9 de março de 2008

João Pinto

João Domingos da Silva Pinto nasceu no dia 21 de Novembro de 1961 em Vilar do Andorinho, Vila Nova de Gaia.
Começou a jogar futebol no Clube de Futebol de Oliveira do Douro quando tinha 12 anos.
Aos 14 anos ingressou no Futebol Clube do Porto, e enquanto fazia a sua formação no clube das Antas jogou em todas as posições, excepto a guarda-redes.
Na temporada de 1980/81 passou a fazer parte da equipa sénior. a sua estreia a sénior com a camisola dos Dragões, aconteceu no dia 1 de Dezembro de 1981 no Estádio da Luz, em Lisboa, onde os portistas defrontaram o S.L. Benfica no jogo da 1ª mão da Supertaça Cândido de Oliveira de 1981/82, João Pinto entrou aos 70 minutos para o lugar de Teixeira.
Nessa temporada conquistou a Supertaça Cândido de Oliveira e ainda a Taça Associação de Futebol do Porto.
Em 1982/83 já com Pedroto a treinador, João Pinto conseguiu a titularidade a lateral direito.
Na época de 1983/84 venceu de novo a Taça Associação de Futebol do Porto e a Supertaça Cândido de Oliveira, conquistou também a sua primeira Taça de Portugal ao derrotar o Rio Ave F.C. no estádio do Jamor por 4-1. Apenas duas semanas mais tarde marcava presença na cidade Suiça de Basileia para defrontar a Juventus F.C. de Itália na Final da Taça dos Vencedores das Taças, infelizmente a equipa portista não conseguiu levar de vencida a formação italiana, no que foi a primeira final europeia do emblema azul e branco.
Em 1984/85 e 1985/86 sagrou-se Campeão Nacional, ao que juntou mais uma Supertaça Cândido de Oliveira.
Em 1986/87 o Futebol Clube do Porto venceu a Supertaça Cândido de Oliveira, mas mais importante do que isso sagrou-se Campeão Europeu na cidade de Viena na Áustria ao derrotar na Final os alemães do F.C. Bayern Munique por 2-1. Ficou para a história o facto de João Pinto ter recebido a Taça, por ser o capitão da equipa, e não mais a largar. Sobre isso, o ex-capitão disse recentemente o seguinte: “Ainda bem que fiz isso da outra vez, porque passados 20 anos ainda apareço sempre com a taça na cabeça… (risos) Se a tivesse partilhado na altura, se calhar hoje já ninguém se lembrava de mim. Assim, ainda vão falando de mim (risos)”.
Na época seguinte, 1987/88, já sob o comando de Tomislav Ivic e com João Pinto sempre a lateral direito, o Futebol Clube do Porto venceu a Taça Intercontinental no dia 13 de Dezembro em Tóquio no Japão ao vencer os Uruguaios do C.A. Peñarol por 2-1. O terreno de jogo em vez de apresentar o verde da relva, estava completamente branco pela neve que continuou a cair com o decorrer do desafio. Um mês mais tarde jogou-se a segunda mão da Supertaça Europeia no estádio das Antas contra os holandeses do F.C. Ajax. O Futebol Clube do Porto partia em vantagem pois tinha ganho o jogo da 1ª mão por 1-0, resultado que repetiu no jogo disputado nas Antas e que valeu a conquista de mais um troféu Internacional para João Pinto. No final dessa temporada o F.C. Porto sagrou-se Campeão Nacional e venceu a Taça de Portugal ao derrotar na final o Vitória de Guimarães por 1-0.
Foi Campeão em 1989/90 de novo sob o comando técnico de Artur Jorge.
Em 1990/91 venceu a Taça de Portugal e mais uma Supertaça Cândido de Oliveira.
Nas temporadas de 1991/92 e 1992/93 sagrou-se Bi-Campeão já com o treinador brasileiro, Carlos Alberto Silva e venceu de novo a Supertaça Cândido de Oliveira.
Na época de 1993/94 conquistou a Taça de Portugal. Já na tribuna de honra onde os jogadores portistas receberam a Taça, com João Pinto à frente como Capitão, foram bombardeados por centenas de garrafas e pedras arremessados da bancada central, ainda assim o Capitão João Pinto não se coibiu de erger a Taça de Portugal.
Esteve ainda nos três primeiros dos cinco títulos conquistados pelo Futebol Clube do Porto, nas épocas de 1994/95 a 1998/99, juntando mais três Supertaças Cândido de Oliveira.
No final da temporada de 1996/97 decidiu por um ponto final na sua brilhante carreira futebolista, e na apresentação do plantel portista aos sócios da época seguinte, despediu-se dos adeptos de uma maneira simbólica quanto entregou a camisola com o numero 2 e a braçadeira de capitão a Jorge Costa.
Com a camisola do F.C. Porto, João Pinto conquistou 27 Títulos, disputou 587 partidas oficiais e marcou 20 golos nas 16 épocas o mais alto nível com a camisola azul e branca.
Foi o único jogador Português a ter a honra de ser capitão de uma Selecção Mundial aquando da festa de despedida de Zico, isto depois de já ter feito parte também da mesma Selecção Mundial na festa de Platini.
Foi internacional por 70 vezes e marcou presença no Campeonato da Europa de França em 1984 e no Campeonato do Mundo do México em 1986.
A despedida da Selecção aconteceu no local que sempre o idolatrou, no estádio das Antas, quando Portugal defrontou e derrotou a Ucrânia por 1-0 em 1996.
Terminada a sua carreira como jogador de futebol, João Pinto assumiu em 1997/98, o comando técnico da equipa de juniores do Futebol Clube do Porto, lugar que manteve durante sete temporadas.
Em 2004/05 foi convidado para fazer parte da equipa principal onde desempenhou durante dois anos a função de observador passando depois a treinador adjunto da equipa técnica liderada por Jesualdo Ferreira.
Na temporada de 2010/11 passou pelo comando técnico do S.C. Covilhã. Seguiu-se em 2012/13 o G.D. Chaves, tendo levado o clube flaviense à vitória no Campeonato Nacional da 2ª Divisão.

