3 de janeiro de 2021

Taça Norman Hall

O Inglês Norman Hall representou o Futebol Clube do Porto a partir de 1920 e foi um futebolista marcante na história do clube. Pelas capacidades que demonstrava em campo e por grandes qualidades humanas, foi homenageado em 1930 numa festa que incluiu um jogo de futebol entre o F.C. Porto e o C.D. Candal, de Vila Nova de Gaia. A Taça Norman Hall foi disputada nessa partida de caracter particular e terminou com a vitória do F.C. Porto por 5-2.
Norman Hall era uma criança quando se mudou de Inglaterra para a cidade do Porto. Em 1920, com 24 anos de idade, desempenhava funções de empregado comercial quando teve a oportunidade de jogar pelo F.C. Porto. Hall inscreveu-se como sócio dos Dragões em Setembro de 1920, com o número 2337, após vários meses a jogar com a camisola azul e branca onde mostrou o seu talento natural para o futebol. Sob a orientação do treinador francês Adolphe Cassaigne, o inglês ganhou um papel de ponta-de-lança no plantel do F.C. Porto.
Em 1922, o F.C. Porto venceu a primeira competição oficial de sempre do futebol português, mas Norman Hall não foi utilizado nesse momento histórico. No entanto, seria ele o autor de um “hat-trick” frente ao S.C. Espinho que colocou o F.C. Porto na final do Campeonato de Portugal de 1924/25. O jogo decisivo teve lugar em Viana do Castelo, onde Hall, capitão de equipa, inaugurou o marcador numa vitória por 2-1 frente ao Sporting C.P., resultado que permitiu ao F.C. Porto conquistar o seu segundo título nacional.
A carreira de Norman Hall no F.C. Porto teria terminado em Junho de 1930 se o inglês não fosse seduzido a jogar mais um ano, participando na campanha do clube na época de 1930/31. Quando finalmente se despediu dos campos de futebol, o avançado somava 71 utilizações e 58 golos marcados ao longo dos anos em jogos do Campeonato de Portugal e do Campeonato Regional, números bastante elevados naquele período da história.
Hall foi elevado a Sócio Honorário do F.C. Porto e, depois de terminar a carreira de futebolista, viveu em Lisboa, por razões profissionais, onde chegou a exercer a funções no gabinete de comunicação na Embaixada dos Estados Unidos da América. Em 1952, ajudou à importação, de Inglaterra, das sementes que deram origem ao primeiro relvado do Estádio das Antas, inaugurado nesse ano.

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