12 de julho de 2009

Jaime Pacheco

Jaime Moreira Pacheco nasceu no dia 22 de Julho de 1958 em Lordelo, Paredes.
Iniciou-se no mundo do futebol nos iniciados do Aliados Lordelo. Em 1979/80 foi contratado pelo Futebol Clube do Porto que era treinado por José Maria Pedroto.
A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 2 de Dezembro de 1979 no Estádio das Antas onde os portistas receberam e venceram o S.C. Lusitânia dos Açores por 2-0, num jogo a contar para a 3ª eliminatória da Taça de Portugal de 1979/80.
O primeiro troféu que venceu ao serviço dos azuis e brancos foi a Taça Associação de Futebol do Porto em 1980/81.
Na temporada seguinte conquistou a Supertaça Cândido de Oliveira ao vencer o S.L. Benfica no Estádio das Antas por 4-1, isto depois de um resultado desfavoravel de 2-0 traqzido do Lisboa.
Em 1983/84 voltou a conquistar a Supertaça Cândido de Oliveira e mais uma vez ao derrotar o S.L. Benfica, desta vez com uma vitória no Estádio da Luz por 2-0 depois de um empate 0-0 no Estádio das Antas. Venceu também mais uma Taça Associação de Futebol do Porto. No dia 1 de Maio ganhou a Taça de Portugal ao vencer o Rio Ave F.C. por 4-1 na final realizada no Estádio do Jamor. Ainda em Maio, foi títular na equipa portista que, pela primeira vez na história dos portistas, disputou uma final de uma competição europeia, no caso a Taça dos Clubes Vencedores das Taças que os italianos da Juventus F.C. venceram.
Depois de cinco anos nas Antas, assinou pelo Sporting C.P. onde jogou durante duas épocas sem nunca ter vencido algum troféu. ao F.C. Porto duas temporadas depois, a tempo de se sagrar Campeão Europeu, em 1987, e vencer a Taça Intercontinental assim como a Supertaça Europeia. No inicío da temporada de 1986/87 regressou ao F.C. Porto. Venceu pela terceira vez a Supertaça Cândido de Oliveira e de novo ao levar de vencido o S.L. Benfica com uma vitória por 4-2, em Lisboa, depois de um empate 1-1 no Estádio das Antas. Mas o ponto alto da carreira aconteceu no dia 27 de Maio de 1987 com a vitória na final da Taça dos Clubes Campeões Europeus sobre o F.C. Bayern Munique por 2-1. Uma final que Jaime Pacheco não pôde disputar, devido a lesão, mais que deu o seu contributo ao longo da competição com 4 jogos disputados.
Na temporada de 1987/88, Jaime Pacheco venceu praticamente tudo o que havia para vencer. Começou por ganhar a Taça Intercontinental, um mês depois conquistou a Supertaça Europeia, depois sagrou-se Campeão Nacional e conquistou a Taça de Portugal.
A época de 1988/89 foi a ultima em que vestiu a camisola azul e branca.
Jaime Pacheco representou o F.C. Porto durante 8 temporadas, conquistou 11 Títulos, disputou 206 jogos oficiais e marcou 19 golos.
Em 1989/90 ingressou no V. Setubal, onde disputou 53 partidas oficiais. Em 1991/92 transferiu-se para o F.C. Paços de Ferreira tendo disputado 52 jogos oficiais. Em 1993/94 esteve ao serviço do S.C. Braga onde jogou por 18 vezes. Em 1994/95 Representou o Rio Ave F.C. pelo qual disputou 8 partidas e em 1995/96 ingressou no U.S.C. Paredes, onde terminou a sua carreira no final dessa temporada.
Chegou também a vestir por diversas vezes a camisola da Selecção Nacional e esteve presente no Campeonato da Europa de 1984 e no Campeonato do Mundo de 1986.
Jaime Pacheco estreou-se a treinador durante a temporada de 1992/93 quando ainda era jogador do F.C. Paços de Ferreira e onde acumulou as duas funções.
Em 1995/96 passou definitivamente a técnico ao assumir o comando do C.F. União de Lamas. E foi na equipa de Santa Maria da Feira que Jaime Pacheco começou a dar as primeiras dores de cabeça às grandes equipas, quando na 5ª eliminatória da Taça de Portugal impôs um empate a zero contra o F.C. Porto em pleno estádio das Antas, e o feito poderia mesmo ter sido ainda maior se a sua equipa não tivesse desperdiçado uma grande penalidade já nos minutos finais. Ainda nessa época, o presidente do Vitória de Guimarães, Pimenta Machado, foi buscá-lo a Santa Maria de Lamas para orientar a equipa da cidade berço. Assim, tirou o V. Guimarães do fundo da tabela, para na época seguinte (1996/1997) levar o clube minhoto a conquistar a presença nas competições europeias. Na temporada de 1997/98, viveu uma situação insólita na sua carreira, já que foi despedido à oitava jornada, quando o Vitória de Guimarães, curiosamente, seguia num excelente segundo lugar no campeonato. Contudo, Jaime Pacheco não ficou muito tempo no desemprego, já que João Loureiro, presidente do Boavista F.C. se lembrou dele quando, em Dezembro de 1997, decidiu substituir Mário Reis no comando da equipa técnica do clube axadrezado.
Na época de 1998/99, levou os boavisteiros ao segundo lugar no campeonato, assim, em 1999/2000 o Boavista F.C. alcançou o apuramento para a Liga dos Campeões.
Mas o maior feito da carreira de Jaime Pacheco como treinador de futebol foi alcançado na temporada de 2000/01 quando levou o Boavista F.C. à vitória no Campeonato Nacional.
Na temporada de 2002/03 ainda no comando técnico do emblema do Bessa, chegou às meias-finais da Taça UEFA onde foi eliminado pelos escoceses do Celtic de Glasgow.
Em 2003/04 ingressou no R.C.D. Mallorca de Espanha onde se manteve apenas alguns meses. Na temporada seguinte voltou ao Boavista F.C. onde esteve uma temporada. Ainda passou depois pelo V. Guimarães, regressou de novo ao Bessa e na temporada de 2008/09 assumiu o comando do C.F. Belenenses. Em 2009/10 viajou para a Arábia Saudita onde foi treinar o Al-Shabab de Riyadh durante uma temporada. Em 2011 rumou à China para comandar o Beijin Guoan F.C. durante dois anos. Passou depois pelo Egito para orientar o Zamalek S.C. Em 2014/15 voltou à Arabia Saudita e ao Al-Shabab F.C. e no verão de 2016 voltou à China para treinar o Tianjin Teda F.C. 

