2-1.
Esteve presente em momentos importantes e históricos para o F.C. Porto. Em Janeiro de 1970 fez parte da comitiva portista que foi participar no jogo de inauguração do Estádio Cícero Pompeu de Toledo a convite do São Paulo F.C., os Dragões empataram com os paulistas a zero no novo recinto do Morumbi. Em Janeiro de 1971 foi um dos títulares na equipa azul e branca que venceu o S.L. Benfica no Estádio das Antas por 4-0, onde Lemos foi o autor de todos os golos. Em setembro de 1972 esteve nos dois jogos da 1ª eliminatória da Taça UEFA, quando o F.C. Porto venceu o F.C. Barcelona por 3-1 nas Antas e sete dias depois, 1-0 em Camp Nou.
Em 1973 falava-se que ia para Inglaterra jogar para o Manchester United F.C., e que tinha planos para abrir um “pub” na Praça Velásquez. Todo isso terminou ao minuto 13 da 13ª jornada do campeonato de 1973/74 no dia 16 de Dezembro, quando depois de fazer um passe para Oliveira, Pavão caiu e não se levantou mais. Foi levado para o hospital de S.João onde 1 hora e meia depois foi anunciada a sua morte. O jogo continuou e o F.C. Porto venceu por 2-0 sobre o V. Setubal.
No final quando se soube que Pavão tinha morrido, o silêncio tomou conta das pessoas que enchiam as bancadas ao mesmo tempo que os jogadores procuravam consolo nos colegas. Foi esse o dia mais triste do Estádio das Antas e um dia que ainda hoje muitos portistas não esqueceram.
Pavão (por jogar com os braços bem abertos, ficou com essa alcunha já desde os tempos que jogava em Chaves), faleceu com 26 anos. Era um dos melhores futebolistas portugueses e o melhor no seu lugar de médio-centro. Representou o F.C. Porto durante 9 épocas, tendo disputado 229 partidas oficiais e 25 golos marcados.
Pavão representou ainda a Selecção Nacional por seis vezes.
Esta sepultado no mausoléu do F.C. Porto no cemitério de Agramonte.

Palmarés
1 Taça de Portugal
1 Taça Associação de Futebol do Porto

15 de junho de 2008

Drulovic

Ljubinko Drulovic nasceu no dia 11 de Setembro de 1968 em Nova Varos na Jugoslávia.
Fez a sua estreia a nível Professional no F.K. Zlatar Nova Varos na temporada de 1987/88. Na temporada seguinte transferiu-se para o F.K. Sloga Pozega. Em 1989/90 ingressou no F.K. Sloboda Uzice. Na temporada de 1990/91 passou a defender as cores do F.K. Rad Beograd.
Em 1992/93 chegou a Portugal para representar o Gil Vicente F.C., logo na primeira época ao serviço do clube de Barcelos disputou 32 jogos e apontou 10 golos. Na temporada seguinte continuou a ser um dos melhores jogadores da equipa gilista que já tinha marcado sete golos em doze jogos, começou a ser alvo de cobiça por parte das melhores equipas.
Em Dezembro de 1993 ingressou no Futebol clube do Porto.
Agarrou desde logo a titularidade e venceu a Taça de Portugal de 1993/94.
Na época seguinte, Drulovic sagrou-se pela primeira vez Campeão Nacional e conquistou por duas vezes a Supertaça Cândido de Oliveira, a primeira na finalissíma disputada no Estádio Municipal de Coimbra em que os Dragões venceram o S.L. Benfica por 4-3 na marcação de grandes penalidades após o prolongamento. A segunda Supertaça Cândido de Oliveira foi ganha em Paris, também na finalissíma e de novo com uma vitória sobre o S.L. Benfica, desta vez por 1-0.
Em 1995/96 vence de novo o Campeonato Nacional, onde marcou 8 golos em 31 jogos disputados.
Na temporada de 1996/97 e com a chegada do brasileiro Mário Jardel, Drulovic passou a marcar menos golos mas a fazer muitas assistências para o avançado brasileiro ser o melhor marcador do campeonato. No final da época sagrou-se novamente Campeão Nacional, sendo um dos jogadores que ajudaram o F.C. Porto pela primeira vez na sua história a ser Tri-Campeão.
Na época seguinte o domínio do F.C. Porto continuou e no final do campeonato foi uma vez mais Campeão Nacional, o que foi o Tetra-Campeonato para os Dragões. Nessa época juntou a conquista da Taça de Portugal.
Em 1998/99, Drulovic voltou a sagrar-se Campeão Nacional e inscreveu o seu nome na história do Futebol Clube do Porto como um dos poucos jogadores que estiveram em todos os campeonatos do Penta. Nessa temporada voltou a juntar a Supertaça Cândido de Oliveira ao campeonato conquistado.
Em 1999/2000 conquistou a Taça de Portugal e mais uma Supertaça Cândido de Oliveira.
Na temporada de 2000/01 voltou a conquistar a Taça de Portugal depois da vitória sobre o Marítimo S.C. por 2-0 na final do Jamor.
No final dessa época deixou os Dragões. Com a camisola do F.C. Porto Drulovic jogou durante 8 épocas e conquistou 14 Títulos, disputou 327 jogos oficiais e marcou 58 golos.
Em 2001/02 ingressou no S.L. Benfica. No clube lisboeta nem todo correu bem nas duas temporadas que por lá permaneceu e em 2003/04 mudou-se para o F.K. Partizan. Na época de 2004/05 regressou a Portugal para jogar pelo F.C. Penafiel, mas não chegou a terminar o campeonato já que em Dezembro de 2004 foi dispensado e terminou assim a sua brilhante carreira de futebolista.
Pela Selecção da Jugoslávia disputou 38 jogos e marcou 3 golos. Esteve presente no Campeonato do Mundo de 1998 e no Campeonato da Europa de 2000.
Em 2006/07 assumiu o comando técnico do G.D. Tourizense, na temporada seguinte orientou os sérvios do F.K. Banat e em 2008/09 rumou à Eslovénia para treinar o N.K. Drava. Em 2010 viagou para Angola para passar a ser o treinador do C.D. 1º de Agosto, clube que comandou durante dois anos e onde venceu a Supertaça de Angola em 2010. Em 2013 regressou ao seu país para orientar a Selecção Nacional de sub-19, pela qual ganhou o Campeonato da Europa. Em 2014 passou a orientar a Selecção principal. Depois orientou a Selecção da Macedónia e em 2015/16 voltou ao F.K. Partizan onde foi o técnico principal até Dezembro de 2015.

