domingo, 27 de Dezembro de 2009

José Monteiro da Costa

Em 1906 José Monteiro da Costa regressou de Inglaterra fascinado pelo mesmo desporto que encantara António Nicolau de Almeida há mais de uma década e resolveu criar uma equipa de futebol. Foi então que o seu amigo lhe falou do projecto que iniciara em 1893, e José Monteiro da Costa não hesitou.
Membro de uma associação denominada Grupo do Destino, sugeriu aos seus colegas que embarcassem com ele na aventura, ao que a maioria acedeu. Terminava o Grupo do Destino e renascia o Futebol Clube do Porto, em Agosto de 1906, assumindo desde logo uma faceta de clube eclético, no qual se praticavam também atletismo, boxe, cricket, halterofilismo, pólo aquático e natação.

quinta-feira, 24 de Dezembro de 2009

Feliz Natal


domingo, 20 de Dezembro de 2009

Jorge Andrade

Jorge Manuel Almeida Gomes de Andrade nasceu no dia 9 de Abril de 1978 em Lisboa.
Começou nas camadas jovens do Estrela da Amadora para na temporada de 1997/98 dar o salto para o plantel principal dos tricolores. Durante as três épocas em que vestiu a camisola dos estrelistas foi ganhando notoriedade e começou a despertar a cobiça dos grandes do futebol.
Em 2000/01 chegou ao Futebol Clube do Porto onde conquistou nessa temporada a Taça de Portugal com uma vitória sobre o Marítimo na final do Jamor por 2-0.
A época seguinte começou com a conquista da Supertaça Cândido de Oliviera e Jorge Andrade esteve directamente ligado à vitória já que foi ele o autor do único golo da partida com que o F.C. do Porto derrotou o Boavista F.C.
No verão de 2002 foi transferido para o R.C. Deportiva de La Coruña. No clube galego, Jorge Andrade esteve durante cinco temporadas onde venceu uma Supertaça de Espanha.
No dia 21 de Abril de 2004, regressou ao Porto para defrontar o seu antigo clube no primeiro jogo das meias-finais da Liga dos Campeões. No entanto não foi feliz já que acabou por ser expulso.
Em 2006 sofreu uma grave lesão que o impediu de estar presente no Campeonato do Mundo de Futebol na Alemanha. Jorge Andrade já tinha marcado presença no Mundial da Coreia/Japão de 2002 e também no Campeonato da Europa de 2004.
Na temporada de 2007/08 rumou a Itália para representar a Juventus. Em Setembro de 2007 sofreu nova lesão grave no mesmo joelho esquerdo que o obrigou a uma paragem prolongada. Em Abril de 2009 o clube italiano anunciou a rescisão do contrato com o jogador.
Em Julho de 2009 o defesa central esteve a treinar à experiência no Málaga, mas acabou por não convencer os responsáveis do clube espanhol que agradeceram o profissionalismo, esforço e a dedicação do jogador português.

Palmarés
1 Taça de Portugal
1 Supertaça Cândido de Oliveira
1 Supertaça de Espanha

domingo, 13 de Dezembro de 2009

Simplício e o Emblema

Augusto Baptista Ferreira, mais conhecido por Simplício, foi um jogador do Futebol Clube do Porto que ficou na história do clube por ter desenhado o emblema como o conhecemos nos dias de hoje.
O emblema original do FC Porto era uma bola de futebol antiga de cor azul, com as inicias FCP em banco.
Na Assembleia Geral realizada no dia 26 de Outubro de 1922, foi decidido alterar o emblema e a bandeira. O símbolo do clube passou a ter as armas que D. Maria II atribuiu ao Porto por Carta Régia em Janeiro de 1837. Estas são compostas por um escudo esquartejado que possui as armas reais (sete castelos e cinco quinas, tendo cada uma cinco besantes no interior) no primeiro e quarto quartéis e as antigas armas da cidade do Porto (a Virgem segurando o Menino, ladeados por duas torres) no segundo e terceiro quartéis, tendo no centro, sobre o ponto onde se unem os quatro quartéis, um coração, que representa o precioso legado que D. Pedro IV (pai de D. Maria II) deixou à cidade - segundo a sua vontade, o seu coração encontra-se guardado numa urna de prata na Igreja da Lapa. A orlar o escudo encontra-se o Colar e Grã-Cruz da Antiga e Muito Nobre Ordem da Torre e Espada de Valor Lealdade e Mérito, do qual pende a respectiva medalha (na qual estão escritas essas mesmas palavras: valor, lealdade e mérito). Sobre o escudo está a Coroa Ducal e o Dragão negro do poder, pertencente às antigas armas dos Senhores Reis destes Reinos, em cujo pescoço está uma fita com a palavra Invicta, título que D. Maria II atribuiu ao Porto, acrescentando-o aos que a cidade já possuía - Antiga, Mui Nobre e Sempre Leal.

domingo, 6 de Dezembro de 2009

Fernando Santos

Fernando Manuel da Costa Santos nasceu no dia 10 de Outubro de 1954 em Lisboa.
Como futebolista passou pelo Benfica, depois o Marítimo e seguiu-se o Estoril, onde terminou a carreira de jogador e deu inicia à de treinador em 1987/88. No Estoril, Fernando Santos manteve-se durante sete temporadas, até se mudar para o Estrela da Amadora em 1994/95. Conseguiu a melhor classificação de sempre do clube ao terminar o campeonato no 7º lugar em 1997/98.
Em 1998/99 transferiu-se para o Futebol Clube do Porto e começou logo por vencer a Supertaça Cândido de Oliveira com uma vitória sobre o Braga. No campeonato deu continuidade ao trabalho efectuado até então por Bobby Robson e depois por António Oliveira, e levou os portistas à conquista de mais um Campeonato Nacional, tornando-se Penta-Campeões, o que valeu a Fernando Santos a alcunha de “Engenheiro do Penta”.
A temporada seguinte começou com mais uma Supertaça conquistada, desta vez com uma dupla vitória sobre o Beira Mar. E terminou com o triunfo na Taça de Portugal sobre o Sporting na finalíssima por 2-0, depois do empate 1-1 no primeiro jogo.
Em 2000/01, Fernando Santos voltou a levar o FC Porto à vitória na Taça de Portugal depois de derrotar o Marítimo por 2-0, na última vez que orientou os Dragões.
Na temporada seguinte rumou à Grécia para comandar o AEK de Atenas, seguindo-se o Panathinaikos.
Em 2003/04 regressou a Portugal para orientar o Sporting mas sem grande sucesso. No final da temporada voltou à Grécia e ao AEK onde se manteve durante duas temporadas.
Na época de 2006/07 voltou a Portugal mas desta vez para comandar o Benfica onde voltou a não ser feliz, tendo sido dispensado após a segunda jornada do Campeonato Nacional.
Voltou à Grécia ainda na temporada de 2007/08 para ser treinador do PAOK de Salónica, clube que orienta actualmente.

Palmarés
1 Campeonato Nacional
2 Taças de Portugal
2 Supertaças Cândido de Oliveira

domingo, 29 de Novembro de 2009

Bosingwa

José Bosingwa da Silva nasceu no dia 24 de Agosto de 1982 em Mbandaka na Republica Democrática do Congo, (antigo Zaire).
Era ainda criança quando chegou a Portugal e foi viver para Seia. Começou a dar os primeiros passos na sua carreira de futebolista nas camadas jovens do A.D. de Fornos de Algodres até que em 1997/98 foi jogar para os juniores do Boavista F.C.
Em 2000/01 Fez a sua estreia a sénior no S.C. Freamunde onde esteve uma época emprestado pelos axadrezados, para regressar ao Bessa na temporada seguinte onde permaneceu durante duas épocas.
Em 2003/04 transferiu-se para o Futebol Clube do Porto onde começou logo por conquistar a Supertaça Cândido de Oliveira e mais tarde sagrou-se Campeão Nacional, juntou ainda a vitória na Liga dos Campeões. Nada mau para a primeira temporada vestido de azul e branco.
Na temporada seguinte repetiu a vitória na Supertaça e no dia 12 de Dezembro de 2004 inscreveu o seu nome nos vencedores da Taça Intercontinental.
Em 2005/06 voltou a vencer o Campeonato Nacional e conquistou pela primeira vez a Taça de Portugal.
Na temporada seguinte venceu mais uma Supertaça e voltou a sagrar-se Campeão Nacional, título que voltou a repetir em 2007/08, o que foi a sua ultima época com a camisola dos Dragões.
Em 2008/09 Bosingwa trasferiu-se para o Chelsea de Inglaterra e as vitórias continuaram a acompanhar o jogador que venceu a Taça de Inglaterra. E já nesta época de 2009/10 esteve na conquista da Supertaça de Inglaterra.
Bosingwa é também um dos actuais titulares indiscutíveis da Selecção Nacional. Esteve presente nos Jogos Olímpicos de Atenas de 2004 e no Campeonato da Europa de 2008.

Palmarés:
1 Taça Intercontinental
1 Liga dos Campeões
4 Campeonatos de Portugal
1 Taça de Portugal
3 Supertaças Cândido de Oliveira
1 Taça de Inglaterra
1 Supertaça de Inglaterra

domingo, 22 de Novembro de 2009

Geraldão

Geraldo Dutra Pereira, Mais conhecido por Geraldão, nasceu no dia 24 de Abril de 1963 em Governador Valadares no Estado de Minas Gerais, Brasil.
Começou a jogar futebol aos 12 anos no Sport Clube Rio Doce, um clube da sua terra natal. Com 16 anos transferiu-se para o Cruzeiro de Belo Horizonte. Dois anos mais tarde tentou a sorte no Qatar onde durante três temporadas defendeu as cores do Al Árabe. Regressou depois ao Cruzeiro já com 21 anos, mas também com mais experiência.
No inicio da temporada de 1987/88 Chegou ao Futebol clube do Porto e depressa se tornou titular. Conquistou o Campeonato Nacional, a Taça de Portugal e a Taça Intercontinental logo na primeira temporada.
Em 1989/90 voltou a sagrar-se Campeão Nacional e venceu a Supertaça.
Na época seguinte conquistou a sua segunda Taça de Portugal.
Em 1991/92 transferiu-se para o Paris SG e na temporada seguinte mudou-se para o Clube América do México, para em 1993 regressar ao Brasil. Primeiro representou o Grémio e depois o Portuguesa dos Desportos.
Ainda nesse ano de 1993 terminou a sua carreira, por um lado devido a uma lesão antiga que se vinha a agravar, por outro era já vontade do jogador arrumar as botas por volta dos seus 30 anos.
Foi internacional pela Selecção do Brasil por 9 vezes e esteve presente na Copa América de 1987 onde realizou duas partidas.
Depois de abandonar a carreira de futebolista Geraldão passou pelo Ipatinga, regressou ao FC Porto para fazer parte da equipa técnica da equipa b e voltou depois ao Brasil para orientar o Clube de Regatas Brasil de Alagoas.

Palmarés:
1 Taça Intercontinental
2 Campeonatos de Portugal
2 Taças de Portugal
1 Supertaça Cândido de Oliveira

segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Estádio do Dragão


O Estádio do Dragão festeja hoje o seu 6º aniversário.
A casa do Futebol Clube do Porto foi classificada como sendo de Grau A, a mais alta distinção de qualidade atribuída pela UEFA, o que quer dizer que pode ser palco de qualquer evento futebolístico nacional e internacional.
Foi também o primeiro estádio da Europa a conseguir a certificação «GreenLight», conferida pelo Comissão Europeia (através da ADENE – Agencia para a Energia), premiando o esforço realizado em termos de utilização racional energética e na qualidade de iluminação.
O momento alto aconteceu com a festa de inauguração, passando à cerimonia de abertura do Euro 2004, sem falar nos jogos do F.C. do Porto em todas as competições, e não esquecendo festas de comemoração de títulos, onde já jorrou o champanhe do «Tetra» ou da recepção a campeões europeus com a chegada de Gelsenkirchen. É também aqui que se realiza a Milha do Dragão e foi desvendado o bólide que veste de azul e branco na Superleague Formula, sem esquecer a velocidade da Race of Champions. O líder portista divulgou o livro «Largos Dias têm 100 Anos». As 24 Horas TMN e os Rolling Stones deram música da classe e várias empresas de topo e multinacionais escolheram o Dragão para os seus eventos. Stockmarket, World Cyber Games, S. João, bênção das pastas, festas infantis, anúncios televisivos e visitas guiadas fazem com que a «Cidade das Antas», como foi baptizada pelo Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa, tenha vindo revitalizar a zona oriental da cidade.

domingo, 8 de Novembro de 2009

Nóbrega

Francisco Lage Pereira Nóbrega nasceu no dia 14 de Abril de 1942 em Vila Real.
Jogou nas camadas jovens do Futebol Clube do Porto e quando foi promovido a sénior, na temporada de 1961/62, foi emprestado ao Tirsense, para regressar em definitivo aos Dragões na temporada seguinte. A estreia foi bastante promissora já que Nóbrega, com apenas 21 anos, acabou o campeonato com 10 golos apontados.
A sua segunda temporada com a camisola do FC Porto já foi a época em que se afirmou como um dos titulares indiscutíveis.
Em 1964 foi pela primeira vez chamado a representar a Selecção Nacional num jogo contra a Espanha, em que Portugal venceu por 2-1. Viria ainda a vestir a camisola das quinas por mais 3 ocasiões, tendo-se despedido no dia 12 de Novembro de 1967 numa partida contra a Noruega, com o resultado a ser favorável a Portugal por 2-1.
Na temporada de 1967/68 viveu o ponto alto da sua carreira ao conquistar a Taça de Portugal. Os portistas foram à Final do Jamor vencer o Vitória de Setúbal por 2-1, com Nóbrega a ser o autor de um dos golos.
No final da temporada de 1973/74 colocou um ponto final na sua carreira de futebolista.
Passou depois mais tarde a treinador tendo orientado o Feirense, entre outros clubes de divisões secundárias.

Palmarés:
1 Taça de Portugal

domingo, 1 de Novembro de 2009

Doriva

Dorival Guidoni Junior, mais conhecido como Doriva, nasceu no dia 28 de Maio de 1972 em Nhandeara do Estado de São Paulo, Brasil.
Começou a carreira profissional no São Paulo no ano de 1991. Esteve depois emprestado ao Anapolina e mais tarde ao Goiânia.
Em 1993 regressou ao São Paulo onde viveu os primeiros momentos de glória ao estar nas conquistas da Taça dos Libertadores da América, Recopa Sul-Américana, Supertaça Libertadores e Mundial Interclubes.
No ano de 1995 mudou-se para o modesto XV de Piracicaba da 3ª divisão brasileira. Ainda nesse ano Doriva transferiu-se para o Atlético Mineiro e voltou às vitórias com a conquista da Taça Conmebol em 1997.
No início da temporada de 1997/98 transferiu-se para o Futebol Clube do Porto. No plantel orientado por António Oliveira ganhou a titularidade e passou a ser um dos pilares da equipa portista que venceu o Campeonato Nacional e a Taça de Portugal.
Na temporada seguinte repetiu a conquista do Campeonato Nacional ao que juntou a vitória na Supertaça. No final dessa época deixou o F.C. do Porto para ingressar na Sampdoria, mas não partiu sem ter deixado a sua marca. Em Agosto de 98 os Dragões receberam e venceram o Sporting por 3-2, Doriva foi o autor dos três golos com três remates espantosos que despacharam os leões.
Em Itália manteve-se apenas uma temporada, depois foi para Espanha para vestir a camisola do Celta de Vigo durante duas temporadas.
Em 2002/03 rumou a Inglaterra para ingressar no Middlesbrough, clube onde se manteve durante quatro temporadas e onde conquistou a Taça da Liga em 2004.
Na época de 2006/07 esteve dois meses ao serviço do Blackpool até que regressou ao Brasil para se juntar ao América de São Paulo. Depois mudou-se para o Mirassol, mas Doriva sempre tinha o sonho de terminar a carreira no São Paulo.
Em 2008 foi-lhe detectada uma arritmia cardíaca durante os exames médicos no Mirassol e foi impedido de jogar. Mais tarde voltou a ser observado e o problema foi confirmado. Como Doriva tinha antecedentes na família com o mesmo problema cardíaco resolveu colocar um ponto final na carreira quando contava 35 anos.
Doriva representou por 14 vezes a Selecção do Brasil. Estreou-se no dia 27 de Abril de 1995 e esteve presente no Campeonato do Mundo de Futebol de França de 1998.

Palmarés:
2 Campeonatos de Portugal
1 Taça de Portugal
1 Supertaça Cândido de Oliveira
1 Taça da Liga Inglessa
1 Taça dos Libertadores da América
1 Recopa Sul-Américana
1 Supertaça Libertadores
1 Mundial Interclubes
1 Taça Conmebol

segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Jaime Magalhães

Jaime Fernandes Magalhães nasceu no dia 19 de Julho de 1962 na cidade do Porto.
Ingressou nas camadas jovens do Futebol Clube do Porto na época de 1976/77, para no dia 21 de Setembro de 1980 fazer a estreia como sénior no estádio do Bessa num jogo em que o F.C. do Porto defrontou o Boavista.
Jaime Magalhães esteve ao serviço dos Dragões durante 15 temporadas consecutivas, desde 1980/81 até 1994/95.
Foi por 7 vezes Campeão Nacional, Venceu 4 Taças de Portugal, 8 Supertaças Cândido de Oliveira, com o ponto alto da carreira a chegar no ano de 1987 altura em que ajudou a conquistar a Taça dos Clubes Campeões Europeus e a Taça Intercontinental ao que juntou a Supertaça Europeia.
Na temporada de 1995/96 transferiu-se para o Leça FC onde terminou a carreira de futebolista nessa mesma época.
Foi internacional por 20 vezes, tendo marcado presença no Europeu de França de 1984 e no Mundial do México de 1986.

Palmarés:
1 Taça dos Clubes Campeões Europeus
1 Taça Intercontinental
1 Supertaça Europeia
7 Campeonatos de Portugal
4 Taças de Portugal
8 Supertaças Cândido de Oliveira

segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

Dr. Sardoeira Pinto

Fernando Arnaldo Sardoeira Pinto nasceu no dia 29 de Agosto de 1933 no Porto.
Filho de um industrial gráfico e de uma professora primária, estudou desde criança na cidade do Porto até que aos 21 anos entrou na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, tendo-se formado doutor em 1964. Ainda era estudante universitário quando foi admitido como jornalista no jornal “Diário do Norte”, isto em 1957, no entanto chegou a chefiar o mesmo jornal alguns anos mais tarde.
Portista desde miúdo, um amor ao Futebol Clube do Porto que herdou dos seus pais, como chegou a referir, desde cedo que foi eleito para uma denominada Assembleia Delegada, constituída pelos sócios mais antigos e dedicados e dessa forma sempre se manteve a par da vida do FC Porto, até chegar a ter algum protagonismo no ultimo mandato do Presidente Pinto de Magalhães.
Em 1971, foi convidado a assumir o cargo de Presidente da Direcção da Associação de Futebol do Porto. Aceitou o convite e passou a defender o interesse dos clubes da região do Porto.
Foi mais tarde irradiado por causa de uma péssima arbitragem numa Final de juniores entre o FC Porto e o Sporting, que os leões venceram por 2-1. Logicamente que saiu em defesa do FC Porto por este pertencer à Associação que presidia. O caso durou vários meses e quase ao fim de um ano o Secretário de Estado da Juventude e Desporto deu como provado que não foram dadas legalmente todas as condições para que o Dr. Sardoeira Pinto tivesse uma defesa eficaz e julgou o caso como nulo e de nenhum efeito.
Em 1977 voltou à Associação e foi de novo eleito para Presidente da Direcção. Terminado esse mandato passou a Presidente da Assembleia Geral da Associação de Futebol do Porto, mas afastou-se do futebol quando também esse mandato terminou.
Foi depois eleito Sócio Honorário do FC Paços de Ferreira como agradecimento pela forma com actuou enquanto esteve à frente dos destinos da Associação.
Em 1982 com a eleição de Jorge Nuno Pinto da Costa para Presidente do FC Porto, o Dr. Sardoeira Pinto assumiu a presidência da Assembleia Geral do clube, lugar que ainda hoje mantém.
Em 1991 foi nomeado pelo Conselho Cultural do FC Porto, Dragão de Ouro e Dirigente do Ano.
Em 1994 foi também eleito e por unanimidade, Presidente Honorário do FC Porto.
“Fiquei muito emocionado, como continuo a estar. Foi um prémio especial, algo que para mim é extraordinário: a consideração e a amizade dos meus consócios. Ser eleito Presidente Honorário do FC Porto foi uma consagração, depois destes anos que levo ao serviço do Clube.
Como tenho dito muitas vezes e não me canso de repetir, representar o FC Porto é uma das maiores honras que experimentei na minha vida. E quando digo representar o FC Porto digo também representar a massa associativa.
Por outro lado, devo dizer que a minha vida tem conhecido bons momentos e este foi certamente um deles. Em termos desportivos, foi, sem duvida, o melhor da todos, quando na minha segunda casa, na minha segunda família recebi esta consagração que me envaidece.
Ao Reinaldo Teles e ao Prof. Dr. Vieira de Carvalho foi feita justiça: a mim, foi-me dada uma honra que endosso, naturalmente, aos consócios e me permite, conforme o Presidente da Direcção já disse, afirmar uma coisa muito importante: quem é honorária é a massa associativa do FC Porto, pelo que é, pelo que vale e pelo que representa”.

domingo, 18 de Outubro de 2009

Associação dos Dragões Transmontanos‏


A pedido do amigo Fernando Moreira

segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Freitas

Fernando José Antónia Freitas Alexandrino, mais conhecido apenas como Freitas, nasceu no dia 21de Julho de 1947 na cidade de Lobito, Angola.
Iniciou a carreira de futebolista no Lusitano de Lobito e mais tarde transferiu-se para o Belenenses na temporada de 1967/68, tendo representado o clube lisboeta até à época de 1975/76. No último ano em que representou os azuis de Belém, Freitas alinhou na Selecção Europa- América, que defrontou um misto Rio de Janeiro-São Paulo, em dois encontros disputados, um no Maracanã e outro na Baía.
Na temporada de 1976/77 transferiu-se para o Futebol Clube do Porto. Depois de uma primeira época onde alterou a titularidade e em que venceu a Taça de Portugal, depois da vitória na Final sobre o Braga por 1-0. Freitas foi um dos principais jogadores no onze titular de José Maria Pedroto que venceu os dois campeonatos em 1977/78 e 1978/79, e também uma Supertaça.
Em 1983/84 deixou o FC Porto e rumou ao Algarve para ingressar no Portimonense, clube onde terminou a sua carreira.

Palmarés:
2 Campeonatos Nacionais
1 Taça de Portugal
1 Supertaça Cândido de Oliveira

Um agradecimento especial ao dragão vila pouca e ao Armando Pinto pela colaboração

segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

Jacques

Jacques Pereira nasceu no dia 3 de Fevereiro de 1955 em Casabalnca, Marrocos.
Despontou para o futebol em Vila Real do Santo António ao serviço do Lusitano FC, clube onde fez a toda a sua formação e onde se estreou como sénior na época de 1972/73. Na temporada seguinte mudou-se para o Farense, onde permaneceu durante duas temporadas. Seguiu-se o Famalicão, onde jogou quatro épocas, para em 1979/80 vestir a camisola do Braga durante dois campeonatos.
Em 1981/82 ingressou no Futebol Clube do Porto e foi o melhor marcador do Campeonato Nacional com 29 golos apontados em 30 jogos. Nas quatro temporadas em que representou os Dragões, Jacques ainda venceu 1 Taça de Portugal e 2 Supertaças, uma delas em que foi a principal figura ao apontar 3 golos na vitória por 4-1 com que o Futebol Clube do Porto venceu o Benfica no jogo da 2ª mão, depois da derrota por 2-0 em Lisboa.
Na Temporada de 1985/86, Jacques regressou ao Braga. Seguiu-se o Covilhã, depois novamente ingressou no Lusitano FC, para terminar a sua carreira na época de 1991/92 ao serviço do Castromarinense.

Palmarés
1 Taça de Portugal
2 Supertaças Cândido de Oliveira

segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

116 Anos


A todos os Portistas, que desde o dia 28 de Setembro de 1893 e ao longo dos anos fizeram com que o Futebol Clube do Porto tenha hoje a grandeza que tem. Muitos Parabéns.

domingo, 20 de Setembro de 2009

Artur Jorge

Artur Jorge Braga de Melo Teixeira nasceu no dia 13 de Fevereiro de 1946 na cidade do Porto.
Começou a jogar futebol nas camadas jovens do Futebol Clube do Porto, sendo Campeão Nacional em 1962/63 pelos juniores. Na temporada de 1964/65 estreou-se na equipa principal dos Dragões mas uma grave lesão afastou-o durante um grande período de tempo dos relvados. Na temporada seguinte mudou-se para Coimbra onde viria a representar a Académica durante 4 temporadas. Depois em 1969/70 transferiu-se para o Benfica, onde foi por 4 vezes Campeão Nacional, venceu 2 Taças de Portugal e foi por 2 vezes o melhor marcador do campeonato.
Em 1975/76 ingressou no Belenenses onde voltou a sofrer mais uma grave lesão que o fez retirar-se da carreira de futebolista.
Foi depois para a Alemanha tirar o curso de treinador e quando regressou foi convidado por José Maria Pedroto a fazer parte da sua equipa técnica no Futebol Clube do Porto. No entanto pouco depois Pedroto e o então Presidente portista, Américo de Sá, desentenderam-se e Pedroto foi para Guimarães levando consigo Artur Jorge.
Em 1981/82 passou a treinador principal do Portimonense, onde esteve durante duas temporadas.
Na temporada de 1984/85 Artur Jorge regressou ao FC Porto para ser o treinador principal, e não poderia ter sonhado com melhor destino já que se sagrou Campeão Nacional, título que voltaria a repetir na temporada seguinte assim como a conquista da Supertaça na época de 1985/86.
Em 1986/87 Artur Jorge tornou-se no primeiro treinador nacional a conquistar a Taça dos Clubes Campeãos Europeus depois do FC porto ter vencido na Final de Viena os alemães do Bayern Munique por 2-1.
Na temporada seguinte rumou a Paris para orientar o Matra Racing onde se manteve durante duas épocas.
Em 1989/90 voltou às Antas para de novo levar o FC Porto à conquista do Título Nacional e da Supertaça. Na temporada seguinte venceu a Taça de Portugal.
Depois voltou a partir para França para comandar o Paris SG onde venceu uma Taça de França e um campeonato francês. Em 1994/95 Voltou a Portugal mas desta vez para treinar o Benfica onde não ganhou nada. Saiu no final da temporada para se tornar no técnico da Selecção da Suíça. Passou ainda pelo comando da Selecção de Portugal, pelo Tenerife, voltou ao Paris SG, depois seguiu-se o Vitesse, Al Nassr. Em 2001/02 foi campeão na Arábia Saudita pelo Al Hilal. Na temporada seguinte regressou a Portugal para treinar a Académica. Depois passou pelo Spartak de Moscovo, Camarões, Créteil e Irão. No entanto nunca mais conseguiu ter o êxito que alcançou quando foi treinador do Futebol Clube do Porto.

Palmarés como jogador:
4 Campeonatos de Portugal
2 Taças de Portugal

Palmarés como treinador:
1 Taça dos Campeões Europeus
3 Campeonatos de Portugal
2 Supertaças Cândido de Oliveira
1 Taça de Portugal
1 Campeonato de França
1 Taça de França
1 Campeonato da Arábia Saudita

segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

Maniche

Nuno Ricardo Oliveira Ribeiro, mais conhecido como Maniche, nasceu no dia 11 de Novembro de 1977 em Lisboa.
Começou a dar os primeiros passos no futebol nas camadas jovens do Benfica e em 1995/96 estreou-se na equipa principal. Foi depois emprestado ao Alverca, clube onde permaneceu durante três épocas para regressar de novo ao Benfica em 1999/2000. No início tudo parecia correr bem para o jogador até que começaram a surgir alguns problemas de ordem disciplinar. E assim foi sem grandes surpresas que no verão de 2002/03, Maniche ingressou a custo zero no Futebol Clube do Porto.
Começou desde logo a ser um dos jogadores mais influentes na equipa orientada por José Mourinho, e nessa primeira temporada com a camisola do FC Porto venceu tudo o que tinha para vencer. Campeonato Nacional, Taça de Portugal e a Taça UEFA, que foi sem duvida o momento alto da época.
Para a temporada de 2003/04 a história voltou a repetir-se com mais uma conquista do Campeonato Nacional, uma Supertaça Nacional e a vitória na Liga dos Campeões.
Em 2004/05 Maniche começou por vencer mais uma Supertaça Nacional à qual juntou a Taça Intercontinental, conquistada no Japão defronte do Once Caldas da Colômbia.
No final dessa época foi vendido ao Dínamo de Moscovo por 16 milhões de euros. Mas na equipa de Moscovo não foi feliz e foi emprestado ao Chelsea de Inglaterra, onde voltou a encontrar José Mourinho.
Na temporada seguinte transferiu-se para o Atlético de Madrid onde permaneceu durante três temporadas. Pelo meio foi emprestado ao Inter de Milão a meia da época de 2007/08.
Em 2009/10 rumou à Alemanha para ingressar no FC Colónia onde joga actualmente.

Representou ainda a Selecção de Portugal no Euro 2004, onde apontou dois golos, e no Mundial 2006, que também foi o autor de dois golos e foi eleito como um dos 10 jogadores mais valiosos da competição.

Palmarés:
1 Taça Intercontinental
1 Liga dos Campeões
1 Taça UEFA
2 Campeonatos de Portugal
1 Taça de Portugal
2 Supertaças Cândido de Oliveira

domingo, 6 de Setembro de 2009

Lisandro López

Lisandro López nasceu no dia 2 de Março de 1983 em Rafael Obligado na zona de Buenos Aires, Argentina.
Jogou nas camadas jovens do Racing Club e em 2002/03 estreou-se na equipa principal do clube de Avellaneda. Em 2004 foi o melhor marcador do Torneio Apertura com 12 golos de sua autoria. O que despertou o interesse de muitos clubes europeus.
No início da temporada de 2005/06 chegou ao Futebol Clube do Porto onde foi um dos principais jogadores para a conquista do Campeonato Nacional e também da Taça de Portugal.
Na época seguinte começou por vencer a Supertaça e terminou com a vitória no segundo Campeonato Nacional consecutivo.
Em 2007/08 teve um papel fundamental na equipa portista ao apontar 24 golos em 27 jogos a contar para o campeonato, o que lhe valeu o título de melhor marcador e de novo a conquista do Campeonato Nacional.
Na época de 2008/09 voltou a ajudar o FC Porto a ganhar o campeonato caseiro e tornou-se um dos cinco jogadores portistas a sagrarem-se Tetra-Campeões. Voltou a ser importante na conquista da Taça de Portugal ao apontar o golo que valeu a vitória aos Dragões na Final contra o Paços de Ferreira.
No final da temporada foi transferido para o Olympique de Lyonnais onde continua a marcar golos.