Palmarés como jogador
1 Taça Intercontinental
1 Taça dos Clubes Campeões Europeu
1 Supertaça Europeia
9 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
4 Taças de Portugal
9 Supertaças Cândido de Oliveira
2 Taças Associação de Futebol do Porto

Palmarés como treinador
1 Campeonato Nacional 2ª Divisão (Portugal)

3 comentários:

Ana disse...

Eu quase que não me lembro de o ver jogar... :$
Mas existem jogadores que pelo que fizeram se tornam inesqueciveis na historia do clube, e ficam na memória dos adeptos mesmo na daqueles que mal se lembram deles. Esse senhor é um deles.
Pequenino, mas, ao mesmo tempo, gigante.

Obrigado pelo link. Também já estás no meu.

Beijinho

dragao vila pouca disse...

Grande João!Grande jogador e profissional ímpar.Chegou a jogar com com um dedo partido e para que os adversários não se apercebessem cortou a bota e pintou a meia de preto, revelando um espírito de sacrifício que não se vê nos dias de hoje,onde qualquer toquezinho é suficiente para deixar um jogador de fora de um jogo.
São dele também algumas frases que fazem história no desporto português, com a mais conhecida a ser: " prognósticos? Só no final do jogo?!"
Um abraço

Ta_8 disse...

E o malandreco que nao largava a taça! Pena ainda faltarem 2 anos nessa altura para eu nascer porque nao vi essa taça a ser conquistada...

Nem me lembro dele acabar a carreira mas sei que ja era nascida e crescidinha mas nao me lembro infelizmente... Guardo memorias televisivas, na internet e olha é tudo o que tenho dele! Mas Senhor Dragão é sempre Senhor Dragão mesmo que eu nao o tenha visto jogar ou que nao me lembre!lol

Beijinho azul e branco da Ta_8