Palmarés como jogador
5 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
4 Taças de Portugal
5 Supertaças Cândido de Oliveira

Palmarés Como Treinador
1 Campeonato da Europa sub-19
1 Supertaça de Angola

1 de junho de 2008

Hernâni

Hernâni Ferreira da Silva nasceu no dia 1 de Setembro de 1931 em Águeda.
Começou por jogar futebol no Recreio de Águeda e desde logo apareceu o interesse dos grandes clubes portugueses com o Futebol Clube do Porto a levar Hernâni para a cidade Invicta.
A sua estreia com a camisola azul e branca foi no dia 28 de Janeiro de 1951 no Campo da Tapadinha em Lisboa onde os portistas perderam por 4-1 com o Atlético C.P. numa partida a contar para a 19ª jornada do Campeonato Nacional da época de 1950/51.
Representou sempre o F.C. Porto, tendo só uma curta incursão pelo G.D. Estoril Praia na época de 1952/53, quando foi obrigado a cumprir o serviço militar, mas com a condição de não defrontar os portistas.
Jogador polivalente no meio-campo, também jogava no ataque (marcou mais de 100 golos em toda a sua carreira). Fez parte de uma equipa onde sobressaíam nomes como: Pedroto, Miguel Arcanjo, Monteiro da Costa ou Jaburu.
Venceu dois Campeonatos Nacionais, em 1955/56 com o técnico brasileiro Yustrich, e em 1958/59 com o hungaru Bela Gutmann. Tendo Hernâni apontado 10 golos no primeiro título e 15 no segundo. Conquistou ainda duas Taças de Portugal (1955/56 e 1957/58) e a Taça Associação de Futebol do Porto por sete vezes.
Além das suas qualidades invulgares como futebolista, Hernâni tinha também um forte caracter e são bem conhecidos os problemas que tinha com o treinador Yustrich, que chegaram mesmo a confrontos físicos á entrada para os balneários (ainda por trás da baliza da superior sul do Estádio das Antas) num jogo em 1958. O chefe do exército, Santos Costa, ordenou então que Hernâni se apresentasse sempre nas Antas fardado, e assim foi, a farda era o escudo de Hernâni contra os maus humores de Yustrich.
Ainda num Sporting C.P. – F.C. Porto, marcou um grande golo que foi anulado pelo árbitro por já ter apitado para o… intervalo (o árbitro um tal de Inocêncio Calabote), Hernâni furioso chamou-lhe de tudo o que lhe veio à cabeça, valeu a rápida intervenção de Pedroto e o peso da consciência do árbitro para não ser expulso.
Foi um dos jogadores titulares na equipa portista que se estreou nas competições europeias ao defrontar os espanhois do Athletic Club Bilbao para a 1ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus na época de 1956/57.
Hernâni que jogou nos Dragões durante 13 temporadas, disputou 332 partidas oficiais, marcou 187 golos e conquistou 11 Títulos.
Vestiu ainda a camisola da Selecção Nacional com a qual disputou 28 partidas, tendo apontado 5 golos.
Retirou-se da carreira de futebolista em 1964, e quando José Maria Pedroto foi convidado para ser o treinador em 1966/67 exigiu que Hernâni fosse o director de futebol.
Mais tarde continuou ligado ao F.C. Porto em alguns cargos directivos.
Disse um dia: “Sabe, até Eusébio tinha grande admiração por mim, tratava-me por «Sr. Hernâni».
Hernâni tinha uma vida agradável quando a morte o levou, a 5 de Abril de 2001.

Palmarés
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
7 Taças Associação de Futebol do Porto

18 de maio de 2008

Jorge Costa

Jorge Paulo Costa Almeida nasceu no dia 14 de Outubro de 1971 o Porto.
Começou por jogar futebol no F.C. Foz, clube que representou até aos 13 anos.
Aos 14 ingressou nos juvenis do Futebol Clube do Porto onde passou por todos os escalões de formação até chegar a sénior.
Na temporada de 1990/91 estreou-se como sénior e foi emprestado ao F.C. Penafiel onde assumiu uma grande importância na equipa orientada por Victor Manuel para o clube assegurar a permanência. Na época seguinte de novo foi emprestado mas desta vez rumou à ilha da Madeira para jogar pelo Marítimo S.C.. Com a camisola do clube insular, Jorge Costa viveu um episódio caricato. No jogo contra o Futebol Clube do Porto no estádio dos Barreiros, marcou o único golo do encontro, mas na sua própria baliza. Foi um mau momento que com a ajuda dos colegas e do seu treinador, Paulo Autuori, ultrapassou. Nessa época no clube madeirense, Jorge Costa fez 31 jogos e falhou apenas 3 por castigo.
Na temporada de 1992/93 regressou ao Futebol Clube do Porto para fazer parte do plantel comandado pelo brasileiro Carlos Alberto Silva.
A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 25 de Agosto de 1992 no Estádio Municípal de Coimbra onde os portistas receberam e venceram o G.D. Estoril por 1-0, com Jorge Costa a ser o autor do golo da vitória, num jogo que contou para a 1ª jornada do Campeonato Nacional de 1992/93.
Jorge Costa representou o F.C. Porto durante treze temporadas. Teve uma breve passagem pelo futebol inglês quando esteve emprestado ao Charlton Athletic F.C. entre Dezembro de 2001 e Maio de 2002.
Foi o sucessor da mítica camisola com o numero 2 de João Pinto e também Capitão e foi nessa condição de líder que ergeu os principais troféus internacionais de clubes conquistados pelos azuis e brancos em 2003 e 2004.
Durante os 13 anos que jogou de Dragão ao peito, Jorge costa conquistou 24 Títulos, disputou 383 jogos oficiais e marcou 25 golos. Foi um dos jogadores que participou em todos os campeonatos do Penta.
Em 2005/06 Jorge costa passou a ser a quarta opçãp do treinador Co Adriaanse e apenas jogou as partidas particulares da pré-época e decide deixar o F.C. Porto e rumar à Bélgica para se juntar ao seu ex-companheiro do F.C. Porto, Sérgio Conceição, no Standard de Liége, clube onde viria a terminar a sua brilhante carreira de futebolista em Outubro de 2006.
Jorge Costa foi também Internacional por Portugal e vestiu a camisola das Quinas por 50 vezes tendo marcado 2 golos. Esteve presente no Campeonato da Europa de 2000 e no Campeonato do mundo de 2002.
Em Dezembro desse mesmo ano começa uma nova fase da sua vida ao ser treinador adjunto de Rogério Gonçalves no S.C. Braga, para em Fevereiro de 2007 assumir o comando técnico dos bracarenses. Manteve-se a treinador dos minhotos até que em Outubro o clube prescindiu dos seus serviços. Em 2008/09 assumiu o comando técnico do S.C. Olhanense e levou os algarvios de novo ao escalão máximo do futebol português, isto depois de se ter sagrado Campeão Nacional da 2ª Liga. Jorge Costa continuou em Olhão na temporada seguinte. No verão de 2010 passou a treinar a Académica de Coimbra, no entanto em dezembro desse mesmo ano abandonou o comando dos estudantes e ao mesmo tempo anunciou que deixaria o mundo do futebol. Mas o afastamento durou poucos meses porque em Maio de 2011 assinou pelos romenos do F.C. Cluj, onde conquistou o Campeonato Romeno. Em Abril de 2012 foi afastado pela direcção do comando técnico do clube romeno. Rumou depois ao Chipre para comandar o A.E.L. Limassol na temporada de 2012/13 e o Anorthosis Famagusta F.C. em 2013/14, no entanto regressa a Portugal em Fevereiro de 2014 para assumir o comando do F.C. Paços de Ferreira, consegue manter os pacensses na 1ª Liga mas deixa o clube no final da temporada. Em Julho de 2014 aceitou o convite da Federação do Gabão para ser o treinador da sua Selecção Nacional, cargo que ocupou até 2017. Passou depois pelo comando técnico dos tunisinos do C.S. Sfaxien e no inicío da época de 2017/18 regressou a Portugal para orientar o F.C. Arouca mas deixa o clube apenas três meses depois. Na temporada de 2017/18 rumou até França para passar a ser o treinador do Tours F.C.
No dia 25 de Julho de 2014 voltou a pisar o relvado do Estádio do Dragão e a vestir a camisola do Futebol Clube do Porto para o jogo de homenagem e despedida de Deco.