Palmarés
4 Campeonatos de Portugal
2 Taças de Portugal
1 Supertaça Cândido de Oliveira

domingo, 23 de Agosto de 2009

Zé Beto

José Alberto Teixeira Ferreirinha, mais conhecido por Zé Beto, nasceu no dia 21 de Fevereiro de 1960 em Matosinhos.
Começou por jogar futebol nas camadas jovens do Pasteleira onde deu nas vistas e propulsionou uma disputa pelos seus serviços entre o Leixões e o Futebol Clube do Porto, com os portistas a levarem a melhor e a conseguirem levar o jovem guarda-redes para as Antas no inicio da temporada de 1978/79.
No entanto Zé Beto tinha a forte concorrência de Fonseca e de Tibi no FC Porto e acabou por ser emprestado ao Beira-Mar. Na época de 1979/80 regressou definitivamente aos Dragões mas teve de esperar até 1983 para se estrear como titular da baliza portista. Então desde essa altura a sua importância no onze titular não parou de crescer e foi fundamental no sucesso do FC Porto.
Na temporada de 1983/84 venceu pela primeira vez a Taça de Portugal, titulo que valeu ao FC Porto disputar na temporada seguinte a Taça dos Vencedores das Taças, competição que os portistas foram finalistas juntamente com a Juventus. O resultado final foi 2-1 a favor dos italianos. No final do jogo, Zé Beto envolveu-se numa discussão com um dos árbitros assistentes e foi acusado de o ter agredido, o que valeu ao guarda-redes portista uma suspensão de 1 ano por parte da UEFA. Ainda assim Zé Beto sagrou-se Campeão Nacional pela primeira vez nessa mesma temporada, titulo que voltou a conquistar na temporada seguinte.
Em 1986/87 e depois de uma longa paragem devido a lesão, começou por ser titular mas a meio do ano perdeu esse estatuto para Mlynarczyk. Ainda deu o seu contributo para o Futebol Clube do Porto se sagrar Campeão Europeu em Viena, ao ser o dono da baliza em cinco jogos das oito eliminatórias da caminhada até à Final.
Zé Beto voltou a sagrar-se Campeão Nacional em 1987/88 e a vencer a Taça de Portugal nessa mesma temporada. Ao que juntou a vitória na Supertaça Europeia e a conquista da Taça Intercontinental.
A temporada de 1989/90 acabou por ser a última da sua carreira já que faleceu num acidente de viação na A1 em Fevereiro de 1990. Encontra-se sepultado no cemitério de Sendim em Matosinhos.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
1 Taça dos Clubes Campeões Europeus
1 Supertaça Europeia
4 Campeonatos de Portugal
2 Taças de Portugal
4 Supertaças Cândido de Oliveira

domingo, 9 de Agosto de 2009

Derlei

Vanderlei Fernandes Silva, mais conhecido como Derlei, nasceu no dia 14 de Julho de 1975 em São Bernardo do Campo no Estado de São Paulo; Brasil.
Começou a sua carreira de futebolista profissional em 1994 no América de Natal onde permaneceu até 1996. De seguida mudou-se para o Guarani em 1997. Teve ainda nesse ano uma breve passagem pelo Grêmio Mauaense, mas voltou em 1998 ao Guarani. A meio do ano seguinte ingressou no Madureira do Rio de Janeiro.
Em 1999/2000 chegava a Portugal para defender as cores do União de Leiria. No clube da cidade do lis ganhou notoriedade e começou a atrair as atenções dos maiores clubes nacionais.
Foi assim sem surpresa que na temporada de 2002/03 foi contratado pelo Futebol Clube do Porto. Derlei desde logo se impôs e ganhou a titularidade na equipa orientada por José Mourinho, e nessa primeira época ao serviço dos Dragões venceu todo o que tinha para ganhar. Primeiro foi o título de Campeão Nacional. Depois a Taça UEFA e por fim a Taça de Portugal. Nada mau para um jogador estreante numa equipa de primeiro plano.
Na temporada seguinte as conquistas continuaram. Começou logo em Agosto com a vitória na Supertaça, depois a conquista de mais um Campeonato Nacional, e por fim o triunfo na prova que todos os jogadores sonham. A Liga dos Campeões Europeus. Mas nessa época de 2003/04 nem todo foram rosas para Derlei que sofreu uma grave lesão ainda a meio da temporada e esteve praticamente seis meses afastado da competição, no entanto voltou ainda a tempo de poder disputar a Final em Gelsenkirchen.
A época de 2004/05 começou com mais um troféu conquistado por Derlei, a Supertaça e em Dezembro de 2004 voltou a conquistar mais uma prova internacional, a Taça Intercontinental.
Em Janeiro de 2005 deixou o FC Porto e ingressou no Dinamo de Moscovo, no entanto a glória tinha ficado na cidade Invicta.
Em 2006/07 regressou a Portugal onde teve uma passagem fracassada pelo Benfica, onde esteve emprestado pelo clube Russo. Na temporada seguinte transferiu-se para o Sporting onde voltou a conquistar uma Taça de Portugal e duas Supertaças e onde voltou a encontrar o seu melhor nível.
No final de 2008/09 deixou o clube de Alvalade e provavelmente terminou a sua carreira de futebolista.

Palmarés:
1 Liga dos Campeões Europeus
1 Taça Intercontinental
1 Taça UEFA
2 Campeonatos Nacionais
2 Taças de Portugal
3 Supertaças Cândido de Oliveira

domingo, 2 de Agosto de 2009

António Sousa

António Augusto Gomes de Sousa nasceu no dia 28 de Abril de 1957 em São João da Madeira.
Iniciou a carreira nas categorias jovens da Sanjoanense e cumpriu apenas seis meses nos juniores, porque o treinador da equipa principal o chamou para os seniores quando tinha apenas 16 anos.
Até 1975 permaneceu no clube da terra, até ao dia em que o seu trabalho e valor o levaram ao Beira-Mar. Em Aveiro, Sousa cresceu, tornou-se ídolo e depressa passou a ser alvo da cobiça de muitos clubes: FC Porto, Sporting, Benfica, Belenenses, Vitória de Guimarães e Sporting de Espinho.
Na época 1979/80 aceitou o convite para ingressar no FC Porto cuja equipa era treinada por José Maria Pedroto.
Representou o FC Porto durante 8 épocas e foi o primeiro jogador do Clube a marcar um golo numa final europeia, no FC Porto–Juventus, em Maio de 1984, em Basileia, para a Taça das Taças. Um golo apontado após um "livre" irrepreensível e que festejou efusivamente com os colegas, apesar do seu carácter reservado. Sousa, que indubitavelmente triunfou de dragão ao peito, acabou por só ser campeão nacional uma vez, em 1987/88 (sob o comando de Tomislav Ivic), isto porque deixou o clube em 1984/85 para representar o Sporting e, curiosamente, o FC Porto acabou por ser campeão nacional nas duas épocas em que ele esteve ao serviço dos leões. Regressaria à Invicta em 1986/87 sagrando-se campeão da Europa e vencendo, no ano seguinte, a Taça Intercontinental. Ainda durante essa época, voltaria a evidenciar-se numa final europeia quando marcou o golo da vitória do FC Porto na segunda mão da Supertaça Europeia, frente ao Ajax, nas Antas.
Sousa, médio atacante de grande regularidade, era, mesmo em campo, um homem metido consigo próprio, que interiorizava quase todas as emoções até as mais vibrantes. Dono de excelente técnica distinguia-se pelo pontapé forte e colocado, bem como na marcação de livres a média distância o que fez dele um dos grandes especialistas de lances de bola parada do futebol português. Como executante, dimensionou-se pela perfeição com que assimilou todos os princípios do jogo em termos de posicionamento, sentido estratégico e capacidade para entender as contingências da luta. Converteu-se, então, numa das grandes referências do seu tempo, até pela longevidade de uma carreira que por pouco não atingia o número mágico de 500 jogos no Campeonato Nacional – fez 483! Ainda é hoje o segundo jogador com maior número de encontros na I Divisão (o primeiro é Manuel Fernandes, do Sporting, com 485 jogos). Médio de extremo requinte a executar, era precioso no modo como punha a equipa a funcionar, responsabilidade à qual acrescentava o perigo no momento de se aproximar da grande área. Pela potência, intuição e certeza do remate, o seu conceito de distância fugia ao senso comum: não precisava de se chegar muito perto da baliza para se relacionar com o golo.
Na Selecção Nacional cumpriu, sempre como titular, a totalidade dos encontros efectuados nas fases finais do Euro-84 e do Mundial-86. Para um jogador de grande regularidade exibicional na equipa das quinas, os números finais não lhe fazem toda a justiça: só 27 jogos — o último dos quais já ao serviço do Beira-Mar — e um só golo marcado; um golão, por sinal, à Espanha, no Europeu de 1984, através de espectacular lance em que fez um "chapéu" sublime ao guarda-redes contrário, Arconada.
O seu percurso no FC Porto chegaria ao fim na época 1988/89 quando foi um dos dispensados no processo de renovação da equipa principal, facto que nunca digeriu bem, porque estava a jogar ao seu nível, com frescura e motivação, e até porque Artur Jorge lhe dissera, semanas antes, que contava com ele para a temporada seguinte. Regressou então ao Beira-Mar, onde esteve mais quatro épocas, ao longo das quais ainda disputou uma final da Taça de Portugal, com derrota perante o FC Porto (1-3). Em final de carreira representou ainda o Gil Vicente e a Ovarense (1994/95). Depois manteve-se ligado ao futebol como treinador, cumprindo um trajecto que lhe era familiar: início na Sanjoanense (1995/96), a que se seguiu o Beira-Mar, desde Janeiro de 1997 a 2004 — um longo percurso marcado pela vitória na Taça de Portugal de 1997/98, selada com um golo fantástico do filho Ricardo.

Palmarés
1 Taça dos Clubes Campeões Europeus
1 Taça Intercontinental
1 Supertaça da Europa
1 Campeonato Nacional
2 Taças de Portugal
3 Supertaças Cândido de Oliveira

elaborado por Fernando Moreira

domingo, 26 de Julho de 2009

Norman Hall

O inglês Norman Hall era uma estrela na equipa do FC Porto. A residir em Portugal desde os 8 anos de idade, pouco depois deu os primeiros pontapés na bola no seio do clube que seria o "do seu coração". Mais tarde, em 1919, iniciaria um percurso desportivo que fez dele uma enorme glória do FC Porto.
Hall foi um avançado que se destacou pela extrema cortesia e "fair-play". Era uma figura viva, apaixonante, sempre de sorriso posto, um verdadeiro "gentleman". Numa altura em que os atletas eram inscritos por categorias (o FC Porto chegou a disputar os campeonatos de quartas categorias), Norman Hall, embora inscrito a meio da época (20-12-1919), passou desde logo a integrar o plantel de elite de que faziam parte, entre outros, Lino Moreira, José Magalhães Bastos, José Ferreira da Silva, Floreano Pereira, Hamilton, Joaquim Reis, Edward Bull, Lopes Carneiro, Velez Carneiro e Alexandre Cal, vindo a revelar-se um grande jogador e um excepcional desportista.
Estreou-se, com uma grande exibição, em 4 Abr.1920 na vitória (3-2) frente ao Benfica, em Lisboa, a primeira de muitas que o FC Porto, ao longo da sua gloriosa história, iria arrebatar a sul e na capital. Era um jogador que, com raro espírito de solidariedade, se subordinava aos interesses da equipa. O denodo e qualidade técnica fizeram-no temido pelos adversários e, goleador nato, marcou inúmeros e decisivos golos. Numa eliminatória do Campeonato de 1925-26, só à sua conta converteu 8 tentos (!) nos 10-0 do FC Porto.
A mais-valia que representava para a equipa fica comprovada pelo episódio que se conta dum jogo com o Benfica na época 1930-31 (28-06-1931 – Campo do Arnado, Coimbra). Aníbal José, jogador dos encarnados, algum tempo depois do encontro, confidenciou em entrevista à "Stadium":
"Deixei o Benfica quase por imposição de Vítor Silva a pretexto de ser incorrecto e de não querer obedecer-lhe, mas, aquando do desafio entre o Benfica e o FC Porto, em Coimbra, na final do Campeonato de Portugal, era o Norman Hall o melhor jogador portista, podendo estorvar o Benfica. Vítor Silva, o capitão de equipa, veio ter comigo e disse-me: Ó Aníbal, dá uma grande pancada no Hall, inutiliza-o, quando não estamos perdidos! Eu imediatamente fui ao encontro do Norman Hall e desanquei-o de tal maneira que os rapazes no campo disseram: lá mataram o Hall! O certo é que logo a seguir o Benfica fez dois golos, de nada valendo vir o desgraçado do Hall para ponta esquerda, visto que nada podia fazer... E na outra parte metemos outro golo, ficando o resultado em 3-0."
Norman Hall jogou durante toda a década de 1920-30 e em 1931 ainda tinha um papel transcendente na equipa. Foi capitão do FC Porto durante vários anos. Além dos que, com ele, se sagraram em 1921-22 os PRIMEIROS CAMPEÕES DE PORTUGAL, teve, mais tarde, como companheiros outras velhas glórias do Clube entre as quais Waldemar Mota, Acácio Mesquita, Pedro Temudo, Flávio Laranjeira, Álvaro Pereira, Avelino Martins, Francisco Castro e os míticos Miguel Siska e Artur de Sousa "Pinga", sendo que este iniciava uma carreira fulgurante no futebol português. Com alguns deles reconquistou o Campeonato de Portugal em 1924-25.
Hall, um grande atleta e um homem, com um coração enorme, que em todo o lado dignificou a imagem do Clube que amava. O facto de, juntamente com Abel D'Aquino Júnior, ser o único jogador de antanho a figurar na galeria dos sócios honorários do FC Porto, revela bem o destaque que alcançou no clube da Invicta. A festa de despedida, em 1 de Julho de 1931, foi um tributo das gentes portistas ao homem e ao atleta.
Norman Hall, um ídolo, uma grande glória do FC Porto que muito se honra de ter acolhido nas suas fileiras este brilhante desportista e extraordinária pessoa!

Palmarés
2 Campeonatos de Portugal (1921-22 e 1924-25)
12 Campeonatos do Porto (1919-20 a 1930-31)

elaborado por Fernando Moreira

domingo, 19 de Julho de 2009

Pedro Emanuel

Pedro Emanuel dos Santos Martins Silva nasceu no dia 11 de Fevereiro de 1975 em Luanda, Angola.
Começou por jogar futebol nas camadas jovens do Boavista e na temporada de 1993/94 foi emprestado ao Marco onde fez a sua estreia como sénior. Depois foi para o Ovarense, e por ultimo rumou ao Penafiel antes de regressar ao clube do Bessa na época de 1996/97 ainda a tempo de conquistar a sua primeira Taça de Portugal. No Boavista, Pedro Emanuel permaneceu até ao final da temporada de 2000/01. Ao longo das seis temporadas em que representou o clube da Pantera, foi ganhando um lugar de destaque no plantel boavisteiro ao ponto de chegar a ser capitão de equipa. Equipa que se sagrou Campeã Nacional pela primeira vez na história do clube do Bessa em 2000/01 e que Pedro Emanuel viu dessa forma o seu nome ligado ao historial do clube.
Na temporada seguinte transferiu-se para o Futebol clube do Porto e voltou a sagrar-se Campeão Nacional, ao que juntou a vitória na Taça de Portugal. Conquistou ainda a Taça UEFA depois da vitória sobre o Celtic de Galsgow na Fina de Sevilha.
Em 2003/04 repetiu a vitória no Campeonato Nacional, venceu a Supertaça Nacional e ainda conquistou a Liga dos Campeões. Na temporada seguinte as vitórias continuaram com mais uma Supertaça Nacional e com mais um troféu internacional conquistado, neste caso a Taça Intercontinental que Pedro Emanuel teve um papel importante ao marcar o ultimo penalti no desempate por grandes penalidades. A imagem do jogador nos instantes antes da cobrança do penalti vai ficar para sempre na memoria de todos aqueles que assistiram ao jogo.
Em 2005/06 voltou a Sagrar-se Campeão Nacional e voltou a conquistar a Taça de Portugal.
Na temporada de 2006/07 a azar bateu-lhe à porta ainda no decorrer da pré-época. No dia 12 de Agosto nos exercícios de aquecimento para a partida contra o Manchester City, Pedro Emanuel sofreu uma lesão no tendão de Aquiles que o afastou dos relvados durante toda a temporada. Ainda assim festejou mais uma vitória no Campeonato Nacional e a conquista de mais uma Supertaça.
Na temporada seguinte já totalmente recuperado voltou a sagrar-se Campeão Nacional.
Em 2008/09 festejou o Tetra-Campeonato e mais uma vitória na Taça de Portugal. Apesar de já não ser utilizado com frequência, Pedro Emanuel era a voz de comando no balneário e uma das maiores referências do plantel. No final da temporada pendurou as chuteiras e vai agora comandar os juvenis do Futebol Clube do Porto.
Fica agora a saudade daquilo que representa um jogador à Porto.

Palmarés:
7 (6) Campeonatos de Portugal
4 Taças de Portugal
4 Supertaças Cândido de Oliveira
1 Liga dos Campeões
1 Taça UEFA
1 Taça Intercontinental

domingo, 12 de Julho de 2009

Jaime Pacheco

Jaime Moreira Pacheco nasceu no dia22 de Julho de 1958 em Lordelo, Paredes.
Iniciou-se no mundo do futebol nos iniciados do Lordelo.
Mais tarde, foi fazer uma experiência ao FC Porto e foi contratado por José Maria Pedroto para a temporada 1981/1982. Depois de cinco anos nas Antas, assinou pelo Sporting, motivando mais uma zanga entre os dois clubes, mas regressou ao FC Porto duas temporadas depois, a tempo de se sagrar campeão europeu, em 1987, e intercontinental. Chegou também a vestir por diversas vezes a camisola da selecção nacional. Como jogador, venceu uma vez o campeonato nacional, duas vezes a Taça de Portugal e três vezes a Supertaça, sempre ao serviço do FC Porto. Saiu das Antas para representar, por esta ordem, o Vitória de Setúbal, o Paços de Ferreira, o Braga, o Rio Ave e o Paredes.
Jaime Pacheco estreou-se a treinador durante a temporada de 1992/92 quando ainda era jogador do Paços de Ferreira e onde acumulou as duas funções. Em 1995/96 passou definitivamente a técnico ou assumir o comando do União de Lamas. E foi na equipa de Santa Maria da Feira que Jaime Pacheco começou a dar as primeiras dores de cabeça às grandes equipas, quando na 5ª eliminatória da Taça de Portugal impôs um empate a zero contra o FC Porto em pleno estádio das Antas, e o feito poderia mesmo ter sido ainda maior não fosse o União de Lamas ter desperdiçado uma grande penalidade já nos minutos finais.
Ainda nessa época, o presidente do Vitória de Guimarães, Pimenta Machado, foi buscá-lo a Santa Maria de Lamas para orientar a equipa da cidade berço. Assim, tirou o Guimarães do fundo da tabela, para na época seguinte (1996/1997) levar o clube minhoto a conquistar a presença nas competições europeias.
Na temporada de 1997/98, viveu uma situação insólita na sua carreira, já que foi despedido à oitava jornada, quando o Vitória de Guimarães, curiosamente, seguia num excelente segundo lugar no campeonato. Contudo, Jaime Pacheco não ficou muito tempo no desemprego, já que João Loureiro, presidente do Boavista, se lembrou dele quando, em Dezembro de 1997, decidiu substituir Mário Reis no comando da equipa técnica do clube axadrezado.
Na época de 1998/99, levou os axadrezados ao segundo lugar no campeonato, assim, em 1999/2000 o Boavista alcançou o apuramento para a Liga dos Campeões. Mas o maior feito da carreira de Jaime Pacheco como treinador de futebol foi alcançado na temporada de 2000/01 quando levou o Boavista à vitória no campeonato nacional. Na temporada de 2002/03 ainda no comando técnico do emblema do Bessa, chegou às meias-finais da Taça UEFA onde foi eliminado pelos escoceses do Celtic de Glasgow.
Em 2003/04 ingressou no Maiorca de Espanha onde se manteve apenas alguns meses. Na temporada seguinte voltou ao Boavista onde esteve uma temporada. Ainda passou depois pelo Guimarães, regressou de novo ao Bessa e na temporada de 2008/09 assumiu o comando do Belenenses.

Palmarés como jogador:
1 Taça dos Clubes Campeões Europeus
1 Taça Intercontinental
1 Supertaça Europeia
1 Campeonato de Portugal
2 Taças de Portugal
3 Supertaças Cândido de Oliveira

Palmarés como treinador:
1 Campeonato Nacional

domingo, 5 de Julho de 2009

Lucho Gonzáles

Luis Oscar Gonzáles (Lucho), nasceu no dia 19 de Janeiro de 1981 em Buenos Aires na Argentina.
Com 14 anos iniciou-se no futebol nas camadas jovens do Club Atlético Hurcán, e na temporada de 1998/99 fez a sua estreia na equipa principal.
Em 2002 transferiu-se para o River Plate onde desde cedo começou a ser um dos jogadores mais influentes da equipa e onde se sagrou Campeão do Torneio Clausura em 2003 e 2004.
No ano de 2004, esteve presente nos Jogos Olímpicos de Atenas em representação da Selecção da Argentina de futebol onde venceu a Medalha de Ouro. Lucho González Começava assim a despertar o interesse dos principais clubes europeus e em 2005 assinou contrato com o Futebol Clube do Porto.
Chegou aos Dragões no início da temporada de 2005/06. No final da época festejou o seu primeiro título de Campeão de Portugal, venceu também a Taça de Portugal e foi o melhor marcador da equipa. Por esta altura, começava a ser um dos principais jogadores portistas e na sua primeira temporada chegou por diversas vezes a ser capitão de equipa. As boas exibições realizadas no FC Porto valeram-lhe a chamada à Selecção da Argentina que esteve presente no Campeonato do Mundo de Futebol da Alemanha em 2006.
Na sua segunda época ao serviço do FC Porto, voltou a vencer o Campeonato Nacional, ao que juntou a conquista da Supertaça. Voltou também a vestir a camisola da Argentina na Copa América de 2007.
Em 2007/08 foi novamente Campeão Nacional. Título que repetiu na temporada de 2008/09 ao sagrar-se Tetra-Campeão. Juntou nova vitória na Taça de Portugal apesar de não ter disputado a Final devido a lesão.
Na sua despedida do FC Porto, Lucho Gonzáles agradeceu a todos pelos quatro anos aqui passados e leva o carinho dos adeptos e o clube no coração.

Palmarés
4 Campeonatos de Portugal
2 Taças de Portugal
1 Supertaça Cândido de Oliveira
2 Campeonatos da Argentina
1 Medalha de Ouro Olimpica

domingo, 28 de Junho de 2009

Eurico

Eurico Monteiro Gomes nasceu no dia 29 de Setembro de 1955 em Santa Marta de Penaguião.
Começou nas camadas jovens do Odivelas mas depressa passou para o Benfica onde na temporada de 1973/74 deu o salto para a equipa principal. No clube da Luz permaneceu até ao final da época de 1978/79 onde se sagrou Campeão Nacional pela primeira vez na sua carreira (1974/75,1975/76 e 1976/77).
Na temporada seguinte transferiu-se para o Sporting e voltou a ser Campeão logo nessa primeira época ao serviço dos Leões. O que viria a repetir na temporada de 1981/82. Foi também no clube de Alvalade que Eurico conquistou a sua primeira Taça de Portugal em 1981/82.
Em 1982/83 mudou-se para o Futebol Clube do Porto, treinado na altura por Pedroto. Com a camisola dos Dragões, Eurico voltou a vencer o Campeonato Nacional por mais duas vezes (1984/85 e 1985/86), venceu a sua segunda Taça de Portugal (1983/84). As exibições que realizou com a camisola do FC Porto começaram a despertar a cobiça dos maiores clubes europeus e a valer grandes elogios nos jornais desportivos internacionais, principalmente depois a sua boa prestação no jogo da final da Taça dos Vencedores das Taças e do Campeonato da Europa de Futebol realizado em França em 1984.
Infelizmente em Agosto de 1985 no jogo da 1ª jornada do campeonato, Eurico sofreu uma grave lesão que o afastou dos relvados durante um longo período de tempo e que o obrigou a terminar a carreira mais cedo do que aquilo que esperava. Ainda fez parte do plantel do FC Porto que se sagrou Campeão Europeu em 1987.
Na temporada de 1987/88 ingressou no Vitória de Setúbal, clube onde terminou a carreira de futebolista na temporada seguinte.
Abraçou depois a carreira de treinador que teve início ao serviço do Rio Ave em 1989/90. Passou por vários clubes nacionais e actualmente é o técnico do Ethnikos Piraeus da Grécia.
Eurico Gomes foi até os dias de hoje o único futebolista a sagrar-se Campeão Nacional pelo Benfica, Sporting e Futebol Clube do Porto.

Palmarés
7 Campeonatos de Portugal
2 Taças de Portugal
4 Supertaças Cândido de Oliveira

domingo, 14 de Junho de 2009

Dorival Kniper (Yustrich)

Dorival Knipel nasceu no dia 28 de Setembro de 1917 em Corumbá no Brasil. Ficou com o apelido Yustrich por ser muito parecido fisicamente com Elias Yustrich, guarda-redes dos argentinos do Boca Juniors.
Dorival Knipel começou a jogar futebol aos 18 anos como guardião no Falmengom clube onde permaneceu até 1944. Em seguida mudou-se para o Vasco da Gama e depois passou ainda pelo América.
Depois de deixar a carreira de jogador, Yustrich passou a treinador. Ficou conhecido por ser um técnico duro e disciplinador e não permitia que os seus jogadores fumassem, deixassem crescer a barba e usassem o cabelo comprido. Ao mesmo tempo que não suportava falta de empenho nos treinos e atrasos dos jogadores. Por tudo isso havia quem o chamava de Homão, também devido à sua postura física e aos seus 1,90m de altura.
Em 1953 foi demitido do Atlético Mineiro por o ambiente entre o técnico e os jogadores já ser insuportável.
Na temporada de 1955/56 chegou ao Futebol Clube do Porto e sagrou-se Campeão Nacional e terminou com um jejum de 16 anos sem o FC Porto vencer o campeonato. Nessa temporada venceu também a Taça de Portugal (a primeira do FC Porto), no que foi a primeira dobradinha da história do clube. Foi nessa temporada que Yustrich impôs a obrigatoriedade de o emblema do clube estar sempre presente nas camisolas do seus jogadores. No final da época e numa digressão à Venezuela, Yustrich colocou em duvida a autoridade do presidente e insoltou o tesoureiro (chamou-lhe estúpido e cavalo e disse que“se fosse mais homem atirava-o da janela do hotel abaixo). Foi despedido, mas em Julho 1957 regressou com o apoio do novo presidente do FC Porto, Paulo Pombo. Mas mesmo assim Yustrich continuava a ter problemas com alguns jogadores, entre eles Hernâni. Em 1958, no final de um jogo em que os portistas venceram o Oriental por 5-0, o treinador ordenou que os seus jogadores agradecessem o apoio do público. Hernâni foi o único a não acatar as ordens do treinador por “não estar para alinhar em palhaçadas”, e os dois chegaram mesmo a confrontos físicos à entrada para os balneários (ainda por trás da baliza da superior sul). No final dessa época Yustrich foi dispensado.
Regressou ao Brasil e ao Vasco da Gama em 1959. Em 1964 treinou o Siderúrgica de Sabará e venceu o campeonato estadual. Passou depois pelo Vila Nova e mais tarde voltou ao Atlético Mineiro onde foi por várias vezes Campeão Mineiro.
Em Dezembro de 1968, o Atlético Mineiro foi convidado a representar a Selecção do Brasil num jogo contra a Jugoslávia. O Atlético, que vestiu a camisola canarinha nesse jogo, venceu por 3-2 e Yustrich foi dessa forma treinador da Selecção brasileira por um único jogo.
No ano seguinte e ainda no comando técnico do Atlético Mineiro, venceu a Selecção do Brasil num jogo particular por 2-1. No final do jogo, mandou os seus jogadores darem a volta olímpica no relvado, o que levou os adeptos do Mineirão à loucura. No entanto mais tarde voltou a ter problemas com mais um jogador, neste caso foi com o uruguaio Cincunegui. As discussões entre o jogador e o treinador passaram a ver cada vez mais frequentes e mais ásperas, até que o jogador uruguaio apontou uma pistola a Yustrich.
Em 1970 Yustrich mudou-se para o Flamengo, e logo no jogo de estreia do Torneio de Verão goleou a equipa argentina do Independiente por 6-1. Mas os resultados dos jogos seguintes não foram os melhores e em 1971 foi demitido.
Depois ainda treinou o Corinthians e o Coritiba. Em 1977 mudou-se para o Cruzeiro e foi Campeão, mas deixou no balneário a sua lei ao proibir o jogo de bilhar snooker nos estágios. Ainda quando estava ao serviço do Cruzeiro foi alvo de mais um episódio caricato e que acabou por lhe valer o afastamento de clube. No final de um jogo, um jogador do Cruzeiro deu a sua camisola a uma criança que tinha invadido o relvado e Yustrich mandou o roupeiro ir buscar a camisola do jogador. O presidente do clube não permitiu e depois de alguma confusão Yustrich foi demitido ali mesmo no relvado.
O Cruzeiro acabou por ser o ultimo clube que Dorival Yustrich treinou. Depois retirou-se por completo do mundo do futebol.
No dia 13 de Outubro de 1987 esteve no relvado do estádio das Antas antes de um jogo do FC Porto contra o Portimonense e foi homenageado com uma estrondosa salva de palmas. Nesse dia disse uma frase que ficou célebre: “O FC Porto vingou e eu fui a semente”. Mais tarde ao jantar em sua homenagem disse que “senti que regressava ao meu querido Porto”.
Dorival Knipel acabou por falecer no dia 15 de Fevereiro de 1990, mas ainda nos dias de hoje é recordado por muitos adeptos do Futebol Clube do Porto como um dos seus melhores e mais importantes treinadores.