Palmarés como jogador
1 Taça dos Clubes Campeões Europeus
1 Taça Intercontinental
1 Supertaça Europeia
1 Campeonato Nacional da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
3 Supertaças Cândido de Oliveira
2 Taças Associação de Futebol do Porto
1 Taça Associação de Futebol de Lisboa

Palmarés como treinador
1 Campeonato Nacional da 1ª Divisão (Portugal)

3 comentários:

dragao vila pouca disse...

Era um jogador de qualidae que conjugava técnica com força, um trinco de qualidade, que também jogou a lateral esquerdo, no tempo de Pedroto e depois, de Artur Jorge.

Não sei porquê, quando passou a treinador, e principalmente, no Boavista, começou a ter um discurso contra o F.C.Porto, que nunca percebi muito bem...
Aquela conferência de imprensa em que se recusou sentar para não prestar vassalagem ao F.C.Porto, foi patética!

Um abraço

Anónimo disse...

Gosto do Jaiminho. É humilde e simples. Sabe de bola. Uma equipa técnica com ele e o Sousa, era de considerar.

Anónimo disse...

O jaime foi grande jogador e treinador, pena naquela altura de jogador não ter o espírito de guerreiro que teve no final da carreira em paços e que depois levou para o Bessa. Acho que faz falta à primeira liga... ele e Inácio.

RS