Palmarés como jogador
1 Taça Intercontinental
1 Liga dos Campeões
1 Taça UEFA
8 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
5 Taças de Portugal
8 Supertaças Cândido de Oliveira

Palmarés Como treinador
1 Campeonato Nacional da 2ª Divisão (Portugal)
1 Campeonato da Roménia

11 de maio de 2008

Américo

Américo Ferreira Lopes nasceu no dia 27 de Fevereiro de 1933 em Santa Maria de Lamas.
Começou a jogar futebol no clube da sua terra, o C.F. União de Lamas.
Ingressou no Futebol Clube do Porto no ano de 1950, quando contava 17 anos de idade, para jogar nos juniores. Na temporada de 1952/53 integrou o plantel principal dos azuis e brancos.
A sua estreia com a camisola dos dragões aconteceu no dia 21 de Dezembro de 1952 no Campo Estrela onde os portistas defrontaram o Lusitano Ginásio Clube de Évora, numa partida a contar para a 10ª jornada do Campeonato Nacional da época de 1952/53.
Américo disputou três partidas oficiais nessa temporada de 1952/53 e também na época seguinte, de 1953/54. Esteve depois dois anos a cumprir o serviço militar obrigatório em Abrantes. Em 1956/57 jogou, por empréstimo, no Boavista F.C. e regressou ao F.C. Porto na temporada seguinte onde apenas foi utilizado em jogos de caracter particular e de reservas.
Na época de 1958/59 disputou uma partida a contar para o Campeonato Nacional o que lhe valeu sagrar-se Campeão Nacional. A partir da temporada de 1961/62 passou a ser o guardião titular da baliza dos Dragões, lugar que manteve nas oito épocas seguintes.
No dia 16 de Setembro de 1964 foi o guarda-redes titular na equipa que conseguiu a primeira vitória do F.C. Porto nas competições europeias ao derrotar o Olimpique de Lyon por 3-0 no Estádio das Antas.
Na época de 1967/68, contribuiu para o F.C. Porto conquistar a Taça de Portugal ao derrotar na final o V. Setúbal por 2-1.
Conquistou ainda por sete vezes a Taça Associação de Futebol do Porto.
Vestiu a camisola da Selecção Nacional por 15 vezes e esteve presente no Campeonato do Mundo de Inglaterra de 1966, onde foi um dos três portistas do plantel Português. Nesse Mundial não foi utilizado, facto que o treinador Otto Glória confessou anos depois que o seu maior erro foi não ter dado a titularidade a Américo em vez de José Pereira quando retirou Carvalho.
Terminou a carreira na temporada de 1969/70, devido a uma grave lesão num joelho. O ultimo jogo oficial em que participou foi no dia 9 de Março de 1969 no Estádio da Luz quando o F.C. Porto visitou o S.L. Benfica, num jogo que contou para 0s 16 avos de final da Taça de Portugal de 1968/69. No dia 2 de Setembro desse mesmo ano foi homenageado no Estádio das Antas, num jogo de despedida perante o S.L. Benfica.

Palmarés
1 Campeonato Nacional da 1ª Divisão (Portugal)
1 Taça de Portugal
7 Taças Associação de Futebol do Porto

Agradecimento especial ao senhor Armando Pinto pela ajuda neste post

4 de maio de 2008

Alenitchev

Dmitri Anatolievic Alenitchev nasceu no dia 20 de Outubro de 1972 em Veliki Luki, Rússia.
Começou a sua carreira de futebolista Professional em 1990 no modesto F.C. Mashinostroitel Pskov. Em 1991 ingressou no F.K. Lokomotiv de Moscovo, onde se manteve até 1993. Em 1994 mudou-se para o F.K. Spartak de Moscovo onde ficou até 1998, foi no emblema moscovita que conquistou os primeiros títulos da sua carreira ao vencer por quatro vezes o campeonato russo e por duas vezes a Taça da Rússia. Em 1997 foi eleito o jogador do ano. As boas exibições no clube Russo, valeram-lhe a transferência para o A.S. Roma de Itália, onde jogou durante duas épocas. Em 1999/00 foi emprestado ao A.C. Perugia.
Na temporada de 2000/01 ingressou no Futebol Clube do Porto.
A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 9 de Agosto de 2000 no Estádio Constant Vanden Stock, em Bruxelas, onde os portistas defrontaram o R.S.C. Anderlecht no jogo da 1ª mão da 3ª eliminatória da Liga dos Campeões de 2000/01, jogo que os belgas venceram por 1-0.
Na primeira temporada venceu a Taça de Portugal ao derrotar o Marítimo S.C. por 2-0 na final, tendo sido o autor do segundo golo do jogo.
A temporada de 2001/02 começou com a conquista da Supertaça Cândido de Oliveira depois de levar de vencido o Boavista F.C. por 1-0.
Em 2002/03, os portistas dominaram e conquistaram o Campeonato Nacional, Venceram a Taça de Portugal ao derrotar na final o União de Leiria por 1-0 no estádio do Jamor. Mas o ponto alto da época foi a Final da Taça UEFA que o F.C. Porto disputou contra o Celtic F.C. em Sevilha e onde ganhou por 3-2, com Alenitchev a marcar o segundo golo dos Dragões.
Na temporada seguinte Alenitchev sagrou-se Bi-Campeão e venceu a Supertaça Cândido de Oliveira, mas a principal conquista da época aconteceu em Gelsenkirchen, na alemanha, onde se disputou a Final da Liga dos Campeões, com o F.C. Porto a derrotar o A.S. Mónaco por 3-0 e mais uma vez com um golo de Alenitchev. O jogador Russo tornou-se um dos poucos jogadores a marcar golos em finais internacionais consecutivas.
No final da temporada de 2003/04 Dmitri Alenitchev deixou o F.C. Porto. Jogou de Dragão ao peito durante quatro épocas, disputou 129 jogos oficiais, marcou 23 golos e conquistou 8 Títulos.
Na temporada seguinte regressou ao seu pais de origem e ingressou no F.K. Spartak de Moscovo onde terminou a sua brilhante carreira de futebolista no dia 4 de Maio de 2008.
Alenitchev representou a Selecção da Rússia por 55 vezes e marcou 6 golos. esteve presente no Campeonato do Mundo de 2002 e no Campeonato da europa de 2004.
Em 2011 abraçou a carreira de treinador. Começou por comandar a formação de sub-19 da Selecção russa, ingressou depois no F.K. Arsenal Tula e no inicio da temporada de 2015/16 assumiu o comando do F.K. Spartak Moscovo, tendo levado o clube moscovita ao título de Campeão da Russia em 2016/17. Em 2017/18 mudou de ares para treinar o F.C. Yenisey.
No dia 25 de Julho de 2014 voltou a pisar o relvado do Estádio do Dragão e a vestir a camisola do Futebol Clube do Porto no jogo de homenagem e despedida de Deco.