domingo, 7 de Junho de 2009

António Nicolau de Almeida

António Nicolau de Almeida nasceu no ano de 1873 tendo falecido em 1948. Foi o fundador e o primeiro presidente do Futebol Clube do Porto. Foi também um comerciante de vinho do porto, e numa das suas viagens a Inglaterra ficou fascinado com o futebol e desde logo começou a pensar na ideia de criar um clube em Portugal. Assim juntamnete com mais uns amigos da alta sociedade, no dia 28 de Setembro de 1893, fundou o Foot-Ball Club do Porto.
No dia 2 de Março de 1894 realizou-se na cidade do Porto, o primeiro jogo contra o Club Lisbonense, uma partida que foi apadrinhada pelo Rei D.Carlos, e na qual as duas equipas representaram as suas cidades. O encontro teve o nome de: 1º Lisboa-Porto Cup D´El Rey.
No entanto depois desse encontro, António Nicolau de Almeida acedeu ao pedido da sua futura esposa Hilda Rumsey e afastou-se do clube, por ela considerar o futebol um desporto bastante violento.
Bem dito o dia em que António Nicolau d´Almeida teve a honra de fundar este clube, um clube que de certeza o deixaria orgulhoso ao ser Bi-Campeão Mundial.
António Nicolau de Almeida esta sepultado no cemitério de Agramonte muito perto das ruinas do teatro de Baquet.

domingo, 31 de Maio de 2009

José Alberto Costa

José Alberto Costa nasceu no dia 31 de Outubro de 1953 na cidade do Porto.
Foi um dos melhores extremos do FC Porto e de Portugal. Era um jogador muito rápido, forte fisicamente e que gostava de ir à linha e cruzar. Um clássico extremo-esquerdo! Não tinha propensão para o golo, mas era muito hábil nas assistências o que, associado à inegável qualidade técnica e à velocidade que imprimia ao jogo, provocava frequentemente o pânico nas defesas adversárias. Com Gomes e Oliveira fez parte de um trio atacante famoso do FC Porto.
Costa era um atleta muito bem dotado fisicamente; para além do futebol, praticou outras modalidades enquanto estudante do Liceu de Vila Real; no atletismo e no andebol demonstrou ser veloz e possuidor de vigor físico inestimável.
Iniciou a carreira de futebolista nos juvenis do SC Vila Real, transitando depois para os seniores. Na capital transmontana, cedo se evidenciou como jogador de auspicioso futuro.
Chegou a Coimbra – à Universidade e à Académica – no início da época desportiva de 1971-72. Na "Briosa" notabilizou-se a ponto de ser chamado à Selecção Nacional (1977-78) e de despertar o interesse dos maiores clubes portugueses.
Ingressou no FC Porto pela mão de Pinto da Costa (na altura, Chefe do Departamento de Futebol) e logo na primeira temporada (1978-79), em que alinhou em 24 jogos do Campeonato, se sagrou campeão nacional. A equipa, sob as ordens do "Mestre" José Maria Pedroto, obteve o "bicampeonato". Costa foi vital na conquista do título; o meio-campo portista havia perdido Ademir (Celta de Vigo) e Octávio (Vitória de Setúbal), mas a sua classe deu estabilidade e agressividade à equipa.
Seguiram-se mais cinco épocas e meia nas Antas, treinado, para além de Pedroto, por Artur Jorge e pelo austríaco Herman Stessl. E acrescentou ao seu palmarés 1 Campeonato, 1 Taça de Portugal e 2 Supertaças Cândido de Oliveira. Em Basileia, Suíça, participou na primeira final europeia do FC Porto, em 16 de Maio de 1984, frente à Juventus, na edição de 1983-84 da Taça das Taças.
O nome de José Alberto Costa ficou ligado ao chamado "verão quente" de 1980 quando um grupo de 15 jogadores, de que ele fazia parte juntamente com Lima Pereira, Oliveira, Octávio, Jaime Pacheco, Sousa, Frasco e Fernando Gomes, entre outros, se solidarizou e auto-suspendeu em defesa de Pedroto e Pinto da Costa que haviam entrado em "rota de colisão" com o Presidente Américo de Sá.
Com o advento de Vermelhinho (que se estreou, a jogar, na época 1983-84) e Paulo Futre (1984-85), perdeu preponderância na equipa azul-e-branca. Fez apenas 5 jogos (suplente utilizado) na temporada em que chegou o frenético Futre. Contudo, realça-se a influência e a autoridade de líder que Costa exerceu no balneário do FC Porto até à sua saída, em Janeiro de 1985, para o Vitória de Guimarães. Na "cidade berço" realizou uma excelente época de 1985-86, apesar dos seus 32 anos. Depois jogou uma temporada no Marítimo e, no Funchal, terminou a carreira de futebolista (Jun.1987).
Foi internacional A por 24 vezes e, ainda como jogador da Académica, fez a sua estreia na Selecção no dia 8 Mar.1978, em Paris, no "amigável" disputado por Portugal frente à França. Na 2.ª internacionalização, já como jogador do FC Porto, marcou o golo da nossa vitória contra os E.U.A. Vestiu pela última vez a "camisola das quinas" em 28 Out.1983, no jogo de apuramento para o Euro-84 com triunfo (1-0) sobre a Polónia. José Costa não participou em qualquer grande competição internacional de selecções, jogando todavia o apuramento para os europeus de 1980 e 1984 e para o Mundial de 1982.
Costa, que dispõe de sólida formação académica (concluiu uma licenciatura na Universidade de Coimbra), encetou a carreira de treinador após terminar a de futebolista. Integrou, primeiro, os quadros da F.P.F. coadjuvando Juca, o Seleccionador Nacional (1987/89); depois os escalões de formação (1989/91) e a Selecção principal (1991/93), secundando Carlos Queirós. Com Queirós foi igualmente treinador adjunto no Sporting (1994/95), no Metro Stars de Nova York (1996), no Nagoya Grampus, Japão, (1996/97), na Selecção dos Estados Unidos (1998/99) e na Selecção dos Emiratos Árabes Unidos (1999).
Já como treinador principal prossegue a carreira no FC Famalicão (2.ª Liga), em Dez.2001 ingressa no Varzim SC (1.ª Liga), passando depois pelo Desportivo de Chaves (2003-04). A seguir é contratado para trabalhar nos EUA, na "USA Seventeen Soccer Academy". Em Julho de 2008 voltou a ser escolhido por Carlos Queirós para integrar a equipa de observadores da Selecção Nacional.

Palmarés:
2 Campeonatos de Portugal
1 Taça de Portugal
2 Supertaças Cândido de Oliveira

elaborado por Fernando Moreira

domingo, 24 de Maio de 2009

Tetra-Campeões

Com o campeonato a terminar hoje, fica esta homenagem a todos os jogadores, equipa médica, equipa técnica e dirigentes, que deram o seu contributo para o Futebol Clube do Porto se sagrar Tetra-Campeão pela segunda vez na sua história.

domingo, 17 de Maio de 2009

Miguel Arcanjo

Miguel Arcanjo Arsénio de Oliveira nasceu no dia 13 de Maio de 1932 em Nova Lisboa. Foi um excelente defesa-central, dotado de boa técnica e sentido posicional, muito querido dos adeptos do Futebol Clube do Porto onde militou durante 16 anos.
Ingressou no clube em 1950 e, pouco depois, foi vítima de um problema na vista que ter-lhe-ia interrompido a carreira, não fosse a intervenção pronta e cuidada de Cesário Bonito, médico de profisssão e presidente do FC Porto em três períodos (1945-1948, 1955-1957 e 1965-1967). Com efeito, Cesário Bonito foi responsável pela operação à retina que em 1951 salvou Miguel Arcanjo da cegueira. O angolano viria a ser um dos maiores jogadores do FC Porto.
Mas só com a chegada do treinador Yustrich atingiu o objectivo de singrar no futebol português. A época de 1955-56, com a obtenção da "dobradinha" (Campeonato e Taça de Portugal), foi o ponto de partida para a grande carreira de Arcanjo. Formou com Virgílio e Osvaldo Cambalacho um trio defensivo fantástico.
Na época 1956/57 o FC Porto participou na 2.ª edição da Taça dos Clubes Campeões da Europa, como Campeão Português em título (1955/56). Os dragões defrontaram o Athletic Bilbao e Miguel Arcanjo alinhou no jogo da segunda mão, em Espanha. Foi um jogo brilhante da equipa portista que, contudo, não evitou a derrota (2-3) e a eliminação (3-5) na sua estreia em provas da UEFA.
Na temporada 1958/59 voltou a ser campeão, com Béla Guttmann, numa defesa em que sobressaía ao lado de Virgílio, Barbosa e do polivalente Monteiro da Costa.
Na primeira metade da década de 60, teve a seu lado jogadores como Festa, Paula, Ivan, Mesquita, Joaquim Jorge e Atraca. Mas não voltou a vencer qualquer prova.
Miguel Arcanjo foi internacional em 9 vezes e jogou na fase de qualificação da Selecção para o Mundial de 1966, em Inglaterra. Ao invés dos seus colegas de clube, Américo, Festa e Custódio Pinto, não esteve na fase final da competição.

Palmarés
2 Campeonatos de Portugal
2 Taças de Portugal

elaborado por Fernando Moreira

domingo, 10 de Maio de 2009

Paulinho Santos

João Paulo Maio dos Santos (Paulinho Santos), nasceu no dia 21 de Novembro de 1970 em Caxinas, Vila do Conde.
Começou a jogar futebol no Rio Ave FC, e estreou-se nos seniores em 1989/90. No clube de Vila do Conde jogou durante 3 temporadas onde disputou 82 jogos e marcou 1 golo.
Na temporada de 1992/93 transferiu-se para o Futebol Clube do Porto e logo nessa primeira época ao serviço dos Dragões sagrou-se Campeão Nacional. Um feito que viria a repetir por mais 6 vezes com a particularidade de ser um dos 5 jogadores da história do FC Porto a estar em todos os campeonatos conquistados na caminhada do Penta-Campeonato.
Venceu a Taça de Portugal por 5 vezes e a Supertaça igualmente por 5 ocasiões.
A juntar a todas essas conquistas, tem ainda no seu palmarés a vitória na Taça EUFA de 2003, embora tenha sido pouco utilizado na caminhada até à Final de Sevilha.
Representou a Selecção de Portugal por 30 vezes, tendo apontado 2 golos e esteve presente no Campeonato da Europa de Futebol de 1996 em Inglaterra.
No final da temporada de 2002/03 colocou um ponto final na carreira.

Palmarés
1 Taça UEFA
7 Campeonatos de Portugal
5 Taças de Portugal
5 Supertaças Cândido de Oliveira

domingo, 3 de Maio de 2009

Cesário Bonito

Cesário Bonito nasceu no dia 1 de Agosto de 1909 em Peso da Régua.
Foi o 25º Presidente do Futebol Clube do Porto. Presidiu o clube em três períodos diferentes: de 1945 a 1948, de 1955 a 1957 e de 1965 a 1967.
A sua ligação ao FC Porto começou quando ainda era criança já que jogou futebol na equipa de infantis. Seguiu depois os caminhos da medicina para ser Médico de profissão.
Em 1943 assume o cargo de vice-presidente, e dois anos depois assume pela primeira vez o cargo de presidente do clube.
Foi durante esta sua primeira passagem pela liderança dos destinos dos Dragões, que se deram importantes avanços para a construção do Estádio das Antas. Havia na altura as hipóteses de se construir o estádio em Vilarinha, ou nas Antas. Cesário Bonito sempre defendeu a segunda hipótese, e foi o responsável pela compra dos terrenos em 1948.
Depois da sua primeira passagem pela presidência, passou a relator, e em 1950 a Presidente da Assembleia Geral.
Em 1955 foi de novo eleito para Presidente. Neste seu segundo mandato, viu o FC Porto a sagrar-se Campeão Nacional, após um jejum de 16 anos, e a vencer também a Taça de Portugal. Uma equipa que era orientada por Dorival Yustrich. Foi ainda neste seu segundo mandato que foi inaugurado o Lar do Jogador.
Outro caso que ficou marcado neste período foi o adiamento de parte da FPF de um jogo disputado no Estádio das Antas entre o FC Porto e o Sporting. Porque o jogador leonino, José Travassos, tinha ficado retido no aeroporto de Madrid devido ao nevoeiro. O Dr. Cesário Bonito revolta-se e protesta indignado. A Federação Portuguesa de Futebol irradia-o e suspendeu por 3 anos outros elementos da Direcção. Mas nem assim o Presidente do FC Porto se calou e como o escândalo começou a ter repercussões até no estrangeiro, a FPF recuou, levantou os castigos e assim acabou por ser imposta a justiça.
Cesário Bonito voltou a liderar os destinos do clube entre 1965 a 1967, passando depois a Presidente do Conselho Fiscal.
Em 1952 foi agraciado com o título de Sócio Honorário do FC Porto e em 1983 recebeu a mais importante distinção do clube que foi de Presidente Honorário.
Faleceu no dia 4 de Setembro de 1987.

domingo, 26 de Abril de 2009

Vermelhinho

Carlos Manuel Oliveiros da Silva, mais conhecido no futebol como Vermelhinho, nasceu no dia 9 de Março de 1959 em São João da Madeira.
Iniciou a carreira futebolística em 1977/78 no AD Sanjoanense. Em 1981/82 mudou-se para o RD Águeda.
A meio da temporada de 1982/83 chegou ao Futebol Clube do Porto. Na temporada seguinte Venceu a Taça de Portugal. Mas essa época de 1983/84 ficou marcada pela primeira presença do FC Porto numa Final Europeia, no caso a Taça dos Vencedores das Taças, para lá chegar o FC Porto teve que eliminar o Dínamo de Zagreb, Glasgow Rangers, Shakhtar Donestsk, e o Aberdeen. Foi precisamente no jogo da segunda-mão contra o Aberdeen, que Vermelhinho ficou para sempre na memória dos adeptos portistas ao fazer um magnífico chapéu ao guarda-redes escocês desde o meio-campo, num jogo disputado num terreno difícil, numa noite de nevoeiro cerrado.
Em 1984/85, Vermelhinho sagou-se pela primeira vez Campeão Nacional, Título que voltou a conquistar na temporada seguinte.
Em 1986/87 a ausência de títulos a nível interno foi compensada pela conquista da Taça dos Clubes Campeões Europeus, à qual Vermelhinho deu o seu contributo.
Na temporada de 1987/88, Vermelhinho foi emprestado ao Desportivo de Chaves e ficou na história do clube transmontano que pela primeira vez disputou uma prova europeia.
Na temporada seguinte regressou às Antas. Depois, em 1989/90 transferiu-se para o Braga, seguiu-se o Espinho, e em 1992/93 voltou ao AD Sanjoanense onde jogou até à temporada de 1994/95 que foi quando abandonou a sua carreira.

Palmarés
1 Taça dos Clubes Campeões Europeus
2 Campeonatos de Portugal
1 Taça de Portugal
3 Supertaças Cândido de Oliveira

domingo, 19 de Abril de 2009

Tomislav Ivic

Tomislav Ivic nasceu no dia 30 de Junho de 1933 em Split, Croácia.
Foi futebolista do Hajduk Split, começando por ser extremo-esquerdo até se afirmar definitivamente a médio. Aos 34 anos terminou a sua carreira de jogador e tirou o curso de treinador, que lhe valeu, em 1968, estrear-se nessa nova função nas camadas jovens do Hajduk Split. Cinco anos depois passou a técnico principal e venceu 3 Taças da Jugoslavia (1973, 1974 e 1976), e 2 Campeonatos (1974 e 1975). Em 1977 transferiu-se para o Ajax e foi logo Campeão na sua primeira época ao serviço do clube holandês, no entanto no na época seguinte voltou ao Hajduk Split onde foi novamente Campeão.
Em 1980/81 assumiu o comando técnico do Anderlecht e mais uma vez sagrou-se Campeão. Saiu do clube belga no final da época de 1981/82 e esteve na temporada seguinte sem treinar, para na temporada de 1983/84 rumar à Turquia para ser o treinador do Galatasaray. No fim dessa época esteve perto de treinar o Benfica, mas bateu com a porta passadas duas semanas. Foi depois para Itália, para orientar o Avelino mas não foi bem sucedido e na temporada seguinte partiu para a Grécia onde treinou o Panathinaikos. Em 1986/87 voltou à Croácia para treinar o Dínamo de Zagreb.
Na temporada de 1987/88 chegou ao Futebol Clube do Porto. No comando técnico dos Dragões, Ivic venceu a Taça Intercontinental, a Supertaça Europeia, a Taça de Portugal e ainda se sagrou Campeão Nacional com 15 pontos sobre o segundo classificado, isto quando a vitória dava 2 pontos. Saiu no final dessa temporada que também ficou marcada por alguns problemas com Fernando Gomes.
Em 1990/91 treinou o Paris SG, para na temporada seguinte mudar-se para o O. Marselha. Em 1992/93 aceitou o convite para treinar o Benfica, mas ao fim de cinco meses foi despedido.
Na temporada de 1993/94 voltou ao Futebol Clube do Porto para substituir o brasileiro Carlos Alberto Silva. Na segunda passagem pelo clube das Antas não conheceu a felicidade da primeira e em Janeiro de 1995 colocou o lugar à disposição. Voltou à Croácia para ficar ligado à FIFA e organizar o futebol do seu país.
Ainda voltou a treinar o Marselha durante a temporada de 2000/01, mas no final dessa época abandonou definitivamente a carreira de treinador.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
1 Supertaça Europeia
1 Campeonato de Portugal
1 Taça de Portugal
3 Campeonatos da Jugoslávia
3 Taças da Jugoslávia
1 Campeonato da Holanda
1 Campeonato da Belgica

domingo, 5 de Abril de 2009

Monteiro da Costa

António Henrique Monteiro da Costa nasceu no dia 20 de Agosto de 1929.
Um dos chamados "pau para toda a obra", jogador polivalente, ocupou todas as posições excepto a de guarda-redes.
Alinhou frequentemente como defesa-central, evidenciando segurança e qualidade. Outras posições em que tinha alto rendimento eram as de médio-ofensivo ou avançado. Concretizava inúmeros tentos nas balizas adversárias e, nos treze anos em que serviu o FC Porto (1949 a 1962), só no campeonato fez 72 golos em 270 jogos. Em Janeiro de 1951 foi o herói da extraordinária vitória por 2-0, sobre o Benfica, no Campo Grande em Lisboa, pois marcou ambos os golos.
Actuou nas equipas excepcionais que, nos anos 50, ganharam 2 Campeonatos e 2 Taças de Portugal. Colaborou com vários treinadores entre os quais os campeões Yustrich e Guttmann, jogou com excelentes futebolistas como Barrigana, Virgílio, Miguel Arcanjo, Osvaldo Cambalacho, Pedroto, Carlos Duarte, Jaburu, Carlos Vieira e Hernâni.
O seu nome figura na lista dos "capitães" mais carismáticos da história do FC Porto. Foi de uma entrega e dedicação inexcedíveis, nada regateando ao seu amado clube.
Após a carreira de futebolista, nele perdurou a disponibilidade para ajudar o FC Porto. Em momentos difíceis da equipa aceitou comandá-la, como treinador (em parte das épocas 1974/75 e 1975/76).
Monteiro da Costa, o mais versátil futebolista de sempre do FC Porto, um grande exemplo de "amor à camisola", um coração azul-e-branco, uma grande glória do clube!

Plamarés
2 Campeonatos de Portugal
2 Taças de Portugal

elaborado por Fernando Moreira

domingo, 29 de Março de 2009

Lemos

António José de Lemos nasceu no dia 2 de Fevereiro de 1950, e foi um bom avançado que militou nas fileiras do FC Porto.
Jogava no Boavista FC (21 jogos e 6 golos no Campeonato de 1969/70) antes de ingressar no FC Porto no início da época 1970/71.
Na tarde de 31 de Janeiro de 1971, memorável tarde, o nome de Lemos soou alto e soou longe, pela rádio. Lemos marcou, nas Antas, os 4 golos da vitória do FC Porto sobre o Benfica de Eusébio e Companhia! Mas não foi só por causa do "poker", no Estádio das Antas, que os benfiquistas jamais se esqueceram dele; é que, também na Luz, ainda na época 1970/71, Lemos fez o gosto ao pé e desfeiteou as "águias" por mais duas vezes no empate (2-2) no reduto encarnado. Assim, à sua conta, o avançado portista converteu todos os seis golos com que os dragões brindaram a "equipa do regime" nos jogos do Campeonato daquela temporada!
Esteve para ser cedido ao Barreirense antes do início da época do famoso jogo das Antas, como refere Pinto da Costa na sua autobiografia "Largos Dias Têm Cem Anos". E só não o foi porque, num plenário de 24 pessoas ficou decidido, "pela margem mínima de um voto", que o jogador permaneceria no clube – "era assim que funcionava o FC Porto, mesmo nas grandes decisões, como por hipótese, a escolha do treinador. Isto permitia situações completamente absurdas, como a maioria poder decidir contra a vontade dos responsáveis do futebol" – conta ainda Pinto da Costa que, na altura, era director das actividades amadoras. De facto, procedimentos 'muito democráticos' mas pouco eficazes. Como as coisas se modificariam, mais tarde…
A proeza de António Lemos igualou a de Carlos Nunes que, 35 anos antes, em 22 Mar.1936, havia marcado 4 golos ao rival Sporting, no Campo do Amial, no Porto. Aí o resultado a favor dos azuis-e-brancos foi bem mais dilatado, 10-1 (!), e era o primeiro "poker" num "clássico" (FC Porto versus Benfica versus Sporting). Só Lemos repetiu a façanha!
O jogador esteve envolvido em mais de uma dezena de "clássicos" e só venceu aquele de Janeiro de 1971.
Nas épocas 1970/71 e 1971/72 marcou, respectivamente, 18 (melhor marcador da equipa) e 8 golos no Campeonato.
Em 1973 (decorria a época 1972/73) Lemos – que não obtivera o estatuto de "Atleta de Alta Competição" imprescindível para o subtrair à guerra do "Ultramar" – foi mobilizado para Cabo Verde pelo Exército Português. Mas o inesperado aconteceu: o avião, que transportava Lemos e a sua "Companhia de Operações Especiais", fez um "desvio" na rota e aterrou em… Bissau (Guiné). E todos aqueles soldados que julgavam ir para uma "guerra" branda no arquipélago das belas mulatas e da romântica morna, lá ficaram naquela que era a colónia portuguesa com a conjuntura militar mais difícil e perigosa. Acresce que, no início do ano de 73, o PAIGC (movimento independentista) incrementara as acções de guerra criando muitas dificuldades às tropas portuguesas que combatia desde Janeiro de 1963.
A Guiné estava a 'ferro e fogo' e, talvez por isso, a "Companhia" de Lemos tenha sido desviada para aquele território.
Voltou da Guiné em 1974 ainda a tempo de participar na época de 1974/75, a última que faria pelo FC Porto.
Lemos jogou no FC Porto ao lado de grandes futebolistas como Rolando, Custódio Pinto, Nóbrega, Pavão, Bené, António Oliveira, Flávio, Abel, Seninho, Heredia, Rodolfo, Fernando Gomes e o extraordinário Cubillas. Contudo não logrou qualquer título pois, desafortunadamente para ele, esteve nos últimos anos de um período em que as agruras do futebol passaram pelas Antas. Mais dois ou três anos e saborearia as vitórias que abriram um longo e risonho ciclo, um tempo de gloriosas e inesquecíveis conquistas. Que Lemos merecia.
Em quatro temporadas no FC Porto, nos 77 jogos do campeonato em que interveio, marcou 39 golos.
A vitória frente ao Benfica foi um marco na carreira de Lemos e os 4 golos um recorde que ainda perdura. Ele recorda com precisão e com orgulho cada pormenor dessa partida: "No primeiro golo, o falecido Pavão fez-me uma assistência primorosa e só tive de empurrar a bola. O meu segundo golo foi espectacular! Quando ninguém acreditava que chegasse à bola, quase na linha de fundo, desferi um pontapé que surpreendeu o Zé Henriques. No terceiro, o Bené fez um lançamento lateral, apanhei a bola e fiz um chapéu ao guarda-redes. E no quarto, estava com um problema num joelho e o Humberto Coelho não acreditou que eu chegasse a tempo mas ultrapassei-o e toquei a bola à saída do guarda-redes."

elaborado por Fernando Moreira

domingo, 22 de Março de 2009

Frasco

António Manuel Frasco Vieira nasceu no dia 16 de Janeiro de 1955 em Leça da Palmeira na cidade de Matosinhos.
Foi no Leixões SC que Frasco iniciou a sua carreira de futebolista com 14 anos de idade. Frasco fez a sua primeira inscrição oficial na época de 1969/70 pelo Leixões SC, com apenas 14 anos de idade.Fez a sua estreia na 1ª Divisão Nacional na temporada de 1973/74 com apenas 18 anos de idade pelo Leixões SC treinado em primeiro lugar por António Teixeira e mais tarde por Haroldo de Campos. Nesta altura, Frasco ainda ocupava preferencialmente a posição de avançado e só mais tarde foi recuado para a posição que se notabilizou como meio campista. Na primeira época na 1ª Divisão Nacional, num campeonato em que o Leixões SC se classificou na 14ª posição da geral, Frasco foi utilizado apenas em 10 ocasiões sem ter apontado qualquer golo. Mas seria na temporada seguinte que Frasco se irá afirmar definitivamente na equipa de Matosinhos, já ocupando a posição de médio, disputando o nacional maior da época de 1974/75 onde o Leixões SC, treinado inicialmente por Haroldo de Campos e Raul Oliveira e mais tarde por Filpo Nuñez, terminou a prova num honroso 9º lugar. Frasco foi dos jogadores mais preponderantes nesta equipa do Leixões, pois actuou em 27 partidas oficiais no Campeonato Nacional concretizando 3 golos.
A partir daí passou a ser dos jogadores mais importantes na equipa do Leixões SC que nas épocas de 1975/76 e 1976/77 disputou a 1ª Divisão Nacional. Nesta ultima época de 1976/77 o Leixões SC acabou por descer à 2ª Divisão Nacional pois não conseguiu ir alem do penúltimo lugar na prova não evitando dessa forma a despromoção. Nesta altura, Frasco era já um jogador altamente pretendido por clubes de maior nomeada e que jogaria no primeiro escalão, mas o certo é que ainda permaneceria durante mais uma temporada ao serviço do clube da sua terra, desta feita, disputando a Zona Norte da 2ª Divisão Nacional na época de 1977/78.
No início da temporada de 1978/79 transferiu-se para o FC Porto treinado por José Maria Pedroto, ingressando assim num dos mais importantes clubes nacionais. O certo é que, ao serviço dos dragões, Frasco iria projectar-se definitivamente no futebol português, conquistando títulos nacionais e internacionais, passando ainda a representar a Selecção Nacional com regularidade. Seriam 11 épocas consecutivas ao serviço dos azuis e brancos onde integrou equipas recheadas de grandes jogadores e treinadas por técnicos de renome nacional e internacional. Integrou uma geração de jogadores do FC Porto, como João Pinto, Lima Pereira, Jaime Pacheco, Sousa, André, Gomes, Futre, entre outros, que ficaram para sempre ligados à história do principal clube da cidade invicta.
Logo na época de estreia ao serviço do FC Porto, em 1978/79, Frasco conquistou o seu primeiro título de Campeão Nacional. José Maria Pedroto entregou a titularidade ao jovem Frasco de apenas 23 anos de idade e este não se fez rogado exibindo-se ao mais alto nível durante aquela temporada. Foi o único totalista da equipa do FC Porto no Campeonato Nacional de 1978/79, alinhando as 30 partidas da prova e apontando 2 golos. Esta utilização diz bem do contributo de Frasco para o êxito do FC Porto. Contributo que foi devidamente recompensado pela Direcção portista que ofereceu ao jogador um apartamento.
Frasco destacava-se por ser um médio centro de baixa estatura, franzino mas com grande entrega ao jogo e espírito de sacrifício. Era uma verdadeira carraça em termos defensivos, sendo duro o quanto baste e com uma capacidade física que dava muita acutilância ao futebol da equipa portista. A fisionomia apresentava um bigode muito tradicional para a época que ainda hoje continua a usar. Mas Frasco sobressaia sobretudo pela forma como fazia a retenção do esférico tornando-se por essa característica essencial para a posse de bola da formação portista. Era também muito habilidoso na condução do jogo de ataque.
Chegou à Selecção Nacional de Portugal pela primeira vez no dia 17 de Outubro de 1979, num jogo frente à Bélgica, em Bruxelas no Heysel Park, em partida a contar para o apuramento para o Europeu de 1980. No jogo da estreia Frasco foi suplente, entrando para o lugar do defesa Eurico Gomes. O seu primeiro jogo como titular na equipa das quinas ocorreu em 1 de Novembro de 1979, frente à Noruega, no Estádio Nacional, quando Portugal derrotou a equipa nórdica por 3-1.
Frasco completou 23 internacionalizações pela Selecção A de Portugal durante os 8 anos em que foi regularmente convocado para os trabalhos da Selecção. Apontou somente 1 golo, num jogo amigável frente à Bélgica no Estádio 1º Maio em Braga realizado no dia 4 de Fevereiro de 1987, em que os portugueses venceram por 1-0. O seu ultimo jogo pela Selecção Nacional realizou-o no Estádio das Antas, na cidade do Porto, num empate a zero bolas frente à Suiça no dia 11 de Novembro de 1987 aquando do apuramento para o Europeu de 1988.
Ao nível da Selecção o ponto mais alto da sua carreira foi naturalmente a presença no Europeu de França de 1984 onde Portugal espalhou o perfume do futebol luso pelos relvados de terras gaulesas. Frasco figura assim no quadro de honra da equipa de Portugal que se classificou num brilhante 3º lugar na principal prova de selecções na Europa.
Ao serviço dos azuis e brancos, Frasco conheceu vários treinadores, dos quais se destacam evidentemente o mestre José Maria Pedroto, Artur Jorge e Tomislav Ivic, com quem ganhou diversos títulos, ou ainda com António Morais, Herman Stessl.
Em 1983/84 conquistou o seu segundo titulo no palmares individual com a vitória do FC Porto na Taça de Portugal e na época seguinte venceu novamente o Campeonato Nacional da 1ª Divisão já com Artur Jorge ao leme do conjunto azul e branco.
Entretanto, ao nível internacional, destaca-se, desde logo, a presença na final da edição de 1983/84 da Taça das Taças frente aos italianos da Juventus. Em jogo disputado no 16 de Maio de 1984, no Estádio St. Jakob, em Basileia na Suiça e arbitrado pelo juiz Adolf Prokop da antiga RDA, o FC Porto foi derrotado pela Juventus por 1-2 naquela que seria a primeira final europeia da equipa portista. Mais tarde, na época de 1986/87, o FC Porto venceu a Taça dos Campeões Europeus de Clubes na final no Estádio do Prater em Viena de Áustria frente ao Bayern de Munique, numa partida em que Frasco foi suplente utilizado. Faz parte ainda das conquistas da Supertaça Europeia frente ao Ajax de Amesterdão e da Taça Intercontinental contra o Penarol.
Em termos de títulos nacionais, Frasco ainda conquistaria a dobradinha na época de 1987/88 quando o FC Porto treinado por Tomislav Ivic juntou o título de Campeão Nacional à vitória na final da Taça de Portugal frente ao Vitoria de Guimarães.
Frasco acabou por fazer a sua última época de azul e branco na temporada de 1988/89 numa altura em que já não era titular na equipa portista integrando o plantel essencialmente pela sua preponderância no espírito de grupo. Abandonou as Antas e já com 34 anos de idade jogou ainda uma temporada ao serviço do Leixões SC, o seu primeiro clube, na 2ª Divisão Nacional Zona Norte, contribuindo de alguma forma para o acesso da equipa matosinhense à 2ª Divisão de Honra do futebol português.
Terminada a carreira de futebolista profissional, Frasco manteve a sua ligação ao futebol, concretamente como treinador em equipas dos escalões secundários. Foi adjunto de António Sousa no SC Beira Mar e actualmente integra os quadros de treinadores das camadas jovens do FC Porto. Na época de 2006/07 foi o técnico adjunto da equipa de juniores do FC Porto treinada por Ilídio Vale que disputou o Campeonato Nacional da 1ª Divisão na categoria.
Por último, a história pela qual é mais lembrado entre os adeptos portistas: apesar da morte recente do pai no alto mar, aceitou jogar o desafio contra o Covilhã que daria o título 1985/86 ao Porto.