Palmarés como Jogador
1 Liga dos Campeões
1 Taça UEFA
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
2 Supertaças Cândido de Oliveira
3 Campeonatos da Rússia

Palmarés como Treinador
1 Campeonato da Russia

27 de abril de 2008

Acácio Mesquita

Acácio Pereira Mesquita nasceu no dia 18 de Julho de 1909 no Porto.
Aos 10 anos de idade o seu pai inscreveu-o como sócio do Futebol Clube do Porto e entrou na escola de infantis do clube portista, onde recebeu os ensinamentos de Abel Aquino, que dirigia a escola de infantis.
Desde cedo revelou habilidade para a prática do futebol, pelo que ascendeu à primeira categoria de infantil onde foi Campeão.
Passou depois para as terceiras categorias que disputavam o Campeonato Regional. Aí ficou uma época, passando as segundas categorias, que correspondiam à equipa B.
Duas épocas mais tarde passaria ao grupo de honra. Mas antes, já tinha sido seleccionado para o Porto – Lisboa. Entretanto o avançado Resberg regressa ao seu país e Acácio Mesquita é chamado a preencher aquela vaga, fixando-se definitivamente no lugar de avançado-centro da categoria de honra do Futebol Clube do Porto.
A estreia na equipa principal dos Dragões aconteceu no dia 27 de Março de 1927 no Campo do Lima onde os portistas defrontaram e empataram com o Sport Progresso, numa partida a contar para a 7ª jornada do Campeonato do Porto.
Aos 17 anos é internacional, suplente, em Milão, Paris e Sevilha. Depois foi Internacional contra a Espanha e França.
Acácio Mesquita fez parte do grande meio-campo portista juntamente com Waldemar Mota e Pinga. Os três foram apelidados de “os três diabos do meio-dia” quando por alturas do natal de 1933 o Futebol Clube do Porto defrontou e venceu as melhores equipas da Europa, jogos que foram disputados ao meio-dia.
Em futebol foi duas vezes Campeão Nacional. Mas foi também um praticante de atletismo ao mais alto nível. Conservou durante oito anos o recorde nacional de triplo salto e foi Campeão Regional de triplo salto, salto em comprimento, 110 metros barreiras e 4 x 100 metros.
Fez ainda parte da equipa de basquetebol, onde demonstrou igualmente valor invulgar.
Um atleta com tão rico palmarés não pode ficar ignorado na história do Futebol Clube do Porto.
Faleceu no dia 30 d Maio de 1945. Encontra-se sepultado no mausoléu do F.C. Porto no cemitério de Agramonte.

Palmarés
1 Campeonato Nacional 1ª Divisão (Portugal)
1 Campeonato de Portugal
11 Campeonatos do Porto

20 de abril de 2008

José Maria Pedroto

José Maria Pedroto nasceu no dia 21 de Outubro de 1928 em Lamego.
Quando tinha sete anos, o seu pai que era militar, foi colocado num quartel na cidade do Porto e levou toda a família consigo. Quando o pai morreu, Pedroto foi para o Colégio Araújo Lima perto do Campo da Constituição onde começou a dar os primeiros pontapés na bola se calhar tentando imitar o seu ídolo da altura, o jogador do Futebol Clube do Porto, chamado Pinga.
Quando tinha 10 anos a família mudou-se para Pedras Rubras e fundou juntamente com um grupo de amigos o F.C. Pedras Rubras onde era o Presidente e também o capitão da equipa de futebol.
Com 18 anos de idade começou a jogar nos juniores do Leixões S.C. actuava no meio-campo onde começou a demonstrar todo o seu talento. Sobre um jogo da sua carreira nos juniores do Leixões S.C. contou um curioso episódio: “No final de um jogo disputado no Bessa, a certa altura pedi a bola ao guarda-redes, driblei quantos adversários me apareceram pela frente, incluindo o guarda-redes contrário e, sozinho, parei a bola em cima do risco da baliza. Ufano, puxei os calções, alisei o cabelo e, cheio de sobranceria, toquei o esférico com o calcanhar para dentro da baliza. No fim do desafio os colegas levaram-me aos ombros para as cabinas. Mas o treinador Armando Martins pregou-me um sermão que até me fez chorar. Nunca mais esqueci essa lição de que um futebolista deve jogar para a sua equipa e não para a galeria”.
Depois veio a obrigação para prestar serviço militar no Algarve mais propriamente em Tavira onde ingressou na Escola de Sargentos Milicianos. Foi jogar para o Lusitano de Vila Real de Santo António que na altura estava na 1ª divisão. Na época seguinte o Lusitano ficou em ultimo lugar mas Pedroto atraiu as atenções primeiro do C.F. Belenenses que lhe ofereceu 25.000 escudos e mais 25.000 ao Lusitano. Antes de assinar contrato com os azuis de Belém, apareceu o Futebol Clube do Porto que lhe fez uma oferta de 80.000 escudos mas Pedroto já tinha dado a sua palavra aos homens do C.F. Belenenses e não voltou atrás. Era um jogador muito rápido e fazia grandes passes para os seus companheiros, apesar de não ter uma compleição física por aí além, possuía um enorme talento e técnica.
Na época de 1952/53 de novo o F.C. Porto insistiu para o levar para a cidade invicta, Pedroto pediu 150.000 escudos e os portistas aceitaram no que foi a mais cara transferência até então no futebol português.
a sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 28 de Setembro de 1952 no Campo da Amorosa em Guimarães onde os portistas visitaram o Vitória S.C. e venceram por 1-0, num jogo que contou para a 1ª jornada do Campeonato Nacional de 1952/53.
Na época de 1955/56 o F.C. Porto, sob o comando técnico de Dorival Yustrich, terminou com um jejum de 15 anos sem vencer o campeonato sangrando-se Campeão Nacional e também conquistou a Taça de Portugal ao vencer na final o S.C. União Torreense. Pedroto alinhou em 24 jogos e marcou 2 golos.
Na época de 1956/57 os portistas disputaram a Taça dos Clubes Campeões Europeus, na primeira presença do clube azul e branco nas provas europeias, Pedroto foi um dos jogadores títulares da equipa que defrontou os espanhois do Athletic Club Bilbao na 1ª eliminatória que os bascos venceram.
Em 1958/59 repetiu a conquista no campeonato nacional, já com Bela Guttman a treinador tendo José Maria Pedroto alinhado em apenas 5 partidas.
No final da temporada de 1959/60, pôs um ponto final na sua carreira de jogador.
Esteve no Futebol Clube do Porto oito temporadas onde foi Campeão Nacional por duas vezes e venceu uma Taça de Portugal.
Passou imediatamente a treinador tendo assumido o comando técnico das camadas jovens do F.C. Porto e também dos juniores da Selecção Nacional onde conquistou o Torneio Internacional da UEFA. Passa depois para treinador da Académica de Coimbra onde esteve duas épocas, seguindo-se depois o Leixões S.C. e o Varzim S.C. em 1965/66.
Na temporada de 1966/67 realizou o seu sonho ao tornar-se treinador da equipa principal do Futebol Clube do Porto. Esteve três épocas nas Antas onde conquistou uma Taça de Portugal em 1967/68 ao derrotar na final o Vitória de Setúbal por 2-1.
Logo depois da saída algo atribulada do F.C. Porto, Pedroto ingressou no Vitória de Setúbal onde permaneceu no comando técnico da equipa por 5 épocas. Sob o seu comando, os sadinos não conquistaram nenhum título, mas ficaram por uma vez em segundo lugar, três terceiros lugares e um quarto lugar, e atingiu por duas vezes os quartos de final da Taça UEFA.
Na época de 1974/75 mudou-se para o Boavista F.C. onde permaneceu duas épocas. Nessas duas épocas acumulou o cargo de treinador da Selecção Nacional.
Na temporada de 1976/77 Pedroto regressa ao Futebol Clube do Porto e Vence a Taça de Portugal ao derrotar o S.C. Braga na final.
Na época seguinte sagrou-se Campeão Nacional e o F.C. Porto quebrou o longo jejum de 19 anos sem ganhar o campeonato.
Em 1978/79 levou o F.C. Porto ao título de Bi-Campeão.
Na época seguinte ficou em segundo lugar a escassos dois pontos do Sporting C.P. que ganhou o campeonato. No final dessa temporada, Pedroto foi afastado do comando técnico dos portistas pelo então Presidente Amérido Sá.
Em 1980/81 ingressou no Vitória de Guimarães já com o campeonato na 9ª jornada mas ainda assim levou a equipa ao 5º lugar no final da época.
Na temporada seguinte continuou ao serviço dos vimarenenses e terminou o campeonato com um quarto lugar.
Para a época de 1982/83 e já com Jorge Nuno Pinto da Costa na presidência do Futebol Clube do Porto, Pedroto regressa ao clube das Antas.
Na época seguinte conquista a Taça de Portugal ao vencer na final o Rio Ave F.C. por 4-1. No entanto à 10º jornada do Campeonato Nacional, Pedroto foi obrigado a deixar de orientar os portistas por causa de lhe ser diagnosticado um cancro. Em Janeiro de 1984 foi para Londres onde viria a ser internado, e deixa o comando dos Dragões a António Morais. Em Maio e já em casa, assistiu à final da Taça dos Vencedores das Taças entre o F.C. Porto e a Juventus F.C. de Itália, onde os transalpinos foram mais felizes.
No dia 7 de Janeiro de 1985 e com 56 anos de idade, José Maria Pedroto acabou por não conseguir vencer a doença que o levou do mundo dos vivos. Ficou sepultado no cemitério de Agramonte, no mausoléu do Futebol Clube do Porto.