Palmarés:
1 Taça Intercontinental
1 Taça dos Clubes Campeões Europeus
1 Supertaça Europeia
4 Campeonatos de Portugal
2 Taças de Portugal
4 Supertaças Cândido de Oliveira

in «gloriasdopassado»

domingo, 15 de Março de 2009

Fernando Gomes

Fernando Gomes nasceu no Porto no dia 22 de Novembro de 1956.
Foi António Feliciano quem o descobriu para o futebol num torneio de futebol de salão do Académico, levando-o para o Futebol Clube do Porto ainda muito novo.
Com apenas 17 anos, estreou-se oficialmente na equipa principal. Foi no dia 8 de Setembro de 1974 e marcou os dois únicos golos da equipa na suada vitória por 2-1 frente à CUF. Ganhava 12 contos por mês enquanto Cubillas, o artista da altura levava 125 notas de mil para casa. Instalou-se com alguma facilidade no onze titular e foi um dos grandes responsáveis pelo bi-campeonato de 1977/78 e 1978/79, que quebrou um jejum de quase vinte anos sem conquistas na prova.
Com o término da época 1979/80, veio o tão conhecido Verão quente: Gomes, juntamente com Teixeira, Oliveira, Lima Pereira, Frasco, Simões, Freitas, Jaime, Quinito, Octávio, Romeu, Albertino, Costa, Sousa e Tibi, saíram em defesa de Pedroto, despedido pelo presidente Américo de Sá, que não apreciava o estilo de guerrilha de Pedroto e Pinto da Costa em relação ao poder de Lisboa. No final desta confrontação, apenas Oliveira e Octávio, não deram o braço a torcer e acabaram por abandonar o clube. Gomes optou por ficar mas seria transferido para o Gijon no dia 13 Agosto de 1980. O F. C. Porto acertou a transferência, a troco da exorbitante quantia de 60 milhões de pesetas! Dessa quantia, ao avançado caberiam 20 milhões de pesetas, um terço do valor total. No primeiro jogo pelo clube Espanhol, marcou cinco golos ao Oviedo.
Mas, felizmente para o F.C.Porto, as coisas não iriam correr muito bem em Espanha. No início da época, Gomes tinha uma lesão grave que se foi complicando, e teve mesmo que ir à faca. Em declarações Gomes desabafava:"Confesso que admiti vir a jogar pelo Real Madrid ou pelo Barcelona, mas... fui para Gijon sem qualquer lesão. Mas posso sair, o Gijon só quer o dinheiro que pagou pela minha transferência. Não engano ninguém dizendo que gostaria de voltar ao F. C. Porto, mas se for o Sporting ou o Benfica a contratar-me não deixarei de ser o mesmo profissional.
"No início da época 1982/83… Gomes já estava de regresso ao F.C.Porto, à sua plena forma e com uma fome de golos impressionante. Nesse ano seria o melhor marcador da Europa com 36 golos, repetindo a graça em 1984/85 com 39.
Em 1983/84, foram os seus golos que levaram a equipa à final de Basileia, ingloriamente perdida para a Juventus e em 1986/87 foi um dos protagonistas da fantástica caminhada até Viena que, injustamente, haveria de falhar por lesão. Mas esteve em Tóquio, na final mais radical que o mundo do futebol já viu, contribuindo com um golo para que o F.C.Porto alcançasse tão importante troféu.
Mas em Novembro de 1987 iriam começar os problemas. Tomislav Ivic, assumiu numa entrevista que “Gomes é finito!” e lançou no clube uma confusão danada. No jogo sa segunda-mão da Supertaça Europeia frente ao Ajax de Cruyff, Ivic trocou Gomes por Jorge Plácido antes do final do jogo e ouviu a maior assobiadela da sua carreira. Porquê? Porque o, então, Jugoslavo impediu Gomes de erguer um troféu internacional em pleno Estádio das Antas… grande parte dos portistas nunca lhe perdoou. Sobre a possibilidade de abandonar o futebol, Gomes dizia:“Se penso na retirada? Vivo o presente e não sou astrólogo, mas tenho um amigo astrólogo que me disse que jogaria mais quatro anos...”. As coisas entre Gomes, a direcção e a equipa técnica estavam tudo menos pacíficas e sabia-se que a única coisa que mantinha Gomes no F.C.Porto era o carinho que a massa associativa tinha pelo avançado, facto que o avançado sabia usar como ninguém.
Mas em Junho tudo parecia voltar aos eixos quando Ivic saiu do clube. Gomes renovava o contrato e Quinito, o novo treinador afirmava:“Comigo… é Gomes e mais dez”. O problema é que Quinito não se aguentou muito tempo à frente da equipa técnica e voltaram Artur Jorge e Octávio… dois velhos conhecidos. As coisas andavam outra vez bastante tensas, quando o F.C.Porto teve uma deslocação à Madeira para enfrentar o Marítimo. O avião atrasou-se e a comitiva chegou ao hotel apenas às 23 horas, ainda sem jantar. Quando por volta da meia-noite o jantar começou a ser servido inicialmente pelas mesas VIPs (Dirigentes e técnicos), como era normal, Fernando Gomes levantou-se e insurgiu-se com o facto essencialmente devido ao adiantar da hora. Octávio Machado interviu e disse que ele, Fernando Gomes, “não mandava ali”. Gomes respondeu que “era o capitão”… mas acabou por insultar Octávio chamando-lhe: “Palhaço e bufo dos tempos do sr. Pedroto”. O Bi-bota acabou com um processo disciplinar e suspensão de todas as actividades.
Respondendo a um jornalista sobre as razões da perseguição que se dizia alvo, Fernando Gomes referiu:“A primeira razão relaciona-se com o invejável apoio e carinho que granjeei junto da massa associativa do F. C. Porto e público em geral. A segunda razão é a identificação que se faz entre a minha figura e o F. C. Porto”. É preciso notar que Gomes teve uma dimensão nacional e internacional enorme. Devido ao apoio contagiante que tinha nos adeptos, o seu peso dentro do clube era considerado exagerado pela administração e obviamente que os problemas tinham que surgir.
Em Junho do ano de 1989, Gomes provocava uma dor de alma na maior parte dos portistas ao assinar pelo Sporting, acabando a carreira dois anos depois. O Astrólogo acertara! Ainda pisaria o relvado das Antas ao serviço do clube Leonino, sendo recebido por uma mistura de palmas e assobios.
Fernando Gomes era um avançado fantástico, excelente no jogo de cabeça, um posicionamento perfeito, movimentava-se muito bem na área, fazia jogo com os companheiros mais atrasados, abria espaços para entrada de colegas e tinha um instinto pelo golo que era qualquer coisa de fenomenal. Foi um dos mais carismáticos Capitães que este clube já viu e com certeza o avançado mais completo que envergou aquela camisola. Marcou 317 golos no Campeonato (um record nacional), sendo o jogador com mais golos marcados ao serviço do Porto: 288.

Palmarés
1 Taça dos Clubes Campeões Europeus
1 Taça Intercontinental
1 Supertaça Europeia
5 Campeonatos de Portugal
3 Taças de Portugal
3 Supertaças Cândido de Oliveira
2 Botas de Ouro
6 Bolas de Prata

sexta-feira, 6 de Março de 2009

Domingos

Domingos José Paciência Oliveira nasceu no dia 2 de Janeiro de 1969 em Leça da Palmeira.
Começou por jogar futebol no Académico de Leça e aos 13 anos chegou ao Futebol Clube do Porto. Na temporada de 1987/88 estreou-se na equipa principal dos Dragões onde permaneceu durante 10 temporadas consecutivas. Ao longo de todos esses anos, Domingos foi Campeão Nacional por 7 vezes, venceu a Taça de Portugal em 3 ocasiões e a Supertaça também por 5 vezes. Foi ainda o melhor marcador do Campeonato Nacional na temporada de 1995/96.
Em 1997/98 transferiu-se para o Club Deportivo Tenerife, e por lá ficou duas épocas. No final dessas duas temporadas, regressou ao Futebol Clube do Porto para conquistar mais 2 Taças de Portugal e 1 Supertaça.
No final da temporada de 2000/01 terminou a sua brilhante carreira futebolística. Começou pouco depois a desempenhar as funções de treinador nas camadas jovens do FC Porto, e passou depois a treinador da equipa b portista. Em 2006/07 estreou-se como treinador na equipa principal do União de Leiria. Em 2007/08 mudou-se para a Académica de Coimbra e em 2009/10 transferiu-se para o Braga onde actualmente é o seu treinador.

Palmarés
7 Campeonatos de Portugal
5 Taças de Portugal
5 Supertaças Cândido de Oliveira

domingo, 1 de Março de 2009

Celso

Celso Dias dos Santos nasceu no dia 28 de Fevereiro de 1956 em Santos, Brasil.
Começou a sua carreira em 1974 no Botafogo, e conquistou o seu primeiro título dois anos depois, no Maringá, do Estado do Paraná. Após uma passagem pelo Fortaleza, transferiu-se para o Ferroviário de Ceará sagrando-se campeão deste estado brasileiro em 1979. Três anos depois vestiu a camisola do Vasco da Gama e foi campeão carioca. Seguiu-se o ingresso no Atlético Paranaense e novo título do Paraná, este em 1983. Jogou ainda no Santa Cruz do Recife e no Bahía, até se transferir para o Futebol clube do Porto em 1985/86.
Estreou-se com a camisola do FC Porto logo na 1ª jornada do campeonato em que os portistas venceram o Benfica por 2-0. Desde logo Celso começou a ser um dos pilares na defesa da equipa orientada por Artur Jorge, que se sagrou Campeão Nacional logo na sua primeira época ao serviço dos Dragões.
Na temporada seguinte viveu o momento alto da sua carreira ao vencer a Taça dos Clubes Campeões Europeus com uma vitória sobre os alemães do Bayern Munique. Nessa participação do FC Porto na prova europeia, ficou na memória de muitos portistas o golo marcado por Celso contra o Dínamo de Kiev na segunda-mão das meias-finais.
Em 1987/88, Celso voltou a sagrar-se Campeão Nacional, Venceu a sua primeira Taça de Portugal e conquistou ainda mais dois troféus internacionais. A Taça Intercontinental foi brilhantemente conquistada pelo FC Porto em Tóquio depois de derrotar o Peñarol, e um mês mais tarde foi a vez da Supertaça Europeia ficar nas Antas depois de dupla vitória por 1-0 sobre o Ajax.
Em 1988/89, Celso voltou ao Brasil onde ingressou no Goiás. Depois voltou ao Ferroviário, onde colocou um ponto final na sua carreira de futebolista.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
1 Taça dos Clubes Campeões Europeus
1 Supertaça Europeia
2 Campeonatos de Portugal
1 Taça de Portugal
1 Supertaça Cândido de Oliveira
2 Campeonatos do Paraná
1 Campeonato do Rio de Janeiro

domingo, 22 de Fevereiro de 2009

Primeira Taça

A Taça “Clube União do Norte”, foi a primeira a entrar na sede do futebol Clube do Porto. Disputada em 1912/13, no Campeonato de 3ª Categorias, foi conquistada pelos Dragões frente ao Leixões, Boavista e Salgueiros.
Os jogadores dessa terceira categoria, vencedores da Taça designada por “Clube União do Norte”, foram homenageados com um diploma no dia 29 de Dezembro de 1913.
No entanto, esta Taça não foi a primeira a ser disputada pelo Futebol Clube do Porto, mas sim a primeira a ser recebida, já que a primeira disputada foi a Taça “José Monteiro da Costa”, que só mais tarde viria a pertencer definitivamente ao clube. Esta foi também ganha pelo Futebol Clube do Porto e referia-se ao Campeonato do Norte de Portugal, iniciado em 1911 e prolongado em cinco edições. O clube que obtivesse mais títulos nesses cinco campeonatos arrecadava o troféu e o Futebol Clube do Porto, com quatro títulos contra um da Académica, justificou plenamente a conquista da Taça com o nome do seu fundador.

fonte: revista Dragões nº 13

segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

Simões

Carlos António Fonseca Simões nasceu no dia 28 de Julho de 1951 em Coimbra.
Deu início à sua carreira de futebolista ao serviço do Associação Académica de Coimbra em 1966. Ainda passou pelas camadas jovens do Sporting, mas voltou a Académica onde se estreou na equipa principal na temporada de 1969/70.
Em 1974/75 foi contratado pelo Futebol Clube do Porto quando tinha ainda apenas 23 anos. Nas Antas permaneceu durante nove temporadas, onde venceu todos os títulos da sua carreira. O primeiro foi na época de 1976/77 quando os portistas conquistaram a Taça de Portugal ao derrotarem o Braga por 1-0. As duas temporadas seguintes foram ainda melhores já que se sagrou Campeão Nacional em 1977/78 e 1978/79. Em 1981/82 Simões conquistou ainda a Supertaça.
Na temporada de 1983/84 e já com 32 anos, mudou-se para o Portimonense onde foi titular indiscutível. Na época seguinte esteve na única presença da equipa algarvia nas competições europeias.
Em 1987/88 regressou ao seu primeiro clube, a Académica, quando contava já 36 anos de idade e onde colocou um ponto final na sua carreira nessa mesma temporada.

Palmarés
2 Campeonatos de Portugal
1 Taça de Portugal
1 Supertaça Cândido de Oliveira

domingo, 8 de Fevereiro de 2009

Ion Timofte

Ion Timofte nasceu no dia 16 de Dezembro de 1967 em Anina, Roménia.
Iniciou a sua carreira em 1988/89 no clube da sua terra, o Minerul Anina, mas ainda durante o ano de 1989 mudou-se para o CSM Resita. Em 1989/90 transferiu-se para o Politehnica Timisoara onde esteve durante duas temporadas.
Na época de 1991/92 chegou ao Futebol Clube do Porto onde se manteve três épocas. Em 3 temporadas, Timofte foi um dos pilares da equipa portista e sagrou-se Campeão Nacional por duas vezes (1991/92 e 1992/93), venceu ainda 1 Taça de Portugal na época de 1993/94, e duas Supertaças (1992/93 e 1993/94). Nos Dragões, Timofte marcou 25 golos.
Para a temporada de 1994/95 mudou-se para o vizinho Boavista onde jogou durante 6 épocas. Nos axadrezados Timofte conquistou 1 Taça de Portugal e 1 Supertaça. Apontou 32 golos em 146 partidas.
Representou também a Selecção da Roménia por 10 ocasiões entre 1991 e 1995.
Em 2000 e com 32 anos, Ion Timofte colocou um ponto final na sua carreira de futebolista.

Palmarés
2 Campeonatos de Portugal
2 Taças de Portugal
3 Supertaças Cândido de Oliveira

segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009

Carlos Duarte

Carlos Duarte nasceu no dia 25 de Março de 1933 em Nova Lisboa, Angola.
Representou o Futebol Clube do Porto durante as épocas de 1952/53 até 1963/64 tendo-se sagrado por duas vezes Campeão Nacional.
Em 1955/56 sob o comando técnico de Dorival Yustrich, Venceu pela primeira vez o campeonato e também a Taça de Portugal ao derrotar o Torreense por 2-0, e depois em 1958/59 nova vitória no campeonato já com Bela Guttman como treinador. Venceu ainda a segunda Taça de Portugal na época de 1957/58 com um triunfo sobre o Benfica por 1-0.
Carlos Duarte foi um extremo-direito veloz e de elevada qualidade que possuía um drible curto mas sempre com os olhos postos na baliza.
Foi ainda dos jogadores que fizeram parte da estreia do FC Porto nas competições europeias na época de 1858/59, num jogo contra o Athletic Bilbao.
Depois de deixar o FC Porto jogou ainda no Deportivo da Corunha e depois no Leixões onde sofreu uma grave lesão.
Carlos Duarte representou também a Selecção Nacional por 7 ocasiões
Em 2003 foi justamente homenageado pelo Futebol Clube do Porto com um “Dragão d´Ouro” simbolizando a “Recordação do Ano”.

Palmarés
2 Campeonatos de Portugal
2 Taças de Portugal

domingo, 25 de Janeiro de 2009

Costinha

Francisco José Rodrigues da Costa (Costinha), nasceu no dia 1 de Dezembro de 1974 em Lisboa.
Deu os primeiros passos como futebolista no Oriental. Na temporada de 1995/96 mudou-se para o Machico, clube Madeirense. Na temporada seguinte transferiu-se para outro clube da Ilha da Madeira, o Nacional.
Em 1997/98 e com 22 anos, foi contratado pelo AS Mónaco. No clube francês permaneceu quatro temporadas onde se sagrou Campeão de França na temporada de 1999/2000.
Na época de 2001/02 transferiu-se para o Futebol Clube do Porto estreando-se na Primeira Liga num jogo contra o Sporting onde acabou expulso. Na temporada seguinte e já sob o comando técnico de José Mourinho, Costinha foi pela primeira vez Campeão de Portugal e venceu a Taça de Portugal. Conquistou ainda a Taça UEFA depois da vitória sobre os escoceses por 3-2 na final, um jogo que não foi feliz para Costinha já que saiu lesionado logo aos 9 minutos.
Na época seguinte começou da melhor maneira já que venceu a Supertaça onde foi o autor do golo da vitória. Voltou a sagrar-se Campeão Nacional, mas o ponto alto foi o triunfo na Liga dos Campeões onde derrotou a sua anterior equipa, o AS Mónaco. Inesquecível para todos os portistas ficou no entanto o golo de Costinha marcado em Inglaterra contra o Manchester United já nos minutos finais e que valeram ao FC Porto a passagem à eliminatória seguinte.
Em 2004/05 voltou a vencer a Supertaça e em Dezembro ajudou a vencer a Taça Intercontinental em Tóquio.
Na época de 2005/06 mudou-se para a Rússia para representar o Dínamo de Moscovo, algumas lesões e problemas fizeram com que Costinha não fosse feliz em Moscovo e em 2006/07 rumou ao Atlético de Madrid. Na temporada seguinte mudou-se para Itália para defender as cores do Atalanta, clube que ainda representa actualmente.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
1 Liga dos Campeões
1 Taça UEFA
2 Campeonatos de Portugal
1 Taça de Portugal
2 Supertaças Cândido de Oliveira
1 Campeonato de França
1 Supertaça de França

domingo, 18 de Janeiro de 2009

Adeptos

Na semana em que este blog completa o primeiro aniversário e quando já conta com mais de 10.000 visitas, o destaque vai para aqueles que sentem e têm amor ao clube e o acompanham para todo o lado, faça sol ou chuva, calor ou frio. Porque são eles a sua principal força.
Esses são os adeptos do Futebol Clube do Porto.

domingo, 11 de Janeiro de 2009

António Araújo

António de Araújo nasceu em Paredes no dia 28 de Setembro de 1923.
Araújo foi um avançado que jogou no FC Porto durante grande parte da década de 40 e que, apesar da curta carreira, acabou por marcar aquela geração de futebolistas. Chegou ao FC Porto com apenas 19 anos mas logo viram nele potencial para integrar a equipa principal.
Na época 1946/47 acabaría por ser o melhor marcador do campeonato com 36 golos em 25 jogos. Infelizmente, ficou ligado à pequena travessia do deserto que o FC Porto enfrentou durante esse período e que o afastou dos merecidos títulos. Mas os golos que marcou ao serviço do FC Porto cedo o levaram à Selecção Nacional e foi com naturalidade que manteve a veia goleadora ao serviço da Selecção. Foi ele o autor de dois golos à Espanha na primeira vitória oficial sobre os espanhóis (Travassos marcou os outros dois).
Depois do sucesso que atingiu na Selecção Nacional acabou por ficar conhecido por «Sport Lisboa e Araújo» porque era com frequência o único jogador do FC Porto a impor-se na Selecção Nacional que naquele tempo era maioritariamente constituída por jogadores do Benfica, do Sporting e do Belenenses. Araújo foi mesmo responsável por não permitir que os «cinco violinos» tivessem na Selecção o mesmo estatuto e reconhecimento que tiveram no Sporting, isto porque o jogador do FC Porto relegava para o banco de suplentes o sportinguista Vasques.
Em 1947, no auge da sua carreira, foi-lhe diagnosticada uma doença na garganta que acabou por lhe afectar os rins.
Na época seguinte ainda foi um dos protagonistas na célebre vitória do FC Porto sobre o Arsenal (3-2), mas a meio da época a doença de que padecia não o deixou continuar e foi forçado a abandonar os relvados durante quase dois anos. Quando regressou já não era o mesmo Araújo pois perdera muitas qualidades que fizeram dele um dos melhores avançados de sempre do futebol português.
Ainda jogou no Tirsense e no União de Paredes antes de terminar a carreira.

domingo, 4 de Janeiro de 2009

Mihaly Siska

Quando surgiu Mihaly Siska. Apenas com 18 anos. Embalou o Futebol Clube do Porto para a conquista do segundo campeonato de Portugal em 1924/25. O “testemunho” passado por Lino Moreira veio a vencer três anos depois, numa das extraordinárias exibições de Siska em Viana do Castelo.
Na dura prova dos “Nacionais”, não há dúvida de que Siska teve uma capacidade extraordinária e excedeu de maneira indiscutível todos os valores dos primeiros anos do futebol de competição em Portugal. Mihaly Siska, que desapareceu, infelizmente, muito novo do mundo dos vivos, foi dentro do Futebol Clube do Porto um elemento de curiosa aptidão profissional: bom funcionário da secretaria, treinador e atleta pundonoroso. Muito inteligente e correcto, Siska deu exemplos de esmerada educação e amor clubista.
Quem jogasse como Siska jogou, considerado por toda a crítica da época “o mais extraordinário guarda-redes visto em clubes portugueses”, seria dono e senhor em qualquer país. O grande Siska nunca se aproveitou dessa classe, embora tenho sido muito assediado para tal. Era modesto e muito sensato.
Depois de Lino Moreira ter sido o guarda-redes Campeão com o FC Porto, Mihaly Siska era o dono da baliza no segundo campeonato conquistado pelos Dragões e teve muita influência pessoal em tão magníficos triunfos.

Palmarés
1 Campeonato de Portugal

Texto e foto: revista Dragões nº 11

quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008

Feliz Ano Novo

terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

Feliz Natal


domingo, 21 de Dezembro de 2008

Deco

Anderson Luiz de Sousa (Deco), nasceu no dia 27 de Agosto de 1977 em São Bernardo do Campo, município de São Paulo; Brasil.
Começou por se iniciar aos 9 anos de idade no Bonfim. Passou ainda pelo Guarani, Nacional, até que chegou ao Corinthians onde se estreou na equipa principal contra o Atlético Mineiro. Rumou depois ao Corinthians Alagoano e em 1997 foi vendido ao Benfica que o emprestou ao Alverca. No inicio da temporada de 1998/99 mudou-se para o Salgueiros, mas em Março de 99 chegou ao Futebol Clube do Porto e fez a estreia com a camisola azul e branca contra o Braga. Logo nessa época, Deco sagrou-se Campeão Nacional pela primeira vez e teve o seu nome registado na história dos jogadores que ajudaram a vencer o Penta-Campeonato. Na temporada seguinte venceu a Supertaça e conquistou a Taça de Portugal frente ao Sporting na finalíssima com uma vitória por 2-0 com Deco a marcar um grande golo de livre. Na temporada de 2000/01 voltou a repetir o triunfo na Taça de Portugal, desta vez ao derrotar o Marítimo. Na temporada seguinte venceu apenas a Supertaça. Em 2002/03, Deco teve uma das suas melhores épocas e voltou a sagrar-se Campeão Nacional, venceu de novo a Taça de Portugal após vitória sobre o União de Leiria na final, e ganhou a Taça UEFA ao derrotar os escoceses do Celtic Glasgow por 3-2. A temporada seguinte voltou a ser recheada de vitórias que começou com novo vitória na Supertaça e mais um Campeonato Nacional ganho com total superioridade. Mas a maior conquista estava destinada para o ultimo jogo da temporada, a Final da Liga dos Campeões que o FC Porto venceu ao derrotar os franceses do Mónaco por 3-0 com Deco a marcar o segundo golo, o que seria o ultimo com a camisola dos Dragões.
No final dessa temporada, Deco transferiu-se para o FC Barcelona e logo na primeira época conquistou a titularidade e venceu o campeonato espanhol feito que repetiu na temporada seguinte, onde conquistou também a Supertaça de Espanha, e voltou a ganhar a Liga dos Campeões. Em 2006/07, Deco venceu de novo a Supertaça espanhola e no final da temporada de 2007/08 transferiu-se para Inglaterra onde representa actualmente o Chelsea FC.
Em 29 de Março de 2003, Deco estreou-se com a camisola da Selecção de Portugal num jogo contra o Brasil no Estádio das Antas. Foi uma estreia que não poderia ter corrido melhor já que Deco foi o autor do golo da vitória com que Portugal derrotou a Selecção Canarinha. Depois disso esteve presente nos Campeonatos da Europa de 2004 e de 2008 e esteve também no Campeonato do Mundo 2006.

Palmarés
2 Ligas dos Campeões
1 Taça UEFA
3 Campeonatos de Portugal
3 Taças de Portugal
2 Supertaças Cândido de Oliveira
2 Campeonatos de Espanha
2 Supertaças de Espanha
1 Taça de Inglaterra
1 Supertaça de Inglaterra

domingo, 14 de Dezembro de 2008

Acúrcio

Acúrcio, juntamente com Américo, Pinho e Barrigana, marcou uma época no FC Porto e no futebol português.
Talvez o FC Porto nunca tenha tido tantos e tão bons guarda-redes, e durante várias épocas consecutivas. Depois de Barrigana, seguiram-se Pinho, Acúrcio e Américo.É curioso que, tal como vários atletas do seu tempo, Acúrcio tenha dividido o seu tempo entre o futebol e outra modalidade onde jogava como avançado: o Hóquei em Patins!
Apesar de nesse tempo os jogadores terem a possibilidade de representar os clubes em várias modalidades, as condições nem sempre eram as melhores. Recentemente, Acúrcio deu uma entrevista onde recordou as dificuldades que os jogadores do seu tempo enfrentavam para treinar e jogar: “Havia uma parte do percurso que tinha de fazer a pé, porque não havia transportes para o estádio”.
Acúrcio foi campeão nacional pelo FC Porto na época 1958/59, quando a famosa equipa de Béla Guttmann recuperou o título conquistado 3 anos antes com Dorival Yustrich (o FC Porto voltaria a ser campeão 19 anos depois!).
As fantásticas exibições, ao serviço do FC Porto, também valeram a Acúrcio oito chamadas à Selecção Nacional (Acúrcio também foi internacional no Hóquei em Patins!), tendo-se estreado por Portugal a 21 de Maio de 1959.

Agradeço a autorização do autor do excelente blog: paixaopeloporto.blogspot.com pela publicação deste post.

domingo, 7 de Dezembro de 2008

André

António dos Santos Ferreira André nasceu no dia 24 de Dezembro de 1957 em Vila do Conde.
Fez toda a sua formação no Rio Ave e aos 17 anos já com idade de junior ingressou no Varzim e estreou-se como sénior na equipa principal na temporada de 1979/80. Ao serviço do clube da Póvoa começou a despertar o interesse de clubes maiores com as suas boas exibições, e em 1984/85 foi contratado pelo Futebol Clube do Porto.
Logo na primeira temporada com a camisola dos Dragões, André sagrou-se Campeão Nacional, título que viria a repetir na temporada seguinte onde também juntos a vitória da Supertaça. Em 1986/87 aconteceu a primeira grande conquista da sua carreira ao vencer a Taça dos Clubes Campeões Europeus depois da vitória sobre os alemães do Bayern de Munique. Na temporada seguinte continuou no caminho das vitórias, ao conquistar o título de Campeão Nacional, a Taça de Portugal, e mais importante, a Taça Intercontinental ganha no Japão frente ao Peñarol do Uruguai, ao que se juntou a vitória na Supertaça Europeia. Em 1988/89 não venceu qualquer título, mas voltou a sagrar-se Campeão na temporada seguinte e a vencer a Supertaça. Na época de 1990/91 esteve presente no estádio do Jamor onde ganhou mais uma Taça de Portugal, e venceu também mais uma Supertaça. Na temporada seguinte de novo foi Campeão Nacional, titulo que repetiu na época que se seguiu onde repetiu a vitória em mais uma Supertaça. Em 1993/94 venceu outra Taça de Portugal e de novo a Supertaça. Na época de 1994/95 sagrou-se Campeão Nacional, o que seria a sua última vitória como jogador já que no final dessa época colocou um ponto final na sua brilhante carreira de futebolista.
Continuou ligado ao Futebol Clube do Porto onde faz parte da equipa técnica.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
1 Taça dos Campeões Europeus
1 Supertaça Europeia
7 Campeonato de Portugal
3 Taça de Portugal
5 Supertaça Cândido de Oliveira

domingo, 30 de Novembro de 2008

Aloísio

Aloísio Pires Alves nasceu no dia 16 de Agosto de 1963 em Pelotas no estado do Rio Grande do Sul, Brasil.
Foi no Internacional de Porto Alegre que Aloísio fez toda a formação até chegar a sénior no ano de 1985. No clube do Rio Grande do Sul permaneceu até 1988, ano em que representou a Selecção do Brasil nos Jogos Olímpicos de Seul e que os brasileiros chegaram à final mas que foram derrotados pela União Soviética no prolongamento.
Com os J.O. terminados o FC Barcelona avançou para a contratação de Aloísio para a temporada de 1988/89 que estava a começar, no clube da Catalunha permaneceu duas épocas onde venceu a Taça dos Vencedores das Taças.
Na temporada de 1990/91, chegou por empréstimo ao Futebol Clube do Porto e contribuiu para a conquista da Taça de Portugal e da Supertaça. No final dessa época e como o Barcelona dava-o como dispensado o FC Porto avançou para a sua contratação em definitivo e dessa maneira Aloísio continuou a vestir a camisola dos Dragões por mais dez temporadas, até 2000/01.
No total foram 11 épocas onde fez dupla de centrais com: Geraldão, José Carlos, Paulo Pereira e com os portugueses Fernando Couto e depois com Jorge Costa.
Foi por 7 vezes Campeão Nacional e esteve em todos os cinco campeonatos do célebre Penta onde foi o jogador mais utilizado. Venceu 4 Taças de Portugal e 7 Supertaças.
Em 1994 chegou à meia-final da Liga dos Campeões, infelizmente perdida para o seu ex-clube, o FC Barcelona.
No final da temporada de 2000/01 colocou um ponto final na carreira de jogador e passou a abraçar a carreira de treinador. Começou por fazer parte da equipa técnica de FC Porto em 2003/04 e 2004/05, até que em 2005/06 passou a ser o treinador da equipa b dos Dragões. Na época seguinte começou por ser técnico do Vila Meã mas depois, ainda antes do meio da temporada, acompanhou Jorge Costa na equipa técnica do Sp. Braga até ao final desse campeonato.

Palmarés
1 Taça dos Vencedores das Taças
7 Campeonatos de Portugal
4 Taças de Portugal
7 Supertaças Cândido de Oliveira

domingo, 23 de Novembro de 2008

António Lino Moreira

António Lino Moreira foi o primeiro guarda-redes da história do Futebol Clube do Porto a vencer um campeonato.
Lino Moreira, quando ingressou no FC Porto, vindo do Leça FC, foi logo considerado o melhor ou um dos melhores jogadores portugueses no seu lugar e, numa altura em que existiam excelentes valores, como Carlos Guimarães e Ernesto Viegas, falou-se muito na sua “internazionalização”.
No primeiro e segundo Portugal – Espanha, em futebol, esteve Lino para ser utilizado.
Na época de 1921/22, António Lino Moreira contribuiu largamente para a vitória do FC Porto na primeira campeonato nacional de futebol, mas dois anos mais tarde, ainda em boa forma, cedeu o lugar aos novos, depois de muitas exibições admiráveis.

fonte: revista Dragões nº 11

domingo, 16 de Novembro de 2008

Bobby Robson

Sir Robert William Robson (Bobby Robson), nasceu no dia 18 de Fevereiro de 1933 em Sacriston.
Enquanto jogador vestiu a camisola do Fulham, clube que representou 11 temporadas, e do West Bromwich Albion, durante 6 temporadas. Já no final da carreira representou os canadianos do Vancouver Royals onde foi treinador/jogador.
Começou a carreira de treinador no clube canadiano mas logo transferiu-se para o Fulham. Na temporada de 1968/69 mudou-se para o Ipswich Town onde se manteve até a época de 1981/82. Ao serviço do clube da cidade de Ipswich, Robson venceu a Taça de Inglaterra em 1977/78 ao derrotar o Arsenal da Final. Venceu também a Taça UEFA em 1980/81 depois de vencer o AZ Alkmaar. Recentemente foi nomeado Presidente honorário do Ipswich Town como forma de gratidão pelo trabalho que realizou no clube.
Na temporada de 1982/83 foi convidado para dirigir a Selecção da Inglaterra onde esteve presente nos Campeonatos do Mundo do México em 1986 e de Itália em 1990. No México foi eliminado pela Argentina por causa de um golo marcado com a mão de Maradona, e em Itália perdeu nas meias-finais perante a Alemanha.
Nas épocas de 1990/91 e 1991/92 foi treinador do PSV de Eindhoven e sagrou-se Campeão nas duas temporadas. Em 1992/93 mudou-se para o Sporting onde esteve uma época e meia até que foi despedido por Sousa Cintra depois da eliminação frente ao Casino Salzburgo.
A meio da temporada de 1993/94 chegou ao Futebol Clube do Porto e conquistou a Taça de Portugal derrotando na finalíssima o clube que o tinha despedido, o Sporting. E chegou à meia-final da Liga dos Campeões onde foi derrotado pelo Barcelona.
Em 1994/95 e 1995/96 ainda ao serviço do FC Porto, sagrou-se Bi-Campeão Nacional e ainda venceu uma Supertaça.
Em 1996/97 mudou-se para o Barcelona onde venceu a Taça da Espanha e a Taça dos Vencedores das Taças. Na temporada seguinte voltou ao PSV e depois em 1999/2000 regressou a Inglaterra para orientar o seu clube do coração, o Newcastle onde se manteve até terminar a carreira na temporada de 2004/05.
Foi condecorado com a Ordem do Império Britânico em 1990 e com o título de Cavaleiro em 2002, ambos pelos seus serviços prestados ao futebol.
Faleceu no dia 31 de Julho de 2009, vitima de cancro.

Palmarés
1 Taça dos Vencedores das Taças
1 Taça UEFA
2 Campeonatos de Portugal
2 Campeonatos da Holanda
1 Taça de Portugal
1 Taça de Espanha
1 Taça de Inglaterra
1 Supertaça Cândido de Oliveira

domingo, 9 de Novembro de 2008

Pepe

Képler Laveran Lima Ferreira (Pepe), nasceu em Maceió no Brasil no dia 26 de Fevereiro de 1983.
Começou a sua carreira de futebolista no Corinthians Alagoano onda passou a sénior no ano de 2001. Ainda nesse mesmo ano transferiu-se para o Marítimo, no clube da Madeira começou por jogar na equipa-B mas inda fez 10 jogos na formação principal. Na temporada seguinte já conseguiu afirmar-se na equipa principal onde para além de central também jogou como médio. Na pré-época de 2003/04 o Marítimo deu-lhe permissão para treinar à experiência com o plantel do Sporting CP durante duas semanas, depois disso os dois clubes tentaram a transferência do jogador mas acabaram por não chegar a acordo e assim Pepe regressou à Madeira e ao Marítimo onde fez mais uma temporada.
Em 2004/05 o Futebol Clube do Porto contratou-o por 1 milhão de euros. Na sua primeira temporada nos Dragões, venceu a Supertaça e a Taça Intercontinental conquistada no Japão perante os colombianos do Once Caldas.
Na Temporada seguinte e já sob a orientação do holandês Co Adriaanse, Pepe ganhou o lugar na defesa portista onde foi preponderante no esquema táctico de 3-4-3 e no final da temporada sagrou-se Campeão Nacional e venceu a Taça de Portugal.
Em 2006/07 voltou a ser um jogador em destaque no centro da defesa e voltou a repetir a vitória no Campeonato Nacional e conquistou a Supertaça. As boas exibições valeram-lhe a transferência para o Real Madrid que desembolsou 30 milhões de euros.
Na época de 2007/08 sagrou-se de novo Campeão mas desta vez no campeonato espanhol com o Real Madrid, clube que representa actualmente.
Em Agosto de 2007, Pepe naturalizou-se português e assim passou a fazer parte dos eleitos para jogar na Selecção Nacional. Logo nesse mesmo mês de Agosto de 2007 foi convocado mas uma lesão impediu de se estrear com a camisola das quinas. A tão ansiada estreia acabou por acontecer no dia 22 de Novembro num jogo contra a Finlândia. Esteve presente no Campeonato da Europa de Futebol realizado na Áustria e Suíça e foi o autor do primeiro golo da Selecção de Portugal na prova. Acabando depois por ser eliminado nos quartos-de-final.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
2 Campeonatos de Portugal
1 Campeonato de Espanha
1 Taça de Portugal
2 Supertaças Cândido de Oliveira

domingo, 2 de Novembro de 2008

Juary

Juary Jorge dos Santos Filho nasceu em S. João de Meriti no dia 16 de Junho de 1959.
Iniciou-se na formação do Santos onde passou a profissional em 1977. No clube de São Paulo manteve-se durante três anos e venceu o Campeonato Paulista de 1978. Na temporada de 1979/80 transferiu-se para o América do México e na época seguinte viajou para Itália onde representou o Avellino (1980/81 e 1981/82), Inter de Milão (1982/83), Ascoli (1983/84) e o Cremonese (1984/85).
Na temporada de 1985/86 chegou ao Futebol Clube do Porto e logo no primeiro jogo do campeonato disputado no Estádio das Antas contra o Benfica, Juary apontou o seu primeiro golo em jogos oficiais com a camisola azul e branca, num jogo em que o FC Porto venceu por 2-0. Ainda nessa temporada ficou para a memória de todos os portistas a partida da segunda-mão da Taça dos Clubes Campeões Europeus contra o FC Barcelona nas Antas, depois de ter perdido o primeiro jogo por 2-0. Juary entrou aos 66 minutos e marcou os 3 golos da vitória mas que não foram suficientes para eliminar os espanhóis que conseguiram marcar 1. No final dessa temporada, Juary sagrou-se Campeão Nacional e venceu também a Supertaça.
Na época de 1986/87 o pequeno brasileiro voltou a ser importante na caminhada europeia que levou o FC Porto à final de Viena onde derrotou os alemães do Bayern de Munique por 2-1, e onde Juary fez a assistência para o primeiro golo apontado por Madjer, e marcou o segundo.
Na temporada seguinte voltou a conquistar o Título de Campeão Nacional e a vencer a Taça de Portugal. Mas tal como tinha acontecido na época anterior, as principais conquistas foram alcançadas a nível internacional. Primeiro foi a épica vitória na Taça Intercontinental defronte do Peñarol do Uruguai num jogo disputado em Tóquio sobre um manto de neve. Um mês mais tarde nova conquista, desta vez na Supertaça Europeia onde o FC Porto defrontou e venceu os holandeses do Ajax por 1-0 nas duas mãos.
Ainda em 1988, Juary regressou ao Brasil onde representou a Associação Portuguesa dos Desportos. No ano seguinte voltou ao seu clube de sempre, o Santos, onde permaneceu até 1992, até que em 1993 terminou a sua carreira no São José Esporte Clube.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
1 Taça dos Campeões Europeus
1 Supertaça Europeia
2 Campeonatos de Portugal
1 Taça de Portugal
1 Supertaça Cândido de Oliveira
1 Campeonato Paulista

domingo, 26 de Outubro de 2008

Rolando

José Rolando Andrade Gonçalves nasceu na cidade do Porto no dia 11 de Junho de 1944.
Ainda antes de ser profissional jogou em dois clubes regionais, que foram o Nacional e o Fontinense. Depois mudou-se para o Futebol clube do Porto onde passou a sénior na temporada de 1962/63 e representou o Salgueiros por empréstimo.
Em 1964/65 integrou o plantel portista e lá permaneceu até à temporada de 1974/75. Foi um dos mais carismáticos capitães da equipa que passaram pelos Dragões. Apesar de nunca ter sido Campeão, venceu a Taça de Portugal na época de 1967/68 jogo em que o FC Porto derrotou o Setúbal por 2-1. Este foi o único troféu relevante que Rolando conquistou em toda a sua carreira de futebolista.
Em 1975/76 transferiu-se para o Paços de Ferreira onde no final dessa temporada terminou a sua carreira de jogador.
Rolando representou também a Selecção Nacional por 8 vezes. Num jogo entre Portugal e Brasil recusou a ordem do treinador que o mandou entrar em campo a apenas 2 minutos do final.
Depois de terminada a sua carreira de futebolista, Rolando foi treinador-adjunto de Rodolfo no Tirsense. Regressou ao FC Porto para treinar as camadas jovens onde foi Campeão. Actualmente continua ligado aos Dragões onde trabalha no Departamento de Futebol.

Palamrés
1 Taça de Portugal

domingo, 19 de Outubro de 2008

Benni McCarthy

Benedict Saul McCarthy nasceu no dia 12 de Novembro de 1977 na Cidade do Cabo na África do Sul.
Benni fez a sua estreia como futebolista profissional com apenas 17 anos, na temporada de 1995/96 na equipa do Seven Stars na qual permaneceu na época seguinte até que foi contratado pelo Ajax de Amesterdão. Em 1997/98 e já ao serviço do clube holandês, Benni sagrou-se Campeão e conquistou a Taça da Holanda, competição que voltou a vencer na temporada seguinte.
Na época de 1999/2000 o avançado africano transferiu-se para o Celta de Vigo de Espanha onde acabou por não ser muito feliz e a meio da temporada de 2001/02 Benni foi emprestado ao Futebol Clube do Porto. Estreou-se com a camisola dos Dragões no dia 10 de Fevereiro de 2002 num jogo contra o Benfica em que os portistas venceram por 3-2. Benni actuou ainda em mais 10 jogos e marcou 12 golos. No final desse campeonato os espanhois do Celta de Vigo chamaram-no de volta apesar da vontade do jogador ser ficar no FC Porto. Mas definitivamente os ares de Espanha não lhe eram favoráveis e assim no final de 2002/03 McCarthy voltou ao Futebol Clube do Porto, desta vez a título definitivo.
Na época de 2003/04, Benni sagrou-se Campeão Nacional onde foi o melhor marcador ao apontar 20 golos e venceu também a Supertaça. Mas a principal conquista foi a Liga dos Campeões onde o sul-africano marcou 4 golos.
Em 2004/05 o avançado conquistou mais uma Supertaça, e em Dezembro no Japão conquistou a Taça Intercontinental depois do FC Porto derrotar os colombianos do Once Caldas. No final dessa temporada, e como era seu desejo, rumou a Inglaterra onde ingressou no Blackburn Rovers FC, clube que ainda representa actualmente.
Benni representou ainda a Selecção da África do Sul por diversas vezes e emarcou presença nos Mundiais de França 1998 e da Coreia/Japão 2002.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
1 Liga dos Campeões
2 Campeonatos de Portugal
1 Campeonato da Holanda
2 Taças da Holanda
1 Taça de Portugal
2 Supertaças Cândido de Oliveira

domingo, 12 de Outubro de 2008

Lima Pereira

António José Lima Pereira nasceu no dia 1 de Fevereiro de 1952 na Póvoa de Varzim.
Iniciou-se no futebol com 16 anos no Varzim onde permaneceu, até que em 1978/79 transferiu-se para o Futebol Clube do Porto. No clube das Antas permaneceu até à temporada de 1988/89 e foi por três vezes Campeão Nacional nas épocas de 1984/85, 1985/86 e 1987/88. Venceu 2 Taças de Portugal em 1983/84 e 1987/88, ao derrotar o Rio Ave e o Guimarães respectivamente. Conquistou 4 Supertaças, 1980/81,1982/83, 1983/84 e 1985/86.
Na época de 1986/87, Lima Pereira sagrou-se Campeão Europeu, apesar de não ter dado o seu contributo na final contra os alemães do Bayern de Munique por se encontrar lesionado, no entanto o defesa central era um dos pilares da equipa orientada por Artur Jorge. O período dourado da carreira de Lima Pereira continuou na temporada seguinte, à conquista do Campeonato Nacional e da Taça de Portugal juntou a vitória na Supertaça Europeia e na Taça Intercontinental ganha em Tóquio no Japão.
No final dessa época deixou o Futebol Clube do Porto. Ainda jogou mais duas temporadas no FC Maia até que na época de 1990/91 deu por terminada a sua carreira de futebolista.
Lima Pereira representou por 20 vezes a Selecção Nacional pela qual esteve presente no Campeonato da Europa que se realizou em 1984 na França e que Portugal chegou à meia-final.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
1 Taça dos Clubes Campeões Europeus
1 Supertaça Europeia
3 Campeonatos de Portugal
2 Taças de Portugal
4 Supertaças Cândido de Oliveira

domingo, 5 de Outubro de 2008

Joseph Szabo

Joseph Szabo nasceu no dia 11 de Maio de 1896 em Gonyo na Hungria.
Começou a jogar futebol com 14 anos no clube da sua terra o Gyor. Aos 20 anos mudou-se para o Ferencvaros, até que no ano de 1926 foi emprestado ao Szonbately que viagou até Portugal. A equipa húngara fez escala na Madeira e o Nacional fez-lhe uma proposta para se transferir para o clube madeirense. Szabo aceitou a proposta e fez uma época no Nacional e depois mudou-se para o Marítimo onde esteve outra temporada. Integrou a Selecção da Madeira que venceu a sua congénere do Porto por 5-1 e foi um dos melhores jogadores em campo.
Nos finais de 1930 o Futebol Clube do Porto contratou-o para a dupla função de treinador-jogador.
Em 1931/32 conquistou o Campeonato de Portugal (depois chamada de Taça de Portugal), ao venceu o Belenenses por 2-1 na finalíssima disputada em Coimbra. Em 1934/35 Ganhou o primeiro Campeonato da Liga. A meio da época de 1935/36 foi despedido e assim rumou a Braga e depois passou ainda pelo Sporting antes de regressar ao Futebol Clube do Porto em 1945 onde esteve mais duas épocas mas sem as glórias passadas, foi 6º e 3º.
Seguiu-se o Olhanense, Portimonense, Oriental, Braga, Atlético, Sporting, Caldas, Leixões, Torreense, Barreirense, até que em 1965/66 terminou a sua carreira de treinador quando era técnico da Selecção de Angola.
Já naturalizado português desde 1955, ficou para sempre uma das suas frases: “no futebol o sucesso faz-se com 10 por cento de génio e 90 por cento de transpiração”.

domingo, 28 de Setembro de 2008

Branco

Cláudio Ibrahim Vaz Leal nasceu no dia 4 de Abril de 1864 em Bagé. Ficou conhecido pelo apelido de: “Branco” porque quando miúdo era o único jogador branco numa equipa de negros.
Branco começou a jogar futebol no clube da sua terra, o Guarany de Bagé.
Em 1981 ingressou no Internacional onde deu inicio à sua carreira profissional. No ano seguinte mudou-se para o Fluminense. No clube carioca manteve-se durante 5 anos e foi por 3 vezes Campeão Carioca (1983,1984 e 1985), Campeão do Brasil em 1984 e venceu a Taça Guanabara em 1983 e 1984. As boas exibições valeram-lhe a transferência para Itália onde vestiu a camisola do Bréscia nas épocas de 1986/87 e 1987/88.
Na temporada de 1988/89, ingressou no Futebol Clube do Porto que era comandado por Artur Jorge. Nos azuis e brancos sagrou-se Campeão na temporada seguinte, onde também juntou a vitória na Supertaça depois de derrotar o Estrela da Amadora.
Em 1990/91 voltou a rumar a Itália mas desta vez para ingressar no Génova onde esteve duas temporadas, até que em 1993 regressou ao Brasil para integrar o Grémio. Em 1994 mudou-se para o Fluminense e depois para o Corinthians. No ano seguinte voltou a mudar de clube, desta vez para o Flamengo, e seguiu-se de novo o Internacional. Em 1995/96 voltou a viajar para a Europa mas desta vez o destino foi a Inglaterra onde foi defender as cores do Middlesbrough durante apenas uma época. Em 1997 foi para os EUA representar NJ MetroStars. Nesse mesmo ano regressou ao Brasil onde jogou pelo Mogi Mirim. Na temporada seguinte, 1998, Branco mudou-se para o Fluminense onde colocou um ponto final na sua carreira.
Branco vestiu por várias vezes a camisola canarinha da Selecção do Brasil e esteve presente em 3 Campeonatos do Mundo de Futebol, onde foi Campeão Mundial em 1994 nos Estados Unidos.
Actualmente, Branco é o coordenador técnico do Fluminense.

Palmarés
1 Campeonato do Mundo
1 Copa América
1 Campeonato de Portugal
1 Campeonato do Brasil
1 Campeonato Carioca
1 Supertaça Cândido de Oliveira
1 Taça Guanabara

domingo, 21 de Setembro de 2008

Fonseca

João Francisco Fonseca dos Santos nasceu no dia 19 de Fevereiro de 1948 em Matosinhos.
Fonseca fez a sua estreia como profissional no Leixões na época de 1966/67. No clube da sua terra manteve-se durante três temporadas, tendo-se depois transferido para o Benfica onde permaneceu por mais três épocas, e onde se sagrou Campeão Nacional pela primeira vez na temporada de 1970/71, repetindo o feito na época seguinte. Juntando ainda duas Taças de Portugal
Na temporada de 1972/73, Fonseca regressou ao Leixões embora por empréstimo. No final desse campeonato, emigrou para Espanha onde foi representar o Club Deportivo Ourense durante duas temporadas.
Em 1975/76, regressou a Portugal para ingressar no Varzim, clube que serviu duas temporadas. Ainda nessa temporada de 1975/76,teve a sua estreia pele Selecção Nacional.
Em 1977/78 mudou-se para as Antas para vestir a Camisola do Futebol Clube do Porto. Logo no seu primeiro ano de Azul e Branco, contribuiu para acabar com o longo jejum de 19 anos que o FC Porto atravessou e dessa forma, desde logo ficou na história do clube ao sagrar-se Campeão Nacional. Na temporada seguinte, voltou a repetir a vitória no campeonato ao serviço dos Dragões
Em 1982/83, Fonseca colocou um ponto final na sua carreira.

Palmarés
4 Campeonatos de Portugal
2 Taças de Portugal

domingo, 14 de Setembro de 2008

Capucho

Nuno Fernando Gonçalves Rocha (Capucho), nasceu no dia 21 de Fevereiro de 1972 na cidade de Barcelos.
Começou a jogar futebol nos iniciados do Gil Vicente onde fez toda a formação, até que na época de 1990/91 estreou-se na equipa principal orientada na altura por Rodolfo Reis. No clube de Barcelos continuou na temporada seguinte, mas no final da época rumou a Alvalade para representar o Sporting.
No clube leonino esteve três temporadas, desde 1992/93 até 1994/95, e conquistou uma Taça de Portugal e uma Supertaça precisamente na sua última época no Sporting.
Na temporada seguinte regressou de novo ao Minho mas desta vez para ingressar no V. Guimarães onde permaneceu duas épocas.
Em 1997/98 Capucho transferiu-se para o Futebol Clube do Porto. Logo na sua primeira temporada com a camisola dos Dragões sagrou-se Campeão Nacional, venceu a Taça de Portugal e a Supertaça. Na temporada seguinte repetiu a vitória no Campeonato Nacional e na Supertaça. Na época de 1999/2000, voltou a ajudar o FC Porto a vencer a Taça de Portugal ao derrotar por 2-0 o Sporting. Venceu de novo a Supertaça. Na temporada seguinte nova vitória na Taça de Portugal, desta vez ao derrotar o Marítimo por 2-0. E mais uma vitória na Supertaça.
Em 2001/02 o FC Porto teve uma das suas piores temporadas, terminou mesmo o campeonato na 3ª posição, e não conquistou nenhum título. A meio desse mesmo campeonato o treinador Octávio Machado foi substituído por José Mourinho.
Na época de 2002/03 o FC Porto apresentava um plantel renovado e onde Capucho se destacava. No campeonato os portistas não tiveram adversários à altura e sagraram-se Campeões Nacionais. Venceram também a Taça de Portugal depois de derrotarem o União de Leiria por 1-0.
Mas o momento mais cintilante da carreira de Capucho foi estar presente na Final da Taça UEFA em 2003 que conquistou frente ao Celtic de Glasgow depois de uma vitória por 3-2.
No final dessa temporada Capucho deixou o FC Porto e Portugal e foi para a Escócia para ingressar no Rangers.
Na temporada de 2004/05 mudou-se para Espanha para representar o Celta de Vigo. E foi aí que colocou um ponto final na sua carreira de futebolista.

Palmarés
1 Taça UEFA
3 Campeonatos Nacionais
5 Taças de Portugal
5 Supertaças Cândido de Oliveira

domingo, 7 de Setembro de 2008

Inácio

Augusto Soares Inácio nasceu no dia 1 de Fevereiro de 1955 em Lisboa.
Estreou-se como profissional de futebol no Sporting na temporada de 1975/76 e manteve-se no clube de Alvalade até a época 1981/82. No Sporting foi por duas vezes Campeão Nacional, e venceu duas Taças de Portugal.
Na temporada de 1982/83 transferiu-se para o Futebol Clube do Porto e permaneceu nos Dragões até a época de 1988/89, altura em que colocou um ponto final na sua carreira de futebolista.
Com a camisola do FC Porto, Inácio sagrou-se por 3 vezes Campeão Nacional, conquistou 2 Taças de Portugal e venceu 3 Supertaças de Portugal. Mas as maiores conquistas aconteceram em 1987, ano em que ajudou a conquistar a Taça dos Clubes Campeões Europeus em Viena e a Taça Intercontinental em Tóquio. Ao que se juntou a vitória na Supertaça Europeia ao derrotar o Ajax em Amestardão e nas Antas em ambos os jogos por 1-0.
Na temporada de 1990/91 Inácio deu inicio à sua carreira de treinador no Rio Ave FC. Ainda passou pelo FC Porto como adjunto. Seguiu-se o Marítimo, Felgueiras, Chaves e o Sporting onde depois de 21 anos levou os Leões a conquistarem de novo o Título. Depois ainda treinou o Guimarães, Belenenses, Beira-Mar. Passou pela Grécia onde orientou o Ionikos. Também passou pelo Irão para treinar o Foolad FC, seguindo-se o Inter de Luanda da Angola. Actualmente é o treinador do Naval 1º de Maio.

Palmarés como jogador
1 Taça Intercontinental
1 Taça dos Campeões Europeus
1 Supertaça Europeia
5 Campeonatos Nacional
4 Taças de Portugal
3 Supertaças Cândido de Oliveira

Palmarés como treinador
1 Campeonato Nacional

domingo, 31 de Agosto de 2008

Rui Filipe

Rui Filipe Tavares de Bastos nasceu no dia 8 de Março de 1968 em Vale de Cambra.
Deu os primeiros pontapés na bola no AD Valecambrense até despertar a cobiça do Futebol Clube do Porto, clube para o qual se mudou na temporada de 1889/90. Foi depois emprestado, primeiro ao Sporting de Espinho e na temporada seguinte ao Gil Vicente.
Na época de 1991/92, Rui Filipe passou a integrar o plantel portista que era comandado pelo técnico brasileiro Carlos Alberto Silva, e pela primeira vez sagrou-se Campeão Nacional.
Na temporada seguinte e ainda com o treinador brasileiro, os Dragões voltam a conquistar o Título Nacional ao que juntaram a conquista da Supertaça.
Na época de 1993/94 Rui Filipe ajudou a conquistar a Taça de Portugal, que o FC Porto venceu ao derrotar o Sporting na finalíssima por 2-1. Ainda nessa temporada e na sua participação na Liga dos Campeões, e já com Bobby Robson no comando técnico, o FC Porto realizou um dos seus mais brilhantes jogos ao vencer na Alemanha o Werder Bremen por 5-0 com Rui Filipe a sair do banco e a inaugurar o marcador.
Na temporada de 1994/95, Rui Filipe começava a ser um dos pilares do meio-campo dos Dragões. E foi ele que na primeira jornada contra o Braga marcou o primeiro golo da vitória do FC Porto por 2-0, contribuindo assim para a conquista do título de Campeão Nacional. Poucos dias depois os portistas visitaram o estádio da Luz para o jogo da primeira-mão da Supertaça que terminou com um empate por 1-1. De novo Rui Filipe apontou o golo portista. Um golo cheio de classe e talento onde o ainda jovem jogador, apenas com uma simulação tirou o famoso guarda-redes Preud´Homme do caminho da bola. Nesse mesmo jogo Rui Filipe viu o cartão vermelho que lhe impediu de ser convocado para a partida contra o Beira-Mar. No fim de semana desse jogo teve um acidente que o vitimou.

Palmarés
3 Campeonatos Nacionais
1 Taça de Portugal
2 Supertaças Cândido de Oliveira

domingo, 24 de Agosto de 2008

Jaburu

Jorge de Sousa Mattos (Jaburu), nasceu no dia 19 de Abril de 1933 no Rio de Janeiro.
No Brasil representou o Olaria, Fluminense e o América.
Ingressou no Futebol Clube do Porto na época de 1955/56 onde encontrou Dorival Yustrich como treinador. Fez a sua estreia no dia 25 de Setembro de 1955 no estádio das Antas onde o FC Porto defrontou o Belenenses, o jogo terminou empatado 1-1.
Nessa temporada, Jaburu formou a dupla do ataque portista com António Teixeira, e dos 77 golos marcados pelos Dragões 21 foram de sua autoria. No final do campeonato o FC Porto sagrou-se Campeão Nacional. Os portistas venceram também a Taça de Portugal ao vencerem na final o Torreense por 2-0.
No final dessa época, Jaburu deixou o FC Porto e rumou a Espanha onde foi vítima de uma doença grave. Ainda regressou a Portugal onde teve uma passagem pelo Leixões. Depois voltou ao Brasil onde faleceu.