Palmarés como jogador
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
1 Taça de Portugal
3 Taças Associação de Futebol do Porto

Palmarés como treinador
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
5 Taças de Portugal
1 Taça Associação de Futebol do Porto

13 de abril de 2008

Futre

Paulo Jorge dos Santos Futre nasceu no dia 26 de Fevereiro de 1966 no Montijo.
Foi na sua terra que começou a dar nas vistas quando jogava futebol de cinco na equipa do Cancela do Montijo.
Aos 15 anos entrou para a formação do Sporting C.P. e na época de 1983/84 estreou-se na equipa principal do clube leonino onde desde cedo demonstrou o seu valor. Tendo consciência que já era um jogador importante para a equipa, Paulo Futre propôs a renovação do contrato com uma melhoria de ordenado. Os dirigentes sportinguistas não aceitaram, e apareceu o Futebol Clube do Porto interessado em o levar para as Antas onde assinou um contrato condizente com as suas reais qualidades por 3 épocas.
No inicio da temporada de 1984/85 ingressou no F.C. Porto. A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 26 de Agosto de 1984 no Estádio das Antas quando os portistas receberam e venceram o Rio Ave F.C. por 3-0, num jogo a contar para a 1ª jornada do Campeonato Nacional de 1984/85.
No clube azul e branco sagrou-se Campeão Nacional em 1984/85 e 1985/86, conquistou duas Supertaças Cândido de Oliveira em 1984/85 e 1986/87.
Foi um dos jogadores de todo o plantel portista que mais contribuiu com preciosas assistências para o goleador Fernando Gomes vencer a Bota de Ouro de 1984/85.
Apesar de na temporada de 1986/87 o Futebol Clube do Porto não ter vencido o campeonato, essa foi a época em que Futre mais brilhou. Com exibições de grande nível no Campeonato Nacional, foi no entanto a nível internacional que viria a brilhar com mais intensidade. Pela primeira vez na sua história o Futebol Clube do Porto disputava uma final da Taça dos Clubes Campeões Europeus e igualmente Futre estreava-se numa final europeia. Nesse jogo contra os alemães do F.C. Bayern Munique, Paulo Futre deixou bem vincado todo o seu encanto perante o olhar de toda a Europa do futebol. Os Dragões venceram por 2-1 e sagraram-se Campeões Europeus.
No final dessa brilhante época deixou as Antas e rumou ao Atlético de Madrid, uma transferência que valeu aos Dragões 630 mil contos.
Ao serviço do F.C. Porto, Futre jogou durante 3 temporadas. Conquistou 5 Títulos, disputou 115 jogos oficiais e marcou 33 golos.
Em Espanha Futre continuou a espalhar a sua arte pelos relvados. Venceu duas Taças do Rei (1990/91 e 1991/92) e passou a ídolo dos colchoneros.
A meio da temporada de 1991/92 ingressou no S.L. Benfica, com a RTP a adiantar o dinheiro para a contratação, onde venceu uma Taça de Portugal. No final do ano deixou o clube da luz onde se despediu com a seguinte frase: “O ambiente no balneário era mau, como eu compreendo Pacheco e Paulo Sousa! Aquele Benfica é... nada!”.
Na época seguinte foi para França jogar no Olympique de Marselha mas não chegou a estar uma temporada inteira no clube francês já que com a época a decorrer rumou a Itália para assinar pela A.C. Reggiana. Mas na estreia com a camisola do clube italiano o azar bateu-lhe à porta e sofreu uma grave lesão. Recuperou e mudou-se para o A.C. Milan em 1995/96, na temporada seguinte nova mudança de clube e de país para jogar em Inglaterra no West Ham United F.C.. Mas já estava numa fase de declínio tendo mesmo anunciado o final da sua carreira. Mas pouco depois regressou ao futebol e ao Atlético de Madrid, mas só o fez durante uma temporada, porque viajou para o outro lado do mundo para jogar no Yokohama F.M. do Japão, clube pelo qual conquistou a Taça do Japão. Depois dessa experiência abandonou em definitivo a carreira de futebolista quando corria o ano de 1998.
Futre também representou várias vezes a Selecção Nacional. Foi internacional por 41 vezes e esteve presente no Campeonato do Mundo de 1986 no México.
Depois de pendurar as chuteiras, Futre regressou ao Atlético de Madrid para assumir o cargo de Director Desportivo, lugar que ocupou até 2003.

Palmarés
1 Taça dos Campeões Europeus
2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
1 Taça de Portugal
2 Supertaça Cândido de Oliveira
2 Taças de Espanha
1 Campeonato de Itália
1 Taça do Japão

6 de abril de 2008

Tri-Campeões


Esta semana a homenagem é para todos os jogadores, equipa técnica, e dirigentes do Futebol Clube do Porto que ajudaram a conquistar mais um Campeonato Nacional, e o segundo Tri-Campeonato da história do clube azul e branco.