Palmarés
1 Campeonato Nacional
1 Taça de Portugal

domingo, 17 de Agosto de 2008

Rodolfo

Rodolfo Reis nasceu no dia 29 de Janeiro de 1954 na cidade do Porto.
Foi o único jogador do Futebol Clube do Porto que nunca vestiu outra camisola. Desde os seus 11 anos, altura em que ingressou nos iniciados do FC Porto, até aos 30 anos quando pôs um ponto final na sua carreira. Foram 19 anos sempre a defender a camisola azul e branca.
Foi o capitão da equipa que ao fim de um longo jejum de 19 anos se sagrou Campeã Nacional na época de 1977/78. Sobre esse campeonato e principalmente sobre o jogo contra o Benfica no Estádio das Antas, Rodolfo disse no livro t´antas glórias de Júlio Magalhães:
“As coisas estavam complicadas depois do auto-golo do Simões, até que empatamos com um golo do Ademir em que a bola passou no meio de 20 jogadores que estavam dentro da área do Benfica. Recordo-me que fomos festejar com o Ademir e ajoelhamo-nos a agradecer a Deus aquele golo que nos salvou de viver o que seria, com toda a certeza, um dos momentos desportivos mais tristes da história do estádio. Eram muitos milhares à espera daquele título e que não acreditavam que o perdêssemos ali. E estivemos quase a perder”.
Na temporada seguinte 1978/79, o FC Porto volta a sagrar-se Campeão Nacional ainda com Rodolfo como capitão.
Em época de 1980/81 conquistou a primeira Supertaça para o FC Porto. Repetiu o feito na temporada de 1982/83, quando colocou um ponto final na sua carreira de futebolista.
Depois de deixar o futebol, Rodolfo iniciou a carreira de treinador nos juniores do FC Porto. Passou por diversos clubes até que na tempodada de 1998/99 voltou ao Futebol Clube do Porto para ser adjunto de Fernando Santos onde saiu em 2000/01.

Palmarés
2 Campeonatos Nacionais
1 Taça de Portugal
2 Supertaças Cândido de Oliveira

domingo, 10 de Agosto de 2008

Jósef Mlynarczyk

Józef Mlynarczyk nasceu no dia 20 de Setembro de 1953 na cidade de Nowa Sol, a Polónia.
Fez a sua estreia como futebolista no BBTS Bielsko-Biala. Na temporada de 1977/78 mudou-se para o Odra Opole, clube onde permaneceu até a temporada de 1981/82, altura em que se transferiu para o Widzew Lodz. No Lodz, Mlynarczyk sagrou-se Campeão da Polónia pela primeira vez na sua carreira, Título que voltaria a repetir na temporada seguinte ainda a defender a baliza do Widzew Lodz.
No ano de 1982 esteve presente no Campeonato do Mundo de Espanha onde foi o titular da baliza da Polónia que conquistou o terceiro lugar na competição.
Na época de 1984/85 foi para França defender as cores do Bastia.
No início de 1986 chegou ao Futebol Clube do Porto e fez a sua estreia no Campeonato Nacional no estádio da Luz contra o Benfica onde mostrou logo a sua grande categoria.
Em 1986 voltou a marcar presença no Campeonato do Mundo do México, onde a Selecção da Polónia defronto e venceu a Selecção de Portugal, mas acabou por ficar em terceiro lugar na fase de grupos.
No plantel portista Mlynarczyk teve sempre a concorrência de Zé Beto, guarda-redes com quem partilhou a caminhada triunfal até chegar a Final da Taça dos Clubes Campeões Europeus de 1987 onde teve pela frente os alemães do Bayern de Munique e onde mais uma vez demonstrou toda a sua classe e foi um dos pilares para que o Futebol Clube do Porto de sagra-se pela priemira vez na sua história, Campeão Europeu.
Na époce seguinte, 1987/88, o guardião polaco continuou a ser o dono da baliza dos Dragões que conquistaram o Título de Campeões Nacionais com 15 pontos de vantagem sob o segundo classificado. Mas a maior vitória dessa temporada aconteceu no dia 13 de Dezembro na longínqua cidade de Tóquio onde sobre um terreno de jogo completamente coberto de neve os portistas bateram os Campeões Sul-Américanos do Peñarol, e de novo com uma excelente exibição de Mlynarczyk. Apenas 1 mês mais tarde, voltaria a ser o titular da baliza do FC Porto que defrontou no estádio das Antas os holandeses do Ajax na segunda-mão da Supertaça Europeia que os Dragões venceram por 1-0, igual resultado conseguido na Holanda no jogo da primeira-mão. Ainda nessa temporada, O FC Porto venceu a Taça de Portugal ao ganhar a final por 1-0 contra o Vitoria de Guimarães.
Manteve-se no futebol Clube do Porto até terminar a sua carreira na época de 1989/90 devido a uma lesão grave, não sem antes ver o seu sucessor, um jovem de nome Vítor Baía, a ocupar o lugar que lhe tinha pertencido na defesa da baliza do FC Porto.
Depois de terminada a sua carreira como futebolista, Mlynarczyk continuou no FC Porto a fazer parte da equipa técnica onde tinha a função de treinador de guarda-redes. Alguns anos mais tarde voltou para o seu país para desempenhar idênticas funções primeiro na Selecção Polaca e depois no Widzew Lodz.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
1 Taça dos Campeões Europeus
1 Supertaça Europeia
3 Campeonatos de Portugal
1 Taça de Portugal
2 Supertaças Cândido de Oliveira
2 Campeonatos da Polónia
1 Taça da Polónia

domingo, 27 de Julho de 2008

Virgílio Mendes

Virgílio Marques Mendes nasceu na cidade do Entroncamento no dia 17 de Novembro de 1927.
Chegou ao Futebol Clube do Porto no ano de 1947 e esteve presente no relvado do Estádio das Antas no dia da sua inauguração.
Na época de 1955/56, sob o comando do treinador brasileiro Yustrich. Virgílio sagrou-se Campeão Nacional onde os portistas estiveram sem perder em 24 dos 26 jogos do campeonato. Também ajudou o FC Porto a conquistar a primeira Taça de Portugal da história do clube ao vencer na final o Torreense por 2-0.
Em 1957/58, voltou a levantar a Taça de Portugal depois da vitória sobre o Benfica na final por 1-0.
Na temporada seguinte, 1958/59 e já com Bella Gutman como treinador, Virgílio volta a conquistar o Campeonato Nacional.
Foi Internacional por 39 vezes. No jogo de estreia com a camisola da Selecção de Portugal contra a Itália e apesar da derrota por 4-1, Virgílio foi o melhor jogador português em campo e anulou o famoso jogador Carapelese. Desde esse dia que Virgílio ficou conhecido como o “Leão de Génova”, cidade onde se tinha realizado o jogo.
Faleceu no dia 24 de Abril de 2009. Encontra-se sepultado no cemitério nº1 da Póvoa de Varzim

Palmarés
2 Campeonatos Nacionais
2 Taças de Portugal

domingo, 20 de Julho de 2008

Rui Barros

Rui Gil Soares de Barros nasceu no dia 24 de Novembro de 1965 em Lordelo.
Começou a jogar nos Aliados de Lordelo por volta dos 12 anos, depois ainda passou pelo Rebordosa e pelo Paços de Ferreira já como júnior. Foi então contratado pelo Futebol Clube do Porto onde foi Campeão Nacional de juniores.
Na época de 1985/86 passou a sénior e foi emprestado ao Sporting da Covilhã. Na temporada seguinte foi de novo emprestado mas desta vez ao Varzim, onde foi Campeão da Zona Norte da 2ª Divisão.
Em 1987/88 fez parte do plantel do FC Porto pela primeira vez onde se juntou a muitos jogadores que na época anterior tinham vencido a Taça dos Campeões Europeus. Neste seu ano de estreia com a camisola dos Dragões, Rui Barros sagrou-se Campeão Nacional e ajudou o FC Porto a vencer a Taça de Portugal ao derrotar no estádio do Jamor o Vitoria de Guimarães por 1-0. Antes, em Dezembro, já tinha estado em Tóquio para disputar a Taça Intercontinental que os portistas ganharam ao vencerem o Peñarol do Uruguai por 2-1. Mas o momento alto da sua ainda curta carreira no Futebol Clube do Porto aconteceu na 1ª mão da Supertaça Europeia quando a equipa comandada por Tomislav Ivic foi a Amesterdão vencer o Ajax por 1-0 com o golo da autoria de Rui Barros. Na 2ª mão disputada no estádio das Antas, nova vitória dos Dragões por 1-0. No final do seu primeiro ano com a camisola azul e branca, Rui Barros despertou o interesse da Juventus que o levou para Itália.
No clube italiano ficou durante duas temporadas e venceu a Taça UEFA e a Taça de Itália. No verão de 1990 mudou-se para o Mónaco de Arsène Wenger onde Venceu a Taça de França e foi finalista da Taça dos Vencedores das Taças em 1992 que acabaria por perder frente ao Werder Bremen. Na época de 1993/94 transferiu-se para o Marselha onde teve Paulo Futre como companheiro de equipa.
Em 1994/95 regressou ao Futebol Clube do Porto onde nas 5 temporadas seguintes sagrou-se Penta-Campeão, venceu 2 taças de Portugal e 3 Supertaças.
Na época de 1999/2000 pendurou as chuteiras e passou a integrar a equipa técnica do FC porto desde 2006/07, ano em que treinou temporariamente os portistas no jogo da Supertaça que os Dragões venceram o Vitoria de Setúbal por 3-0.

Palmarés como jogador
1 Taça Intercontinental
1 Supertaça Europeia
1 Taça UEFA
6 Campeonatos de Portugal
3 Taças de Portugal
3 Supertaças Cândido de Oliveira
1 Taça de Itália
1 Taça de França

Palmarés como treinador
1 Supertaça Cândido de Oliveira

domingo, 29 de Junho de 2008

Pavão

Fernando Pascoal das Neves, mais conhecido por: “Pavão”, nasceu em Chaves no dia 12 de Agosto de 1947.
Começou a jogar futebol no Desportivo de Chaves onde deu nas vistas e em 1964 foi jogar para os juniores do Futebol clube do Porto. Logo no ano seguinte passou para a equipa principal orientada na altura por Flávio Costa, e fez a sua estreia a titular num jogo contra o Benfica com apenas 18 anos.
Mas foi com a chegada do treinador José Maria Pedroto que Pavão ganhou de maneira definitiva a titularidade e para além de ser o jogador mais jovem do plantel foi o escolhido para ser capitão.
O ponto alto da sua curta carreira como futebolista aconteceu na época de 1967/68 ao ajudar o FC Porto a conquistar a Taça de Portugal ao derrotar na final o Vitória de Setúbal por 2-1.
Falava-se que ia para Inglaterra jogar para o Manchester United, e que tinha planos para abrir um “pub” na Praça Velásquez. Todo isso terminou ao minuto 13 da 13ª jornada do campeonato de 1973 no dia 16 de Dezembro, quando depois de fazer um passe para Oliveira, Pavão caiu e não se levantou mais. Foi levado para o hospital de S.João onde 1 hora e meia depois foi anunciada a sua morte. O jogo continuou e o FC Porto venceu por 2-0.
No final quando se soube que Pavão tinha morrido, o silêncio tomou conta das pessoas que enchiam as bancadas ao mesmo tempo que os jogadores procuravam consolo nos colegas. Foi esse o dia mais triste do Estádio das Antas e um dia que ainda hoje muitos portistas ainda não esqueceram.
Esta sepultado no mausoléu do FC Porto no cemitério de Agramonte.

Palmarés
1 Taça de Portugal

domingo, 15 de Junho de 2008

Ljubinko Drulovic

Ljubinko Drulovic nasceu no dia 11 de Setembro de 1968 em Nova Varos na jugoslávia.
Fez a sua estreia a nível Professional no FK Sloboda Tuzla da Bósnia na temporada de 1988/89 onde permaneceu também na época seguinte. Na época de 1990/91 ingressou no FK Radniki Beograd da Sérvia clube que representou igualmente na temporada seguinte. Em 1992/93 chegou a Portugal para representar o Gil Vicente, logo na primeira época ao serviço do clube de Barcelos disputou 32 jogos e apontou 10 golos. Na temporada seguinte continuou a ser um dos melhores jogadores da formação gilista que já tinha marcado sete golos em doze jogos, e começou a ser alvo de cobiça por parte das melhores equipas, e a meio da época transferiu-se para o Futebol Clube do Porto.
Nos Dragões foi desde logo um dos jogadores mais influentes ao apontar 11 golos em 21 partidas. Na época de 1994/95, Drulovic sagrou-se pela primeira vez Campeão Nacional. Em 1995/96 ajuda o FC Porto a ser Bi-Campeão, e junta também a Supertaça.
Na temporada de 1996/97 e com a chegada do brasileiro Mário Jardel, Drulovic passou a marcar menos golos mas a fazer muitas assistências para o avançado brasileiro ser o melhor marcador do campeonato. No final da época sagrou-se novamente Campeão e foi um dos jogadores que ajudaram o FC Porto pela primeira vez na sua história a ser Tri-Campeão. Na temporada seguinte o domínio do FC Porto continuou e no final da época foi uma vez mais Campeão Nacional, o que foi o Tetra-Campeonato para os Dragões. Nessa época juntou a conquista da Taça de Portugal e da Supertaça. Na época seguinte, 1998/99, Drulovic voltou a sagrar-se Campeão e inscreveu o seu nome na história do Futebol Clube do Porto como um dos poucos jogadores que estiveram em todos os campeonatos do Penta. Nessa temporada voltou a juntar a Supertaça ao Campeonato conquistado.
Em 1999/2000 apenas conquistou a Taça de Portugal ao derrotar o Sporting. O mesmo aconteceu na temporada de 2000/01 com a vitória sobre o Marítimo no Jamor. No final dessa época não chegou a acordo com o FC Porto para renovar o seu contracto e assim ao fim de quase oito anos a vestir a camisola dos Dragões, Drulovic trocou o clube das Antas pelo Benfica. No clube lisboeta nem todo correu bem nas duas temporadas que por lá permaneceu e em 2003/04 mudou-se para o Partizan de Belgrado onde regressou ao Estádio das Antas para defrontar o Futebol Clube do Porto na Liga dos Campeões. Na época de 2004/05 regressou a Portugal para jogar pelo FC Penafiel, mas não chegou a terminar o campeonato já que em Dezembro de 2004 foi dispensado e terminou assim a sua brilhante carreira.
Ficará de certeza na memória de todos os adeptos do FC Porto principalmente pelas assistências que tantos golos acabaram por dar, algumas delas com centros de trivela.
Pela Selecção da Jugoslávia disputou 38 jogos e marcou 3 golos. Esteve presente no Campeonato do Mundo de 1998 e no Campeonato da Europa de 2000.

Palmarés
5 Campeonatos de Portugal
3 Taças de Portugal
4 Supertaças Cândido de Oliveira

domingo, 1 de Junho de 2008

Hernâni

Hernâni Ferreira da Silva nasceu na cidade de Águeda no dia 1 de Setembro de 1931.
Começou por jogar futebol no Recreio de Águeda e desde logo apareceu o interesse do Futebol Clube do Porto que o levou para a cidade Invicta. Fez a sua estreia com a camisola azul e branca no dia 10 de Setembro de 1950 contra o Estoril, que os portistas venceram por 4-3 com Hernâni a contribuir para a vitória ao apontar um golo. Representou sempre o FCP, tendo só uma curta incursão pelo Estoril quando foi obrigado a cumprir o serviço militar, mas com a condição de não defrontar o Futebol Clube do Porto.
Jogador polivalente no meio-campo, também jogava no ataque (marcou mais de 100 golos em toda a sua carreira). Fez parte de uma equipa onde sobressaíam nomes como: Pedroto, Miguel Arcanjo, Monteiro da Costa ou Jaburu.
Venceu dois Campeonatos Nacionais, em 1955/56 com o técnico brasileiro Yustrich, e em 1958/59 com o hungaru Bela Gutmann. Tendo Hernâni apontado 10 golos no primeiro título e 15 no segundo.
Além das suas qualidades invulgares como futebolista, Hernâni tinha também um forte caracter e são bem conhecidos os problemas que tinha com o treinador Yustrich, que chegaram mesmo a confrontos físicos á entrada para os balneários (ainda por trás da baliza da superior sul) num jogo em 1958. O chefe do exército, Santos Costa, ordenou então que Hernâni se apresentasse sempre nas Antas fardado, e assim foi, a farda era o escudo de Hernâni contra os maus humores de Yustrich.
Ainda num Sporting – Porto, marcou um grande golo que foi anulado pelo árbitro por já ter apitado para o… intervalo (o árbitro um tal de Inocêncio Calabote), Hernâni furioso chamou-lhe de tudo o que lhe veio à cabeça, valeu a rápida intervenção de Pedroto e o peso da consciência do árbitro para não ser expulso.
Retirou-se da carreira de futebolista em 1964, e quando José Maria Pedroto foi convidado para ser o treinador em 1966/67 exigiu que Hernâni fosse o director de futebol.
Disse um dia: “Sabe, até Eusébio tinha grande admiração por mim, tratava-me por «Sr. Hernâni».
Hernâni tinha uma vida agradável quando a morte o levou, a 5 de Abril de 2001.

Palmarés
2 Campeonatos de Portugal
2 Taças de Portugal

domingo, 18 de Maio de 2008

Jorge Costa

Jorge Paulo Costa Almeida nasceu no dia 14 de Outubro de 1971 na cidade do Porto.
Começou por jogar futebol no FC Foz e aos 14 ingressava no Futebol Clube do Porto.
Na temporada de 1990/91 estreou-se como sénior e foi emprestado ao FC Penafiel onde assumiu uma grande importância na equipa orientada por Victor Manuel para o clube assegurar a permanência.
Na época seguinte de novo foi emprestado mas desta vez rumou à ilha da Madeira para jogar pelo CS Marítimo. Com a camisola do clube insular, Jorge Costa viveu um episódio caricato. No jogo contra o Futebol Clube do Porto no estádio dos Barreiros, marcou o único golo do encontro, mas na sua própria baliza. Foi um mau momento que com a ajuda dos colegas e do seu treinador, Paulo Autuori, ultrapassou. Nessa época no Marítimo, Jorge Costa fez 31 jogos e falhou apenas 3 por castigo.
Na temporada de 1992/93 regressou ao Futebol Clube do Porto para fazer parte do plantel que era comandado pelo brasileiro Carlos Alberto Silva. Na estreia do campeonato dessa época, assumiu a titularidade e marcou o único golo com que o FCP venceu o Estoril. Apesar de não ter sido muitas vezes chamada à titularidade, por culpa de Aloísio e Fernando Couto que eram os habituais titulares, ainda assim fez 9 jogos e marcou 1 golo, o tal da vitória contra o Estoril. E no final da época sagrou-se pela primeira vez Campeão Nacional. Conquistou a Supertaça ao derrotar o Benfica em Coimbra. Foi também nesta temporada que Jorge Costa se estreou a jogar na Liga dos Campeões e onde apontou o seu primeiro golo nesta competição na primeira ronda quando o Futebol Clube do Porto eliminou o US Luxembourg.
Na temporada de 1993/94 venceu a Taça de Portugal contra o Sporting no Jamor, a Supertaça contra o Benfica em Paris, e somou mais de 20 jogos a contar com todas as competições, um desses jogos foi na Alemanha contra o Werder Bremen a contar para a Liga dos Campeões onde os portistas venceram por 5-0.
Na época seguinte festejou o seu segundo título e o primeiro da grande caminhada para o Penta-Campeonato. Em 1995/96 juntou a conquista da Supertaça ao título de Campeão após ter derrotado o Benfica por 1-0 no estádio das Antas e 5-0 no estádio da Luz, onde foi o autor do terceiro golo da histórica goleada. Mas nesse ano de 1996 durante o mês de Abril uma grave lesão pô-lo de fora do resto da época e acima de tudo do Europeu de Inglaterra de 96.
Na pré-época de 1997/98 o Futebol Clube do Porto viagou até a Suécia para lá fazer o estágio. Num dos primeiros treinos da nova temporada e ao tentar antecipar-se ao polaco Mielcarski, Jorge Costa lesionou-se de novo com gravidade, rotura do ligamento cruzado anterior. A meio da época estava recuperado e de regresso aos estádios de futebol ainda bem a tempo de se sagrar Tetra-Campeão e vencer a Taça de Portugal.
Para a época de 1998/99 o Futebol clube do Porto apostou em Fernando Santos para orientar a equipa e de novo conquistou o Título de Campeão. No dia 22 de Maio de 1999 o FC Porto jogava em Alvalade contra o Sporting, o outro candidato ao título jogava também nesse dia mas antes do jogo dos Dragões, com o empate do Boavista em Faro, os azuis e brancos sagraram-se Penta-Campeões mesmo antes do jogo contra o Sporting começar. Quando os jogadores portistas entraram em campo para fazerem os habituais exercícios de aquecimento, dirigiram-se logo para o topo norte do estádio José de Alvalade para festejarem com os adeptos azuis e brancos. O jogo passou para segundo plano e a equipa da casa adiantou-se no marcador mas depois Zahovic igualou o marcador com que se chegou ao final do jogo. Depois foi a viagem de regresso à cidade invicta onde chegaram nas primeiras horas da madrugada à Praça da Liberdade onde muitos milhares de portistas esperavam os jogadores da única equipa portuguesa que até aos dias de hoje se sagrou Penta-Campeão.
Na temporada de 1999/2000, Jorge Costa levantou a Taça de Portugal o que veio a repetir-se na época seguinte.
Para 2001/02 com a saída de Fernando Santos o FC Porto apostou em Octávio Machado para comandar a equipa, mas com o passar do tempo ficou provado que tinha sido uma aposta falhada e só ficou na Antas até Janeiro, mas pior do que isso foi esse treinador que empurrou Jorge Costa para fora do seu clube do coração. Assim em Dezembro no dia 2, Jorge Costa partiu para Inglaterra onde iria jogar no Charlton. No final dessa temporada e devido às boas exibições que fez em Inglaterra, o clube londrino tentou comprar o jogador português, mas o novo treinador do Futebol Clube do Porto, José Mourinho, disse que Jorge Costa era imprescindível e que tinha de regressar ao seu clube de sempre.
Para a época de 2002/03, Jorge Costa era o capitão da equipa que apresentava muitas caras novas mas que no final do campeonato se sagraram Campeões Nacionais e venceram a Taça de Portugal e mais importante ainda, foi Jorge Costa que levantou a Taça UEFA em Sevilha depois do FC Porto derrotar o Celtic de Glasgow.
Na temporada seguinte de novo sob o comando de José Mourinho, o FC Porto começou por vencer a Supertaça ao derrotar a União de Leiria em Guimarães, mas já não teve a sorte pelo seu lado quando foi ao Mónaco para medir forças com o AC Milan para disputar a Supertaça Europeia. No que diz respeito ao campeonato, o FC Porto sagrou-se Bi-Campeão. Mas o grande feito dessa época foi a conquista da Liga dos Campeões. Na cidade alemã de Gelsinkirchen os portistas fizeram valer toda a sua classe para vencerem de forma clara o AS Mónaco por 3-0. Jorge Costa juntamente com Vítor Baía, lá estava mais uma vez como capitão de equipa para levantar o mais cobiçado troféu a nível de clubes. Como sempre as ruas da cidade do Porto encheram-se de portistas que esqueciam todos os seus problemas do dia-a-dia para unicamente festejarem a grande vitória do seu clube.
A temporada de 2004/05 foi de mudanças tanto de treinadores como de vários jogadores. A nível interno o FC Porto conquistou a Supertaça em Coimbra ao vencer o Benfica por 1-0 através de um grande golo de Quaresma. Quanto a nível internacional, na Liga dos Campeões chegou aos oitavos de final onde foi eliminado pelo Inter de Milão, mas em Dezembro o nome do Futebol Clube do Porto voltou a correr mundo depois da conquista da Taça Intercontinental no Japão onde os portistas derrotaram a equipa colombiana do Once Caldas. Mais uma vez foi Jorge Costa que ergueu pela última vez a Taça Intercontinental que sagrou o FC Porto como Campeão do Mundo de Clubes.
Para 2005/06 chegou um treinador holandês que vinha rotulado de disciplinador. Com ele Jorge Costa passou a ser a quarta opção e só jogou na pré-época. Assim Jorge Costa mais uma vez, vê-se obrigado a deixar o seu clube de sempre e rumar ao estrangeiro onde se juntou ao seu ex-companheiro do FC Porto, Sérgio Conceição, no Standard de Liége, clube onde viria a terminar a sua brilhante carreira de futebolista em Outubro de 2006.
Em Dezembro desse mesmo ano começa uma nova fase da sua vida ao ser treinador adjunto de Rogério Gonçalves no Sporting de Braga, para em Fevereiro de 2007 assumir o comando técnico dos bracarenses depois da saída de Rogério Gonçalves. Manteve-se a treinador dos minhotos até que em Outubro o clube prescindiu dos seus serviços. Actualmente é o treinador do Olhanense.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
1 Liga dos Campeões
1 Taça UEFA
8 Campeonatos de Portugal
5 Taças de Portugal
7 Supertaças Cândido de Oliveira

domingo, 11 de Maio de 2008

Américo

Américo Ferreira Lopes nasceu em Santa Maria de Lamas no dia 6 de Março de 1933.
Ingressou no FC Porto no início da década de 50 onde foi suplente de Barrigana. Foi depois emprestado ao Boavista e regressou ao Futebol Clube do Porto na época de 1958/59 ainda a tempo de se sagrar Campeão Nacional sob a orientação de Bella Guttman, isto quando era o terceiro guarda-redes da equipa, depois de Pinho e Acúrcio.
A partir da temporada de 1963/64 passou a ser o guardião titular da baliza dos Dragões, lugar que manteve nas cinco épocas seguintes.
Na época de 1967/68, contribuiu para o FC Porto conquistar a Taça de Portugal ao derrotar na final o V. Setúbal por 2-1.
Vestiu a camisola da Selecção Nacional por 15 vezes e esteve presente no Campeonato do Mundo de Inglaterra de 1966, onde foi um dos três portistas do plantel Português. Nesse Mundial não foi utilizado, facto que o treinador Otto Glória confessou anos depois, confessou que o seu maior erro foi não ter dado a titularidade a Américo em vez de José Pereira quando retirou Carvalho.
Terminou a carreira na temporada de 1969/70, devido a uma grave lesão num joelho.

Palmarés:
1 Campeonato de Portugal
1 Taça de Portugal

domingo, 4 de Maio de 2008

Dmitri Alenitchev

Dmitri Alenitchev nasceu no dia 20 de Outubro de 1972 em Veliki Luki.
Começou a sua carreira de futebolista Professional na época de 1991 pelo Lokomotiv de Moscovo, onde se manteve até 1993.
Em 1994 mudou-se para o Spartak de Moscovo onde ficou até 1998. No Spartak ganhou por três vezes o Campeonato da Rússia, e em 1997 foi eleito o jogador do ano. As boas exibições no clube Russo, valeram-lhe a transferência para o AS Roma de Itália.
Na primeira época com a camisola do clube da capital italiana, ainda foi utilizado com regularidade, mas na época seguinte foi emprestado ao Perugia.
Na temporada de 2000/01 ingressou no Futebol Clube do Porto e logo nesse seu ano de estreia venceu a Taça de Portugal ao derrotar o Marítimo por 2-0 na final. E venceu também a Supertaça após vencer o Boavista por 1-0 em Vila do Conde.
A temporada de 2001/02 foi de mudança de treinador, com a saída de Octávio Machado e a entreda de José Mourinho. O FC Porto terminou o campeonato em 3º lugar e por isso iria jogar a Taça UEFA da época seguinte.
Em 2002/03, os portistas dominaram e conquistaram o Campeonato Nacional, Venceram a Taça de Portugal ao derrotarem o União de Leiria por 1-0 no estádio do Jamor. Mas o ponto alto da época foi a Final da Taça UEFA que o FC Porto disputou contra o Celtic de Galsgow em Sevilha e onde ganhou por 3-2, com Alenitchev a marcar o segundo golo dos Dragões.
Na temporada seguinte o Futebol Clube do Porto sagrou-se Bi-Campeão e venceu a Supertaça. A principal conquista da época aconteceu em Gelsenkirchen onde se disputou a Final da Liga dos Campeões onde o FC Porto derrotou o AS Mónaco por 3-0 e mais uma vez com um golo de Alenitchev. O jogador Russo tornou-se um dos poucos jogadores a marcarem golos em finais internacionais consecutivas.
No final dessa temporada Dmitri Alenitchev deixou o FC Porto para regressar ao seu pais de origem e ingressar no Spartak de Moscovo onde terminou a sua brilhante carreira de futebolista. Precisamente no dia de hoje: 4 de Maio de 2008.
Dmitri Alenitchev é ainda recordado pelos adeptos portistas com grande saudade por toda a sua classe, profissionalismo e elevada capacidade técnica. Foi sem duvida alguma, um dos melhores estrangeiros que vestiram a camisola do Futebol Clube do Porto.