30 de março de 2008

Sérgio Conceição

Sérgio Paulo Marceneiro Conceição nasceu no dia 14 de Novembro de 1974 em Coimbra.
Começou a jogar futebol nas escolas de formação da Associação Académica de Coimbra onde passou pelos sub-13, sub-15 e sub-17.
Em 1991/92 ingressou no Futebol Clube do Porto.
Jogou duas temporadas nos sub-19 e na época de 1993/94 passou à categoria de sénior e foi emprestado ao F.C. Penafiel. Em 1994/95 e também por empréstimo passou pelo F.C. Leça. Na época seguinte esteve ainda emprestado ao F.C. Felgueiras.
Em 1996/97 regressou ao F.C. Porto para integrar o plantel principal treinado por António Oliveira.
Logo no seu primeiro ano de Dragão ao peito Sérgio Conceição sagrou-se Campeão Nacional e venceu a Supertaça Cândido de Oliveira.
Na temporada seguinte a sua importância foi ainda mais evidente, e voltou a sagrar-se Campeão Nacional tendo apontado oito golos no campeonato, ainda juntou a vitória na Taça de Portugal ao derrotar o S.C. Braga por 3-1 na final disputada no estádio do Jamor.
As boas exibições ao serviço do Futebol Clube do Porto valeram-lhe a transferência para a S.S. Lazio por 10 milhões de euros. Nas épocas de 1998/99 e 1999/2000 ao serviço do clube italiano venceu na primeira época a Taça dos Clubes Vencedores das Taças ao derrotar os espanhóis da R.C. Deportivo Mallorca por 2-1, ao que juntou a conquista da Supertaça italiana. Na segunda época ao serviço dos romanos venceu o campeonato italiano, a Taça de Itália e a Supertaça Europeia. Na época seguinte ingressou no Parma F.C. onde manteve o estatuto de titular. Na temporada de 2001/02 transferiu-se para o Inter de Milão clube que representou durante duas temporadas, mas que perdeu influencia e a titularidade na equipa. Regressou ao S.S. Lazio na época de 2003/04 e repetiu a vitória na Taça de Itália, mas na reabertura do mercado de transferências rescindiu o contracto que o ligava ao clube italiano.
Em Janeiro de 2004 regressou ao F.C. Porto para voltar a sagrar-se Campeão Nacional.
No final da temporada de 2003/04 deixou os Dragões. com a camisola azul e branca, Sérgio Conceião conquistou 5 Títulos, disputou 89 jogos oficiais e marcou 11 golos.
Na temporada seguinte rumou à Bélgica para ingressar no Standard Liége. Na primeira temporada ao serviço dos belgas, foi considerado o melhor jogador da época 2004/05. No final da época de 2006/07 deixou o Standard Liége para ir jogar no Kuwait na equipa Al-Qadsia S.C. onde permaneceu até ao final do ano de 2007. Em 2008 viajou para a Grécia onde se juntou ao treinador Fernando Santos no PAOK de Salónica, clube em que terminou a sua carreira de futebolista em Novembro de 2009.
Passou depois a Director-Técnico do clube grego em 2009/10.
Em 2010/11 regressou à Bélgica e ao Standard de Liége para assumir o cargo de treinador-adjunto. Em Janeiro de 2012 assumiu o comando técnico do S.C. Olhanense. Alguns problemas com o presidente do clube algarvio marcaram a sua estadia em Olhão e foi sem grande surpresa que em Janeiro de 2013 bateu com a porta e abandonou o Algarve. Poucos meses depois assumiu o comando técnico da Académica de Coimbra. Na época de 2014/15 passou a orientar o S.C. Braga e na temporada seguinte passou a treinou o V. Guimarães. Em Dezembro de 2016 rumou a França para ser o novo treinador do F.C. Nantes. Pegou na equipa gaulesa quando estava abaixo da linha de água para terminar o campeonato no sétimo lugar e logo de seguida deixou o emblema francês.
No inicio da temporada de 2017/18 foi apresentado como treinador do F.C. Porto e no final dessa época sagrou-se Campeão Nacional, tornando-se no quinto treinador portista a vencer o Campeonato Nacional como treinador e como jogador. Na temporada de 2018/19 começou com a conquista da Supertaça Cândido de Oliveira, sendo o segundo treinador portista a vencer a prova como jogador e treinador, o primeiro foi Rui Barros.
Sérgio Conceição vestiu também a camisola da Selecção Nacional por 56 vezes e marcou 12 golos. Estreou-se em 1996 no estádio das Antas num jogo contra a Ucrânia que Portugal venceu por 1-0, sendo na altura orientado por Artur Jorge. Esteve presente no Campeonato da Europa de 2000 disputado na Bélgica/Holanda onde brilhou no jogo contra a Alemanha quando foi o autor dos três golos com que a Selecção de Portugal derrotou os alemães. Marcou também presença no Campeonato do Mundo de 2002 da Coreia/Japão onde Portugal acabou por não ser feliz.
No dia 25 de Julho de 2014 voltou a pisar o relvado do Estádio do Dragão e a vestir a camisola do Futebol Clube do Porto para o jogo de homenagem e despedida a Deco.

Palmarés como jogador
1 Taça dos Clubes Vencedores das Taças
1 Supertaça Europeia
3 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
1 Campeonato de Itália
1 Taça de Portugal
1 Taça de Itália
1 Supertaça Cândido de Oliveira
1 Supertaça de Itália

Palmarés como treinador
1 Campeonato Nacional da 1ª Divisão (Portugal)
1 Supertaça Cândido de Oliveira

24 de março de 2008

Artur de Sousa (Pinga)

Artur de Sousa (Pinga), nasceu no dia 30 de Setembro de 1909 no Funchal.
Começou a sua carreira ao serviço do Marítimo S.C. e não demorou a despertar a cobiça dos dirigentes do Futebol Clube do Porto, onde chegou nos finais do ano de 1930. A sua contratação pelo clube azul e branco esteve envolta em alguma polémica, tendo mesmo os dirigentes do clube maritimista acusado o F.C. Porto de falsificação de documentos.
A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 8 de Novembro de 1931 no Campo da Constituição onde os portistas venceram o Boavista F.C. por 10-2, num jogo a contar para a 1ª jornada do Campeonato do Porto da época de 1931/32, e onde Pinga se estreou também nos golos ao marcar o quinto tento dos portistas.
Pinga desde cedo começou a cativar os adeptos portistas já que era dono de uma técnica invejável, tinha um fantástico domínio de bola e era um jogador completo porque tanto atacava como ajudava a defender.
Formava o grande meio-campo do Futebol Clube do Porto nos anos 30 juntamente com Acácio Mesquita e Valdemar Mota, que ficaram conhecidos como: “os três diabos do meio-dia”. O nome apareceu depois de na época do natal de 1933 o F.C. Porto ter disputado 2 jogos, o primeiro contra uma Selecção de Budapeste em que os portistas venceram por 7-4. Uma semana mais tarde foi a vez de realizar novo jogo mas desta vez contra uma das equipas mais poderosas da altura, o First de Viena. O jogo foi ao meio-dia, e o F.C. Porto venceu por 3-0. Sobre isso, Pinga disse o que pensava antes da sua despedida como futebolista: “Nós os três... Aquilo é que era jogar... Que desculpem a vaidade, mas parece-me que nunca mais se arranjam três rapazes da bola tão intimamente ligados a acertar na borracha. Se até nós, às vezes, nem sabíamos como aquilo era...”.
Foi durante muitos anos considerado como o melhor jogador português de futebol, e tinha uma grande importância para a Selecção de Portugal onde se estreou no dia 30 de Novembro de 1930 para defrontar a Selecção da Espanha. Pinga vestiu por 19 vezes a camisola das Quinas e apontou 7 golos.
Em Julho de 1946 foi a festa da despedida de Pinga com a realização de um jogo contra uma Selecção que era formada por jogadores do Sporting C.P., C.F. Belenenses, Académica de Coimbra e S.L. Benfica. Quando deixou o terreno de jogo do Estádio do Lima, estava emocionado e com lágrimas nos olhos por toda aquela multidão também emocionada, lhe estar a acenar com lenços e a gritar o seu nome.
Depois da despedida, Pinga tornou-se treinador e iniciou o percurso no Tirsense onde viveu mais um momento de glória quando a sua equipa eliminou o Sporting C.P. da Taça de Portugal. Regressou ao Futebol Clube do Porto para ser treinador adjunto e mais tarde tomou conta dos mais jovens para ensinar aquilo que tão bem tinha feito enquanto futebolista.
Pinga esteve 15 anos ao serviço do F.C. Porto, disputou 331 partidas oficiais e marcou 314 golos.
Faleceu em 1963. Esta sepultado no mausoléu do Futebol Clube do Porto no cemitério de Agramonte.