Palmarés
1 Liga dos Campeões
1 Taça UEFA
2 Campeonatos de Portugal
2 Taças de Portugal
2 Supertaças Cândido de Oliveira
3 Campeonatos da Rússia

domingo, 27 de Abril de 2008

Acácio Mesquita

Acácio Pereira Mesquita nasceu no dia 18 de Julho de 1909 no Porto.
Aos 10 anos de idade o seu pai inscreveu-o como sócio do Futebol Clube do Porto e entrou na escola de infantis do clube portista, onde recebeu os ensinamentos de Abel Aquino, que dirigia a escola de infantis. Desde cedo revelou habilidade para a prática do futebol, pelo que ascendeu à primeira categoria de infantil onde foi Campeão. Passou depois para as terceiras categorias que disputavam o Campeonato Regional. Aí ficou uma época, passando as segundas categorias, que correspondiam à equipa B. Duas épocas mais tarde passaria ao grupo de honra. Mas antes, já tinha sido seleccionado para o Porto – Lisboa. Entretanto o avançado Resberg regressa ao seu país e Acácio Mesquita é chamado a preencher aquela vaga, fixando-se definitivamente no lugar de avançado-centro da categoria de honra do Futebol Clube do Porto.
Aos 17 anos é internacional, suplente, em Milão, Paris e Sevilha. Depois foi Internacional contra a Espanha e França.
Acácio Mesquita fez parte do grande meio-campo portista juntamente com Valdemar Mota e Pinga. Os três foram apelidados de “os três diabos do meio-dia” quando por alturas do natal de 1933 o Futebol Clube do Porto defrontou e venceu as melhores equipas da Europa, jogos que foram disputados ao meio-dia.
Em futebol foi duas vezes Campeão Nacional. Mas foi também um praticante de atletismo ao mais alto nível. Conversou durante oito anos o recorde nacional de triplo salto e foi Campeão Regional de triplo salto, salto em comprimento, 110 mtros barreiras e 4 x 100 metros.
Fez ainda parte da equipa de basquetebol, onde demonstrou igualmente valor invulgar.
Um atleta com tão rico palmarés não pode ficar ignorado na história do Futebol Clube do Porto.
Faleceu no dia 30 d Maio de 1945. Encontra-se sepultado no mausoléu do FC Porto no cemitério de Agramonte.

domingo, 20 de Abril de 2008

José Maria Pedroto

José Maria Pedroto nasceu no dia 21 de Outubro de 1928 em Lamego.
Quando tinha sete anos, o seu pai que era militar, foi colocado num quartel na cidade do Porto e levou toda a família consigo. Quando o pai morreu, Pedroto foi para o Colégio Araújo Lima perto do Campo da Constituição onde começou a dar os primeiros pontapés na bola se calhar tentando imitar o seu ídolo da altura, o jogador do Futebol Clube do Porto, chamado Pinga.
Quando tinha 10 anos a família mudou-se para Pedras Rubras e fundou juntamente com um grupo de amigos o FC Pedras Rubras onde era o Presidente e também o capitão da equipa de futebol.
Com 18 anos de idade começou a jogar nos juniores do Leixões, actuava no meio-campo onde começou a demonstrar todo o seu talento. Sobre um jogo da sua carreira nos juniores do Leixões contou um curioso episódio: “No final de um jogo disputado no Bessa, a certa altura pedi a bola ao guarda-redes, driblei quantos adversários me apareceram pela frente, incluindo o guarda-redes contrário e, sozinho, parei a bola em cima do risco da baliza. Ufano, puxei os calções, alisei o cabelo e, cheio de sobranceria, toquei o esférico com o calcanhar para dentro da baliza. No fim do desafio os colegas levaram-me aos ombros para as cabinas. Mas o treinador Armando Martins pregou-me um sermão que até me fez chorar. Nunca mais esqueci essa lição de que um futebolista deve jogar para a sua equipa e não para a galeria”.
Depois veio a obrigação para prestar serviço militar no Algarve mais propriamente em Tavira onde ingressou na Escola de Sargentos Milicianos. Foi jogar para o Lusitano de Vila Real de Santo António que na altura estava na 1ª divisão. Na época seguinte o Lusitano ficou em ultimo lugar mas Pedroto atraiu as atenções primeiro do Belenenses que lhe ofereceu 25.000 escudos e mais 25.000 ao Lusitano. Antes de assinar contrato com os azuis de Belém, apareceu o Futebol Clube do Porto que lhe fez uma oferta de 80.000 escudos mas Pedroto já tinha dado a sua palavra aos homens do Belenenses e não voltou atrás. Era um jogador muito rápido e fazia grandes passes para os seus companheiros, apesar de não ter uma compleição física por aí além, possuía um enorme talento e técnica.
Na época de 1952/53 de novo o FC Porto insistiu para o levar para a cidade invicta, Pedroto pediu 150.000 escudos e os portistas aceitaram no que foi a mais cara transferência até então no futebol português.
Esteve no Futebol Clube do Porto oito temporadas onde foi Campeão Nacional por duas vezes e venceu uma Taça de Portugal.
Na época de 1955/56 o FC Porto, sob o comando técnico de Dorival Yustrich, terminou com um jejum de 15 anos sem vencer o campeonato sangrando-se Campeão Nacional e também conquistou a Taça de Portugal ao vencer na final o Torreense. Pedroto alinhou em 24 jogos e marcou 2 golos.
Em 1958/59 repetiu a conquista no campeonato nacional, já com Bela Guttman a treinador tendo José Maria Pedroto alinhado em apenas 5 partidas.
No final da temporada de 1959/60, pôs um ponto final na sua carreira de jogador, passando imediatamente a treinador tendo assumido o comando técnico das camadas jovens do FC Porto e também dos juniores da Selecção Nacional onde conquistou o Torneio Internacional da UEFA. Passa depois para treinador da Académica de Coimbra onde esteve duas épocas, seguindo-se depois o Leixões SC e o Varzim SC em 1965/66.
Na temporada de 1966/67 realizou o seu sonho ao tornar-se treinador da equipa principal do Futebol Clube do Porto. Esteve três épocas nas Antas onde conquistou uma Taça de Portugal em 1967/68 ao derrotar na final o Vitória de Setúbal por 2-1. Logo depois da saída algo atribulada do FC Porto, Pedroto ingressou no Vitória de Setúbal onde permaneceu no comando técnico da equipa por 5 épocas. Sob o seu comando, os sadinos não conquistaram nenhum título, mas ficaram por uma vez em segundo lugar, três terceiros lugares e um quarto lugar, e atingiu por duas vezes os quartos de final da Taça UEFA. Na época de 1974/75 mudou-se para o Boavista FC onde permaneceu duas épocas. Nessas duas épocas acumulou o cargo de treinador da Selecção Nacional.
Na temporada de 1976/77 Pedroto regressa ao Futebol Clube do Porto e Vence a Taça de Portugal ao derrotar o Bragas na final. Na época seguinte sagrou-se Campeão Nacional e o FC Porto quebrou o longo jejum de 19 anos sem ganhar o campeonato. Em 1978/79 levou o FC Porto ao título de Bi-Campeão. Na época seguinte ficou em segundo lugar a escassos dois do Sporting que ganhou o campeonato. No final dessa temporada, Pedroto foi afastado do comando técnico dos portistas pelo então Presidente Amérido Sá.
Em 1980/81 ingressou no Vitória de Guimarães já com o campeonato na 9ª jornada mas ainda assim levou a equipa ao 5º lugar no final da época. Na temporada seguinte continuou ao serviço dos vimarenenses e terminou o campeonato com um quarto lugar.
Para a época de 1982/83 e já com Jorge Nuno Pinto da Costa na presidência do Futebol Clube do Porto, Pedroto regressa ao clube das Antas. Na época seguinte conquista a Taça de Portugal ao vencer na final o Rio Ave por 4-1. No entanto à 10º jornada do Campeonato Nacional, Pedroto foi obrigado a deixar de orientar os portistas por causa de lhe ser diagnosticado um cancro. Em Janeiro de 1984 foi para Londres onde viria a ser internado, e deixa o comando dos Dragões a António Morais. Em Maio e já em casa, assistiu à final da Taça dos Vencedores das Taças entre o FC Porto e a Juventus de Itália, onde os transalpinos foram mais felizes.
No dia 8 de Janeiro de 1985 e com 56 anos de idade, José Maria Pedroto acabou por não conseguir vencer a doença que o levou do mundo dos vivos. Ficou sepultado no cemitério de Agramonte, no mausoléu do Futebol Clube do Porto.

Palmarés como jogador
2 Campeonatos de Portugal
1 Taça de Portugal

Palmarés como treinador
2 Campeonatos de Portugal
5 Taças de Portugal

domingo, 13 de Abril de 2008

Paulo Futre

Paulo Jorge dos Santos Futre nasceu no dia 26 de Fevereiro de 1966 no Montijo.
Foi na sua terra que começou a dar nas vistas quando jogava futebol de cinco na equipa do Cancela do Montijo.
Aos 15 anos entrou para a formação do Sporting e na época de 1983/84 estreou-se na equipa principal do clube leonino onde desde cedo demonstrou ter grande importância para a equipa. Tendo consciência que já era um jogador importante para a equipa, Paulo Futre propôs a renovação do contrato com uma melhoria de ordenado. Os dirigentes sportinguistas não aceitaram, e apareceu o Futebol Clube do Porto interessado em o levar para as Antas onde assinou um contrato condizente com as suas reais qualidades por 3 épocas.
No clube azul e branco sagrou-se Bi-Campeão nos dois primeiros anos tendo também conquistado uma Supertaça e foi um dos jogadores de todo o plantel portista que mais contribuiu com preciosas assistências para o goleador Fernando Gomes vencer a Bota de Ouro.
Apesar de na temporada de 1986/87 o Futebol Clube do Porto não ter vencido o campeonato, essa foi a época em que Futre mais brilhou. Com exibições de grande nível no campeonato nacional, foi no entanto a nível internacional que viria a brilhar com mais intensidade. Pela primeira vez na sua história o Futebol Clube do Porto disputava uma final dos Clubes Campeões Europeus e igualmente Futre estreava-se numa final europeia. Nesse jogo contra os alemães do Bayern de Munique, Paulo Futre deixou bem vincado todo o seu encanto perante o olhar de toda a Europa do futebol.
No final dessa brilhante época deixou as Antas e rumou ao Atlético de Madrid, uma transferência que valeu aos Dragões 630 mil contos.
Em Espanha Futre continuou a espalhar a sua arte pelos relvados e venceu duas Taças do Rei.
A meio da temporada de 1991/92 ingressou no Benfica, com a RTP a adiantar o dinheiro para a contratação, onde venceu uma Taça de Portugal. No final do ano deixou o clube da luz onde se despediu com a seguinte frase: “O ambiente no balneário era mau, como eu compreendo Pacheco e Paulo Sousa! Aquele Benfica é... nada!”
Na época seguinte foi para França jogar no Marselha mas não chegou a estar uma temporada inteira no clube francês já que com a época a decorrer rumou a Itália para assinar pela Reggiana. Mas na estreia com a camisola do clube italiano o azar bateu-lhe à porta e sofreu uma grave lesão. Recuperou e mudou-se para o A.C. Milan em 1995/96, e na temporada seguinte nova mudança de clube e de país para jogar em Inglaterra no West Ham. Mas já estava numa fase de declínio tendo mesmo anunciado o final da sua carreira. Mas pouco depois regressou ao futebol e a jogar no Atlético de Madrid, mas só o fez durante uma temporada, porque viajou para o outro lado do mundo para jogar no Yokohama FM do Japão.
Depois dessa experiência abandonou em definitivo a carreira de futebolista e passou para o gabinete onde actualmente é colaborador do Atlético de Madrid.

Palmarés
1 Taça dos Campeões Europeus
2 Campeonatos de Portugal
1 Taça de Portugal
2 Supertaça Cândido de Oliveira
2 Taças de Espanha
1 Campeonato de Itália

domingo, 6 de Abril de 2008

Tri-Campeões


Esta semana a homenagem é para todos os jogadores, equipa técnica, e dirigentes do Futebol Clube do Porto que ajudaram a conquistar mais um Campeonato Nacional, e o segundo Tri-Campeonato da história do clube azul e branco.

domingo, 30 de Março de 2008

Sérgio Conceição

Sérgio Paulo Marceneiro Conceição nasceu em Coimbra no dia 14 de Novembro de 1974.
Depois de ter vestido as camisolas do FC Penafiel, Leça FC e FC Felgueiras, Sérgio Conceição ingressou no plantel do Futebol Clube do Porto para a temporada de 1996/97 sob as ordens de António Oliveira. Jogador rápido que começou por jogar a lateral, depressa de afirmou como extremo podendo actuar tanto no lado direito como no lado esquerdo do ataque. Logo no seu primeiro ano de Dragão ao peito Sérgio Conceição sagrou-se Campeão Nacional tendo apontado um golo no campeonato. Na temporada seguinte a sua importância foi ainda mais evidente, e voltou a sagrar-se Campeão Nacional tendo apontado nove golos no campeonato, a isso juntou a vitória na Taça de Portugal ao derrotar o Braga por 3-1 no estádio do Jamor.
As boas exibições ao serviço do Futebol Clube do Porto valeram-lhe a transferência para a S.S. Lazio por 10 milhões de euros. Nas épocas de 1998/99 e 1999/2000 ao serviço do clube italiano venceu na primeira época a Taça dos Vencedores das Taças ao derrotar os espanhóis da Mallorca por 2-1, ao que juntou a conquista da Supertaça italiana. Na segunda época ao serviço dos italianos venceu o campeonato italiano, a Taça de Itália e a Supertaça Europeia. Na época seguinte ingressou no Parma FC onde manteve o estatuto de titular.
Na temporada de 2001/02 transferiu-se para o Inter de Milão clube que representou durante duas temporadas, mas que perdeu influencia e a titularidade na equipa. Regressou a Lazio na época de 2003/04 mas na reabertura do mercado de transferências rescindiu o contracto que o ligava ao clube italiano para regressar a Portugal e assinar pelo Futebol Clube do Porto até ao final da temporada. Mas o regresso ao clube do seu coração não foi o mais feliz e no final da época deixou os azuis e brancos e rumou à Bélgica para ingressar no Standard Liége. Na primeira temporada ao serviço dos belgas, foi considerado o melhor jogador da época 2004/05. No final da época de 2006/07 deixou o Standard para ir jogar no Kuwait na equipa Al-Qadsia SC onde permaneceu até ao final do ano de 2007. Já no mês de Janeiro deste ano de 2008 esteve muito perto de se transferir para a Académica de Coimbra mas acabou por rumar a Grécia para se juntar ao treinador Fernando Santos no PAOK de Salónica, onde terminou a sua carreira em Novembro de 2009.
Pela Selecção Nacional estreou-se em 1996 no estádio das Antas num jogo contra a Ucrânia que Portugal venceu por 1-0, sendo na altura orientado por Artur Jorge. Esteve presente no Campeonato da Europa disputado na Bélgica/Holanda onde brilhou no jogo contra a Alemanha quando foi o autor dos três golos com que a Selecção de Portugal derrotou os alemães. Marcou também presença no Campeonato do Mundo da Coreia/Japão onde Portugal acabou por não ser feliz.

Palmarés
1 Taça dos Vencedores das Taças
1 Supertaça Europeia
3 Campeonatos de Portugal
1 Taça de Portugal
1 Supertaça Cândido de Oliveira
1 Campeonato de Itália
1 Taça de Itália
1 Supertaça de Itália

segunda-feira, 24 de Março de 2008

Artur de Sousa (Pinga)

Artur de Sousa (Pinga), nasceu na ilha da Madeira no dia 30 de Setembro de 1909.
Começou a sua carreira ao serviço do Marítimo, e não demorou a despertar a cobiça dos dirigentes do Futebol Clube do Porto, onde chegou nos finais do ano de 1930. A sua contratação pelo clube azul e branco esteve envolta em alguma polémica, tendo mesmo os dirigentes do clube maritimista acusado o FCP de falsificação de documentos.
Polémicas à parte, Pinga desde cedo começou a cativar os adeptos portistas porque era dono de uma técnica invejável, tinha um fantástico domínio de bola e era um jogador completo porque tanto atacava como ajudava a defender.
Formava o grande meio-campo do Futebol Clube do Porto nos anos 30 juntamente com: Acácio Mesquita e Valdemar Mota, que ficaram conhecidos como: “os três diabos do meio-dia”. O nome apareceu depois de na época do natal de 1933 o FCP ter disputado 2 jogos, o primeiro foi contra uma Selecção de Budapeste em que os portistas venceram por 7-4. Uma semana mais tarde foi a vez de realizar novo jogo mas desta vez contra uma das equipas mais poderosas da altura, o First de Viena. O jogo foi ao meio-dia, e o FCP venceu por 3-0. Sobre isso, Pinga disse o que pensava antes da sua despedida como futebolista: “Nós os três... Aquilo é que era jogar... Que desculpem a vaidade, mas parece-me que nunca mais se arranjam três rapazes da bola tão intimamente ligados a acertar na borracha. Se até nós, às vezes, nem sabíamos como aquilo era...”.
Foi durante muitos anos considerado como o melhor jogador português de futebol, e tinha uma grande importância para a Selecção de Portugal onde se estreou no dia 30 de Novembro de 1930 para defrontar a Selecção da Espanha.
Em Julho de 1946 foi a festa da despedida de Pinga com a realização de um jogo contra uma Selecção que era formada por jogadores do Sporting, Belenenses, Académica e Benfica. Quando deixou o terreno de jogo do Estádio do Lima, estava emocionado e com lágrimas nos olhos por toda aquela multidão também emocionada, lhe estar a acenar com lenços e a gritar o seu nome.
Depois da despedida, Pinga tornou-se treinador e iniciou o percurso no Tirsense onde viveu mais um momento de glória quando a sua equipa eliminou o Sporting da Taça de Portugal. Regressou ao Futebol Clube do Porto para ser treinador adjunto e mais tarde tomou conta dos mais jovens para ensinar aquilo que tão bem tinha feito enquanto futebolista.
Faleceu em 1963 vítima de cirrose. Esta sepultado no mausoléu do Futebol Clube do Porto no cemitério de Agramonte.

Palmarés
Campeão da Liga 3
Campeão Nacional 2
Campeão de Portugal 1
Campeão do Porto 13
Campeão do Funchal 3
Jogos: 400
Golos: 394

domingo, 16 de Março de 2008

Teófilo Cubillas

Teófilo Juan Cubillas Arizaga nasceu no dia 8 de Março de 1949 na cidade de Lima no Peru.
Foi uma das estrelas máximas do futebol peruano da década de 70 e um dos melhores futebolistas sul-americanos de todos os tempos.
Iniciou a sua carreira no Alianza de Lima. Com apenas 16 anos teve a sua estreia na equipa principal e logo no ano seguinte, em 1966, foi o melhor marcador do campeonato com um registo de 19 golos. Voltou a repetir o feito em 1970 ao apontar 22 golos no campeonato.
Em 1972 foi eleito o melhor jogador sul-americano relegando para o segundo lugar Pelé. Nesse mesmo ano foi o marcador máximo da Taça dos Libertadores e na época seguinte foi contratado pelo FC Basel da Suiça onde apenas permaneceu 6 meses mas que foi o bastante para se sagrar Campeão.
Na temporada de 1973/74 transferiu-se para o Futebol Clube do Porto onde durante três épocas foi o dono da camisola numero 10 e apontou 65 golos em 108 jogos oficiais. Apesar de não ter conquistado nenhum título na sua passagem pelos azuis e brancos, Cubillas foi autor de grandes golos que ainda hoje são recordados pelos adeptos que tiveram o privilégio de o verem jogar, adeptos esses que o consideram o melhor jogador estrangeiro que já passou por Portugal.
Curiosamente o Futebol Clube do Porto viria a vencer a Taça de Portugal na época em que Cubillas deixou os Dragões em 1976/77.
Na temporada seguinte regressou ao seu país para voltar a defender as cores do Alianza de Lima por 2 anos onde se sagrou Bi-Campeão.
Em 1979 rumou aos Estados Unidos para jogar pelos Fort Lauderdale Strikers, e nos cinco anos em que vestiu a camisola do clube da Florida marcou 59 golos e converteu-se no melhor goleador da história do clube. Contra o Aztecas de Los Angeles, Cubillas marcou três golos em apenas minutos. Deixou o clube em 1984 quando já tinha 35 anos para regressar mais uma vez ao Alianza de Lima.
Retirou-se oficialmente em 1986 com 36 anos de idade, num jogo em que participaram diversas estrelas do mundo inteiro. Em 1987, depois da tragédia em que morreram todos os jogadores do Alianza de Lima, Cubillas voltou a jogar pelo seu clube e retirou-se definitivamente em 1988, mas deixando bem patente que a sua forma, classe e capacidade técnica permanecia intacta.
Cubillas também brilhou com a camisola da sua Selecção. Em 1970 o Peru qualificou-se para o Campeonato do Mundo a realizar no México depois de ter eliminado a Argentina que fazia parte do seu grupo. No Mundial o Peru chegou aos quartos-de-final onde foi eliminado pelo Brasil por 4-2 com os golos peruanos a serem apontados por Cubillas. O Mundial de 1974 disputou-se sem a presença da Selecção Peruana que não conseguiu a qualificação, mas venceu no ano seguinte a Copa América. Em 1978 o Campeonato do Mundo teve lugar na Argentina e depois de na primeira fase a Selecção do Peru ter ficado em primeiro lugar, com Cubillas a apontar 3 golos, não foram alem da segunda fase. O último Mundial em que Cubillas participou foi no ano de 1982 em Espanha, mas a Selecção Peruano ficou em ultimo lugar no grupo.
Actualemte Teófilo Cubillas vive na Florida onde tem uma escola de futebol para jovens.

Palmarés
1 Copa América
2 Campeonatos do Peru
1 Liga Suiça
1 Supertaça da Suiça

domingo, 9 de Março de 2008

João Pinto

João Domingos da Silva Pinto nasceu no dia 21 de Novembro de 1961 em Vilar do Andorinho, Vila Nova de Gaia.
Começou a jogar futebol no Clube de Futebol de Oliveira do Douro quando tinha 12 anos. Aos 14 anos ingressou no Futebol Clube do Porto, e enquanto fazia a sua formação no clube das Antas jogou em todas as posições, excepto a guarda-redes.
Na temporada de 1981/82 passou a fazer parte da equipa sénior, e na época seguinte já com Pedroto a treinador, João Pinto conseguiu a titularidade a lateral direito. Na época de 1983/84 conquistou a sua primeira Taça de Portugal ao derrotar o Rio Ave FC no estádio do Jamor por 4-1. Apenas duas semanas mais tarde marcava presença na cidade Suiça de Basileia para defrontar a Juventus de Itália na Final da Taça dos Vencedores das Taças, infelizmente a equipa portista não conseguiu levar de vencida a formação italiana. Nas duas temporadas seguintes sagrou-se Bi-Campeão. Em 1986/87 o Futebol Clube do Porto não conseguiu conquistar o titulo nacional, mas mais importante do que isso sagrou-se Campeão Europeu na cidade de Viena na Áustria ao derrotar na Final os alemães do Bayern de Munique por 2-1. Ficou para a história o facto de João Pinto ter recebido a Taça, por ser o capitão da equipa, e não mais a largar. Sobre isso, o ex-capitão disse recentemente o seguinte: “Ainda bem que fiz isso da outra vez, porque passados 20 anos ainda apareço sempre com a taça na cabeça… (risos) Se a tivesse partilhado na altura, se calhar hoje já ninguém se lembrava de mim. Assim, ainda vão falando de mim (risos)”.
Na época seguinte, 1987/88, já sob o comando de Tomislav Ivic e com João Pinto sempre a lateral direito, o Futebol Clube do Porto venceu a Taça Intercontinental no dia 13 de Dezembro em Tóquio no Japão ao vencerem os Uruguaios do Peñarol por 2-1. O terreno de jogo em vez de apresentar o verde da relva, estava completamente branco pela neve que continuou a cair com o decorrer do desafio. Um mês mais tarde jogou-se a segunda mão da Supertaça Europeia no estádio das Antas contra os holandeses do Ajax. O Futebol Clube do Porto partia em vantagem pois tinha ganho o jogo da primeira-mão por 1-0, resultado que repetiu no jogo disputado nas Antas e que valeu a conquista de mais um troféu Internacional para João Pinto. No final dessa temporada o FCP sagrou-se Campeão Nacional e venceu a Taça de Portugal ao derrotar na final o Vitória de Guimarães por 1-0. Foi Campeão em 1989/90 de novo sob o comando técnico de Artur Jorge. Nas temporadas de 1991/92 e 1992/93 sagrou-se Bi-Campeão já com o treinador brasileiro, Carlos Alberto Silva. Esteve ainda nos três primeiros dos cinco títulos conquistados pelo Futebol Clube do Porto, nas épocas de 1994/95 a 1998/99. No final da temporada de 1996/97 decidiu por um ponto final na sua brilhante carreira futebolista, e na apresentação do plantel portista aos sócios da época seguinte, despediu-se dos adeptos de uma maneira simbólica quanto entregou a camisola com o numero 2 e a braçadeira de capitão a Jorge Costa.
Foi o único jogador Português a ter a honra de ser capitão de uma Selecção Mundial aquando da festa de despedida de Zico, isto depois de já ter feito parte também da mesma Selecção Mundial na festa de Platini.
Jogou também pela Selecção Nacional onde marcou presença no Campeonato da Europa de França em 1984 e no Campeonato do Mundo do México em 1986. Quando disputou o 67º jogo com a camisola de Portugal, João Pinto tornou-se no jogador português com mais internacionalizações, recorde que deteve até Vítor Baía o ultrapassar. Ainda assim e apesar de já estar afastado do futebol há mais de uma década, João Pinto ocupa um lugar entre os 10 jogadores portugueses mais vezes internacionais.
A despedida da Selecção aconteceu no local que sempre o idolatrou, no estádio das Antas, quando Portugal defrontou e derrotou a Ucrânia por 1-0 em 1996.
Terminada a sua carreira como jogador de futebol, João Pinto assumiu em 1997/98, o comando técnico da equipa de juniores do Futebol Clube do Porto, lugar que manteve durante sete temporadas. Em 2004/05 foi convidado para fazer parte da equipa principal onde desempenhou durante dois anos a função de observador. Actualmente é dos dos treinadores adjuntos do Professor Jesualdo Ferreira na equipa técnica do Futebol Clube do Porto.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
1 Taça dos Clubes Campeões Europeu
1 Supertaça Europeia
9 Campeonatos de Portugal
4 Taças de Portugal
8 Supertaças Cândido de Oliveira

domingo, 2 de Março de 2008

Zlatko Zahovic

Zlatko Zahovic nasceu no dia 1 de Fevereiro de 1971 na cidade de Maribor na Jugoslávia.
Começou a jogar futebol nas camadas jovens do Kovinar Maribor. Em 1989 estreou-se nos seniores do Partizan de Belgrado onde se manteve até à época de 1992/93. Na temporada seguinte ingressou no Vitória de Guimarães onde ganhou notoriedade e despertou o interesse de vários clubes, entre eles o Futebol Clube do Porto que o levou para as Antas no início da época de 1996/97.
Ao serviço dos azuis e brancos esteve três épocas em que se sagrou por três vezes Campeão Nacional, Venceu uma Taça de Portugal ao derrotar o Braga no Jamor, e ainda juntou duas Supertaças conquistadas nas épocas de 1997/98 e 1998/99.
No final da temporada de 1998/99, os principais clubes europeus começaram a mostrar interesse no jogador portista, entre eles o Valência CF e Zahovic ficou desde logo iludido com o clube espanhol. Mas o seu destino acabou por ser a Grécia ao transferir-se para o Olympiakos de Atenas onde ajudou a conquistar o Campeonato da Grécia. Mas o relacionamento com o então treinador da equipa grega acabou por não ser o melhor e o jogador esloveno deixou o clube para se mudar para o tão desejado Valência CF.
Em Espanha esteve na época de 2000/01, onde não conseguiu ganhar qualquer título e só a chegada à final da Liga dos Campeões se destaca. Na final realizada na cidade italiana de Milão, o Valência defrontou o Bayern de Munique e o resultado ao fim dos 90 minutos foi um empate a uma bola, com o mesmo resultado se chegou ao final do prolongamento e foi necessário as grandes penalidades para decidir o vencedor. A equipa alemã foi a mais feliz ao vencer por 5-4, e Zahovic foi um dos jogadores chamados a marcar um penalti mas permitiu a defesa do Guarda-redes Oliver Kahn.
Na época de 2001/02, regressou a Portugal para ingressar no Benfica, onde se manteve até abandonar o clube a meio da temporada de 2004/05. Enquanto esteve no clube lisboeta juntou mais uma Taça de Portugal e um Campeonato Nacional ao seu palmarés.
Em 2004/05 mudou-se para a Croácia para jogar pelo Dínamo de Zagreb onde terminou a sua carreira.

Palmarés
4 Campeonatos de Portugal
1 Campeonato da Grécia
2 Taças de Portugal
2 Supertaças Cândido de Oliveira

domingo, 24 de Fevereiro de 2008

Barrigana

Frederico Barrigana, ou o “mãos de ferro” como lhe chamou um jornalista francês após um jogo da Selecção Nacional, nasceu no dia 28 de Abril de 1922.
Começou a jogar futebol no Montijo, mas aos 18 anos ingressou no Sporting onde se manteve três épocas. Entretanto surgiu o interesse do Futebol Clube do Porto que procurava um guarda-redes para o lugar do húngaru Béla Andrásik. Assim com 21 anos, Barrigana mudou-se para a cidade do Porto e rapidamente agarrou a titularidade da baliza portista.
Infelizmente não ganhou qualquer título com a camisola do FCP apesar de ter estado 14 anos no clube, mas nessa altura os azuis e brancos atravessavam uma fase má onde estiveram afastados dos títulos ao longo de 16 temporadas.
Em 1947 recebeu uma oferta do Vasco da Gama que o queria contratar e lhe oferecia 10 vezes mais do que aquilo que ganhava no Futebol Clube do Porto, mas Barrigana rejeitou e preferiu continuar de Dragão ao peito.
Curiosamente o Futebol Clube do Porto sagrou-se Campeão Nacional logo após a saída de Barrigana. Yustrich chegou para treinar a equipa portista e dispensou o guardião que se mudou para o vizinho Salgueiros. No clube de Paranhos esteve durante três temporadas, até abandonar a carreira de futebolista em 1958.
Estreou-se pela Selecção Nacional no dia 21 de Março de 1948 e foi 12 vezes internacional.
O Mãos de Ferro morreu no dia 30 de Setembro de 2007 no Hospital de Águeda, vitima de doença pulmonar.

domingo, 17 de Fevereiro de 2008

Ricardo Carvalho

Ricardo Alberto Silveira Carvalho nasceu no dia 18 de Maio de 1978 em Amarante.
Desde que passou a sénior na temporada de 1997/98, Ricardo Carvalho teve um período de aprendizagem onde foi emprestado a diversos clubes até se afirmar em definitivo no Futebol Clube do Porto. Na época de 1997/98 representou o FC Leça no seu ano de estreia como sénior. Na temporada seguinte regressou ao FC Porto onde fez a sua estreia com a camisola azul e branca num jogo contra o Salgueiros. Foi novamente emprestado ao Vitoria de Setúbal em 1999/00 e ainda passou pelo Alverca na época de 2000/01, até que na temporada seguinte conquistou um lugar em definitivo no plantel da equipa portista orientada na altura por Octávio Machado que viria a ser despedido a meio da época para dar o lugar a José Mourinho.
O salto para o estrelato aconteceu na temporada de 2002/03 onde foi um dos esteios da defesa do FCP sagrando-se Campeão Nacional e Vencedor da Taça de Portugal, a juntar a tudo isso conquistou ainda a Taça UEFA na final realizada na cidade espanhola de Sevilha, um jogo em que o Futebol Clube do Porto venceu a equipa escocesa do Celtic de Galsgow.
Na época seguinte, 2003/04, Ricardo Carvalho foi ainda mais importante no eixo da defesa da equipa de José Mourinho, já que foi titular indiscutível, e de novo ajudou o FCP a vencer de forma clara o campeonato e a sagrar-se Bi-Campeão Nacional, á conquista no campeonato juntou ainda a vitória na Supertaça. Mas a principal conquista da carreira de Ricardo Carvalho aconteceu no dia 26 de Maio em Gelsenkirchen onde o Futebol Clube do Porto venceu na final de forma clara, a equipa do AS Mónaco, e sagrou-se Campeão Europeu. Foi esse o último jogo de Ricardo Carvalho com a camisola do FCP, já que na época seguinte ingressou no Chelsea de Inglaterra ao protagonizar uma transferência milionário de 30.000.000 euros.
No Chelsea voltou a sagrar-se Campeão na temporada de 2004/05, venceu a Taça da Liga e venceu a Supertaça. Na época seguinte, 2005/06, voltou a repetir a vitória no campeonato. Na temporada de 2006/07 ajudou o seu clube a vencer a Taça da Liga e a Taça de Inglaterra.
É actualmente um dos melhores defesas centrais do mundo, tem uma importância vital tanto no seu actual clube como na Selecção Nacional.

Palmarés
1 Liga dos Campeões
1 Taça UEFA
3 Campeonatos de Portugal
2 Taça de Portugal
2 Supertaças Cândido de Oliveira
2 Campeonatos de Inglaterra
2 Taças de Inglaterra
2 Supertaças de Inglaterra
2 Taças da Liga

domingo, 10 de Fevereiro de 2008

Mário Jardel

Mário Jardel Almeida Ribeiro, nasceu em Fortaleza no dia 18 de Setembro de 1973.
Foi um dos maiores goleadores de sempre do Futebol Clube do Porto e ainda hoje deixa saudade a alguns pela sua tremenda eficácia no que a golos diz respeito.
"Super Mário"ou "Jardigol" eram estas as suas principais alcunhas e tudo começou no Ferroviário, passando depois mais tarde pelo Vasco da Gama e pelo Grémio de Porto Alegre (clube então na altura treinado por Scolari).
Foi no Grémio, que conquistou um dos seus principais títulos da sua carreira (Taça das Libertadores) e inclusivé se tornou o melhor marcador da competição com 9 golos e nessa altura já se antevia, que o seu futuro no Brasil não se iria prolongar por muito tempo.
Tal coisa se veio a confirmar no ano seguinte (1996), quando chegando ao verão aparece o FC Porto interessado e após bater a concorrência adquire o ponta de lança brasileiro e na altura muitos duvidavam essa mesma contratação, devido ao seu ar um pouco desengoçado e aparentemente não ser muito habilidoso no jogo de pés, sendo o cabeceamento a sua principal arma.
Chegou então ao FC Porto para a época 1996/97 e se estreou na 1ªjornada no saudoso Estádio das Antas frente ao Vitória de Setúbal, num jogo de má memória para os dragões uma vez que o jogo terminou empatado a duas bolas, sendo que o golo do empate foi de autoria do estreante Mário Jardel, que nessa partida tinha iniciado como suplente.
Porém, já na jornada seguinte se estreou como titular em Leiria e voltou a marcar e a partir daí se viu claramente, que estavamos perante um jogador completamente diferente dos outros, com características únicas e a apresentar uma tremenda eficácia e frieza na finalização.
Um dos momentos mais altos da sua carreira será garantidamente aquela noite mágica de San Siro, onde o FC Porto obteve uma das vitórias mais emocionantes dos últimos anos e foi precisamente o brasileiro a ser o principal protagonista da partida ao apontar 2 golos ao gigante Rossi e o mérito é ainda maior, sabendo que iniciou o jogo no banco de suplentes e entrou apenas aos 62 minutos de jogo para o lugar de Barroso, fazendo então aos 76 e 82 minutos de jogo os golos, que ditaram uma vitória histórica sobre o poderoso Milan de Rossi, Maldini, Panucci, Albertini, Desailly, Boban, Baggio, Weah, Simone e companhia.
Foi no FC Porto claramente, que o Jardel teve o seu maior período de sucesso e nas quatro épocas de azul e branco vestido foi por quatro vezes o melhor marcador do campeonato, tendo o seu máximo de golos ter sido atingido na sua última temporada na época 1999/00 ao marcar 38 golos em 32 jogos e curiosamente foi a única temporada onde não se sagrou campeão ao serviço do FC Porto, tendo ganho tudo ao serviço dos dragões a nível interno, ou seja, campeonato, taça e supertaça e chegando até aos quartos de final da Liga dos Campeões, sendo o FC Porto eliminado de uma forma injusta perante o todo poderoso Bayern e nos dois jogos dessa eliminatória o FC Porto marcou um golo em cada um desses jogos e para não variar o matador brasileiro marcou os golos da sua equipa ao sempre temível Oliver Kahn, mas infelizmente não foi suficiente para seguir em frente muito graças a um senhor do apito de nome Hugh Dallas.
No final de cada temporada muito se falava na saída do Mário Jardel do FC Porto e a verdade é que se falava muito e nada se concretizava, mas em Junho do ano 2000 tudo mudou, aparecendo finalmente um clube a pagar a sua cláusula de rescisão (3,2 milhões de contos) e assim o FC Porto não podia fazer nada e a saída foi inevitável para os turcos do Galatasaray, que acabara de se sagrar vencedor da Taça Uefa e possuindo jogadores de grande nível como o guarda-redes Taffarel, Popescu, Emre, Okan, Hagi, Hasan Sas ou Hakan Sukur, que no final dessa temporada se transferiu para o Inter de Milão e assim possibilitou a vinda do Jardel em sua substituição.
A sua chegada à Turquia foi de um clima de grande euforia, por terem a noção de que tipo de reforço haviam contratado e "Super Mário" não se fez rogado, se destacando logo no início ao ser um dos principais responsáveis pelo apuramento do Galataray para a Liga dos Campeões ao apontar dois golos frente aos suiços do St.Gallen na vitória por 2-1.
Mas, foi num jogo a contar para a Supertaça Europeia frente ao Real Madrid, que Mário Jardel passou a ser "herói" para os adeptos da equipa turca ao apontar os dois golos, que possibilitaram derrotar o Real Madrid, já com o internacional portugûes Luís Figo na equipa.
A sua época na Turquia em termos desportivos foi boa (para o campeonatos 22 jogos-24 golos), só que claramente nunca se conseguiu adaptar à cultura turca e ainda para mais o facto do Galatasaray apresentar uma grave crise financeira e o Jardel auferir um ordenado bastante elevado a saída seria a melhor solução e então aí muito se falou e inclusivé o seu regresso a "casa" esteve mesmo muito próximo de acontecer, não acontecendo pelas razões já por diversas vezes conhecida.
A verdade é que o seu destino acabou mesmo por ser Portugal, mas não no FC Porto, mas sim no Sporting, chegando já com a época a decorrer e com alguns quilos a mais, logo seria necessário umas semanas de trabalho árduo para voltar a estar fisicamente disponível para uma época bastante exigente e longa.
Mesmo não estando na sua plenutide, foi imediatamente chamado para a titularidade no Sporting e como Jardel significa golos, não se fez rogado e mesmo na estreia frente ao Leiria de José Mourinho (jogo acabou empatado a uma bola) fez o gosto ao pé, apontando o golo de grande penalidade.
Um dos momentos mais marcantes para o jogador nessa temporada foi sem dúvida o seu regresso ao Estádio das Antas, um estádio onde lhe deu muitas alegrias durante quatro anos e que deixou enormes saudades, mas infelizmente regressou como adversário, num jogo onde para ele aconteceu de tudo, marcou um golo (golo 150 na Liga), falhou uma grande penalidade (defendida por Vítor Baía) e foi expulso por acumulação de amarelos.
Acabou a época 2001/02 com o Sporting campeão e o Jardel a apontar o impressionante número de 42 golos marcados em apenas 30 jogos disputados.
Mas, esta foi a última temporada do "verdadeiro" Jardel, quem diria depois de uma época ao apontar tantos golos e por vezes de maneira incrível, se pudesse acreditar o que viria a seguir, caminhando num autêntico "inferno" e que ainda hoje o tenta sair de lá.
A história já muitos a sabem de cor, desde os motivos da sua não convocação para o Mundial 2002 ou a transferência para um colosso europeu não se ter concretizado, tudo junto fez com que o levaram a ficar naquele estado aquando do início para a época 2002/03, onde chegou a ser hipótese a sua saída do Sporting, mas tal não se verificou, tendo feito uma época a "espaços", isto é, jogando jogo sim jogo não por vezes, mas mesmo assim terminou a época com 11 golos marcados e pela primeira vez em seis épocas em Portugal não se sagrou o melhor marcador do campeonato.
Depois da sua saída do Sporting seguiu para Inglaterra (mais concretamente o Bolton), onde não foi feliz, mas fica registado o seu golo ao Liverpool para a Taça da Liga e que valeu a passagem do Bolton à ronda seguinte, seguindo-se o Ancona de Itália, Palmeiras, Newell´s Boys (onde se sagrou campeão), Alavés, Goias, Beira-Mar, Anorthosis Famagusta e mais recentemente e última equipa o Newcastle Jets da Austrália.
O seu regresso ao futebol portugûes se deveu à vontade do próprio Jardel e nesse aspecto de destacar o papel, que o técnico Augusto Inácio teve sobre o Jardel, "transformando" por completo os hábitos deste jogador e o caminho para a sua recuperação como homem se conseguiu e em termos desportivos só não teve os efeitos mais desejados, porque também não contribuiu o facto do técnico Inácio ter permanecido durante muito tempo no Beira-Mar, sendo substituído pelo treinador Carlos Carvalhal.
No seu regresso a Portugal, apontou quatro golos (três no campeonato e um na taça) pelo Beira-Mar e de destacar o seu golo na 1ªjornada frente ao Aves, num golo após a cobrança de um pontapé de canto apontado por Rui Lima, surge o "Super Mário" a cabecear, apontando um excelente golo de cabeça e que marcaria um excelente regresso a um país, que tão bem conhecia. Um dos maiores momentos no seu regresso, foi claramente o seu regresso ao estádio do FC Porto, onde os adeptos prestaram a merecia homenagem a este goleador, que após a sua substituição se despediu do público portista bastante emocionado e com a "promessa" de voltar um dia ao FC Porto.
A sua saída para o Chipre a meio da época, acontece porque já não era muito utilizado no Beira-Mar, que vivia uma crise técnica e ambas as partes entenderam que seria melhor a sua saída e assim foi e ainda foi a tempo de conquistar mais um título na sua carreira, ao vencer a Taça do Chipre ao serviço do Anorthosis e no campeonato cipriota apontou três golos e curiosamente todos os golos, foram marcados nas únicas vezes em que foi titular.
Actualmente se encontrava na Austrália a jogar pelo Newcastle Jets, digo se encontrava porque saiu no final do mês do clube, por problemas de adaptação ao clube e nesta altura anda à procura de equipa, sendo o Brasil um dos possíveis destinos.
É triste ver um jogador, que tanto deu ao FC Porto, que tantos golos marcou época após época esteja assim de clube em clube e sem rumo a dar na sua carreira. Aos 34 anos dificilmente terá novas grandes oportunidades, mas se a sorte estiver com ele e essa mesma oportunidade surgir sem ninguém esperar ele terá, que aproveitá-la, porque todos nós merecemos uma segunda oportunidade e essa mesma oportunidade o Jardel vem pedindo há muito e essa verdadeira oportunidade ainda não foi dada.
Por agora resta-nos lembrar daqueles golos inesquecíveis, que marcou ao serviço do nosso clube, golos para todos os gostos e feitios (desde "bicicleta", de "letra" ou de "bunda") e certamente guarda-redes como Rossi, Kahn, Hesp ou Casillas não esquecerão os golos sofridos por este jogador e como quem sabe nunca esquece, quem sabe se não voltará o Mário Jardel a sorrir?


Palmarés
1 Campeonato do Mundo de sub-20 (1993)
3 Campeonatos Carioca (pelo Vasco da Gama em 1992, 1993 e 1994)
1 Taça Rio de Janeiro (pelo Vasco da Gama em 1993)
1 Taça Guanabara (pelo Vasco da Gama em 1994)
2 Campeonatos Gaúchos (pelo Grémio de Porto Alegre em 1995 e 1996)
1 Taça dos Libertadores (pelo Grémio de Porto Alegre em 1995)
1 Recopa (pelo Grémio de Porto Alegre em 1995)
4 Campeonatos de Portugal (pelo FC Porto em 1996/97, 1997/98 e 1998/99 e pelo Sporting em 2001/02)
3 Taças de Portugal (pelo FC Porto em 1997/98 e 1999/00 e pelo Sporting em 2001/02)
3 Supertaças de Portugal (pelo FC Porto em 1996, 1998 e 1999)
1 Supertaça Europeia (pelo Galatasaray em 2000/01)
1 Campeonato Argentino (pelo Newell´s Boys em 2004)
1 Campeonato Goiano (pelo Góias em 2006)
1 Taça do Chipre (pelo Anorthosis Famagusta em 2007)
Melhor marcador da Taça da Libertadores (1995)
Melhor marcador do Campeonato Português (1996/97, 1997/98, 1998/99, 1999/00 e 2001/02) Bota de Ouro (1999 e 2002)
Melhor marcador da Liga dos Campeões (2000)

elaborado por Pedro Rodrigues

segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008

Valdemar Mota

Waldemar Mota da Fonseca nasceu no dia 18 de Março de 1906.
Foi médio/extremo direito de elevada qualidade que representou o Futebol Clube do Porto nas décadas de 20 e 30.
Foi o primeiro atleta do FCP a participar nos Jogos Olímpicos, nomeadamente os Jogo Olímpicos de Amesterdão de 1928, em representação de Portugal e marcou o primeiro golo da Selecção contra o Chile nessa competição.
Vestiu a camisola da Selecção Nacional por 21 vezes e em uma dessas vezes marcou 3 golos contra a Selecção de Itália, um jogo que Portugal venceu por 4-1.
No Futebol Clube do Porto desde os iniciados, Valdemar Mota já como sénior, fez parte da equipa treinada por Joseph Szabo que durante as épocas de: 1927/28 e 1934/35, venceu 1 Campeonato da Liga, 1 Campeonato de Portugal e 8 Campeonatos do Porto.
Formou juntamente com Pinga e Acácio Mesquita o célebre meio-campo do equipa portista que ficou apelidado de “os três diabos do meio-dia” depois do FCP ter vencido em alturas do natal de 1933 o First de Viena e uma Selecção da Budapeste, jogos que foram realizados por volta do meio-dia.
Depois de abandonar o futebol, Valdemar Mota ficou ligado ao comércio. Possuía uma mercearia fina que tinha clientela seleccionada, o estabelecimento ficava próxima da entrada do Mercado do Bolhão e era frequentada pela burguesia da cidade do Porto.
Faleceu em Abril de 1966. Encontra-se sepultado no mausoléu do Futebol Clube do Porto no cemitério de Agramonte.

Palmarés
1 Campeonato da Liga
1 Campeonato de Portugal
8 Campeonatos do Porto

segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008

Emil Kostadinov

Emil Lubtchov Kostadinov nasceu na cidade de Sófia na Bulgária no dia 12 de Agosto de 1967.
Começou a sua carreira de futebolista no CSKA de Sofia onde venceu 3 Campeonatos da Bulgária, 3 Taças da Bulgária e chegou ás meias-finais da extinta Taça dos Vencedores das Taças em 1988/89 onde foi eliminado pelo FC Barcelona.
Chegou ao Futebol Clube do Porto na temporada de 1990/91 e cá ficou até á época de 1994/95, tendo formado uma excelente dupla com Domingos na frente do ataque do FC Porto durante esses anos. Esteve ligado a importantes vitórias, entre elas a goleada por 5-0 obtida pelo Futebol Clube do Porto perante o Werder Bremen na Alemanha num jogo a contar para a Liga dos Campeões, tendo apontado 1 golo nesse jogo.
Deu também o seu contributo para a conquista de 3 Campeonatos Nacionais, 2 Taças de Portugal e 3 Supertaças.
Deixou o Futebol Clube do Porto já com a temporada de 1994/95 a decorrer, mas sem deixar a sua marca ao apontar o segundo golo da 1ª jornada frente ao Sporting de Braga no Estádio das Antas, e a ter direito á faixa de Campeão.
Depois de ter deixado o clube azul e branco, passou pelo Deportivo e mais tarde pelo Bayern de Munique onde viria a conquistar uma Taça UEFA. Ainda representou o Fenerbahçe da Turquia, regressou ao CSKA de Sofia, passou pelos Tigres do México e terminou a sua carreira na Alemanha ao serviço do Mainz 05.
Foi também uma das principais figuras da Selecção Búlgara, vestiu a camisola Nacional do seu país por 70 vezes e marcou 26 golos. Esteve presente no Campeonato do Mundo de 1994 disputado nos Estados Unidos onde a Bulgária apresentou um bom futebol, e só foi eliminada na meia-final. Jogou igualmente no Euro 96 em Inglaterra e no Mundial 1998 em França mas em ambos os torneios a Bulgária não passou da primeira fase.

Palmarés
1 Taça UEFA
3 Campeonatos de Portugal
2 Taças de Portugal
3 Supertaças Cândido de Oliveira
3 Campeonatos da Bulgária
3 Taças da Bulgária

quarta-feira, 23 de Janeiro de 2008

António Oliveira

António Oliveira nasceu a 10 de Junho de 1952 em Penafiel. Com apenas 15 anos chegou ao Futebol Clube do Porto para ingressar nas camadas jovens.
Médio-ofensivo de grande qualidade, foi uma das grandes estrelas da equipa treinada por José Maria Pedroto.
Foi um dos principais responsáveis pela conquista do Campeonato Nacional 1977/78 pelo FCP depois de um jejum de 19 anos, ao ser titular em todos os jogos e com 19 golos marcados. Em 1978/79, voltou a repetir a vitória no campeonato nacional e a sagrar-se juntamente com a equipa do FCP em Bi-Campeão.
Na época seguinte, teve uma experiência não muito bem sucedida em Espanha, no Bétis de Sevilha, para onde foi com um contrato milionário já a época de 1979/80 tinha começado. No decorrer da mesma época, em Fevereiro de 1980, regressou ao FC Porto mas, na sequência do "Verão quente" daquele ano, abandonou as Antas e foi para o FC Penafiel como jogador-treinador.
Na época de 1981/82, ingressou no Sporting apenas como futebolista e na temporada seguinte ainda no clube de Alvalade, sagrou-se campeão mais uma vez. Em 1982/83 no mês de Setembro já com o campeonato a decorrer, passou a ser treinador e jogador, (função que já tinha exercido no FC Penafiel), e venceu a Super-Taça Cândido de Oliveira.
Em 1985/86 transferiu-se para o Marítimo onde abandonou a brilhante carreira de jogador e dedicou-se totalmente ao papel de treinador.
Passou por diversos clubes nacionais até em 1994 ser contratado para treinador da Selecção Nacional. Teve a sua estreia em Belfast num jogo contra a Irlanda do Norte que Portugal venceu por 2-1. Qualificou Portugal para o Campeonato da Europa a ter lugar em Inglaterra em 1996, onde a Selecção apresentou um bom futebol mas acabou por ser eliminada pela Republica Checa nos quartos de final.
No final do Euro-96, António Oliveira regressou ao Futebol Clube do Porto e venceu os dois Títulos Nacionais de 1996/97 e 1997/98, ao serviço do FCP venceu ainda a Taça de Portugal em 1998 ao derrotar na final o Sporting de Braga.
Em 2000 voltou a ser o treinador da Selecção Nacional, mais uma vez qualificou Portugal desta vez para o Campeonato do Mundo da Coreira/Japão, mas a incursão pelo oriente foi uma desilusão e António Oliveira acabou por ser dispensado.
No princípio da temporada de 2003/04, Oliveira foi eleito presidente do Futebol Clube de Penafiel e teve como principal objectivo levar o clube ao escalão máximo do futebol nacional, o que se veio a concretizar. Mas na temporada de 2005/06 o Penafiel desce de divisão e Oliveira deixa o clube.

Palmarés como jogador
3 Campeonatos de Portugal
2 Taças de Portugal
1 Supertaça Cândido de Oliveira

Palmarés como treinador
2 Campeonatos de Portugal
1 Taça de Portugal
1 Supertaça Cândido de Oliveira

Agradecimento ao Fernando Moreira pela colaboração

quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008

Fernando Couto

Fernando Manuel Silva Couto nasceu no dia 2 de Agosto de 1969 em Espinho.
Ingressou no Futebol Clube do Porto ainda júnior e teve a sua estreia na equipa principal do FC Porto na temporada 1987/88 quando o treinador era o jugoslavo Tomislav Ivic, e depois foi emprestado ao Famalicão da 3ª divisão em 1988/89, na temporada seguinte na Académica de Coimbra da 2ª divisão.
No ano de 1989, foi Campeão do Mundo de sub-20 no mundial realizada na Arábia Saudita.
Em 1990/91 regressou ao FCP já com a orientação de Artur Jorge, e nesse ano de estreia foi titular em 25 jogos e ajudou a conquistar a Taça de Portugal.. Foi também em 1990 que se estreou na selecção nacional no dia 19 de Dezembro na Maia, para um jogo amigável contra os Estados Unidos.
Em 1991/92 e 1992/93, sagrou-se Campeão Nacional e começou a despertar a cobiça dos melhores clubes da Europa.
Na temporada de 1993/94 venceu de novo a Taça de Portugal e no final da época deixou o Futebol Clube do Porto para ingressar no Parma de Itália onde na temporada seguinte venceu a Taça UEFA e ficou em 2º lugar no campeonato. O estatuto de titular indiscutível já não se manteve na época seguinte na equipa italiana, o que já não acontecia na Selecção de Portugal que nesse ano de 1996 disputou o Campeonato da Europa em Inglaterra, e as boas exibições do defesa central fizeram com que os espanhóis do Barcelona o fossem buscar a Itália.
Esteve duas épocas em Espanha e em 1996/97 voltou a vencer uma prova europeia, desta vez a já extinta Taça dos Vencedores das Taças, e na temporada seguinte sagrou-se Campeão espanhol.
Em 1998/99 voltou a Itália para defender a camisola da S.S.Lazio, e na temporada seguinte não só repetiu a vitória na Taça das Taças como foi Campeão.
Em Abril de 2001 foi acusado de doping, mas nunca se provou que Fernando Couto estivesse dopado. A prová-lo estão uma série de análises com resultado negativo antes e depois do fatídico controle de 28 de Janeiro, entre as quais uma análise ao cabelo feita em Abril e que permite afirmar que o jogador não se dopou nos 6 meses anteriores à recolha. Mesmo assim, Fernando Couto foi punido com uma suspensão desportiva de 10 meses que posteriormente foi reduzida para 5 meses. Depois desse pesadelo voltou a jogar pela Lazio tendo sido capitão de equipa apesar de ser um jogador estrangeiro.
Na Selecção Nacional também envergou a braçadeira de capitão até ao final do Euro 2004 realizado em Portugal. Actualmente o seleccionador já não o tem em conta, mas Fernando Couto pode já não ter a velocidade que tinha há alguns anos atrás, mas a garra é a mesma e a maturidade cresceu.
Na temporada de 2005/06 regressou ao Parma onde ainda joga actualmente e sempre com o mesmo nível e classe com que nos habituou.

Palmarés
2 Taças dos Vencedores das Taças
1 Taça UEFA
3 Campeonatos de Portugal
3 Taças de Portugal
2 Supertaças Cândido de Oliveira
1 Campeonato de Espanha
2 Taças de Espanha
1 Supertaça de Espanha
1 Campeonato de Itália
2 Taças de Itália
1 Supertaça de Itália

quarta-feira, 16 de Janeiro de 2008

Rabah Madjer

Rabah Madjer nasceu a 15 de Fevereiro de 1958 em Hussein Dey.
Foi considerado o melhor jogador Argelino de todos os tempos. Jogou na selecção da Argélia durante 14 anos, desde 1978 a 1992 e esteve presente em dois Campeonatos do Mundo (1982 e 1986).
Depois de uma passagem por França onde jogou no Racing de Paris e no Tours, Madjer chegou ao FC Porto em Abril de 1986 e no seu jogo de estreia no Estádio do Bessa marcou 2 golos com os quais os portistas venceram o Boavista por 2-1.
O momento alto da sua carreira foi a vitória na final de Viena onde o FC Porto derrotou os alemães do Bayern de Munique por 2-1 com um golo de calcanhar de Madjer que correu o mundo e ainda hoje é um dos mais belos da historia da maior prova do futebol europeu.
Com a conquista da taça dos Campeões Europeus, o FC Porto teve o direito a representar a Europa no Japão para a Taça Intercontinental contra o Peñarol do Uruguai. O jogo foi disputado com o relvado completamente coberto de neve, e depois de o resultado do jogo ser 1-1 foi preciso jogar o prolongamento, e foi nesse período do jogo que mais uma vez Madjer mostrou sua classe ao apontar o 2º golo que valeu a vitória na prova e ainda foi eleito o melhor jogador do jogo.
Mais tarde teve uma passagem pelo Valência mas voltou ao FC Porto onde terminou a sua brilhante carreira como jogador.
Voltou ao FC Porto para ser técnico do Departamento de Futebol Juvenil em 1995/96, para ensinar os mais novos com a mesma magia com que jogava.
No último jogo da época passada foi justamente homenageado juntamente com os seus companheiros da equipa que conquistaram a Taça dos Campeões Europeus, no Estádio do Dragão.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
1 Taça dos Campeões Europeus
1 Supertaça Europeia
2 Campeonatos de Portugal
1 Taça de Portugal
2 Supertaças Cândido de Oliveira
1 Taça da Argélia
1 Taça de África das Nações

Vitor Baía

Vitor Manuel Martins nasceu no dia 15 de Outubro de 1969 em S.Pedro da Afurada, Vila Nova de Gaia.
Vitor Baía é um dos mais emblemáticos jogadores que já passaram pelo Futebol Clube do Porto. Jogador que simboliza melhor que qualquer outro o carisma, o querer e a vontade de ganhar que está enraizado no clube que representa, agora como dirigente.
Começou desde miúdo a jogar no Académico de Leça. Aos treze anos mudou-se para o FC Porto onde passou a maior parte da sua brilhante carreira. Com apenas dezanove anos, foi chamado pela primeira vez à equipa principal pelo então treinador Artur Jorge, para disputar um jogo contra o Vitória de Guimarães em Setembro de 1989.
Com 21 anos chegou a baliza da selecção nacional, tendo a sua estreia acontecido no dia 19 de Dezembro de 1990 para disputar um encontro particular contra a selecção dos Estados Unidos.
Até 1996, ano em que esteve presente em Inglaterra para ser titular da baliza da selecção de Portugal no Euro 96, Vítor Baía ganhou cinco campeonatos nacionais e duas taças de Portugal ao serviço do FC Porto. Após o Europeu transferiu-se para o FC Barcelona, transformando-se no mais caro guarda-redes do mundo. Em Espanha conquistou um campeonato nacional, duas taças do rei, uma taça das taças e uma supertaça europeia, foi ainda eleito pelo jornal espanhol “A Marca” o melhor guarda-redes da época 1996/97. Mas nem tudo foram alegrias porque uma grave lesão atirou-o para o banco de suplentes.
No ano de 1999 regressou ao FC Porto por empréstimo e um ano mais tarde o azar voltou-lhe a bater à porta e a sofrer nova lesão o que fez muita gente ter dúvidas quanto à sua recuperação. Mas Baía voltou no seu melhor, esteve no Mundial da Coreia/Japão em 2002. Quando Luiz Felipe Scolari foi escolhido para ser selecionador de Portugal, Vítor Baía nunca mais foi defendeu as cores de Portugal.
Em 2003, Baía foi o guarda-redes titular da baliza do FC Porto na final da Taça Uefa em Sevilha, onde a equipa portista defrontou e venceu o Celtic de Galsgow no prolongamento por 3-2. No ano seguinte volta a ser o dono da baliza na final da Liga dos Campeões em Gelsenkirchen na Alemanha, onde o FC Porto venceu o AS Mónaco por 3-0 e Baía foi considerado pela UEFA o melhor guarda-redes da Europa. No final desse ano de 2004, em Dezembro, volta a escrever uma brilhante pagina no seu vasto currículo ao ser mais uma vez titular da baliza dos dragões no Japão num jogo a contar para a Taça Intercontinental, onde o FC Porto venceu a equipa campeã da América do Sul, o Once Caldas da Colômbia.
Em 2007 e com 37 anos, Vítor Baía despediu-se como jogador no Estádio do Dragão perante o público que sempre o acarinhou.
É hoje o futebolista com mais títulos a nível mundial, tendo conquistado 32. Pelé, Frank Rijkaard e Marius Lăcătuş contam com 25 cada um.

Palmarés
1 Taça Intercontinental
1 Liga dos Campeões
1 Taça dos Vencedores das Taças
1 Taça UEFA
1 Supertaça Europeia
10 Campeonatos de Portugal
5 Taças de Portugal
8 Supertaças Cândido de Oliveira
1 Campeonato de Espanha
2 Taças de Espanha
1 Supertaça de Espanha

Estrelas do Futebol Clube do Porto


Este blogue tem o intuito de não deixar esquecer jogadores, treinadores ou dirigentes que ao longo dos muitos e gloriosos anos, marcaram a sua presença enquanto vestiram a camisola do mais prestigiado clube do Portugal, o Futebol Clube do Porto.