Palmarés
5 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
1 Campeonato de Portugal
13 Campeonatos do Porto
3 Campeonatos do Funchal

16 de março de 2008

Teófilo Cubillas

Teófilo Juan Cubillas Arizaga nasceu no dia 8 de Março de 1949 em Puente Piedra no Peru.
Foi uma das estrelas máximas do futebol peruano da década de 70 e um dos melhores futebolistas sul-americanos de todos os tempos.
Iniciou a sua carreira no Alianza de Lima. Com apenas 16 anos teve a sua estreia na equipa principal e logo no ano seguinte, em 1966, foi o melhor marcador do campeonato com um registo de 19 golos. Voltou a repetir o feito em 1970 ao apontar 22 golos no campeonato.
Em 1972 foi eleito o melhor jogador sul-americano relegando para o segundo lugar Pelé. Nesse mesmo ano foi o marcador máximo da Taça dos Libertadores da América e na época seguinte foi contratado pelo F.C. Basel da Suiça onde apenas permaneceu 6 meses mas que foi o bastante para se sagrar campeão suiço e vencer a Supertaça da Suiça.
Na temporada de 1973/74 transferiu-se para o Futebol Clube do Porto.
A sua estreia com a camisola dos dragões aconteceu no dia 10 de Fevereiro de 1974 no Estádio Alfredo da Silva , no Barreiro, onde os portistas empataram 0-0 com o G.D. CUF, num jogo a contar para a 19ª jornada do Campeonato Nacional de 1973/74.
Ainda deu o seu contributo na conquista da Taça de Portugal de 1976/77 ao alinhar nas duas primeiras eliminatórias que os portistas venceram contra o Académico de Viseu F.C. e depois contra o S.C. Alba. Nesses dois jogos Cubillas marcou 2 golos, 1 em cada partida.
Cubillas foi autor de grandes golos que ainda hoje são recordados pelos adeptos que tiveram o privilégio de o verem jogar, adeptos esses que o consideram o melhor jogador estrangeiro que já passou por Portugal.
Durante 4 temporadas, Cubillas, foi o dono da camisola numero 10 azul e branca. Apontou 65 golos em 108 jogos oficiais.
Em 1977 regressou ao seu país para voltar a defender as cores do Alianza de Lima por 2 anos onde se sagrou Bi-Campeão. No ano de 1979 rumou aos Estados Unidos para jogar pelos Fort Lauderdale Strikers, nos cinco anos em que vestiu a camisola do clube da Florida venceu o Título de Campeão Norte-Américano de 1985, marcou 59 golos e converteu-se no melhor goleador da história do clube. Deixou o clube em 1985 quando já tinha 35 anos.
Retirou-se oficialmente em 1986 com 36 anos de idade, num jogo em que participaram diversas estrelas do mundo inteiro.
Em 1987, depois da tragédia em que morreram todos os jogadores do Alianza de Lima, Cubillas voltou a jogar pelo seu clube e retirou-se definitivamente em 1988, mas deixando bem patente que a sua forma, classe e capacidade técnica permanecia intacta.
Cubillas também brilhou com a camisola da sua Selecção. Em 1970 o Peru qualificou-se para o Campeonato do Mundo a realizar no México depois de ter eliminado a Argentina que fazia parte do seu grupo. No Mundial o Peru chegou aos quartos-de-final onde foi eliminado pelo Brasil por 4-2 com os golos peruanos a serem apontados por Cubillas. O Mundial de 1974 disputou-se sem a presença da Selecção Peruana que não conseguiu a qualificação, mas venceu no ano seguinte a Copa América. Em 1978 o Campeonato do Mundo teve lugar na Argentina e depois de na primeira fase a Selecção do Peru ter ficado em primeiro lugar, com Cubillas a apontar 3 golos, não foram alem da segunda fase. O último Mundial em que Cubillas participou foi no ano de 1982 em Espanha, mas a Selecção Peruano ficou em ultimo lugar no grupo.
Em Março de 2012 visitou a Cidade do Porto e também o Estádio do Dragão. Foi homenageado pelos antigos colegas de equipa e pelo Presidente do F.C. Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa.
Actualemte Teófilo Cubillas vive na Florida onde tem uma escola de futebol para jovens.

Palmarés
1 Copa América
2 Campeonatos do Peru
1 Liga Suiça
1 Campeonato Norte-Américano
1 Taça de Portugal
1 Supertaça da Suiça

9 de março de 2008

João Pinto

João Domingos da Silva Pinto nasceu no dia 21 de Novembro de 1961 em Vilar do Andorinho, Vila Nova de Gaia.
Começou a jogar futebol no Clube de Futebol de Oliveira do Douro quando tinha 12 anos.
Aos 14 anos ingressou no Futebol Clube do Porto, e enquanto fazia a sua formação no clube das Antas jogou em todas as posições, excepto a guarda-redes.
Na temporada de 1980/81 passou a fazer parte da equipa sénior. a sua estreia a sénior com a camisola dos Dragões, aconteceu no dia 1 de Dezembro de 1981 no Estádio da Luz, em Lisboa, onde os portistas defrontaram o S.L. Benfica no jogo da 1ª mão da Supertaça Cândido de Oliveira de 1981/82, João Pinto entrou aos 70 minutos para o lugar de Teixeira.
Nessa temporada conquistou a Supertaça Cândido de Oliveira e ainda a Taça Associação de Futebol do Porto.
Em 1982/83 já com Pedroto a treinador, João Pinto conseguiu a titularidade a lateral direito.
Na época de 1983/84 venceu de novo a Taça Associação de Futebol do Porto e a Supertaça Cândido de Oliveira, conquistou também a sua primeira Taça de Portugal ao derrotar o Rio Ave F.C. no estádio do Jamor por 4-1. Apenas duas semanas mais tarde marcava presença na cidade Suiça de Basileia para defrontar a Juventus F.C. de Itália na Final da Taça dos Vencedores das Taças, infelizmente a equipa portista não conseguiu levar de vencida a formação italiana, no que foi a primeira final europeia do emblema azul e branco.
Em 1984/85 e 1985/86 sagrou-se Campeão Nacional, ao que juntou mais uma Supertaça Cândido de Oliveira.
Em 1986/87 o Futebol Clube do Porto venceu a Supertaça Cândido de Oliveira, mas mais importante do que isso sagrou-se Campeão Europeu na cidade de Viena na Áustria ao derrotar na Final os alemães do F.C. Bayern Munique por 2-1. Ficou para a história o facto de João Pinto ter recebido a Taça, por ser o capitão da equipa, e não mais a largar. Sobre isso, o ex-capitão disse recentemente o seguinte: “Ainda bem que fiz isso da outra vez, porque passados 20 anos ainda apareço sempre com a taça na cabeça… (risos) Se a tivesse partilhado na altura, se calhar hoje já ninguém se lembrava de mim. Assim, ainda vão falando de mim (risos)”.
Na época seguinte, 1987/88, já sob o comando de Tomislav Ivic e com João Pinto sempre a lateral direito, o Futebol Clube do Porto venceu a Taça Intercontinental no dia 13 de Dezembro em Tóquio no Japão ao vencer os Uruguaios do C.A. Peñarol por 2-1. O terreno de jogo em vez de apresentar o verde da relva, estava completamente branco pela neve que continuou a cair com o decorrer do desafio. Um mês mais tarde jogou-se a segunda mão da Supertaça Europeia no estádio das Antas contra os holandeses do F.C. Ajax. O Futebol Clube do Porto partia em vantagem pois tinha ganho o jogo da 1ª mão por 1-0, resultado que repetiu no jogo disputado nas Antas e que valeu a conquista de mais um troféu Internacional para João Pinto. No final dessa temporada o F.C. Porto sagrou-se Campeão Nacional e venceu a Taça de Portugal ao derrotar na final o Vitória de Guimarães por 1-0.
Foi Campeão em 1989/90 de novo sob o comando técnico de Artur Jorge.
Em 1990/91 venceu a Taça de Portugal e mais uma Supertaça Cândido de Oliveira.
Nas temporadas de 1991/92 e 1992/93 sagrou-se Bi-Campeão já com o treinador brasileiro, Carlos Alberto Silva e venceu de novo a Supertaça Cândido de Oliveira.
Na época de 1993/94 conquistou a Taça de Portugal. Já na tribuna de honra onde os jogadores portistas receberam a Taça, com João Pinto à frente como Capitão, foram bombardeados por centenas de garrafas e pedras arremessados da bancada central, ainda assim o Capitão João Pinto não se coibiu de erger a Taça de Portugal.
Esteve ainda nos três primeiros dos cinco títulos conquistados pelo Futebol Clube do Porto, nas épocas de 1994/95 a 1998/99, juntando mais três Supertaças Cândido de Oliveira.
No final da temporada de 1996/97 decidiu por um ponto final na sua brilhante carreira futebolista, e na apresentação do plantel portista aos sócios da época seguinte, despediu-se dos adeptos de uma maneira simbólica quanto entregou a camisola com o numero 2 e a braçadeira de capitão a Jorge Costa.
Com a camisola do F.C. Porto, João Pinto conquistou 27 Títulos, disputou 587 partidas oficiais e marcou 20 golos nas 16 épocas o mais alto nível com a camisola azul e branca.
Foi o único jogador Português a ter a honra de ser capitão de uma Selecção Mundial aquando da festa de despedida de Zico, isto depois de já ter feito parte também da mesma Selecção Mundial na festa de Platini.
Foi internacional por 70 vezes e marcou presença no Campeonato da Europa de França em 1984 e no Campeonato do Mundo do México em 1986.
A despedida da Selecção aconteceu no local que sempre o idolatrou, no estádio das Antas, quando Portugal defrontou e derrotou a Ucrânia por 1-0 em 1996.
Terminada a sua carreira como jogador de futebol, João Pinto assumiu em 1997/98, o comando técnico da equipa de juniores do Futebol Clube do Porto, lugar que manteve durante sete temporadas.
Em 2004/05 foi convidado para fazer parte da equipa principal onde desempenhou durante dois anos a função de observador passando depois a treinador adjunto da equipa técnica liderada por Jesualdo Ferreira.
Na temporada de 2010/11 passou pelo comando técnico do S.C. Covilhã. Seguiu-se em 2012/13 o G.D. Chaves, tendo levado o clube flaviense à vitória no Campeonato Nacional da 2ª Divisão.
Em 2016 regressou ao F.C. Porto para fazer parte da direcção e assumir a função de Conselheiro de Administração.

Palmarés como jogador
1 Taça Intercontinental
1 Taça dos Clubes Campeões Europeu
1 Supertaça Europeia
9 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
4 Taças de Portugal
9 Supertaças Cândido de Oliveira
2 Taças Associação de Futebol do Porto

Palmarés como treinador
1 Campeonato Nacional 2ª Divisão (Portugal)

2 de março de 2008

Zahovic

Zlatko Zahovic nasceu no dia 1 de Fevereiro de 1971 na cidade de Maribor na Jugoslávia.
Começou a jogar futebol nas camadas jovens do N.K. Kovinar Maribor e em 1989 estreou-se nos seniores do F.K. Partizan de Belgrado onde conquistou o campeonato da Jugoslávia em 1992/93, sendo essa a ultima temporada em que representou o clube de Belgrado. Na temporada seguinte chegou a Portugal para ingressar no V. Guimarães, jogou três épocas nos vimaranenses onde ganhou notoriedade e despertou o interesse dos grandes clubes nacionais.
No inicío da temporada de 1996/97 transferiu-se para o Futebol Clube do Porto.
A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 11 de Setembro de 1996 no Estádio San Siro em Itália onde os portistas visitaram e venceram o A.C. Milan por 3-2, num jogo a contar para a 1ª jornada do Grupo D da Liga dos Campeões de 1996/97.
Ao serviço dos azuis e brancos esteve três épocas. Sagrou-se por três vezes Campeão Nacional, venceu uma Taça de Portugal ao derrotar o S.C. Braga na final, e ainda juntou duas Supertaças Cândido de Oliveira conquistadas nas épocas de 1996/97 e 1998/99. Disputou 118 jogos oficiais e marcou 42 golos.
No final da temporada de 1998/99, os principais clubes europeus começaram a mostrar interesse no jogador portista, entre eles o Valência C.F. e Zahovic ficou desde logo iludido com o clube espanhol. Mas o seu destino acabou por ser a Grécia ao transferir-se para o Olympiakos de Atenas onde ajudou a conquistar o Campeonato da Grécia. Mas o relacionamento com o então treinador da equipa grega acabou por não ser o melhor e o jogador esloveno deixou o clube para se mudar para o tão desejado Valência F.C.. Em Espanha esteve na época de 2000/01, onde não conseguiu ganhar qualquer título e só a chegada à final da Liga dos Campeões se destaca. Na época de 2001/02, regressou a Portugal para ingressar no S.L. Benfica, onde se manteve quatro temporadas, vencendo Taça de Portugal (2003/04) e o Campeonato Nacional (2004/05). Em Janeiro de 2005 deixa os lisboetas e depois de ficar algum tempo afastado dos relvados decide voltar a jogar no N.K. Limbus Pekre e foi no pequeno clube Eslovéno que terminou a sua carreira em 2009.
Zahovic representou a Selecção da Eslovénia por 80 vezes e marcou 35 golos. Esteve presente no Campeonato da Europa de 2000 e no Campeonato do mundo de 2002.
Em 2014 passou a assumir a função de Director desportivo do N.K. Maribor.

Palmarés
4 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
1 Campeonato da Grécia
2 Taças de Portugal
2 Supertaças Cândido de Oliveira